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Respondida
De acordo com uma das classificações das normas constitucionais quanto à sua aplicabilidade, o preceito constitucional
segundo o qual “o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor” contém norma de eficácia
Respondida
O Poder Constituinte derivado tem como característica, dentre outras, ser
Respondida
Lei federal que autorize a autoridade administrativa a suspender as atividades de associações que persigam fins ilícitos mostra-se
A
compatível com a Constituição Federal, desde que garanta à associação o direito à ampla defesa, com os meios e recursos a
ela inerentes, podendo a lei ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade proposta perante o Supremo Tribunal
Federal.
B
compatível com a Constituição Federal, desde que garanta à associação o direito ao contraditório e ao devido processo
legal no âmbito administrativo, podendo a lei ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade proposta perante o
Superior Tribunal de Justiça.
C
incompatível com a Constituição Federal porque, nessa situação, somente é permitida a punição dos responsáveis pela
entidade, podendo a lei ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade proposta perante o Supremo Tribunal Federal.
D
incompatível com a Constituição Federal, segundo a qual as associações só poderão ter suas atividades suspensas por
decisão judicial transitada em julgado, podendo a lei ser objeto de reclamação proposta perante o Superior Tribunal de
Justiça.
E
incompatível com a Constituição Federal, segundo a qual as associações só poderão ter suas atividades suspensas por
decisão judicial, podendo a lei ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade proposta perante o Supremo Tribunal
Federal.
Respondida
O Presidente da República pretende que seja editada norma prevendo novas penas administrativas, a par das sanções já
previstas em lei, àqueles que praticarem infração às regras de proteção ao consumidor. Considerando as disposições da
Constituição Federal, para alcançar sua pretensão o Presidente da República
A
poderá apresentar projeto de lei na matéria, uma vez que o Chefe do Poder Executivo tem iniciativa legislativa privativa
nesse tema.
B
poderá apresentar projeto de lei na matéria, uma vez que o Chefe do Poder Executivo tem iniciativa legislativa nesse tema,
assim como os membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
C
poderá fazê-lo mediante Decreto, uma vez que cabe, privativamente, ao Chefe do Poder Executivo editar Decreto para
dispor sobre a organização e o funcionamento da Administração Pública e, portanto, para criar novas penas a serem
aplicadas pelas autoridades administrativas.
D
poderá fazê-lo, em caso de relevância e urgência, mediante edição de medida provisória, uma vez que o tema pode ser
objeto desse ato normativo, que perderá os efeitos, desde a sua edição, se não for convertido em lei pelo Congresso
Nacional no prazo de 45 dias, prorrogável uma vez por igual período.
E
não dispõe de qualquer instrumento, não podendo editar medida provisória nem apresentar projeto de lei, uma vez que a
matéria se insere no âmbito da iniciativa legislativa privativa dos membros do Poder Legislativo.
Respondida
A prestação de serviços públicos pode se dar de forma direta, quando efetuada pelo Estado, por meio dos órgãos que integram sua estrutura administrativa, ou de forma indireta, como nas hipóteses de delegação à iniciativa privada. No que concerne à forma de prestação dos serviços públicos e seu impacto nos direitos dos usuários há semelhanças e distinções, tais como, em relação à
A
continuidade da disponibilidade e da prestação, eis que nos casos de concessão de serviços públicos é facultada a interrupção, diante do caráter econômico e para não interferir no regime lucrativo de exploração, o que não se admite na prestação direta.
B
igualdade tarifária, presente nos contratos de concessão ou de permissão de serviços públicos, tendo em vista que a fixação do valor se dá com base na apresentação da proposta na licitação, não podendo haver distinção ou alteração, sob pena de desequilíbrio econômico-financeiro.
C
modicidade tarifária, princípio que norteia a prestação direta dos serviços públicos, porque permite que o valor seja subsidiado pelo poder público, mais restrita nos contratos de delegação de serviço público, tendo em vista que a fixação da tarifa está vinculada à equação econômico-financeira, não havendo margem para fixação em valores diferentes dos originalmente ofertados.
D
obrigação do concessionário de serviço público continuar a prestação dos serviços públicos mesmo diante de inadimplência por parte do poder concedente, bem como a vedação para que aquele promova a rescisão unilateral do contrato, que nesse caso depende de decisão judicial.
