Foram encontradas 60 questões.
Sobre o fenômeno da maré vermelha e seus
impactos nos ecossistemas aquáticos, informe se
é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a
seguir e assinale a alternativa com a sequência
correta.
( ) O fenômeno da maré vermelha, caracterizado pela proliferação excessiva de dinoflagelados, está frequentemente relacionado à presença de nutrientes derivados da atividade humana, como nitrogênio e fósforo, mas também pode ser desencadeado por fatores naturais, como alterações na temperatura e nas correntes oceânicas.
( ) A liberação de toxinas durante a maré vermelha não se restringe aos organismos marinhos, podendo afetar organismos terrestres próximos ao ambiente aquático devido à absorção dessas substâncias na atmosfera ou no solo.
( ) Embora as toxinas dos dinoflagelados sejam amplamente reconhecidas por seus efeitos nocivos sobre a fauna marinha, elas podem exercer um efeito positivo sobre algumas espécies de micro-organismos, favorecendo seu crescimento e a formação de novas comunidades biológicas.
( ) A eutrofização é sempre um fator determinante na ocorrência das marés vermelhas, uma vez que a presença de altos níveis de nutrientes no ambiente aquático é a única condição necessária para a proliferação dessas algas.
( ) A presença de maré vermelha não afeta diretamente a qualidade da água para o consumo humano, uma vez que as toxinas liberadas pelas algas não são transferidas para as fontes de água potável.
( ) O fenômeno da maré vermelha, caracterizado pela proliferação excessiva de dinoflagelados, está frequentemente relacionado à presença de nutrientes derivados da atividade humana, como nitrogênio e fósforo, mas também pode ser desencadeado por fatores naturais, como alterações na temperatura e nas correntes oceânicas.
( ) A liberação de toxinas durante a maré vermelha não se restringe aos organismos marinhos, podendo afetar organismos terrestres próximos ao ambiente aquático devido à absorção dessas substâncias na atmosfera ou no solo.
( ) Embora as toxinas dos dinoflagelados sejam amplamente reconhecidas por seus efeitos nocivos sobre a fauna marinha, elas podem exercer um efeito positivo sobre algumas espécies de micro-organismos, favorecendo seu crescimento e a formação de novas comunidades biológicas.
( ) A eutrofização é sempre um fator determinante na ocorrência das marés vermelhas, uma vez que a presença de altos níveis de nutrientes no ambiente aquático é a única condição necessária para a proliferação dessas algas.
( ) A presença de maré vermelha não afeta diretamente a qualidade da água para o consumo humano, uma vez que as toxinas liberadas pelas algas não são transferidas para as fontes de água potável.
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As interações ecológicas desempenham um papel
essencial na dinâmica dos ecossistemas e podem
ser classificadas como harmônicas ou
desarmônicas, conforme os efeitos sobre as
espécies envolvidas. A respeito dos tipos de
interações ecológicas e de suas respectivas
definições, relacione as colunas e assinale a
alternativa com a sequência correta.
1. Amensalismo.
2. Parasitismo.
3. Competição.
4. Protocooperação.
5. Mutualismo.
( ) Duas espécies compartilham um mesmo recurso ambiental limitado, resultando em prejuízo para ambas.
( ) Uma espécie prejudica outra involuntariamente, sem obter vantagens diretas na interação.
( ) Uma relação não obrigatória entre espécies diferentes, na qual ambas se beneficiam.
( ) Uma interação na qual uma espécie obtém benefícios ao viver à custa de outra, causando prejuízos ao hospedeiro.
( ) Uma relação obrigatória e benéfica para ambas as espécies, na qual elas dependem umas das outras para sobreviverem.
1. Amensalismo.
2. Parasitismo.
3. Competição.
4. Protocooperação.
5. Mutualismo.
( ) Duas espécies compartilham um mesmo recurso ambiental limitado, resultando em prejuízo para ambas.
