Magna Concursos

Foram encontradas 68 questões.

Sob a velocidade do capital

Já se foi o tempo em que valia o ditado “a pressa é inimiga da perfeição”. No mundo de hoje, nos transportes, na comunicação, no trabalho, e até no lazer, alta velocidade é uma exigência generalizada. Apesar disso, essa velocidade que rege o mundo atual não é única e nem a percepção das pessoas é singular. Vivemos em tempos múltiplos e em diferentes velocidades.

Para quem nasceu há 80 ou 50 anos atrás, e viveu um tempo definido de algum modo pela velocidade impressa nas possibilidades de comunicação e transportes dos anos 20 e 50 do século passado, não é de estranhar a sensação de velocidade e aceleração vivida nos dias de hoje, explica o sociólogo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Osvaldo López-Ruiz.

Apesar de ser generalizada a idéia de que o mundo está girando mais depressa, e a sensação de falta de tempo, de que o tempo voa, de que perdemos muito tempo e de que nunca temos tempo suficiente para fazer tudo que desejamos ou que é preciso, a velocidade do mundo hoje não é única. Esta é uma idéia presente na análise de vários pesquisadores do assunto.

Em sua pesquisa com pessoas de diferentes níveis hierárquicos nas organizações, Maria José Tonelli conseguiu enxergar dois grupos: no primeiro estão aqueles que acessam, dominam e dispõem das novas tecnologias – são os executivos, velozes, ultra-rápidos; no segundo, aqueles que ficam alijados desse novo modelo – a faxineira e a copeira de sua amostra. Mas a divisão vai além. Maura Véras, socióloga e reitora da PUC-SP, num estudo sobre a cidade de São Paulo, deparou-se com assincronias urbanas: de um lado, a cidade da elite, em que o tempo é o do deslocamento rápido, seguro e protegido, cujo símbolo é o helicóptero; de outro, a cidade da pobreza, cujo tempo é lento, marcado pelo deslocamento pendular entre “a habitação e o trabalho”. O tempo da pobreza é o do transporte coletivo, do congestionamento e dos riscos. O perverso é que na metrópole paulistana, mesmo correndo pelas escadas rolantes das estações de metrô, a massa de trabalhadores leva horas para se deslocar entre a casa e o trabalho.

O tempo gerido pela velocidade de reprodução do capital e da desigualdade tem outras crueldades. Na avaliação do psiquiatra Paulucci, seus pacientes de classe social mais elevada estão mais sujeitos aos problemas de angústia e estresse relacionados à sobrecarga, à correria e à cobrança excessivas. Entre os seus pacientes de classe social mais baixa há, segundo ele, predominância de transtornos mentais típicos, aqueles popularmente associados à loucura. A tensão cotidiana com que convivem gira em torno de aflições muito concretas: como pagar o aluguel, se terá alimento para os filhos, se o barraco não vai cair, como será o amanhã. “Cada dia é uma luta, porque não têm perspectiva nenhuma. Quem está nesse quadro social vive numa tensão intensa”, completa. Num ritmo de vida mais lento, as pessoas desses estratos sociais também são vítimas, pela exclusão, da alta velocidade ditada pelo capitalismo.

(Texto adaptado de JUSTO, C. In: Com ciência. Revista Eletrônica de Jornalismo Científico – SBPC http://www.comciencia.br/ comciencia)

Considerando a proposta do texto, é correto afirmar que o capitalismo e a velocidade que rege o mundo atual mantêm uma relação de:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Sob a velocidade do capital

Já se foi o tempo em que valia o ditado “a pressa é inimiga da perfeição”. No mundo de hoje, nos transportes, na comunicação, no trabalho, e até no lazer, alta velocidade é uma exigência generalizada. Apesar disso, essa velocidade que rege o mundo atual não é única e nem a percepção das pessoas é singular. Vivemos em tempos múltiplos e em diferentes velocidades.

