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Pipoqueiro comportamental
A economia comportamental é uma das áreas das ciências econômicas que busca entender e decifrar comportamentos aparentemente sem sentido dos indivíduos. Um exemplo disso é um estudo feito por um dos mais renomados estudiosos da área, Dan Ariely. Dan se deparou com a seguinte oferta da revista The Economist nos Estados Unidos.
Assinatura Eletrônica: $59
Assinatura Impressa: $125
Eletrônica + Impressa: $125
A pergunta imediata do pesquisador era: “Quem escolheria apenas a assinatura eletrônica, quando, pagando o mesmo valor, poderia ter as edições digital e impressa?” A segunda opção, seria, portanto, uma oferta sem sentido… Será?
Não parece muito sensato imaginar que profissionais da revista The Economist, uma das mais respeitadas publicações do mundo, pudessem fazer uma oferta dessas ingenuamente. Com a pulga atrás da orelha, Dan Ariely resolveu investigar os motivos que levavam a área de marketing da revista a trabalhar com essas promoções. Escolheu 100 estudantes para um experimento e perguntou eles com qual opção ficariam. O resultado foi o seguinte:
Assinatura Eletrônica: $59 – 16 estudantes
Assinatura Impressa: $125 – 0 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 84 estudantes
O resultado já era esperado. Alguns estudantes optaram pela versão eletrônica apenas. A grande maioria ficou com a que oferecia as duas versões e nenhum tolo ficou apenas com a impressa. Dando prosseguimento pesquisa, ele retirou a segunda opção (que aparentemente era inútil) da lista de ofertas. Fez a mesma pergunta e, para sua surpresa, o resultado foi:
Assinatura Eletrônica: $59 – 68 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 32 estudantes
Ou seja, dois terços dos estudantes optaram pela opção simples, mais em conta; e um terço continuou optando pela opção dupla, mais cara. Isso fez Dan concluir que a oferta que parecia tola, inocente, ingênua, era sim uma grande jogada de marketing, porque induzia os leitores a comprarem dois produtos – o digital e o impresso – pelo preço de um – o impresso apenas –, sem necessariamente precisar deles, mas apenas por acharem que estavam fazendo um negócio melhor.
É a mesma estratégia usada pelo pipoqueiro que faz com que você entre no cinema quase soterrado por um balde de pipoca, porque vale mais a pena.
Pipoca Pequena: R$ 8,00
Pipoca Média: R$ 10,00
Pipoca Grande: R$ 11,00
A variação de preço não é proporcional ao tamanho do produto. O mesmo acontece com o milkshake de 700 mililitros que custa apenas 50 centavos a mais que o de 500, que, por sua vez, é só um real mais caro que o de 250. Então nós analisamos qual seria o valor mais justo para o milk-shake, achando que essa é a forma mais racional de pensar, sem perceber que somos levados comprar o que o vendedor quer e não o que nós desejamos e necessitamos.
Da próxima vez que você for ao cinema ou quando topar com uma liquidação, pare, pense e faça a razão funcionar de verdade sem se deixar levar pela emoção. Será que a pipoca maior é um bom negócio para você? Ah, e pense em mais um detalhe que Dan Ariely chamou atenção: o prato mais caro do restaurante não está no cardápio só para ser saboreado, mas principalmente para dar a sensação que os outros estão com preço bom. Sabendo disso, a chance de uma indigestão pode ser menor.
(Fonte: <http://carodinheiro.blogfolha.uol.com.br/2012/10/14/pipoqueiro-comportamental/> – texto adaptado)
Analise as seguintes assertivas em relação ao título do texto:
I. Aborda a questão de como os pipoqueiros fazem análises sobre a personalidade dos clientes enquanto eles compram pipocas.
II. Introduz uma estratégia de marketing, estudada por economistas e pipoqueiros, que é aplicada na hora da venda de pipocas.
III. Antecipa a informação de que há um pipoqueiro que possui problemas comportamentais, o que fica explícito durante o texto.
Quais estão INCORRETAS?
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Pipoqueiro comportamental
A economia comportamental é uma das áreas das ciências econômicas que busca entender e decifrar comportamentos aparentemente sem sentido dos indivíduos. Um exemplo disso é um estudo feito por um dos mais renomados estudiosos da área, Dan Ariely. Dan se deparou com a seguinte oferta da revista The Economist nos Estados Unidos.