( ) Uma espécie prejudica outra involuntariamente, sem obter vantagens diretas na interação.
( ) Uma relação não obrigatória entre espécies diferentes, na qual ambas se beneficiam.
( ) Uma interação na qual uma espécie obtém benefícios ao viver à custa de outra, causando prejuízos ao hospedeiro.
( ) Uma relação obrigatória e benéfica para ambas as espécies, na qual elas dependem umas das outras para sobreviverem.
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Durante uma visita a um lago, um grupo de estudantes observou diferentes organismos aquáticos. Entre eles, destacaram-se os peixes, que nadavam ativamente na coluna d’água, e os caramujos, que se deslocavam lentamente sobre as pedras no fundo do lago. De acordo com a locomoção e a posição no ecossistema, esses organismos pertencem, respectivamente, às categorias
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Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se
afirma a seguir e assinale a alternativa com a
sequência correta.
( ) Um ecossistema é formado por organismos produtores, consumidores e decompositores.
( ) A comunidade clímax é uma comunidade estável que apresenta um equilíbrio com o meio.
( ) Fatores bióticos e abióticos interagem somente em ecossistemas aquáticos.
( ) Ecossistema e bioma são sinônimos biológicos.
( ) Um ecossistema é formado por organismos produtores, consumidores e decompositores.
( ) A comunidade clímax é uma comunidade estável que apresenta um equilíbrio com o meio.
( ) Fatores bióticos e abióticos interagem somente em ecossistemas aquáticos.
( ) Ecossistema e bioma são sinônimos biológicos.
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Dopamina: por que busca desenfreada por
estímulos pode tirar satisfação da vida
Shin Suzuki
[...] Para a psiquiatra norte-americana Anna
Lembke, seja em redes sociais, seja em jogos ou em
compras online, por exemplo – instantes usando o
celular vêm permeando a vida moderna de um modo
excessivo e contribuindo para uma constante
sensação de insatisfação, em que picos de
empolgação ficam cada vez mais raros. [...]
A dopamina, mensageiro químico do cérebro, é
conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.
Na realidade, suas características estão ligadas à
motivação ou estímulo reforçador, com destacada
atuação no sistema de recompensa cerebral. A
sensação de prazer tem outros componentes
químicos envolvidos. A dopamina, no entanto, é uma
molécula fundamental em um processo maturado
durante milhões de anos de evolução: o corpo
instintivamente evita a dor. Procura o oposto.
“Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem
em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo
sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro,
nós sempre estamos buscando recriar essa
sensação”, diz Lembke em entrevista à BBC News
Brasil.
[...] Mas o nosso organismo sempre tenta
restabelecer um equilíbrio interno, chamado de
homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para
as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da
balança. “É aquela ‘descida’ após qualquer
experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre
de forma óbvia, como a ressaca depois de uma
bebedeira, mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a
psiquiatra. “Essencialmente, é a dopamina em queda
livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai
para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um
custo. E o custo é uma sensação temporária da
abstinência de uma substância. Algo universalmente
traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e
fissura pela droga de preferência”.
[...] Lembke trata na clínica em Stanford casos
graves de abusos de substâncias ou de dependência
em sexo ou apostas, mas observa que os atrativos
surgidos com a internet e a tecnologia digital
massificaram e banalizaram a dinâmica dos disparos
de dopamina e da compulsão. Ela acredita que todos
nós podemos aprender com casos graves de
dependência, “versões extremas do que todos nós
somos capazes”. “A riqueza, a abundância e a
tecnologia da nossa época fazem com que quase
toda experiência humana tenha o potencial de vício,
de uma droga. As mídias sociais são conexão
humana em forma de droga. O que torna algo
viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de
recompensa do cérebro de forma rápida”, diz ela. “E
nós temos acesso fácil, quantidade ilimitada, grande
potência e novidades ilimitadas. A dopamina
responde a todas essas condições”.