Para quem nasceu há 80 ou 50 anos atrás, e viveu um tempo definido de algum modo pela velocidade impressa nas possibilidades de comunicação e transportes dos anos 20 e 50 do século passado, não é de estranhar a sensação de velocidade e aceleração vivida nos dias de hoje, explica o sociólogo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Osvaldo López-Ruiz.

Apesar de ser generalizada a idéia de que o mundo está girando mais depressa, e a sensação de falta de tempo, de que o tempo voa, de que perdemos muito tempo e de que nunca temos tempo suficiente para fazer tudo que desejamos ou que é preciso, a velocidade do mundo hoje não é única. Esta é uma idéia presente na análise de vários pesquisadores do assunto.

Em sua pesquisa com pessoas de diferentes níveis hierárquicos nas organizações, Maria José Tonelli conseguiu enxergar dois grupos: no primeiro estão aqueles que acessam, dominam e dispõem das novas tecnologias – são os executivos, velozes, ultra-rápidos; no segundo, aqueles que ficam alijados desse novo modelo – a faxineira e a copeira de sua amostra. Mas a divisão vai além. Maura Véras, socióloga e reitora da PUC-SP, num estudo sobre a cidade de São Paulo, deparou-se com assincronias urbanas: de um lado, a cidade da elite, em que o tempo é o do deslocamento rápido, seguro e protegido, cujo símbolo é o helicóptero; de outro, a cidade da pobreza, cujo tempo é lento, marcado pelo deslocamento pendular entre “a habitação e o trabalho”. O tempo da pobreza é o do transporte coletivo, do congestionamento e dos riscos. O perverso é que na metrópole paulistana, mesmo correndo pelas escadas rolantes das estações de metrô, a massa de trabalhadores leva horas para se deslocar entre a casa e o trabalho.

O tempo gerido pela velocidade de reprodução do capital e da desigualdade tem outras crueldades. Na avaliação do psiquiatra Paulucci, seus pacientes de classe social mais elevada estão mais sujeitos aos problemas de angústia e estresse relacionados à sobrecarga, à correria e à cobrança excessivas. Entre os seus pacientes de classe social mais baixa há, segundo ele, predominância de transtornos mentais típicos, aqueles popularmente associados à loucura. A tensão cotidiana com que convivem gira em torno de aflições muito concretas: como pagar o aluguel, se terá alimento para os filhos, se o barraco não vai cair, como será o amanhã. “Cada dia é uma luta, porque não têm perspectiva nenhuma. Quem está nesse quadro social vive numa tensão intensa”, completa. Num ritmo de vida mais lento, as pessoas desses estratos sociais também são vítimas, pela exclusão, da alta velocidade ditada pelo capitalismo.

(Texto adaptado de JUSTO, C. In: Com ciência. Revista Eletrônica de Jornalismo Científico – SBPC http://www.comciencia.br/ comciencia)

Assinale a alternativa que contém o campo semântico mais produtivo na construção da temática do texto, acompanhado de vocábulos que o representam.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Sob a velocidade do capital

Já se foi o tempo em que valia o ditado “a pressa é inimiga da perfeição”. No mundo de hoje, nos transportes, na comunicação, no trabalho, e até no lazer, alta velocidade é uma exigência generalizada. Apesar disso, essa velocidade que rege o mundo atual não é única e nem a percepção das pessoas é singular. Vivemos em tempos múltiplos e em diferentes velocidades.

Para quem nasceu há 80 ou 50 anos atrás, e viveu um tempo definido de algum modo pela velocidade impressa nas possibilidades de comunicação e transportes dos anos 20 e 50 do século passado, não é de estranhar a sensação de velocidade e aceleração vivida nos dias de hoje, explica o sociólogo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Osvaldo López-Ruiz.

Apesar de ser generalizada a idéia de que o mundo está girando mais depressa, e a sensação de falta de tempo, de que o tempo voa, de que perdemos muito tempo e de que nunca temos tempo suficiente para fazer tudo que desejamos ou que é preciso, a velocidade do mundo hoje não é única. Esta é uma idéia presente na análise de vários pesquisadores do assunto.

