Foram encontradas 68 questões.
| R$ | |
| Aplicações financeiras | 10.000 |
| Concessões e permissões de uso | 12.000 |
| Aluguel de imóveis | 16.000 |
| Amortização de empréstimos | 15.000 |
| Alienação de bens | 13.000 |
| Cota parte de royalties | 19.000 |
| Recebimento da dívida ativa | 17.000 |
| ICMS | 34.000 |
| IPVA | 32.000 |
| Operações de crédito | 16.000 |
| Fundo de participação dos estados (FPE) | 3.000 |
Provas
| R$ | |
| Receitas de impostos arrecadadas | 82.000 |
| Aquisição e incorporação de bens permanentes | 22.000 |
| Bens incorporados proveniente de doações | 17.000 |
| Despesas com prestação de serviços realizados | 28.000 |
| Recebimento da receita da dívida ativa | 25.000 |
| Baixa de bens danificados | 16.000 |
| Despesas com pessoal realizada | 35.000 |
| Dívida fundada amortizada | 27.000 |
| Juros da dívida realizados | 3.000 |
| Aquisição de Material de Consumo, Armazenado em Almoxarifado | 29.000 |
Provas
| VALORES | |
| Receita prevista no orçamento | 100.000 |
| Arrecadação de receita de impostos | 41.000 |
| Despesa fixada no orçamento | 100.000 |
| Empenho de despesa para pagamento de pessoal | 42.000 |
| Arrecadação de receita de alugueis | 12.000 |
| Liquidação da despesa empenhada para pessoal | 42.000 |
| Empenho de despesa para prestação de serviço | 22.000 |
| Arrecadação de receita de convênios | 19.000 |
| Empenho de despesa para obra de construção de creche pública | 23.000 |
| Pagamento da despesa liquidada para pagamento de pessoal | 37.000 |
| Arrecadação da receita do FPE | 35.000 |
| Liquidação de parte da despesa para prestação de serviço | 20.000 |
| Liquidação da despesa com a construção da creche | 23.000 |
| Pagamento da despesa com a prestação de serviço | 20.000 |
| Cancelamento da diferença entre o valor empenhado e o liquidado da despesa com a prestação de serviço | 2.000 |
Provas
- Análise de Demonstrações ContábeisEstrutura de Capital e SolvênciaIndicadores de Endividamento e Solvência
| Bancos | R$ 500.000 |
| ICMS a Recolher | R$ 310.000 |
| Estoques | R$ 275.000 |
| Títulos a Pagar | R$ 160.000 |
| Empréstimos a Receber a Longo Prazo | R$ 44.000 |
| Ajustes de Avaliação Patrimonial (saldo credor) | R$ 30.000 |
| Imóveis | R$ 400.000 |
| Ações de Controladas (caráter permanente) | R$ 196.000 |
| Capital Social | R$ 1.000.000 |
| Prejuízos Acumulados | R$ 85.000 |
Provas
Provas
Sob a velocidade do capital
Já se foi o tempo em que valia o ditado “a pressa é inimiga da perfeição”. No mundo de hoje, nos transportes, na comunicação, no trabalho, e até no lazer, alta velocidade é uma exigência generalizada. Apesar disso, essa velocidade que rege o mundo atual não é única e nem a percepção das pessoas é singular. Vivemos em tempos múltiplos e em diferentes velocidades.
Para quem nasceu há 80 ou 50 anos atrás, e viveu um tempo definido de algum modo pela velocidade impressa nas possibilidades de comunicação e transportes dos anos 20 e 50 do século passado, não é de estranhar a sensação de velocidade e aceleração vivida nos dias de hoje, explica o sociólogo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Osvaldo López-Ruiz.
Apesar de ser generalizada a idéia de que o mundo está girando mais depressa, e a sensação de falta de tempo, de que o tempo voa, de que perdemos muito tempo e de que nunca temos tempo suficiente para fazer tudo que desejamos ou que é preciso, a velocidade do mundo hoje não é única. Esta é uma idéia presente na análise de vários pesquisadores do assunto.