[...] A psiquiatra da Universidade Stanford acredita
que a ideia de eliminar a dor a qualquer custo como
paradigma trouxe desvantagens para a sociedade.
Lembke se refere tanto à fuga automática de
desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao
uso indiscriminado de medicamentos para combater a
dor – algo que teve grande papel na crise dos
opioides, que vitimou centenas de milhares de
norte-americanos nas últimas décadas.
“Evitar a dor nos priva de experiências que
constroem os calos mentais para encarar desafios
futuros. E eu falo de dor de uma forma ampla:
emocional, espiritual, todos os diferentes tipos de
sofrimento físico e psicológico”.
Lembke explica que a retomada do contato com o
desconforto é exemplificada por algo frugal: a terapia
do banho gelado (e, de fato, pesquisas sugerem
benefícios da água fria não só para melhorar a
circulação, mas também para aliviar depressão).
[...] Mas uma pergunta paira: não será justamente a
vida moderna, com toda a sua pressão e desafios,
que impõe peso sobre todos que a habitam e dessa
forma precisamos de algo para sanar essas dores?
Ela responde: “Eu concordo que nós vivemos em
um mundo muito estranho e em uma época muito
estranha, e que a vida em tempos modernos é difícil
por razões paradoxais”.
“Acho que medicamentos psicotrópicos têm
representado uma maneira para nos adaptar a um
mundo para o qual a nossa evolução ainda não
chegou. Mas, em geral, eu acho que esses remédios
são prescritos de forma excessiva, sem o
reconhecimento de seus lados negativos, incluindo o
potencial para se viciar ou nos privar de sentir as
intensas emoções que nos tornam humanos."
"A sugestão é que, em vez de usar medicamentos
para nos adaptar a esse novo mundo, tentemos
mudar as nossas experiências nele”.
Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional61303597. Acesso em: 17 fev. 2025.
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Dopamina: por que busca desenfreada por
estímulos pode tirar satisfação da vida
Shin Suzuki
[...] Para a psiquiatra norte-americana Anna
Lembke, seja em redes sociais, seja em jogos ou em
compras online, por exemplo – instantes usando o
celular vêm permeando a vida moderna de um modo
excessivo e contribuindo para uma constante
sensação de insatisfação, em que picos de
empolgação ficam cada vez mais raros. [...]
A dopamina, mensageiro químico do cérebro, é
conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.
Na realidade, suas características estão ligadas à
motivação ou estímulo reforçador, com destacada
atuação no sistema de recompensa cerebral. A
sensação de prazer tem outros componentes
químicos envolvidos. A dopamina, no entanto, é uma
molécula fundamental em um processo maturado
durante milhões de anos de evolução: o corpo
instintivamente evita a dor. Procura o oposto.
“Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem
em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo
sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro,
nós sempre estamos buscando recriar essa
sensação”, diz Lembke em entrevista à BBC News
Brasil.
[...] Mas o nosso organismo sempre tenta
restabelecer um equilíbrio interno, chamado de
homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para
as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da
balança. “É aquela ‘descida’ após qualquer
experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre
de forma óbvia, como a ressaca depois de uma
bebedeira, mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a
psiquiatra. “Essencialmente, é a dopamina em queda
livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai
para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um
custo. E o custo é uma sensação temporária da
abstinência de uma substância. Algo universalmente
traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e
fissura pela droga de preferência”.
[...] Lembke trata na clínica em Stanford casos
graves de abusos de substâncias ou de dependência
em sexo ou apostas, mas observa que os atrativos
surgidos com a internet e a tecnologia digital
massificaram e banalizaram a dinâmica dos disparos
de dopamina e da compulsão. Ela acredita que todos
nós podemos aprender com casos graves de
dependência, “versões extremas do que todos nós
somos capazes”. “A riqueza, a abundância e a
tecnologia da nossa época fazem com que quase
toda experiência humana tenha o potencial de vício,
de uma droga. As mídias sociais são conexão
humana em forma de droga. O que torna algo
viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de
recompensa do cérebro de forma rápida”, diz ela. “E
nós temos acesso fácil, quantidade ilimitada, grande
potência e novidades ilimitadas. A dopamina
responde a todas essas condições”.
[...] A psiquiatra da Universidade Stanford acredita
que a ideia de eliminar a dor a qualquer custo como
paradigma trouxe desvantagens para a sociedade.
Lembke se refere tanto à fuga automática de
desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao
uso indiscriminado de medicamentos para combater a
dor – algo que teve grande papel na crise dos
opioides, que vitimou centenas de milhares de
norte-americanos nas últimas décadas.
“Evitar a dor nos priva de experiências que
constroem os calos mentais para encarar desafios
futuros. E eu falo de dor de uma forma ampla:
emocional, espiritual, todos os diferentes tipos de
sofrimento físico e psicológico”.
Lembke explica que a retomada do contato com o
desconforto é exemplificada por algo frugal: a terapia
do banho gelado (e, de fato, pesquisas sugerem
benefícios da água fria não só para melhorar a
circulação, mas também para aliviar depressão).
[...] Mas uma pergunta paira: não será justamente a
vida moderna, com toda a sua pressão e desafios,
que impõe peso sobre todos que a habitam e dessa
forma precisamos de algo para sanar essas dores?
Ela responde: “Eu concordo que nós vivemos em
um mundo muito estranho e em uma época muito
estranha, e que a vida em tempos modernos é difícil
por razões paradoxais”.
“Acho que medicamentos psicotrópicos têm
representado uma maneira para nos adaptar a um
mundo para o qual a nossa evolução ainda não
chegou. Mas, em geral, eu acho que esses remédios
são prescritos de forma excessiva, sem o
reconhecimento de seus lados negativos, incluindo o
potencial para se viciar ou nos privar de sentir as
intensas emoções que nos tornam humanos."
"A sugestão é que, em vez de usar medicamentos
para nos adaptar a esse novo mundo, tentemos
mudar as nossas experiências nele”.
Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional61303597. Acesso em: 17 fev. 2025.
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Dopamina: por que busca desenfreada por
estímulos pode tirar satisfação da vida
Shin Suzuki
[...] Para a psiquiatra norte-americana Anna
Lembke, seja em redes sociais, seja em jogos ou em
compras online, por exemplo – instantes usando o
celular vêm permeando a vida moderna de um modo
excessivo e contribuindo para uma constante
sensação de insatisfação, em que picos de
empolgação ficam cada vez mais raros. [...]
A dopamina, mensageiro químico do cérebro, é
conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.
Na realidade, suas características estão ligadas à
motivação ou estímulo reforçador, com destacada
atuação no sistema de recompensa cerebral. A
sensação de prazer tem outros componentes
químicos envolvidos. A dopamina, no entanto, é uma
molécula fundamental em um processo maturado
durante milhões de anos de evolução: o corpo
instintivamente evita a dor. Procura o oposto.
“Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem
em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo
sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro,
nós sempre estamos buscando recriar essa
sensação”, diz Lembke em entrevista à BBC News
Brasil.
[...] Mas o nosso organismo sempre tenta
restabelecer um equilíbrio interno, chamado de
homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para
as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da
balança. “É aquela ‘descida’ após qualquer
experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre
de forma óbvia, como a ressaca depois de uma
bebedeira, mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a
psiquiatra. “Essencialmente, é a dopamina em queda
livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai
para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um
custo. E o custo é uma sensação temporária da
abstinência de uma substância. Algo universalmente
traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e
fissura pela droga de preferência”.
