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Foram encontradas 563 questões.

3953233 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Podemos estabelecer uma periodização do fenômeno populismo analisando-o do ponto de vista do momento histórico em que se produziu. Assim sendo, a periodização deve ser a seguinte:
• Precoce – Podemos denominar dessa forma o período também conhecido como Radicalismo ou Reformismo das classes médias, ou seja, estamos falando das primeiras três décadas do século XX.
• Clássico – Seria o período que abarca as décadas de 1930 a 1950. Lázaro Cárdenas no México, Getúlio Vargas no Brasil e Juan Domingo Perón na Argentina são seus principais representantes.
(Norberto Ferreras, A sociedade de massas: os populismos. Em: Cecília Azevedo e Ronaldo Raminelli, História das Américas: novas perspectivas, 2011. Adaptado)
Segundo o artigo em análise, caracteriza o populismo no período clássico
 

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3953232 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Interessa saber um pouco mais sobre como os brasileiros não-índios percebem e concebem o futuro de vida dos povos indígenas do Brasil. Em pesquisa realizada em 2000, pelo IBOPE, foram ouvidos 2.000 homens e mulheres. Parte dessa pesquisa teve o seguinte resultado:
Imagem dos índios: 78% dos entrevistados revelaram ter interesse no futuro dos índios sobre os quais prevalece uma visão positiva; 88% concordam que os índios ajudam a conservar a natureza e vivem em harmonia com ela, e que não são preguiçosos, mas encaram o trabalho de forma diferente da sociedade branca ocidental; 89% afirmaram que os índios não são ignorantes, mas possuem uma cultura diferente da cultura branca e que só são violentos com aqueles que invadem as suas terras para tomar-lhes.
(Gersem dos Santos Luciano, Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje, 2006. Adaptado)
Para Luciano, os dados apresentados no excerto revelam
 

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3953231 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Na história oficial do Brasil, contada nos livros didáticos das escolas ou mesmo na literatura especializada, não aparece nenhum feito ou contribuição significativa dos povos indígenas à formação da nação brasileira. Isto porque os povos indígenas sempre foram considerados sem cultura, sem civilização ou qualquer tipo de progresso material.
(Gersem dos Santos Luciano, Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje, 2006)
Entre as contribuições contemporâneas dos povos indígenas, a obra em análise cita
 

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3953230 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
No artigo Escravidão negra em debate (Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998), Suely Robles Reis de Queiróz assevera que “a matriz do dissenso historiográfico está na caracterização do sistema escravista, tido por alguns como violento e cruel, por outros como brando, benevolente”.
Em meio a esse debate historiográfico, Emília Viotti da Costa e Florestan Fernandes entendiam a escravidão como sendo
 

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3953229 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Para Joaquim Nabuco, a revolução explodiu por várias razões. Originou-se nas paixões e instintos constitutivos do comportamento das massas de Pernambuco, quando instigadas por demagogos e pelo abuso das classes “que se servem de delongas da lei para preservarem seus privilégios”. Foi um “turbilhão popular violento, indiferente a leis e princípios” e “mais que um movimento político, foi um movimento social, uma guerra do povo contra os portugueses que monopolizavam o comércio nas cidades e os senhores de engenho que monopolizavam a terra no interior”.
(Izabel Andrade Marson, O Império da revolução: matrizes interpretativas dos conflitos da sociedade monárquica. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O excerto traz características da
 

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3953228 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
A historiografia do Império foi durante muito tempo matriz do estudo das instituições políticas e do discurso fundador da nacionalidade. Dentro dessa característica ideológica, só se podia endossar a consolidação da hegemonia política das elites que projetaram a nação. Esse projeto homogeneizante consistia numa missão de controle social, disciplinador e civilizador das imensas desigualdades sociais herdadas da sociedade escravista.
(Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história: votantes pobres no Império, 1824-1881. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Dias, essa perspectiva historiográfica gerou
 

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3953227 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Há estereótipos incansavelmente repetidos em Simão de Vasconcelos, Brandão, Souza, Gandavo e jesuítas como é o caso da célebre constatação de que a língua dos indígenas do litoral da América portuguesa não possuía as letras F, L e R, provando, portanto, não terem Fé, nem Lei, nem Rei. Essa imagem retórica, à primeira vista engenhosa, é na verdade um sofisma.
(Laima Mesgravis, A sociedade brasileira e historiografia colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998, p. 39. Adaptado)
Para a autora, a imagem retórica descrita é um sofisma porque
 

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3953226 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
O marco inaugural das análises da cultura brasileira seria Casa Grande & Senzala, estampada em 1933. Fecho de um período do pensamento brasileiro, e início de outro, é obra híbrida de tradição e inovação, em muitos pontos nostálgica de um Brasil que chegava ao fim – o de antes de 1930, visto por Gilberto Freyre de forma análoga à douceur de vivre que coloriu certas análises saudosistas do Antigo Regime francês.
Se do ponto de vista ideológico o autor ainda se filia a um país arcaico, é inegável a inovação documental e temática trazida por sua primeira obra e mantida nas que se seguem de perto: Sobrados e mucambos (1936) e Nordeste (1937).
(Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da cultura sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O artigo citado apresenta Freyre como
 

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3953225 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Uma informação fundamental continua sendo válida para análise se constar num ou em mil documentos. Se os membros do Segundo Congresso Continental da Filadélfia tivessem, em 1776, feito quinhentas cópias da Declaração da Independência, e assinado todas, elas continuariam sendo, pelas suas afirmativas, uma referência do pensamento liberal contemporâneo e da História dos EUA. Porém, o mercado costuma valorar de forma distinta. O interesse de colecionadores não coincide, de forma perfeita, com o interesse dos historiadores.
(L. Karnal e F.G. Tatsch. A memória evanescente. Em: C.B. Pinsky; T.R. Luca. O historiador e suas fontes, 2009)
No fragmento, discute-se
 

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3953224 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Qual deveria ser, então, o novo modelo para a História? Que perguntas deveríamos fazer ao nosso passado, ao nosso presente e ao nosso futuro? Qual poderá ser a tábua à qual possamos nos agarrar diante desse naufrágio dos vários modelos?
A resposta de François Hartog lança uma luz penetrante para reorganizarmos nossa maneira de estudar e de ensinar a História. Diz ele que precisamos nos basear em dois princípios:
1. edificar o próprio ponto de vista tão explicitamente quanto possível e
2. realizar sempre uma abordagem comparativa. Trata-se, portanto, de ensinar aos alunos não a contemplar o “edifício da História” como algo já pronto, mas de ensinar-lhes a edificar o próprio edifício.
(Rafael Ruiz, Novas formas de abordar o ensino de História. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)
Segundo o artigo citado, ensinar a edificar o próprio ponto de vista histórico significa, entre outros pontos, ensinar a
 

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