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2239538 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
Da escravidão à exclusão social hoje.
No século XIX, a Inglaterra tornou-se a maior potência econômica do planeta graças à Revolução Industrial. A necessidade de expandir seus produtos no mercado internacional, a fim de manter o crescimento econômico do país, fez a Inglaterra tornasse defensora do fim do trabalho escravo nas colônias americanas. Essa mudança de atitude resultou na pressão inglesa contra o tráfico negreiro no Brasil. Mas, apesar da elite escravista brasileira ter feito de tudo para retardar o fim do tráfico, ele foi oficialmente abolido em 1888. Foram trezentos anos de escravidão sofrendo todos os tipos de maus tratos, justificados por ide ias racistas e religiosas, como exemplifica o fato de os negros africanos não serem cristãos e, também porque muitos seguiam o islamismo como religião, pesou como desculpa para escravizá los, pois na visão cristã católica, assim como aconteceu com os indigenas brasileiros, os rituais dos negros africanos eram considerados bárbaros e selvagens, que deveriam ser eliminados para o bem da alma dos praticantes. Já os negros muçulmanos eram considerados hereges por seguirem uma falsa religião.
Contudo, antes mesmo da proibição definitiva do tráfico de escravos, já se discutia na Assembleia Legislativa de São Paulo e no Congresso do Império, como poderiam manter os seus negócios e substituir a mão de obra escrava. Desse debate resultaram duas medidas. A primeira foi limitar a ocupação de terras pelos ex-escravos ou por quem viesse a ocupar o seu lugar. Isso consistia em impedir que qualquer pessoa sem posses suficientes pudesse adquirir terras, proibindo, inclusive, que os lotes fossem vendidos à prestação. Com essa medida, a única alternativa que lhe restava era continuar a trabalhar nas terras onde foram escravos.
A segunda medida foi estimular a vinda de imigrantes europeus para trabalhar nas fazendas no lugar dos ex-escravos. Os imigrantes (também não teriam condição de obter lotes e neles se estabelecer) tinham a missão, segundo a ótica da elite agrícola que financiava sua vinda para o Brasil, de substituir os escravos não apenas como mão-de-obra, mas também, de branquear a população do país, que era predominantemente negra e mestiça. Para eles (elite), isso era uma vergonha nacional e um sinal de que o povo brasileiro era fraco, pois, segundo os critérios da época, um povo mestiço possuía um "sangue" impuro. Esse era o motivo que explicava por que a população brasileira era fraca e incapaz, no entender da elite. Assim a substituição pelo branco europeu resolveria o problema da incapacidade do povo brasileiro.
Após o fim da escravidão no Brasil, a realidade social dos afro-brasileiros mostrava-se caótica, pois não tinham nem instrução e contavam com poucos mecanismos de integração social. Muitos saíram do campo e foram para as cidades viver em cortiços e favelas, submetendo-se aos trabalhos menos qualificados e mal remunerados. Estavam abandonados à própria sorte e vivendo numa sociedade impregnada de um profundo preconceito de cor.
Segundo dados estatísticos do censo de 2001 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), 60% dos afro-brasileiros e mestiços vivem em favelas; 63% da população com ganhos de até um salário mínimo são afro-brasileiros, que, representam apenas 2,5% das pessoas que têm curso superior ou pós-graduação no Brasil. As taxas de analfabetismo para a população acima dos 15 anos diminuíram muito nos últimos anos, mas mostram, em média, que são duas vezes mais altas para pretos e pardos (terminologia padrão usada pelo IBGE) do que para brancos em todas as regiões do país.
Esses dados confirmam algumas das impressões que observamos em nosso cotidiano, no vai e vem das pessoas na dinâmica social. Porém, agora podemos entender essa realidade não com base em uma percepção preconceituosa, mas como resultado de uma história, de um contexto socioeconômico que gerou uma complexa situação de exclusão de boa parte do povo brasileiro, em particular dos afro-brasileiros.
(Fonte: Coleção Polêmica. Brasileiro, sim senhor! 2004. pp. 41 e 46 a 48.)
As estatísticas do IBGE-2001 traduzem o que o texto acima ratifica sobre a história dos negros africanos no Brasil. Mostram que a mobilidade social, no sentido de melhoria na qualidade de vida e cidadania, pouco ou nada aconteceu na situação dos afro-brasileiros.
Marque a alternativa que NÃO condiz com a real situação dos afro-brasileiros considerada pelo texto.
 