[...] Lembke trata na clínica em Stanford casos
graves de abusos de substâncias ou de dependência
em sexo ou apostas, mas observa que os atrativos
surgidos com a internet e a tecnologia digital
massificaram e banalizaram a dinâmica dos disparos
de dopamina e da compulsão. Ela acredita que todos
nós podemos aprender com casos graves de
dependência, “versões extremas do que todos nós
somos capazes”. “A riqueza, a abundância e a
tecnologia da nossa época fazem com que quase
toda experiência humana tenha o potencial de vício,
de uma droga. As mídias sociais são conexão
humana em forma de droga. O que torna algo
viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de
recompensa do cérebro de forma rápida”, diz ela. “E
nós temos acesso fácil, quantidade ilimitada, grande
potência e novidades ilimitadas. A dopamina
responde a todas essas condições”.
[...] A psiquiatra da Universidade Stanford acredita
que a ideia de eliminar a dor a qualquer custo como
paradigma trouxe desvantagens para a sociedade.
Lembke se refere tanto à fuga automática de
desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao
uso indiscriminado de medicamentos para combater a
dor – algo que teve grande papel na crise dos
opioides, que vitimou centenas de milhares de
norte-americanos nas últimas décadas.
“Evitar a dor nos priva de experiências que
constroem os calos mentais para encarar desafios
futuros. E eu falo de dor de uma forma ampla:
emocional, espiritual, todos os diferentes tipos de
sofrimento físico e psicológico”.
Lembke explica que a retomada do contato com o
desconforto é exemplificada por algo frugal: a terapia
do banho gelado (e, de fato, pesquisas sugerem
benefícios da água fria não só para melhorar a
circulação, mas também para aliviar depressão).
[...] Mas uma pergunta paira: não será justamente a
vida moderna, com toda a sua pressão e desafios,
que impõe peso sobre todos que a habitam e dessa
forma precisamos de algo para sanar essas dores?
Ela responde: “Eu concordo que nós vivemos em
um mundo muito estranho e em uma época muito
estranha, e que a vida em tempos modernos é difícil
por razões paradoxais”.
“Acho que medicamentos psicotrópicos têm
representado uma maneira para nos adaptar a um
mundo para o qual a nossa evolução ainda não
chegou. Mas, em geral, eu acho que esses remédios
são prescritos de forma excessiva, sem o
reconhecimento de seus lados negativos, incluindo o
potencial para se viciar ou nos privar de sentir as
intensas emoções que nos tornam humanos."
"A sugestão é que, em vez de usar medicamentos
para nos adaptar a esse novo mundo, tentemos
mudar as nossas experiências nele”.
Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional61303597. Acesso em: 17 fev. 2025.
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Dopamina: por que busca desenfreada por
estímulos pode tirar satisfação da vida
Shin Suzuki
[...] Para a psiquiatra norte-americana Anna
Lembke, seja em redes sociais, seja em jogos ou em
compras online, por exemplo – instantes usando o
celular vêm permeando a vida moderna de um modo
excessivo e contribuindo para uma constante
sensação de insatisfação, em que picos de
empolgação ficam cada vez mais raros. [...]
A dopamina, mensageiro químico do cérebro, é
conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.
Na realidade, suas características estão ligadas à
motivação ou estímulo reforçador, com destacada
atuação no sistema de recompensa cerebral. A
sensação de prazer tem outros componentes
químicos envolvidos. A dopamina, no entanto, é uma
molécula fundamental em um processo maturado
durante milhões de anos de evolução: o corpo
instintivamente evita a dor. Procura o oposto.
“Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem
em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo
sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro,
nós sempre estamos buscando recriar essa
sensação”, diz Lembke em entrevista à BBC News
Brasil.
[...] Mas o nosso organismo sempre tenta
restabelecer um equilíbrio interno, chamado de
homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para
as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da
balança. “É aquela ‘descida’ após qualquer
experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre
de forma óbvia, como a ressaca depois de uma
bebedeira, mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a
psiquiatra. “Essencialmente, é a dopamina em queda
livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai
para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um
custo. E o custo é uma sensação temporária da
abstinência de uma substância. Algo universalmente
traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e
fissura pela droga de preferência”.