Assinatura Eletrônica: $59
Assinatura Impressa: $125
Eletrônica + Impressa: $125
A pergunta imediata do pesquisador era: “Quem escolheria apenas a assinatura eletrônica, quando, pagando o mesmo valor, poderia ter as edições digital e impressa?” A segunda opção, seria, portanto, uma oferta sem sentido… Será?
Não parece muito sensato imaginar que profissionais da revista The Economist, uma das mais respeitadas publicações do mundo, pudessem fazer uma oferta dessas ingenuamente. Com a pulga atrás da orelha, Dan Ariely resolveu investigar os motivos que levavam a área de marketing da revista a trabalhar com essas promoções. Escolheu 100 estudantes para um experimento e perguntou eles com qual opção ficariam. O resultado foi o seguinte:
Assinatura Eletrônica: $59 – 16 estudantes
Assinatura Impressa: $125 – 0 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 84 estudantes
O resultado já era esperado. Alguns estudantes optaram pela versão eletrônica apenas. A grande maioria ficou com a que oferecia as duas versões e nenhum tolo ficou apenas com a impressa. Dando prosseguimento pesquisa, ele retirou a segunda opção (que aparentemente era inútil) da lista de ofertas. Fez a mesma pergunta e, para sua surpresa, o resultado foi:
Assinatura Eletrônica: $59 – 68 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 32 estudantes
Ou seja, dois terços dos estudantes optaram pela opção simples, mais em conta; e um terço continuou optando pela opção dupla, mais cara. Isso fez Dan concluir que a oferta que parecia tola, inocente, ingênua, era sim uma grande jogada de marketing, porque induzia os leitores a comprarem dois produtos – o digital e o impresso – pelo preço de um – o impresso apenas –, sem necessariamente precisar deles, mas apenas por acharem que estavam fazendo um negócio melhor.
É a mesma estratégia usada pelo pipoqueiro que faz com que você entre no cinema quase soterrado por um balde de pipoca, porque vale mais a pena.
Pipoca Pequena: R$ 8,00
Pipoca Média: R$ 10,00
Pipoca Grande: R$ 11,00
A variação de preço não é proporcional ao tamanho do produto. O mesmo acontece com o milkshake de 700 mililitros que custa apenas 50 centavos a mais que o de 500, que, por sua vez, é só um real mais caro que o de 250. Então nós analisamos qual seria o valor mais justo para o milk-shake, achando que essa é a forma mais racional de pensar, sem perceber que somos levados comprar o que o vendedor quer e não o que nós desejamos e necessitamos.
Da próxima vez que você for ao cinema ou quando topar com uma liquidação, pare, pense e faça a razão funcionar de verdade sem se deixar levar pela emoção. Será que a pipoca maior é um bom negócio para você? Ah, e pense em mais um detalhe que Dan Ariely chamou atenção: o prato mais caro do restaurante não está no cardápio só para ser saboreado, mas principalmente para dar a sensação que os outros estão com preço bom. Sabendo disso, a chance de uma indigestão pode ser menor.
(Fonte: <http://carodinheiro.blogfolha.uol.com.br/2012/10/14/pipoqueiro-comportamental/> – texto adaptado)
As lacunas das linhas 14, 21 e 38 devem ser preenchidas, respectivamente, por:
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Mundo moderno, cérebro antigo.
É tão fácil botar a culpa na internet, no mundo moderno, nas novas tecnologias, ou em tudo isso junto. Falta de atenção é consequência de janelas demais piscando no monitor; abundância de informação é um convite à superficialidade; violência é resultado de videogames; falta de tempo é culpa de e-mails demais por responder. O estresse da vida moderna, portanto, é culpa do mundo moderno.
Eu discordo. O problema não está no que o mundo moderno faz com nosso cérebro, e sim nas limitações que nosso cérebro sempre teve – e em como nós nos deixamos sucumbirA a tentações e imposições que nos são apresentadas por meio das novas tecnologias.
Para começar, não entendo a queixa de que "a internet" reduziria nosso tempo de atenção sustentada e tornaria nosso conhecimento superficial. Pelo contrário: jovens, hoje, são capazes de passar horas ininterruptas em frente a videogames ou em sites de busca que permitem a qualquer um se tornar um profundo conhecedor de política internacional ou de biologia das fossas abissais sem sair de casa. É uma questão do uso que se escolhe fazer de um mundo inteiro agora acessível.
