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Foram encontradas 469 questões.

3674670 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Calor, novo obstáculo à educação


A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
Ao analisar os descritores para a compreensão textual no Ensino Fundamental, Luís Antônio Marcuschi (2008) vale-se da Matriz de Referência para os Descritores de Língua Portuguesa do SAEB 2001. Nessa matriz, um dos descritores é “reconhecer o efeito de sentido da escolha de uma determinada palavra ou expressão”.

Com base nessa explicação, o termo destacado cujo sentido remete à confirmação de uma ideia é:
 

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3674669 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
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Calor, novo obstáculo à educação


A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
De acordo com a BNCC, o campo de atuação na vida pública prevê a “consolidação e desenvolvimento de habilidades e aprendizagem de novos procedimentos envolvidos na leitura/escuta e produção de textos pertencentes a gêneros relacionados à proposição, debate, aprovação e implementação de propostas e projetos de lei, à defesa e reclamação de direitos e à elaboração de projetos culturais e de intervenção de diferentes naturezas.” Assim, ao analisar a proposta do editorial – a instalação de equipamentos de ar-condicionado –, conclui-se corretamente que, na sua produção, a finalidade a ser atingida é:
 

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3674668 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
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Calor, novo obstáculo à educação


A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
De acordo com a habilidade (EM13LP08) Analisar elementos e aspectos da sintaxe do português, como (...) a sintaxe de concordância e de regência, de modo a potencializar os processos de compreensão e produção de textos e a possibilitar escolhas adequadas à situação comunicativa (BNCC), na passagem do 1° parágrafo do texto “A onda de calor (...) escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui...”, espera-se que um aluno proficiente em regência reconheça que a expressão destacada se mantenha caso a oração “poucos se deram conta até aqui” seja substituída por:
 

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3674667 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
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Calor, novo obstáculo à educação


A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
Na passagem do 1° parágrafo “O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima.”, o articulador destacado estabelece a sequenciação no texto por meio da contrajunção.

Com base em Koch e Elias (2011), esse mesmo tipo de sequenciação ocorre com o emprego do articulador destacado em:
 

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3674666 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
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Calor, novo obstáculo à educação


A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
De acordo com Koch e Elias (2011), os elementos dêiticos têm a função de “localizar entidades no contexto espácio -temporal, social e discursivo”, como se pode comprovar com o termo destacado em:
 

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3674665 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Calor, novo obstáculo à educação


A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
Luís Antônio Marcuschi (2008) explica que “no processo de compreensão, desenvolvemos atividades inferenciais”. Essa ideia é exemplificada com a informação destacada no seguinte trecho:
 

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3674664 Ano: 2025
Disciplina: Português
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Calor, novo obstáculo à educação


A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
Com base em Kleiman (1993), supondo-se que o professor delimite como primeiro propósito de leitura dos alunos a identificação do tema do texto, a resposta esperada diz respeito à discussão sobre a
 

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3674663 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
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Calor, novo obstáculo à educação


A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
De acordo com Dolz, Noverraz e Schneuwly (em Schneuwly e Dolz, 2004), a capacidade de linguagem dominante no texto e o seu domínio social de comunicação correspondem a, correta e respectivamente:
 

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3674662 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Enunciado 4381264-1
(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 16.03.2025)
Irandé Antunes (2003) afirma que “No que se refere às atividades em torno da oralidade, ainda se pode constatar uma visão equivocada da fala, como o lugar privilegiado para a violação das regras da gramática.” Uma fala do personagem Calvin que ilustra essa visão equivocada, por não estar em conformidade com a norma-padrão, é:
 

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3674661 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Enunciado 4381263-1
(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 16.03.2025)
Supondo que as frases do personagem constituam eventos de fala, de acordo com Bortoni-Ricardo (2004), elas devem ser analisadas no contínuo de monitoração estilística como:
 

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