[...] Lembke trata na clínica em Stanford casos
graves de abusos de substâncias ou de dependência
em sexo ou apostas, mas observa que os atrativos
surgidos com a internet e a tecnologia digital
massificaram e banalizaram a dinâmica dos disparos
de dopamina e da compulsão. Ela acredita que todos
nós podemos aprender com casos graves de
dependência, “versões extremas do que todos nós
somos capazes”. “A riqueza, a abundância e a
tecnologia da nossa época fazem com que quase
toda experiência humana tenha o potencial de vício,
de uma droga. As mídias sociais são conexão
humana em forma de droga. O que torna algo
viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de
recompensa do cérebro de forma rápida”, diz ela. “E
nós temos acesso fácil, quantidade ilimitada, grande
potência e novidades ilimitadas. A dopamina
responde a todas essas condições”.
[...] A psiquiatra da Universidade Stanford acredita
que a ideia de eliminar a dor a qualquer custo como
paradigma trouxe desvantagens para a sociedade.
Lembke se refere tanto à fuga automática de
desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao
uso indiscriminado de medicamentos para combater a
dor – algo que teve grande papel na crise dos
opioides, que vitimou centenas de milhares de
norte-americanos nas últimas décadas.
“Evitar a dor nos priva de experiências que
constroem os calos mentais para encarar desafios
futuros. E eu falo de dor de uma forma ampla:
emocional, espiritual, todos os diferentes tipos de
sofrimento físico e psicológico”.
Lembke explica que a retomada do contato com o
desconforto é exemplificada por algo frugal: a terapia
do banho gelado (e, de fato, pesquisas sugerem
benefícios da água fria não só para melhorar a
circulação, mas também para aliviar depressão).
[...] Mas uma pergunta paira: não será justamente a
vida moderna, com toda a sua pressão e desafios,
que impõe peso sobre todos que a habitam e dessa
forma precisamos de algo para sanar essas dores?
Ela responde: “Eu concordo que nós vivemos em
um mundo muito estranho e em uma época muito
estranha, e que a vida em tempos modernos é difícil
por razões paradoxais”.
“Acho que medicamentos psicotrópicos têm
representado uma maneira para nos adaptar a um
mundo para o qual a nossa evolução ainda não
chegou. Mas, em geral, eu acho que esses remédios
são prescritos de forma excessiva, sem o
reconhecimento de seus lados negativos, incluindo o
potencial para se viciar ou nos privar de sentir as
intensas emoções que nos tornam humanos."
"A sugestão é que, em vez de usar medicamentos
para nos adaptar a esse novo mundo, tentemos
mudar as nossas experiências nele”.
Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional61303597. Acesso em: 17 fev. 2025.
I. Em “Na realidade, suas características estão ligadas à motivação ou estímulo reforçador [...]”, há crase, no “a” destacado, devido à fusão do “a” preposição, exigido por “ligadas”, com o “a” artigo definido feminino, que acompanha “motivação”.
II. No trecho “[...] diz Lembke em entrevista à BBC News Brasil.”, a crase ocorre, no item destacado, em razão de a expressão “à BBC News” corresponder a uma locução adverbial locativa, formada por palavra feminina.
III. Em “Lembke se refere tanto à fuga automática de desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao uso indiscriminado de medicamentos [...]”, o acento grave, indicativo de crase, usado no elemento em destaque é facultativo.
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Dopamina: por que busca desenfreada por
estímulos pode tirar satisfação da vida
Shin Suzuki
[...] Para a psiquiatra norte-americana Anna
Lembke, seja em redes sociais, seja em jogos ou em
compras online, por exemplo – instantes usando o
celular vêm permeando a vida moderna de um modo
excessivo e contribuindo para uma constante
sensação de insatisfação, em que picos de
empolgação ficam cada vez mais raros. [...]
A dopamina, mensageiro químico do cérebro, é
conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.