Falando de atenção, aliás: nós sempre fomos limitados a prestar atenção em apenas uma coisa de cada vez. É uma restrição, de fato, mas tem enormes vantagens, já que a maior parte da informação disponível a cada instante é irrelevante, mesmo. Por causa dessa limitação, sempre há mais informação disponível do que conseguimos processar – e isso não é culpa da internet. Sabendo dela, quem tem problemas para se manter focado pode se ajudar reduzindo o número de tarefas que disputam sua atenção a cada instante.
O mesmo vale para o e-mail e o estresse associado __ demandas que nos fazem. Poder responder imediatamente __ e-mails não significa ter que fazê-lo – embora seja fácil sucumbir __ pressão externa e __ cobrança, no dia seguinte, por uma resposta que, poucos anos atrás, só chegaria pelo correio no prazo de uma semana. Como hoje a maioria de nós não precisa se estressar sobre a disponibilidade de alimento ou teto, sobra espaço para nos cobrarmos respostasA imediatas __ todas as demandas eletrônicas que nos fazem.
O problema continua sendo o mesmo: gerenciar estresses. A dificuldade é convencer-se de que o mundo não acaba se você não responder a todos os e-mails ainda hoje – e, de preferência, não cobrar isso dos outros.
(Fonte: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/suzanaherculanohouzel/1151111-mundo-moderno-cerebro-antigo.shtml> – texto adaptado).
Considere as seguintes propostas de alteração de vocábulos do texto:
I. sucumbir (linha 06) por ceder.
II. irrelevante (linha 15) por importante.
III. respostas (linha 23) por réplicas.
IV. convencer (linha 25) por aceitar.
Quais não provocam alterações semânticas ou sintáticas?
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Mundo moderno, cérebro antigo.
É tão fácil botar a culpa na internet, no mundo moderno, nas novas tecnologias, ou em tudo isso junto. Falta de atenção é consequência de janelas demais piscando no monitor; abundância de informação é um convite à superficialidade; violência é resultado de videogames; falta de tempo é culpa de e-mails demais por responder. O estresse da vida moderna, portanto, é culpa do mundo moderno.
Eu discordo. O problema não está no que o mundo moderno faz com nosso cérebro, e sim nas limitações que nosso cérebro sempre teve – e em como nós nos deixamos sucumbir a tentações e imposições que nos são apresentadas por meio das novas tecnologias.
Para começar, não entendo a queixa de que "a internet" reduziria nosso tempo de atenção sustentada e tornaria nosso conhecimento superficial. Pelo contrárioD: jovens, hoje, são capazes de passar horas ininterruptas em frente a videogames ou em sites de busca que permitem a qualquer um se tornar um profundo conhecedor de política internacional ou de biologia das fossas abissais sem sair de casa. É uma questãoD do uso que se escolhe fazer de um mundo inteiro agora acessível.
Falando de atenção, aliás: nós sempre fomos limitados a prestar atenção em apenas uma coisa de cada vez. É uma restrição, de fato, mas tem enormes vantagens, já que a maior parte da informação disponível a cada instante é irrelevante, mesmo. Por causa dessa limitação, sempre há mais informação disponível do que conseguimos processar – e isso não é culpa da internet. Sabendo dela, quem tem problemas para se manter focado pode se ajudar reduzindo o número de tarefas que disputam sua atenção a cada instante.
O mesmo vale para o e-mail e o estresse associado __ demandas que nos fazem. Poder responder imediatamente __ e-mails não significa ter que fazê-lo – embora seja fácil sucumbir __ pressão externa e __ cobrança, no dia seguinte, por uma resposta que, poucos anos atrás, só chegaria pelo correio no prazo de uma semana. Como hoje a maioria de nós não precisa se estressar sobre a disponibilidade de alimento ou teto, sobra espaço para nos cobrarmos respostas imediatas __ todas as demandas eletrônicas que nos fazem.
O problema continua sendo o mesmo: gerenciar estresses. A dificuldade é convencer-se de que o mundo não acaba se você não responder a todos os e-mails ainda hoje – e, de preferência, não cobrar isso dos outros.