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2239531 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
As Quatro Nobres Verdades
O mundo está cheio de sofrimento. O nascimento, a velhice, a doença e a morte são sofrimentos, assim como são o fato de odiar, estar separado de um ente querido ou lutar inutilmente para satisfazer os desejos. De fato, a vida que não está livre dos desejos e paixões está sempre envolto com angústia. Eis o que se chama a verdade do sofrimento.
Sem dúvida, a causa do sofrimento humano encontra-se nos desejos do corpo físico e nas ilusões das paixões mundanas. Se estes desejos e ilusões forem investigados em suas fontes, poder-se-á verificar que os mesmos se acham profundamente arraigados nos instintos físicos. Assim, o desejo tendo um grande vigor, já em sua base, pode manifestar-se em tudo, inclusive, mesmo em relação à morte. A isso se chama a Verdade da Causa e do Sofrimento.
Se o desejo se aloja na raiz de toda a paixão humana e puder ser removido, aí então morrerá está paixão e desaparecerá, consequentemente, todo o sofrimento humano. Isso é chamado de a Verdade da Extinção do Sofrimento.
Para se atingir um estado de tranquilidade em que não há desejo nem sofrimento, deve-se percorrer o Nobre Caminho, galgando as oitos etapas que são: Percepção Correta, Pensamento Correto, Fala Correta, Comportamento Correto, Meio de vida Correto, Esforço Correto, Atenção Correta e Concentração Correta. Eis a Verdade do Nobre Caminho para a Extinção dos desejos.
Deve-se ter sempre em mente estas verdades, pois estando o mundo cheio de sofrimentos, deles se pode escapar apenas com o romper dos vínculos das paixões mundanas, que são a causa única das agonias. O meio de vida isento de toda paixão mundana e do sofrimento, somente é conhecido através da Iluminação e esta somente pode ser alcançada através da disciplina do Nobre Caminho.
Aqueles que buscam a Iluminação devem entender as Quatro Nobres Verdades. Se não as entender, perambularão interminavelmente no desconcertante labirinto das ilusões da vida. Todos aqueles que conhecem as Quatro Nobres Verdades são chamados de "pessoas que adquiriram os olhos da Iluminação".
Por esta razão, aqueles que quiserem seguir os ensinamentos de Buda deverão concentrar suas mentes nestas Quatro Nobres Verdades e procurar entendê-Ias claramente. Em todas as épocas, um santo, se verdadeiramente um, é aquele que as conhece e as ensina aos outros.
Quando um homem conhecer claramente as Quatro Nobres Verdades, o Nobre Caminho o afastará de toda a cobiça, ele não lutará com o mundo, não matará, não roubará, não cometerá adultério, não trapaceará, não abusará, não invejará, não se irritará, não se esquecerá da transitoriedade da vida, nem será injusto. Seguir o nobre Caminho é como encontrar uma lâmpada num quarto escuro: a escuridão se dissipará e o quarto se encherá de luz. Então, de posse da luz da sabedoria, a ignorância será dissipada.
Buda guia os homens, indicando-lhes as Quatro Nobres Verdades. Aquele que as compreender corretamente alcançará a Iluminação. Eles poderão guiar e amparar a todos neste desconcertante mundo e serão dignos de fé. Quando as Quatro Nobres Verdades forem claramente entendidas, todas as fontes de paixões mundanas se esgotarão.
(Fonte: Doutrina de Buda. Tokyo, Japão, 1998.)
Leia com atenção a passagem bíblica a seguir, Mt. 5 (44-48)
Jesus Cristo fala: "Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito".
- No texto bíblico e no texto da Doutrina de Buda há um chamado de atenção para que o ser humano encontre o caminho da perfeição, da lIuninação. Esse caminho implica:
 