Na realidade, suas características estão ligadas à
motivação ou estímulo reforçador, com destacada
atuação no sistema de recompensa cerebral. A
sensação de prazer tem outros componentes
químicos envolvidos. A dopamina, no entanto, é uma
molécula fundamental em um processo maturado
durante milhões de anos de evolução: o corpo
instintivamente evita a dor. Procura o oposto.
“Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem
em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo
sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro,
nós sempre estamos buscando recriar essa
sensação”, diz Lembke em entrevista à BBC News
Brasil.
[...] Mas o nosso organismo sempre tenta
restabelecer um equilíbrio interno, chamado de
homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para
as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da
balança. “É aquela ‘descida’ após qualquer
experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre
de forma óbvia, como a ressaca depois de uma
bebedeira, mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a
psiquiatra. “Essencialmente, é a dopamina em queda
livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai
para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um
custo. E o custo é uma sensação temporária da
abstinência de uma substância. Algo universalmente
traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e
fissura pela droga de preferência”.
[...] Lembke trata na clínica em Stanford casos
graves de abusos de substâncias ou de dependência
em sexo ou apostas, mas observa que os atrativos
surgidos com a internet e a tecnologia digital
massificaram e banalizaram a dinâmica dos disparos
de dopamina e da compulsão. Ela acredita que todos
nós podemos aprender com casos graves de
dependência, “versões extremas do que todos nós
somos capazes”. “A riqueza, a abundância e a
tecnologia da nossa época fazem com que quase
toda experiência humana tenha o potencial de vício,
de uma droga. As mídias sociais são conexão
humana em forma de droga. O que torna algo
viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de
recompensa do cérebro de forma rápida”, diz ela. “E
nós temos acesso fácil, quantidade ilimitada, grande
potência e novidades ilimitadas. A dopamina
responde a todas essas condições”.
[...] A psiquiatra da Universidade Stanford acredita
que a ideia de eliminar a dor a qualquer custo como
paradigma trouxe desvantagens para a sociedade.
Lembke se refere tanto à fuga automática de
desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao
uso indiscriminado de medicamentos para combater a
dor – algo que teve grande papel na crise dos
opioides, que vitimou centenas de milhares de
norte-americanos nas últimas décadas.
“Evitar a dor nos priva de experiências que
constroem os calos mentais para encarar desafios
futuros. E eu falo de dor de uma forma ampla:
emocional, espiritual, todos os diferentes tipos de
sofrimento físico e psicológico”.
Lembke explica que a retomada do contato com o
desconforto é exemplificada por algo frugal: a terapia
do banho gelado (e, de fato, pesquisas sugerem
benefícios da água fria não só para melhorar a
circulação, mas também para aliviar depressão).
[...] Mas uma pergunta paira: não será justamente a
vida moderna, com toda a sua pressão e desafios,
que impõe peso sobre todos que a habitam e dessa
forma precisamos de algo para sanar essas dores?
Ela responde: “Eu concordo que nós vivemos em
um mundo muito estranho e em uma época muito
estranha, e que a vida em tempos modernos é difícil
por razões paradoxais”.
“Acho que medicamentos psicotrópicos têm
representado uma maneira para nos adaptar a um
mundo para o qual a nossa evolução ainda não
chegou. Mas, em geral, eu acho que esses remédios
são prescritos de forma excessiva, sem o
reconhecimento de seus lados negativos, incluindo o
potencial para se viciar ou nos privar de sentir as
intensas emoções que nos tornam humanos."
"A sugestão é que, em vez de usar medicamentos
para nos adaptar a esse novo mundo, tentemos
mudar as nossas experiências nele”.
Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional61303597. Acesso em: 17 fev. 2025.
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Dopamina: por que busca desenfreada por
estímulos pode tirar satisfação da vida
Shin Suzuki
[...] Para a psiquiatra norte-americana Anna
Lembke, seja em redes sociais, seja em jogos ou em
compras online, por exemplo – instantes usando o
celular vêm permeando a vida moderna de um modo
excessivo e contribuindo para uma constante
sensação de insatisfação, em que picos de
empolgação ficam cada vez mais raros. [...]