(Fonte: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/suzanaherculanohouzel/1151111-mundo-moderno-cerebro-antigo.shtml> – texto adaptado).
Considere as seguintes afirmações sobre determinadas palavras do texto:
I. contrário (linha 09) possui um encontro consonantal, um dígrafo vocálico e um ditongo crescente.
II. questão (linha 12) contém um ditongo nasal, além de possuir mais letras que fonemas.
III. Em consequência (linha 02), imposições (linha 07) e abissais (linha 11), as letras sublinhadas representam o mesmo fonema.
Quais estão corretas?
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Escola ensina crianças a programar
No final de setembro, a escola primária St. Saviour, em Londres, viu seu famoso Cantinho da Leitura ser transformado no Cantinho da Programação.
A escola recebeu 30 unidades de Raspberry Pi (placa de computador vendida a um baixo preço) e peças de Lego com sen__or, que se encai__avam para formar um crocodilo robô de brinquedo. Usando códigos simples, as crianças aprenderam a programar as peças para que a boca do crocodilo se fechasse, “mordendo” seus dedos cada vez que os aproximassem dela.
“Queremos inspirar as crianças a criar e não só a consumir. Mesmo sendo divertido em pequenas doses, muito tempo gasto em coi__as como Angry Birds e jogos de videogame pode acabar estragando o cérebro desses garotos”, afirmou Nick Corston, cujos filhos estão matriculados no colégio.
Corston é cofundador e diretor do projeto Little House of Fairy Tales. Inspirado numa palestra da TED de 2006, em que Sir Ken Robinson discutia como o sistema educacional da Grã-Bretanha pode matar a criatividade das crianças, Corston decidiu promover o valor dos códigos de informática para o currículo escolar.
Segundo ele, o resultado foi bastante satisfatório. “Tanto os meninos quanto as meninas adoraram programação. Não houve nenhuma idade que se mostrou desinteressada ou sem habilidade”, disse Corston. “Não tiveram nenhum problema em entender os con__eitos de programação que mostramos a eles.” A escola St. Saviour espera agora que a simplicidade do seu Cantinho da Programação inspire outras escolas primárias a promover atividades semelhantes.
(Fonte: <http://blogs.estadao.com.br/link/escola-ensina-criancas-a-programar//> – texto adaptado)
Qual das palavras abaixo foi formada pelo mesmo processo de formação da palavra divertido (linha 07)?
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Mundo moderno, cérebro antigo.
É tão fácil botar a culpa na internet, no mundo moderno, nas novas tecnologias, ou em tudo isso junto. Falta de atenção é consequência de janelas demais piscando no monitor; abundância de informação é um convite à superficialidade; violência é resultado de videogames; falta de tempo é culpa de e-mails demais por responder. O estresse da vida moderna, portanto, é culpa do mundo moderno.
Eu discordo. O problema não está no que o mundo moderno faz com nosso cérebro, e sim nas limitações que nosso cérebro sempre teve – e em como nós nos deixamos sucumbir a tentações e imposições que nos são apresentadas por meio das novas tecnologias.
Para começar, não entendo a queixa de que "a internet" reduziria nosso tempo de atenção sustentada e tornaria nosso conhecimento superficial. Pelo contrário: jovens, hoje, são capazes de passar horas ininterruptas em frente a videogames ou em sites de busca que permitem a qualquer um se tornar um profundo conhecedor de política internacional ou de biologia das fossas abissais sem sair de casa. É uma questão do uso que se escolhe fazer de um mundo inteiro agora acessível.
Falando de atenção, aliás: nós sempre fomos limitados a prestar atenção em apenas uma coisa de cada vez. É uma restrição, de fato, mas tem enormes vantagens, já que a maior parte da informação disponível a cada instante é irrelevante, mesmo. Por causa dessa limitação, sempre há mais informação disponível do que conseguimos processar – e isso não é culpa da internet. Sabendo dela, quem tem problemas para se manter focado pode se ajudar reduzindo o número de tarefas que disputam sua atenção a cada instante.