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A Administração Pública direta, indireta e fundacional, de qualquer dos Poderes dos Municípios, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e, também, ao seguinte, exceto:

 

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2239495 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
Desenvolvimento religioso do adolescente
No trabalho do pesquisador James Fowler sobre o desenvolvimento da fé, os estágios da maturidade religiosa pode ser mais bem compreendido. James Fowler se valeu dos conceitos formulados por Jean Piaget e por Erik Erikson sobre a estrutura do desenvolvimento cognitivo humano, tomando no sentido dinâmico de impulsionar para uma evolução subsequente em direção à maturidade, e os relacionou ao desenvolvimento da fé, o que ele denominou de Estágios da Fé, classificando-os em sete fases.
Ele se deteve à terceira fase, chamando-a de Estágio da Fé Sintético-Convencional, a qual corresponde à faixa etária da adolescência entre 12 e 18 anos, quando a pessoa é capaz de sintetizar valores e crenças como forma de sustentar um sistema de ideias nas quais se baseiam sua identidade, quando amplia seu mundo para além da família. E a fase do pensamento operacional formal, quando a relação com Deus é estabelecida por meio de símbolos e rituais, imagens e valores.
Esse é o estágio típico da adolescência, um período marcado principalmente pela ampliação das experiências cotidianas, na escola, com amigos, a mídia, a religião e espaços como o trabalho etc.; quando a pessoa busca se sintonizar com as expectativas dos outros com respeito a ela, por não possuir uma segurança sobre sua identidade. As relações interpessoais são marcadas por contradições, conflitos de aceitação e rejeição, inclusive em relação a Deus.
Os adolescentes são considerados menos religiosos que os adultos. Em função do desenvolvimento do pensamento abstrato, eles passam a ter um conceito de Deus mais espiritualizado, representado sob diversas formas e não um ser dogmático-teológico, como pregam as tradições religiosas, por isso, o adolescente não alcança uma relação pessoal com o Transcendente, apesar de já ter adquirido um desenvolvimento psicoafetivo. O que determina isso é o fato de não haver possibilidade de enfrentamento, o que "torna o processo de esclarecimento e articulação pessoal mais lento", segundo o psicanalista espanhol Antônio Avila.
A adolescência é um tempo marcado pelas cobranças, dúvidas e diversidades de atitudes frente ao religioso e por uma pluralidade de imagens e conceitos de Deus, além dos conceitos religiosos como a "vida pós-morte", assim também, a crítica às proibições feitas pelas instituições religiosas. Os vestígios de crítica e ruptura dos adolescentes com as crenças começam em torno dos 11 anos, porém, de forma velada ou inconsciente, o que pode complicar "a articulação de um conceito adulto de Deus·. São dúvidas que costumam ter origem em fatores como a integração entre conhecimento religioso e conhecimento científico, a integração entre a vivência da instituição religiosa e a ausência de Deus, no sentido afetivo e pessoal, ou ainda, numa frágil religiosidade familiar.
(FONTE: Diálogo, revista de ensino religioso. 2012. pp. 24/25.)
Em relação ao conceito de Deus, o texto apresenta a visão do adolescente sobre este Ser superior. Leia as alternativas a seguir e marque a INCORRETA.
 