E
obrigação do poder concedente disponibilizar aos usuários informações referentes aos serviços públicos, bem como o direito subjetivo dos mesmos exigirem do concessionário a prestação adequada dos serviços públicos, consubstanciando-se apenas em diretriz para o poder público, quando da prestação direta.
Respondida
A Administração do Tribunal de Justiça contratou motoristas, em regime temporário, para condução das viaturas oficiais destacadas
para os desembargadores que residem fora da Capital, a fim de viabilizar o transporte dessas autoridades nos dias de
sessão. Em um desses dias, após o desembarque da autoridade pública, no trajeto para o local onde funcionavam as
instalações administrativas das Câmaras do Tribunal, a viatura colidiu com um ônibus, tendo ocorrido danos em ambos os
veículos. Diante desse cenário, no que concerne à responsabilidade extracontratual do Estado,
A
não haverá responsabilização atribuída aos condutores ou proprietários dos veículos, tendo em vista que ambos pertencem
a entes públicos, ainda que de esferas diferentes, não se aplicando a lógica da responsabilidade objetiva reciprocamente.
B
poderá haver responsabilização dos entes públicos, mas em razão da natureza jurídica destes, será obrigatório perquirir
sobre a culpa dos agentes envolvidos, já que incidirá a modalidade subjetiva de responsabilidade extracontratual.
C
o motorista da viatura estadual não pode ser considerado agente público para fins de responsabilização extracontratual do
Estado em razão de possuir vínculo de trabalho temporário, razão pela qual a solução da questão deve se dar considerando
a propriedade do veículo, não se aplicando a responsabilidade objetiva.
D
não incide a norma constitucional que versa sobre responsabilidade extracontratual do Estado, ficando restrita ao Município,
titular do serviço público de transporte urbano, porque o Tribunal de Justiça não integra a Administração Pública,
mas sim o Poder Judiciário, que é o legitimado passivo da ação.
E
aplica-se a responsabilidade objetiva em relação aos entes públicos, sendo indispensável, no caso, apurar o nexo de
causalidade entre os danos gerados pelo acidente e a conduta que o ocasionou, independentemente de estar ou não
caracterizada culpa dos condutores, admitindo-se, no entanto, a incidência de excludentes de responsabilidade.
Respondida
Em regular diligência de vistoria, a equipe municipal do setor de saúde pública verificou, em uma grande fábrica de laticínios, que estavam sendo utilizados insumos de origem animal armazenados sem observância das regras sanitárias, alguns deles acondicionados por tempo superior ao permitido. Considerando as condições em que operava a produção da fábrica, a fim de obstar as irregularidades encontradas e sem prejuízo de outras providências cabíveis, os agentes públicos da equipe de fiscalização, considerando os poderes inerentes à Administração Pública,
A
podem providenciar somente representação criminal contra a diretoria da empresa, diante das supostas condutas ilícitas praticadas no estabelecimento industrial.
B
devem promover o fechamento do estabelecimento comercial, além da cassação das licenças de funcionamento expedidas, cabendo aos interessados reiniciar o procedimento de autorização para instalação e funcionamento da produção industrial, no bojo do qual deverão demonstrar o atendimento às posturas sanitárias.
C
devem interditar o estabelecimento industrial, lavrando o respectivo auto, a fim de impedir a continuidade de produção de alimentos que ofereçam riscos à saúde, observando-se, na sequência, o contraditório e a ampla defesa da empresa produtora no processo administrativo instaurado.
D
podem lavrar auto de infração e imposição de multa, notificando a empresa produtora para, em determinado prazo, coibir a conduta que está em desacordo com as normas sanitárias, sob pena de apreensão das mercadorias e início de processo para cassação das licenças de funcionamento.
E
se houver expressa previsão na legislação sanitária, podem apreender os alimentos produzidos e interditar o estabelecimento, caso contrário a providência de urgência deve se limitar a imposição de multa e notificação para interrupção da prá tica adotada na linha de produção, sob pena, inclusive, de responsabilidade criminal.