Em sua pesquisa com pessoas de diferentes níveis hierárquicos nas organizações, Maria José Tonelli conseguiu enxergar dois grupos: no primeiro estão aqueles que acessam, dominam e dispõem das novas tecnologias – são os executivos, velozes, ultra-rápidos; no segundo, aqueles que ficam alijados desse novo modelo – a faxineira e a copeira de sua amostra. Mas a divisão vai além. Maura Véras, socióloga e reitora da PUC-SP, num estudo sobre a cidade de São Paulo, deparou-se com assincronias urbanas: de um lado, a cidade da elite, em que o tempo é o do deslocamento rápido, seguro e protegido, cujo símbolo é o helicóptero; de outro, a cidade da pobreza, cujo tempo é lento, marcado pelo deslocamento pendular entre “a habitação e o trabalho”. O tempo da pobreza é o do transporte coletivo, do congestionamento e dos riscos. O perverso é que na metrópole paulistana, mesmo correndo pelas escadas rolantes das estações de metrô, a massa de trabalhadores leva horas para se deslocar entre a casa e o trabalho.
O tempo gerido pela velocidade de reprodução do capital e da desigualdade tem outras crueldades. Na avaliação do psiquiatra Paulucci, seus pacientes de classe social mais elevada estão mais sujeitos aos problemas de angústia e estresse relacionados à sobrecarga, à correria e à cobrança excessivas. Entre os seus pacientes de classe social mais baixa há, segundo ele, predominância de transtornos mentais típicos, aqueles popularmente associados à loucura. A tensão cotidiana com que convivem gira em torno de aflições muito concretas: como pagar o aluguel, se terá alimento para os filhos, se o barraco não vai cair, como será o amanhã. “Cada dia é uma luta, porque não têm perspectiva nenhuma. Quem está nesse quadro social vive numa tensão intensa”, completa. Num ritmo de vida mais lento, as pessoas desses estratos sociais também são vítimas, pela exclusão, da alta velocidade ditada pelo capitalismo.
(Texto adaptado de JUSTO, C. In: Com ciência. Revista Eletrônica de Jornalismo Científico – SBPC http://www.comciencia.br/ comciencia)
O perverso é que na metrópole paulistana, mesmo correndo pelas escadas rolantes das estações de metrô, a massa de trabalhadores leva horas para se deslocar entre a casa e o trabalho.
Assinale a alternativa que, mantendo o padrão culto escrito e preservando o sentido original, apresente outra possibilidade de redação para o fragmento destacado acima.
Provas
Sob a velocidade do capital
Já se foi o tempo em que valia o ditado “a pressa é inimiga da perfeição”. No mundo de hoje, nos transportes, na comunicação, no trabalho, e até no lazer, alta velocidade é uma exigência generalizada. Apesar disso, essa velocidade que rege o mundo atual não é única e nem a percepção das pessoas é singular. Vivemos em tempos múltiplos e em diferentes velocidades.
Para quem nasceu há 80 ou 50 anos atrás, e viveu um tempo definido de algum modo pela velocidade impressa nas possibilidades de comunicação e transportes dos anos 20 e 50 do século passado, não é de estranhar a sensação de velocidade e aceleração vivida nos dias de hoje, explica o sociólogo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Osvaldo López-Ruiz.
Apesar de ser generalizada a idéia de que o mundo está girando mais depressa, e a sensação de falta de tempo, de que o tempo voa, de que perdemos muito tempo e de que nunca temos tempo suficiente para fazer tudo que desejamos ou que é preciso, a velocidade do mundo hoje não é única. Esta é uma idéia presente na análise de vários pesquisadores do assunto.
Em sua pesquisa com pessoas de diferentes níveis hierárquicos nas organizações, Maria José Tonelli conseguiu enxergar dois grupos: no primeiro estão aqueles que acessam, dominam e dispõem das novas tecnologias – são os executivos, velozes, ultra-rápidos; no segundo, aqueles que ficam alijados desse novo modelo – a faxineira e a copeira de sua amostra. Mas a divisão vai além. Maura Véras, socióloga e reitora da PUC-SP, num estudo sobre a cidade de São Paulo, deparou-se com assincronias urbanas: de um lado, a cidade da elite, em que o tempo é o do deslocamento rápido, seguro e protegido, cujo símbolo é o helicóptero; de outro, a cidade da pobreza, cujo tempo é lento, marcado pelo deslocamento pendular entre “a habitação e o trabalho”. O tempo da pobreza é o do transporte coletivo, do congestionamento e dos riscos. O perverso é que na metrópole paulistana, mesmo correndo pelas escadas rolantes das estações de metrô, a massa de trabalhadores leva horas para se deslocar entre a casa e o trabalho.
O tempo gerido pela velocidade de reprodução do capital e da desigualdade tem outras crueldades. Na avaliação do psiquiatra Paulucci, seus pacientes de classe social mais elevada estão mais sujeitos aos problemas de angústia e estresse relacionados à sobrecarga, à correria e à cobrança excessivas. Entre os seus pacientes de classe social mais baixa há, segundo ele, predominância de transtornos mentais típicos, aqueles popularmente associados à loucura. A tensão cotidiana com que convivem gira em torno de aflições muito concretas: como pagar o aluguel, se terá alimento para os filhos, se o barraco não vai cair, como será o amanhã. “Cada dia é uma luta, porque não têm perspectiva nenhuma. Quem está nesse quadro social vive numa tensão intensa”, completa. Num ritmo de vida mais lento, as pessoas desses estratos sociais também são vítimas, pela exclusão, da alta velocidade ditada pelo capitalismo.
(Texto adaptado de JUSTO, C. In: Com ciência. Revista Eletrônica de Jornalismo Científico – SBPC http://www.comciencia.br/ comciencia)
Maura Véras, socióloga e reitora da PUC-SP, num estudo sobre a cidade de São Paulo, deparou-se com assincronias urbanas: de um lado, a cidade da elite, em que o tempo é o do deslocamento rápido, seguro e protegido, cujo símbolo é o helicóptero; (...)
A respeito do uso do vocábulo cujo no fragmento acima, é correto afirmar que:
Provas
Sob a velocidade do capital
Já se foi o tempo em que valia o ditado “a pressa é inimiga da perfeição”. No mundo de hoje, nos transportes, na comunicação, no trabalho, e até no lazer, alta velocidade é uma exigência generalizada. Apesar disso, essa velocidade que rege o mundo atual não é única e nem a percepção das pessoas é singular. Vivemos em tempos múltiplos e em diferentes velocidades.
Para quem nasceu há 80 ou 50 anos atrás, e viveu um tempo definido de algum modo pela velocidade impressa nas possibilidades de comunicação e transportes dos anos 20 e 50 do século passado, não é de estranhar a sensação de velocidade e aceleração vivida nos dias de hoje, explica o sociólogo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Osvaldo López-Ruiz.
Apesar de ser generalizada a idéia de que o mundo está girando mais depressa, e a sensação de falta de tempo, de que o tempo voa, de que perdemos muito tempo e de que nunca temos tempo suficiente para fazer tudo que desejamos ou que é preciso, a velocidade do mundo hoje não é única. Esta é uma idéia presente na análise de vários pesquisadores do assunto.
Em sua pesquisa(c) com pessoas de diferentes níveis hierárquicos nas organizações, Maria José Tonelli conseguiu enxergar dois grupos: no primeiro estão aqueles que acessam, dominam e dispõem das novas tecnologias – são os executivos, velozes, ultra-rápidos; no segundo, aqueles que ficam alijados desse novo modelo – a faxineira e a copeira de sua amostra. Mas a divisão vai além. Maura Véras, socióloga e reitora da PUC-SP, num estudo sobre a cidade de São Paulo, deparou-se com assincronias urbanas: de um lado, a cidade da elite, em que o tempo é o do deslocamento rápido, seguro e protegido, cujo símbolo é o helicóptero; de outro, a cidade da pobreza, cujo tempo é lento, marcado pelo deslocamento pendular entre “a habitação e o trabalho”(a). O tempo da pobreza é o do transporte coletivo, do congestionamento e dos riscos. O perverso é que na metrópole paulistana, mesmo correndo pelas escadas rolantes das estações de metrô, a massa de trabalhadores leva horas para se deslocar(d) entre a casa e o trabalho.