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A Grande Heresia do Simples
Em seu livro Tristes Trópicos, Lévi-Strauss descreve os seus colegas brasileiros: "Qualquer que fosse o campo do saber, só a teoria mais recente merecia ser considerada. ( ... ) Nunca liam as obras originais e mostravam um entusiasmo permanente pelos novos pratos. ( ... ) Partilhar uma teoria conhecida era o mesmo que usar um vestido pela segunda vez, corria-se o risco de um vexame".
Cultivamos essa paixão pelas navegações intergalácticas e pelo modismo. Assim, acaba tudo muito complicado, inclusive na educação. Ouso arrostar a cultura nacional. Cometo a Grande Heresia do Simples: tento demonstrar que a educação brasileira precisa de um "feijão com arroz" benfeito, nada mirabolante, nada nos espaços siderais. Vejamos a receita que deu certo alhures.
A escola precisa de metas. E que sejam poucas, claras, estáveis e compartilhadas. Se cada um rema para o seu lado, o barco fica à deriva.
A escola tem a cara do diretor, o principal responsável pela criação de um ambiente estimulante e produtivo. Daí o extremo cuidado na sua escolha. Eleição por professores não será pior que indicação política? E, uma vez escolhido, o diretor precisa de autonomia, de par com cobrança firme do que for combinado.
Boa gestão é essencial. Nem empresas, nem paróquias, nem escolas se administram sem dominar os princípios e técnicas apropriados. Ademais, as secretarias não devem atrapalhar, criando burocracias infinitas.
O professor tem de dominar o assunto que vai ensinar e saber como dar aula. Infelizmente, as faculdades de educação acham isso irrelevante.
Prêmios e penalidades. De alguma forma, o bom desempenho do professor deve ser recompensado. E, se falhar, que venham os puxões de orelha. Por que a atividade mais crítica para o futuro do país é uma das poucas em que prevalece a impunidade.
Ensinou a teoria ou o princípio? Então, que sejam aplicados em problemas práticos e realistas. Diz a ciência cognitiva que sem aplicar não se aprende.
Nova idéia? Então mostre sua conexão com alguma coisa que o aluno já sabe. Isso se chama "contextualizar". Pelo menos, que não se ensine nada sem mostrar para que serve. Se o professor não sabe, como pode suceder na matemática, é melhor não ensinar. É preciso ensinar menos, para os alunos aprenderem mais. O tsunami curricular impede que se aprenda o que quer que seja. Ouve-se falar de tudo, mas não se domina nada. E como só gostamos do que entendemos, no ritmo vertiginoso em que disparam os assuntos, não é possível gostar e, portanto, aprender o que quer que seja.
Valores e cidadania se aprendem na escola, tanto quanto a matéria ensinada. Só que não no currículo ou em sermões, mas na forma pela qual a escola funciona. Escola tolerante e justa ensina essas virtudes. Aprende-se pelo exemplo da própria escola e dos professores. Tão simples quanto isso. Com bagunça na aula não se aprende. Foi o que disseram os próprios alunos, em uma pesquisa do Instituto Positivo (confirmada por outros estudos). A escola precisa enfrentar com firmeza a assombração da indisciplina.
Sem avaliação, a escola faz voo cego. Nossos sistemas de avaliação são excelentes. Mas ainda são pouco usados, seja pelos professores, pela escola ou pelas secretarias. É pena.
A tecnologia pode ajudar, não há boas razões para desdenhá-Ia. Mostra o Pisa: na mão dos alunos, produz bons resultados. Mas não é uma ferramenta para alavancar mudanças. Escola travada não vai mudar com computadores, tablets ou smartphones. Pior, dentro da escola, escoam-se décadas e ela continua um elefante branco, incapaz de promover avanços na qualidade. E aos pais cabe vigiar. Conforme o caso, apoiando ou cobrando.
O currículo é ler com fluência, entender o lido, escrever corretamente, usar regra de três, calcular áreas, volumes e um juro simples, ler gráficos e tabelas ... Só depois de dominado isso podemos ir para as guerras púnicas, derivadas e integrais, reis da França, afluentes do Amazonas e a infinidade de bichinhos do livro de biologia.
Onde está a complicação? Fazer bem o "feijão com arroz" seria uma revolução no nosso ensino. Mas, para muitos, o simples é a Grande Heresia.
(Fonte: CASTRO, Claudio de Moura. Veja-21 de outubro 2015)
Todas as palavras entre parênteses estão classificada~ corretamente, exceto:
 

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2239449 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
Da escravidão à exclusão social hoje.
No século XIX, a Inglaterra tornou-se a maior potência econômica do planeta graças à Revolução Industrial. A necessidade de expandir seus produtos no mercado internacional, a fim de manter o crescimento econômico do país, fez a Inglaterra tornasse defensora do fim do trabalho escravo nas colônias americanas. Essa mudança de atitude resultou na pressão inglesa contra o tráfico negreiro no Brasil. Mas, apesar da elite escravista brasileira ter feito de tudo para retardar o fim do tráfico, ele foi oficialmente abolido em 1888. Foram trezentos anos de escravidão sofrendo todos os tipos de maus tratos, justificados por ide ias racistas e religiosas, como exemplifica o fato de os negros africanos não serem cristãos e, também porque muitos seguiam o islamismo como religião, pesou como desculpa para escravizá los, pois na visão cristã católica, assim como aconteceu com os indigenas brasileiros, os rituais dos negros africanos eram considerados bárbaros e selvagens, que deveriam ser eliminados para o bem da alma dos praticantes. Já os negros muçulmanos eram considerados hereges por seguirem uma falsa religião.
Contudo, antes mesmo da proibição definitiva do tráfico de escravos, já se discutia na Assembleia Legislativa de São Paulo e no Congresso do Império, como poderiam manter os seus negócios e substituir a mão de obra escrava. Desse debate resultaram duas medidas. A primeira foi limitar a ocupação de terras pelos ex-escravos ou por quem viesse a ocupar o seu lugar. Isso consistia em impedir que qualquer pessoa sem posses suficientes pudesse adquirir terras, proibindo, inclusive, que os lotes fossem vendidos à prestação. Com essa medida, a única alternativa que lhe restava era continuar a trabalhar nas terras onde foram escravos.
A segunda medida foi estimular a vinda de imigrantes europeus para trabalhar nas fazendas no lugar dos ex-escravos. Os imigrantes (também não teriam condição de obter lotes e neles se estabelecer) tinham a missão, segundo a ótica da elite agrícola que financiava sua vinda para o Brasil, de substituir os escravos não apenas como mão-de-obra, mas também, de branquear a população do país, que era predominantemente negra e mestiça. Para eles (elite), isso era uma vergonha nacional e um sinal de que o povo brasileiro era fraco, pois, segundo os critérios da época, um povo mestiço possuía um "sangue" impuro. Esse era o motivo que explicava por que a população brasileira era fraca e incapaz, no entender da elite. Assim a substituição pelo branco europeu resolveria o problema da incapacidade do povo brasileiro.
Após o fim da escravidão no Brasil, a realidade social dos afro-brasileiros mostrava-se caótica, pois não tinham nem instrução e contavam com poucos mecanismos de integração social. Muitos saíram do campo e foram para as cidades viver em cortiços e favelas, submetendo-se aos trabalhos menos qualificados e mal remunerados. Estavam abandonados à própria sorte e vivendo numa sociedade impregnada de um profundo preconceito de cor.
Segundo dados estatísticos do censo de 2001 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), 60% dos afro-brasileiros e mestiços vivem em favelas; 63% da população com ganhos de até um salário mínimo são afro-brasileiros, que, representam apenas 2,5% das pessoas que têm curso superior ou pós-graduação no Brasil. As taxas de analfabetismo para a população acima dos 15 anos diminuíram muito nos últimos anos, mas mostram, em média, que são duas vezes mais altas para pretos e pardos (terminologia padrão usada pelo IBGE) do que para brancos em todas as regiões do país.
Esses dados confirmam algumas das impressões que observamos em nosso cotidiano, no vai e vem das pessoas na dinâmica social. Porém, agora podemos entender essa realidade não com base em uma percepção preconceituosa, mas como resultado de uma história, de um contexto socioeconômico que gerou uma complexa situação de exclusão de boa parte do povo brasileiro, em particular dos afro-brasileiros.
(Fonte: Coleção Polêmica. Brasileiro, sim senhor! 2004. pp. 41 e 46 a 48.)
Segundo o texto, a Inglaterra no século XIX tornou-se uma potência mundial. Sua intenção de abolir o tráfico negreiro tinha como objetivo:
I- questões humanitárias, pois os negros não mereciam um tratamento tão desumano que recebiam tanto nas colônias americanas, quanto na colônia portuguesa, o Brasil.
II- libertar os negros, pois os mesmos eram considerados, na época, mão-de-obra qualificada para trabalharem nas grandes fábricas inglesas, assim, a Inglaterra alavancava sua economia.
III- criar novos mercados para vender seus produtos provenientes de suas fábricas, já que a mão-de-obra escrava representava um obstáculo para pôr esses produtos no campo.
IV- a Inglaterra com a intenção de expandir seus produtos no mercado consumidor internacional precisava de pessoas que gastasse dinheiro consumindo seus produtos. Então, com os escravos livres, seria uma quantidade incalculável de seres humanos dispostos a comprar produtos.
V- A Revolução Industrial possibilitou à Inglaterra uma posição economicamente privilegiada no cenário internacional da época, porém, para sua economia não estagnar necessitava vender seus produtos em outros mercados e, com isso defender o fim da escravidão.
 

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2239393 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
Da escravidão à exclusão social hoje.
No século XIX, a Inglaterra tornou-se a maior potência econômica do planeta graças à Revolução Industrial. A necessidade de expandir seus produtos no mercado internacional, a fim de manter o crescimento econômico do país, fez a Inglaterra tornasse defensora do fim do trabalho escravo nas colônias americanas. Essa mudança de atitude resultou na pressão inglesa contra o tráfico negreiro no Brasil. Mas, apesar da elite escravista brasileira ter feito de tudo para retardar o fim do tráfico, ele foi oficialmente abolido em 1888. Foram trezentos anos de escravidão sofrendo todos os tipos de maus tratos, justificados por ide ias racistas e religiosas, como exemplifica o fato de os negros africanos não serem cristãos e, também porque muitos seguiam o islamismo como religião, pesou como desculpa para escravizá los, pois na visão cristã católica, assim como aconteceu com os indigenas brasileiros, os rituais dos negros africanos eram considerados bárbaros e selvagens, que deveriam ser eliminados para o bem da alma dos praticantes. Já os negros muçulmanos eram considerados hereges por seguirem uma falsa religião.
Contudo, antes mesmo da proibição definitiva do tráfico de escravos, já se discutia na Assembleia Legislativa de São Paulo e no Congresso do Império, como poderiam manter os seus negócios e substituir a mão de obra escrava. Desse debate resultaram duas medidas. A primeira foi limitar a ocupação de terras pelos ex-escravos ou por quem viesse a ocupar o seu lugar. Isso consistia em impedir que qualquer pessoa sem posses suficientes pudesse adquirir terras, proibindo, inclusive, que os lotes fossem vendidos à prestação. Com essa medida, a única alternativa que lhe restava era continuar a trabalhar nas terras onde foram escravos.
A segunda medida foi estimular a vinda de imigrantes europeus para trabalhar nas fazendas no lugar dos ex-escravos. Os imigrantes (também não teriam condição de obter lotes e neles se estabelecer) tinham a missão, segundo a ótica da elite agrícola que financiava sua vinda para o Brasil, de substituir os escravos não apenas como mão-de-obra, mas também, de branquear a população do país, que era predominantemente negra e mestiça. Para eles (elite), isso era uma vergonha nacional e um sinal de que o povo brasileiro era fraco, pois, segundo os critérios da época, um povo mestiço possuía um "sangue" impuro. Esse era o motivo que explicava por que a população brasileira era fraca e incapaz, no entender da elite. Assim a substituição pelo branco europeu resolveria o problema da incapacidade do povo brasileiro.
Após o fim da escravidão no Brasil, a realidade social dos afro-brasileiros mostrava-se caótica, pois não tinham nem instrução e contavam com poucos mecanismos de integração social. Muitos saíram do campo e foram para as cidades viver em cortiços e favelas, submetendo-se aos trabalhos menos qualificados e mal remunerados. Estavam abandonados à própria sorte e vivendo numa sociedade impregnada de um profundo preconceito de cor.
Segundo dados estatísticos do censo de 2001 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), 60% dos afro-brasileiros e mestiços vivem em favelas; 63% da população com ganhos de até um salário mínimo são afro-brasileiros, que, representam apenas 2,5% das pessoas que têm curso superior ou pós-graduação no Brasil. As taxas de analfabetismo para a população acima dos 15 anos diminuíram muito nos últimos anos, mas mostram, em média, que são duas vezes mais altas para pretos e pardos (terminologia padrão usada pelo IBGE) do que para brancos em todas as regiões do país.
Esses dados confirmam algumas das impressões que observamos em nosso cotidiano, no vai e vem das pessoas na dinâmica social. Porém, agora podemos entender essa realidade não com base em uma percepção preconceituosa, mas como resultado de uma história, de um contexto socioeconômico que gerou uma complexa situação de exclusão de boa parte do povo brasileiro, em particular dos afro-brasileiros.
(Fonte: Coleção Polêmica. Brasileiro, sim senhor! 2004. pp. 41 e 46 a 48.)
As ideias religiosas da época da colônia a respeito dos negros africanos eram favoráveis:
 