O mesmo vale para o e-mail e o estresse associado __ demandas que nos fazem. Poder responder imediatamente __ e-mails não significa ter que fazê-lo – embora seja fácil sucumbir __ pressão externa e __ cobrança, no dia seguinte, por uma resposta que, poucos anos atrás, só chegaria pelo correio no prazo de uma semana. Como hoje a maioria de nós não precisa se estressar sobre a disponibilidade de alimento ou teto, sobra espaço para nos cobrarmos respostas imediatas __ todas as demandas eletrônicas que nos fazem.
O problema continua sendo o mesmo: gerenciar estresses. A dificuldade é convencer-se de que o mundo não acaba se você não responder a todos os e-mails ainda hoje – e, de preferência, não cobrar isso dos outros.
(Fonte: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/suzanaherculanohouzel/1151111-mundo-moderno-cerebro-antigo.shtml> – texto adaptado).
Sobre as formas verbais e seus usos, considere as assertivas que seguem.
I. Em Eu discordo. (linha 05), o verbo está flexionado no modo indicativo, que exprime um fato hipotético.
II. Na frase O estresse da vida moderna, portanto, é culpa do mundo moderno. (linha 04), a forma verbal é, flexionada no presente do indicativo, introduz na frase ideia de desejo.
III. Na linha 17, na frase pode se ajudar reduzindo o número de tarefas, a forma verbal sublinhada, por estar flexionada no gerúndio, expressa ideia de continuidade.
Quais estão corretas?
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Pipoqueiro comportamental
A economia comportamental é uma das áreas das ciências econômicas que busca entender e decifrar comportamentos aparentemente sem sentido dos indivíduos. Um exemplo disso é um estudo feito por um dos mais renomados estudiosos da área, Dan Ariely. Dan se deparou com a seguinte oferta da revista The Economist nos Estados Unidos.
Assinatura Eletrônica: $59
Assinatura Impressa: $125
Eletrônica + Impressa: $125
A pergunta imediata do pesquisador era: “Quem escolheria apenas a assinatura eletrônica, quando, pagando o mesmo valor, poderia ter as edições digital e impressa?” A segunda opção, seria, portanto, uma oferta sem sentido… Será?
Não parece muito sensato imaginar que profissionais da revista The Economist, uma das mais respeitadas publicações do mundo, pudessem fazer uma oferta dessas ingenuamente. Com a pulga atrás da orelha, Dan Ariely resolveu investigar os motivos que levavam a área de marketing da revista a trabalhar com essas promoções. Escolheu 100 estudantes para um experimento e perguntou eles com qual opção ficariam. O resultado foi o seguinte:
Assinatura Eletrônica: $59 – 16 estudantes
Assinatura Impressa: $125 – 0 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 84 estudantes
O resultado já era esperado. Alguns estudantes optaram pela versão eletrônica apenas. A grande maioria ficou com a que oferecia as duas versões e nenhum tolo ficou apenas com a impressa. Dando prosseguimento pesquisa, ele retirou a segunda opção (que aparentemente era inútil) da lista de ofertas. Fez a mesma pergunta e, para sua surpresa, o resultado foi:
Assinatura Eletrônica: $59 – 68 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 32 estudantes
Ou seja, dois terços dos estudantes optaram pela opção simples, mais em conta; e um terço continuou optando pela opção dupla, mais cara. Isso fez Dan concluir que a oferta que parecia tola, inocente, ingênua, era sim uma grande jogada de marketing, porque induzia os leitores a comprarem dois produtos – o digital e o impresso – pelo preço de um – o impresso apenas –, sem necessariamente precisar deles, mas apenas por acharem que estavam fazendo um negócio melhor.
É a mesma estratégia usada pelo pipoqueiro que faz com que você entre no cinema quase soterrado por um balde de pipoca, porque vale mais a pena.
Pipoca Pequena: R$ 8,00
Pipoca Média: R$ 10,00
Pipoca Grande: R$ 11,00
A variação de preço não é proporcional ao tamanho do produto. O mesmo acontece com o milkshake de 700 mililitros que custa apenas 50 centavos a mais que o de 500, que, por sua vez, é só um real mais caro que o de 250. Então nós analisamos qual seria o valor mais justo para o milk-shake, achando que essa é a forma mais racional de pensar, sem perceber que somos levados comprar o que o vendedor quer e não o que nós desejamos e necessitamos.