O tempo gerido pela velocidade de reprodução do capital e da desigualdade tem outras crueldades(b). Na avaliação do psiquiatra Paulucci, seus pacientes(c) de classe social mais elevada estão mais sujeitos aos problemas(e) de angústia e estresse relacionados à sobrecarga, à correria e à cobrança excessivas. Entre os seus pacientes de classe social mais baixa há, segundo ele, predominância de transtornos mentais típicos, aqueles popularmente associados à loucura. A tensão cotidiana com que convivem gira em torno de aflições muito concretas: como pagar o aluguel, se terá alimento para os filhos, se o barraco não vai cair(d), como será o amanhã. “Cada dia é uma luta, porque não têm perspectiva nenhuma. Quem está nesse quadro social vive numa tensão intensa”, completa. Num ritmo de vida mais lento, as pessoas desses estratos sociais também são vítimas, pela exclusão, da alta velocidade ditada pelo capitalismo.
(Texto adaptado de JUSTO, C. In: Com ciência. Revista Eletrônica de Jornalismo Científico – SBPC http://www.comciencia.br/ comciencia)
A respeito das escolhas sintáticas, lexicais e discursivas dos parágrafos 4 e 5, é correto afirmar que:
Provas
Sob a velocidade do capital
Já se foi o tempo em que valia o ditado “a pressa é inimiga da perfeição”. No mundo de hoje, nos transportes, na comunicação, no trabalho, e até no lazer, alta velocidade é uma exigência generalizada. Apesar disso, essa velocidade que rege o mundo atual não é única e nem a percepção das pessoas é singular. Vivemos em tempos múltiplos e em diferentes velocidades.
Para quem nasceu há 80 ou 50 anos atrás, e viveu um tempo definido de algum modo pela velocidade impressa nas possibilidades de comunicação e transportes dos anos 20 e 50 do século passado, não é de estranhar a sensação de velocidade e aceleração vivida nos dias de hoje, explica o sociólogo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Osvaldo López-Ruiz.
Apesar de ser generalizada a idéia de que o mundo está girando mais depressa, e a sensação de falta de tempo, de que o tempo voa, de que perdemos muito tempo e de que nunca temos tempo suficiente para fazer tudo que desejamos ou que é preciso, a velocidade do mundo hoje não é única. Esta é uma idéia presente na análise de vários pesquisadores do assunto.
Em sua pesquisa com pessoas de diferentes níveis hierárquicos nas organizações, Maria José Tonelli conseguiu enxergar dois grupos: no primeiro estão aqueles que acessam, dominam e dispõem das novas tecnologias – são os executivos, velozes, ultra-rápidos; no segundo, aqueles que ficam alijados desse novo modelo – a faxineira e a copeira de sua amostra. Mas a divisão vai além. Maura Véras, socióloga e reitora da PUC-SP, num estudo sobre a cidade de São Paulo, deparou-se com assincronias urbanas: de um lado, a cidade da elite, em que o tempo é o do deslocamento rápido, seguro e protegido, cujo símbolo é o helicóptero; de outro, a cidade da pobreza, cujo tempo é lento, marcado pelo deslocamento pendular entre “a habitação e o trabalho”. O tempo da pobreza é o do transporte coletivo, do congestionamento e dos riscos. O perverso é que na metrópole paulistana, mesmo correndo pelas escadas rolantes das estações de metrô, a massa de trabalhadores leva horas para se deslocar entre a casa e o trabalho.
O tempo gerido pela velocidade de reprodução do capital e da desigualdade tem outras crueldades. Na avaliação do psiquiatra Paulucci, seus pacientes de classe social mais elevada estão mais sujeitos aos problemas de angústia e estresse relacionados à sobrecarga, à correria e à cobrança excessivas. Entre os seus pacientes de classe social mais baixa há, segundo ele, predominância de transtornos mentais típicos, aqueles popularmente associados à loucura. A tensão cotidiana com que convivem gira em torno de aflições muito concretas: como pagar o aluguel, se terá alimento para os filhos, se o barraco não vai cair, como será o amanhã. “Cada dia é uma luta, porque não têm perspectiva nenhuma. Quem está nesse quadro social vive numa tensão intensa”, completa. Num ritmo de vida mais lento, as pessoas desses estratos sociais também são vítimas, pela exclusão, da alta velocidade ditada pelo capitalismo.