A dopamina, mensageiro químico do cérebro, é
conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.
Na realidade, suas características estão ligadas à
motivação ou estímulo reforçador, com destacada
atuação no sistema de recompensa cerebral. A
sensação de prazer tem outros componentes
químicos envolvidos. A dopamina, no entanto, é uma
molécula fundamental em um processo maturado
durante milhões de anos de evolução: o corpo
instintivamente evita a dor. Procura o oposto.
“Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem
em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo
sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro,
nós sempre estamos buscando recriar essa
sensação”, diz Lembke em entrevista à BBC News
Brasil.
[...] Mas o nosso organismo sempre tenta
restabelecer um equilíbrio interno, chamado de
homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para
as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da
balança. “É aquela ‘descida’ após qualquer
experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre
de forma óbvia, como a ressaca depois de uma
bebedeira, mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a
psiquiatra. “Essencialmente, é a dopamina em queda
livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai
para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um
custo. E o custo é uma sensação temporária da
abstinência de uma substância. Algo universalmente
traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e
fissura pela droga de preferência”.
[...] Lembke trata na clínica em Stanford casos
graves de abusos de substâncias ou de dependência
em sexo ou apostas, mas observa que os atrativos
surgidos com a internet e a tecnologia digital
massificaram e banalizaram a dinâmica dos disparos
de dopamina e da compulsão. Ela acredita que todos
nós podemos aprender com casos graves de
dependência, “versões extremas do que todos nós
somos capazes”. “A riqueza, a abundância e a
tecnologia da nossa época fazem com que quase
toda experiência humana tenha o potencial de vício,
de uma droga. As mídias sociais são conexão
humana em forma de droga. O que torna algo
viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de
recompensa do cérebro de forma rápida”, diz ela. “E
nós temos acesso fácil, quantidade ilimitada, grande
potência e novidades ilimitadas. A dopamina
responde a todas essas condições”.
[...] A psiquiatra da Universidade Stanford acredita
que a ideia de eliminar a dor a qualquer custo como
paradigma trouxe desvantagens para a sociedade.
Lembke se refere tanto à fuga automática de
desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao
uso indiscriminado de medicamentos para combater a
dor – algo que teve grande papel na crise dos
opioides, que vitimou centenas de milhares de
norte-americanos nas últimas décadas.
“Evitar a dor nos priva de experiências que
constroem os calos mentais para encarar desafios
futuros. E eu falo de dor de uma forma ampla:
emocional, espiritual, todos os diferentes tipos de
sofrimento físico e psicológico”.
Lembke explica que a retomada do contato com o
desconforto é exemplificada por algo frugal: a terapia
do banho gelado (e, de fato, pesquisas sugerem
benefícios da água fria não só para melhorar a
circulação, mas também para aliviar depressão).
[...] Mas uma pergunta paira: não será justamente a
vida moderna, com toda a sua pressão e desafios,
que impõe peso sobre todos que a habitam e dessa
forma precisamos de algo para sanar essas dores?
Ela responde: “Eu concordo que nós vivemos em
um mundo muito estranho e em uma época muito
estranha, e que a vida em tempos modernos é difícil
por razões paradoxais”.
“Acho que medicamentos psicotrópicos têm
representado uma maneira para nos adaptar a um
mundo para o qual a nossa evolução ainda não
chegou. Mas, em geral, eu acho que esses remédios
são prescritos de forma excessiva, sem o
reconhecimento de seus lados negativos, incluindo o
potencial para se viciar ou nos privar de sentir as
intensas emoções que nos tornam humanos."
"A sugestão é que, em vez de usar medicamentos
para nos adaptar a esse novo mundo, tentemos
mudar as nossas experiências nele”.
Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional61303597. Acesso em: 17 fev. 2025.
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