Respondida
No âmbito de determinada agência reguladora foi recebida denúncia anônima sobre a conduta de um de seus diretores, que
receberia gratificações periódicas de algumas concessionárias de serviço público tanto para emissão de decisões favoráveis
àquelas, quanto para protelar o trâmite de processos administrativos que visassem à apuração de práticas ilegais em face dos
consumidores. Esse diretor
A
considerando que as agências reguladoras, independentemente de sua natureza jurídica, não integram a Administração
indireta, sendo autônomas, deverá se submeter a processo administrativo para exoneração, sem prejuízo de lhe ser
aplicada sanção pecuniária pelos prejuízos causados.
B
poderá ser responsabilizado por ato de improbidade, considerando que exerce as funções de diretor em agência reguladora,
instituída sob a forma de autarquia, condição que se enquadra no conceito de agente público para fins de tipificação
do sujeito ativo.
C
deve sofrer processo administrativo por infração disciplinar, somente ao fim do qual, se condenado, poderá perder o cargo
público comissionado ou não, bem como ser submetido a processo criminal, transpondo-se a este as provas colhidas no
processo disciplinar que demonstrem a autoria.
D
na qualidade de particular ocupante de cargo comissionado, poderá ser incurso nas penalidades aplicáveis ao ato de improbidade,
desde que este venha a ser imputado aos servidores ocupantes de cargo efetivo dos quadros da agência
reguladora.
E
não exerce múnus público, porque não investido em cargo público efetivo, tendo sido designado pela autoridade máxima
da autarquia para o exercício da função de diretor, sendo possível seu desligamento do ente sem formalidades rígidas, não
cabendo, contudo, processo administrativo para aplicação de sanção disciplinar.
Respondida
O controle a que se submete a Administração Pública é exercido por diversos entes e sob diversas formas. A participação popular nesse controle vem ocupando espaço cada vez mais relevante, sendo exemplo
A
o controle parlamentar, na medida em que os cidadãos podem representar aos integrantes do Legislativo para que impugnem procedimentos de licitação, sustem atos e contratos firmados pelo poder público que não se consubstanciem em adequadas decisões para alcance das políticas públicas pretendidas.
B
a impugnação, perante os Tribunais de Contas, por cidadão, atendidos os requisitos constantes da legislação pertinente, de editais de licitações iniciadas pela Administração Pública, indicando as irregularidades e vícios constantes do certame ou do processo administrativo em que se inserem.
C
a representação ao Ministério Público, que é a Instituição competente para promover ação judicial para tutela do bem jurídico supostamente violado, sendo permitido ao Poder Judiciário não só a análise de legalidade, mas de pertinência e adequação ao atingimento do interesse público.
D
a denúncia, para as autoridades superiores na estrutura administrativa do Executivo, de irregularidades ou vícios na atuação de agentes públicos, como expressão do controle interno da Administração Pública.
E
o controle exercido pelo Tribunal de Contas, que pode suspender os atos e contratos da Administração Pública e cujo procedimento de verificação conta com etapa de audiência pública obrigatória, garantindo publicidade e participação popular.
Respondida
A autoridade competente instaurou processo administrativo contra certa empresa, por descumprimento de normas de proteção
ao consumidor, tendo-lhe imposto a pena de multa prevista em lei, a ser paga no prazo ali fixado, caso contrário o valor seria
cobrado judicialmente. Constou do ato de instauração do referido processo que a empresa, se assim desejasse, poderia
impugnar a imposição da penalidade mediante provocação do Poder Judiciário, sendo-lhe vedada, em razão do pequeno valor
da multa, a oposição de defesa ou recurso administrativo. Nesse caso, o auto de infração é
A
compatível com a Constituição Federal, uma vez que, nos termos desta, cabe ao Estado promover a defesa do
consumidor.
B
compatível com a Constituição Federal, uma vez que, nos termos desta, a lei não excluirá da apreciação do Poder
Judiciário lesão ou ameaça a direito.
C
compatível com a Constituição Federal, uma vez que, nos termos desta, é garantido a todos, no âmbito judicial e
administrativo, a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
D
compatível com a Constituição Federal, uma vez que, nos termos desta, ninguém será privado da liberdade ou de seus
bens sem o devido processo legal.
E
incompatível com a Constituição Federal, uma vez que, nos termos desta, aos litigantes, em processo judicial ou
administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela
inerentes.