(Texto adaptado de JUSTO, C. In: Com ciência. Revista Eletrônica de Jornalismo Científico – SBPC http://www.comciencia.br/ comciencia)
Com relação à organização do texto, analise as afirmativas a seguir:
I. No processo de argumentação, o autor valeu-se de estratégias de persuasão por meio de fatos objetivos.
II. A tese apresentada no primeiro parágrafo é ilustrada por meio da narrativa desenvolvida no segundo.
III. Quanto à tipificação do discurso, observa-se que a construção das estruturas frasais privilegia a função estética da palavra.
Assinale:
Provas
Sob a velocidade do capital
Já se foi o tempo em que valia o ditado “a pressa é inimiga da perfeição”. No mundo de hoje, nos transportes, na comunicação, no trabalho, e até no lazer, alta velocidade é uma exigência generalizada. Apesar disso, essa velocidade que rege o mundo atual não é única e nem a percepção das pessoas é singular. Vivemos em tempos múltiplos e em diferentes velocidades.
Para quem nasceu há 80 ou 50 anos atrás, e viveu um tempo definido de algum modo pela velocidade impressa nas possibilidades de comunicação e transportes dos anos 20 e 50 do século passado, não é de estranhar a sensação de velocidade e aceleração vivida nos dias de hoje, explica o sociólogo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Osvaldo López-Ruiz.
Apesar de ser generalizada a idéia de que o mundo está girando mais depressa, e a sensação de falta de tempo, de que o tempo voa, de que perdemos muito tempo e de que nunca temos tempo suficiente para fazer tudo que desejamos ou que é preciso, a velocidade do mundo hoje não é única. Esta é uma idéia presente na análise de vários pesquisadores do assunto.
Em sua pesquisa com pessoas de diferentes níveis hierárquicos nas organizações, Maria José Tonelli conseguiu enxergar dois grupos: no primeiro estão aqueles que acessam, dominam e dispõem das novas tecnologias – são os executivos, velozes, ultra-rápidos; no segundo, aqueles que ficam alijados desse novo modelo – a faxineira e a copeira de sua amostra. Mas a divisão vai além. Maura Véras, socióloga e reitora da PUC-SP, num estudo sobre a cidade de São Paulo, deparou-se com assincronias urbanas: de um lado, a cidade da elite, em que o tempo é o do deslocamento rápido, seguro e protegido, cujo símbolo é o helicóptero; de outro, a cidade da pobreza, cujo tempo é lento, marcado pelo deslocamento pendular entre “a habitação e o trabalho”. O tempo da pobreza é o do transporte coletivo, do congestionamento e dos riscos. O perverso é que na metrópole paulistana, mesmo correndo pelas escadas rolantes das estações de metrô, a massa de trabalhadores leva horas para se deslocar entre a casa e o trabalho.
O tempo gerido pela velocidade de reprodução do capital e da desigualdade tem outras crueldades. Na avaliação do psiquiatra Paulucci, seus pacientes de classe social mais elevada estão mais sujeitos aos problemas de angústia e estresse relacionados à sobrecarga, à correria e à cobrança excessivas. Entre os seus pacientes de classe social mais baixa há, segundo ele, predominância de transtornos mentais típicos, aqueles popularmente associados à loucura. A tensão cotidiana com que convivem gira em torno de aflições muito concretas: como pagar o aluguel, se terá alimento para os filhos, se o barraco não vai cair, como será o amanhã. “Cada dia é uma luta, porque não têm perspectiva nenhuma. Quem está nesse quadro social vive numa tensão intensa”, completa. Num ritmo de vida mais lento, as pessoas desses estratos sociais também são vítimas, pela exclusão, da alta velocidade ditada pelo capitalismo.
(Texto adaptado de JUSTO, C. In: Com ciência. Revista Eletrônica de Jornalismo Científico – SBPC http://www.comciencia.br/ comciencia)
Assinale a alternativa que apresente uma conclusão perfeitamente adequada às ideias desenvolvidas no último parágrafo do texto.
Provas
Caderno Container