Da próxima vez que você for ao cinema ou quando topar com uma liquidação, pare, pense e faça a razão funcionar de verdade sem se deixar levar pela emoção. Será que a pipoca maior é um bom negócio para você? Ah, e pense em mais um detalhe que Dan Ariely chamou atenção: o prato mais caro do restaurante não está no cardápio só para ser saboreado, mas principalmente para dar a sensação que os outros estão com preço bom. Sabendo disso, a chance de uma indigestão pode ser menor.
(Fonte: <http://carodinheiro.blogfolha.uol.com.br/2012/10/14/pipoqueiro-comportamental/> – texto adaptado)
A conjunção porque (linha 27) poderia ser substituída, sem que houvesse alteração de sentido, por
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Mundo moderno, cérebro antigo.
É tão fácil botar a culpa na internet, no mundo moderno, nas novas tecnologias, ou em tudo isso junto. Falta de atenção é consequência de janelas demais piscando no monitor; abundância de informação é um convite à superficialidade; violência é resultado de videogames; falta de tempo é culpa de e-mails demais por responder. O estresse da vida moderna, portanto, é culpa do mundo moderno.
Eu discordo. O problema não está no que o mundo moderno faz com nosso cérebro, e sim nas limitações que nosso cérebro sempre teve – e em como nós nos deixamos sucumbir a tentações e imposições que nos são apresentadas por meio das novas tecnologias.
Para começar, não entendo a queixa de que "a internet" reduziria nosso tempo de atenção sustentada e tornaria nosso conhecimento superficial. Pelo contrário: jovens, hoje, são capazes de passar horas ininterruptas em frente a videogames ou em sites de busca que permitem a qualquer um se tornar um profundo conhecedor de política internacional ou de biologia das fossas abissais sem sair de casa. É uma questão do uso que se escolhe fazer de um mundo inteiro agora acessível.
Falando de atenção, aliás: nós sempre fomos limitados a prestar atenção em apenas uma coisa de cada vez. É uma restrição, de fato, mas tem enormes vantagens, já que a maior parte da informação disponível a cada instante é irrelevante, mesmo. Por causa dessa limitação, sempre há mais informação disponível do que conseguimos processar – e isso não é culpa da internet. Sabendo dela, quem tem problemas para se manter focado pode se ajudar reduzindo o número de tarefas que disputam sua atenção a cada instante.
O mesmo vale para o e-mail e o estresse associado __ demandas que nos fazem. Poder responder imediatamente __ e-mails não significa ter que fazê-lo – embora seja fácil sucumbir __ pressão externa e __ cobrança, no dia seguinte, por uma resposta que, poucos anos atrás, só chegaria pelo correio no prazo de uma semana. Como hoje a maioria de nós não precisa se estressar sobre a disponibilidade de alimento ou teto, sobra espaço para nos cobrarmos respostas imediatas __ todas as demandas eletrônicas que nos fazem.
O problema continua sendo o mesmo: gerenciar estresses. A dificuldade é convencer-se de que o mundo não acaba se você não responder a todos os e-mails ainda hoje – e, de preferência, não cobrar isso dos outros.
(Fonte: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/suzanaherculanohouzel/1151111-mundo-moderno-cerebro-antigo.shtml> – texto adaptado).
Em relação à pontuação do texto, assinale V para as assertivas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A primeira vírgula da linha 01 é utilizada para separar uma oração adverbial deslocada, uso semelhante ao das demais vírgulas da mesma linha.
( ) Os ponto e vírgulas das linhas 02 e 03 são utilizados para separar orações coordenadas de certa extensão.
( ) Os dois-pontos da linha 25 antecipam um aposto, mesmo uso dos dois-pontos da linha 09.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Escola ensina crianças a programar
No final de setembro, a escola primária St. Saviour, em Londres, viu seu famoso Cantinho da Leitura ser transformado no Cantinho da Programação.
A escola recebeu 30 unidades de Raspberry Pi (placa de computador vendida a um baixo preço) e peças de Lego com sen__or, que se encai__avam para formar um crocodilo robô de brinquedo. Usando códigos simples, as crianças aprenderam a programar as peças para que a boca do crocodilo se fechasse, “mordendo” seus dedos cada vez que os aproximassem dela.
“Queremos inspirar as crianças a criar e não só a consumir. Mesmo sendo divertido em pequenas doses, muito tempo gasto em coi__as como Angry Birds e jogos de videogame pode acabar estragando o cérebro desses garotos”, afirmou Nick Corston, cujos filhos estão matriculados no colégio.
Corston é cofundador e diretor do projeto Little House of Fairy Tales. Inspirado numa palestra da TED de 2006, em que Sir Ken Robinson discutia como o sistema educacional da Grã-Bretanha pode matar a criatividade das crianças, Corston decidiu promover o valor dos códigos de informática para o currículo escolar.
Segundo ele, o resultado foi bastante satisfatório. “Tanto os meninos quanto as meninas adoraram programação. Não houve nenhuma idade que se mostrou desinteressada ou sem habilidade”, disse Corston. “Não tiveram nenhum problema em entender os con__eitos de programação que mostramos a eles.” A escola St. Saviour espera agora que a simplicidade do seu Cantinho da Programação inspire outras escolas primárias a promover atividades semelhantes.
(Fonte: <http://blogs.estadao.com.br/link/escola-ensina-criancas-a-programar//> – texto adaptado)
Na frase o resultado foi bastante satisfatório (linha 14), o verbo está conjugado em qual tempo e modo verbal?
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Mundo moderno, cérebro antigo.
É tão fácil botar a culpa na internet, no mundo moderno, nas novas tecnologias, ou em tudo isso junto. Falta de atenção é consequência de janelas demais piscando no monitor; abundância de informação é um convite à superficialidade; violência é resultado de videogames; falta de tempo é culpa de e-mails demais por responder. O estresse da vida moderna, portanto, é culpa do mundo moderno.
Eu discordo. O problema não está no que o mundo moderno faz com nosso cérebro, e sim nas limitações que nosso cérebro sempre teve – e em como nós nos deixamos sucumbir a tentações e imposiçõesE que nos são apresentadas por meio das novas tecnologias.
Para começar, não entendo a queixa de que "a internet" reduziria nosso tempo de atenção sustentada e tornaria nosso conhecimento superficial. Pelo contrário: jovens, hoje, são capazes de passar horas ininterruptasE em frente a videogames ou em sites de busca que permitem a qualquer um se tornar um profundo conhecedor de política internacional ou de biologiaE das fossas abissais sem sair de casa. É uma questão do uso que se escolhe fazer de um mundo inteiro agora acessível.
Falando de atenção, aliás: nós sempre fomos limitados a prestar atenção em apenas uma coisa de cada vez. É uma restrição, de fato, mas tem enormes vantagens, já que a maior parte da informação disponível a cada instante é irrelevante, mesmo. Por causa dessa limitação, sempre há mais informação disponível do que conseguimos processar – e isso não é culpa da internet. Sabendo dela, quem tem problemas para se manter focado pode se ajudar reduzindo o número de tarefas que disputam sua atenção a cada instante.
O mesmo vale para o e-mail e o estresse associado __ demandas que nos fazem. Poder responder imediatamenteE __ e-mails não significa ter que fazê-lo – embora seja fácil sucumbir __ pressão externa e __ cobrança, no dia seguinte, por uma resposta que, poucos anos atrás, só chegaria pelo correio no prazo de uma semana. Como hoje a maioria de nós não precisa se estressar sobre a disponibilidadeE de alimento ou teto, sobra espaço para nos cobrarmos respostas imediatas __ todas as demandas eletrônicas que nos fazem.
O problema continua sendo o mesmo: gerenciar estresses. A dificuldade é convencer-se de que o mundo não acaba se você não responder a todos os e-mails ainda hoje – e, de preferência, não cobrar isso dos outros.
(Fonte: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/suzanaherculanohouzel/1151111-mundo-moderno-cerebro-antigo.shtml> – texto adaptado).
Em relação à formação de palavras, analise as assertivas a seguir:
I. A palavra ininterruptas (linha 10) possui o mesmo prefixo que imposições (linha 07), cujo significado é de negação.
II. Imediatamente (linha 20) é um vocábulo formado por parassíntese, enquanto disponibilidade (linha 22) é formado por derivação prefixal e sufixal.
III. A palavra biologia (linha 11) é formada por composição, contendo um sufixo grego bio-, que significa vida, e um radical latino -logia, cujo significado é estudo.
Quais estão INCORRETAS?
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