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2239390 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
Lei Maria da Penha, o que toda mulher deve saber.
"Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana" (Art. 2° da Lei Maria da Penha).
A violência contra a mulher é um dos fenômenos sociais negativos que mais se aprofundou nos últimos anos, devido o efeito perverso sobre a dignidade humana e a saúde pública, razão pela qual, no mundo inteiro, os governos têm priorizado políticas públicas de repressão à violência doméstica e familiar contra a mulher.
A cultura patriarcal a que fomos submetidos exige obdiência, que nos leva à prática ou à aceitação de um modelo distorcido de autoridade e subordinação, superioridade e inferioridade, poder e submissão. A violência de gênero contra a mulher é sempre cometida no momento em que ela se encontra em situação de inferioridade em relação ao agressor, que pode ser homem ou outra mulher (incluindo as relações homoafetivas).
A Constituição Federal Brasileira reconhece a importância da família e a necessidade de protegê-Ia da violência doméstica (parágrafo 8° do artigo 226): "O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações".
Em 22 de setembro de 2006 entrou em vigor no Brasil a Lei 11.340, homenagem à biofarmacêutica bioquímica cerarense Maria da Penha Fernandes que sofreu duas tentativas de assassinatos pelo marido.
Entendemos que a desigualdade sociocultural é uma das fortes razões da descriminação feminina e da dominação masculina sobre as mulheres. A Lei Maria da Penha define violência doméstica e familiar contra a mulher, ao gênero feminino, de maneira ampla, superando diferenças culturais e sociais entre sexos, incluindo todas as formas de relacionamento, desde um olhar ameaçador até as relações sexuais, passando pela linguagem e comunicação entre homens e mulheres.
(Fonte: SINPRO/PA. lei Maria da Penha. pp. 3 a 5.)
Segundo o texto, a Lei Maria da Penha considera como violência doméstica:
 

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Compete ao município, no exercício de sua autonomia, prover a tudo quanto respeite ao interesse local, tendo como objetivo o pleno desenvolvimento de suas funções sociais e garantir o bem estar de seus habitantes, cabendo-lhe, privativamente entre outras, as seguintes atribuições:

I- criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual.

II- zelar pela saúde, higiene e segurança pública.

III- estabelecer servidões administrativas necessárias aos seus serviços.

IV- estabelecer e impor penalidade por infração de suas leis e regulamentos.

V- dar assistência, proteção e garantir às pessoas portadoras de deficiência.

Estão corretos apenas os itens:

 

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Compete ao Município instituir os seguintes tributos:

I- imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.

II- imposto sobre a Transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos à sua aquisição.

III- imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - não compreendidos no artigo 155, 11, da Constituição Federal -, definidos em lei federal complementar.

IV- taxas em razão do exercício do poder de polícia.

Após a análise dos itens, marque a alternativa correta:

 

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