Em sua pesquisa com pessoas de diferentes níveis hierárquicos nas organizações, Maria José Tonelli conseguiu enxergar dois grupos: no primeiro estão aqueles que acessam, dominam e dispõem das novas tecnologias – são os executivos, velozes, ultra-rápidos; no segundo, aqueles que ficam alijados desse novo modelo – a faxineira e a copeira de sua amostra. Mas a divisão vai além. Maura Véras, socióloga e reitora da PUC-SP, num estudo sobre a cidade de São Paulo, deparou-se com assincronias urbanas: de um lado, a cidade da elite, em que o tempo é o do deslocamento rápido, seguro e protegido, cujo símbolo é o helicóptero; de outro, a cidade da pobreza, cujo tempo é lento, marcado pelo deslocamento pendular entre “a habitação e o trabalho”. O tempo da pobreza é o do transporte coletivo, do congestionamento e dos riscos. O perverso é que na metrópole paulistana, mesmo correndo pelas escadas rolantes das estações de metrô, a massa de trabalhadores leva horas para se deslocar entre a casa e o trabalho.

O tempo gerido pela velocidade de reprodução do capital e da desigualdade tem outras crueldades. Na avaliação do psiquiatra Paulucci, seus pacientes de classe social mais elevada estão mais sujeitos aos problemas de angústia e estresse relacionados à sobrecarga, à correria e à cobrança excessivas. Entre os seus pacientes de classe social mais baixa há, segundo ele, predominância de transtornos mentais típicos, aqueles popularmente associados à loucura. A tensão cotidiana com que convivem gira em torno de aflições muito concretas: como pagar o aluguel, se terá alimento para os filhos, se o barraco não vai cair, como será o amanhã. “Cada dia é uma luta, porque não têm perspectiva nenhuma. Quem está nesse quadro social vive numa tensão intensa”, completa. Num ritmo de vida mais lento, as pessoas desses estratos sociais também são vítimas, pela exclusão, da alta velocidade ditada pelo capitalismo.

(Texto adaptado de JUSTO, C. In: Com ciência. Revista Eletrônica de Jornalismo Científico – SBPC http://www.comciencia.br/ comciencia)

Assinale a alternativa que não está de acordo com a argumentação que sustenta a tese proposta no texto.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1133870 Ano: 2008
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FGV
Orgão: SAD-PE

A Constituição do Estado de Pernambuco estabelece que o Controle Externo a cargo da Assembléia Legislativa, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado. Assinale a alternativa que apresente uma competência do Tribunal de Contas do Estado.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Assinale a alternativa que apresente crime contra a administração pública e que prevê a punição da modalidade culposa.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Assinale a alternativa que apresente conduta que não configure crime contra a administração pública praticado por funcionário público.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

José Antônio Valenciano é Analista de Controle Interno da Secretaria de Estado de Administração e recebe de seu compadre Caio Rolando da Rocha o pedido de que José modifique o sistema de informações daquela secretaria, única e exclusivamente com a finalidade de trocar o nome ali constante para “Caio Armando da Rocha”, uma vez que tem sido motivo de chacota perante os colegas. José Antônio Valenciano primeiro certifica-se de que a modificação não resultará dano para a Administração Pública nem para o administrado e, então sem autorização ou da autoridade competente, faz a modificação solicitada.

Assinale a alternativa que apresente corretamente a característica da conduta de José do ponto de vista do Direito Penal.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
A respeito do crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no art. 337-A do Código Penal, assinale a afirmativa incorreta.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1133859 Ano: 2008
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FGV
Orgão: SAD-PE
Conforme preceitua a legislação societária em vigor, analise as afirmativas a seguir.
I. A demonstração do resultado do exercício discriminará a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos.
II. A demonstração do resultado do exercício discriminará a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto.
III. A demonstração do resultado do exercício discriminará as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais.
IV. A demonstração do resultado do exercício discriminará o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais.
Assinale:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1133858 Ano: 2008
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FGV
Orgão: SAD-PE
De acordo com a legislação societária, no Passivo as contas serão classificadas no:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas