Via de regra, nosso pensamento é caótico: funciona para alimentar nossas decisões cotidianas, mas não funciona se for expresso, em voz alta ou por escrito, tal qual se encontra na cabeça. Para entender o nosso próprio pensamento, precisamos expressá-lo para outra pessoa. Ao fazê-lo, organizamos o pensamento segundo um código comum e então, finalmente, o entendemos, isto é, nos entendemos.
Todo professor conhece este segredo: você entende melhor o seu assunto depois de dar sua aula sobre ele, e não antes. Ao falar sobre o meu tema, tentando explicá-lo a quem o conhece pouco, aumento exponencialmente a minha própria compreensão a respeito. Motivado pelas expressões de dúvida e até de estupor dos alunos, refino minhas explicações e, ao fazê-lo, entendo bem melhor o que queria dizer. Costumo dizer que, passados tantos anos de profissão, gosto muito de dar aula, principalmente porque ensinar ainda é o melhor método de estudar e compreender.
Ora, do mesmo jeito que ensino me dirigindo a um grupo de alunos que não conheço, pelo menos no começo dos meus cursos, quem escreve o faz para ser lido por leitores que ele potencialmente não conhece e que também não o conhecem. Mesmo quando escrevo um diário secreto, o faço imaginando um leitor futuro: ou eu mesmo daqui a alguns anos, ou quem sabe a posteridade. Logo, preciso do outro e do leitor para entender a mim mesmo e, em última análise, para ser e saber quem sou.
Exatamente porque esta relação com o outro, aluno ou leitor, é tão fundamental, todo professor sente um frio na espinha quando encontra uma turma nova, não importa há quantos anos exerça o magistério. Pela mesmíssima razão, todo aluno não quer que ninguém leia sua redação enquanto a escreve ou faz questão de colocá-la debaixo da pilha de redações na mesa do professor, não importa se suas notas são boas ou não na matéria.
Escrever definitivamente não é fácil, porque nos expõe no momento mesmo de fazê-lo. Quem escreve sente de repente todas as suas hesitações, lacunas e omissões, percebendo como o seu próprio pensamento é incompleto e o quanto ainda precisa pensar. Quem escreve
de repente entende o quanto a sua própria pessoa é incompleta e fraturada, o quanto ainda precisa se refazer, se inventar, enfim: se reescrever.
Gustavo Bernardo (Adaptado de Conversas com um
professor de literatura. Rio de Janeiro: Rocco, 2013)
No último parágrafo, a associação entre escrita e vida se realiza por um procedimento de:
A lista de termos autorizados, utilizados de acordo com um padrão adotado pela instituição a que se destina, com a finalidade de controlar sinônimos, diferenciar homógrafos e reunir ou ligar termos cujos significados apresentem relação mais estreita entre si denomina-se:
Os princípios são enunciados que se prestam a orientar a compreensão do direito. Nesse sentido, o princípio constitucional que determina que a atividade administrativa deve tratar a todos com igualdade, justiça e equidade, pautando as ações pela lei, boa-fé, lealdade e probidade, trata-se do princípio da:
O tipo de média calculada entre um conjunto de dados em que se deve multiplicar os números e, em seguida, extrair a raiz de seu produto, com índice igual ao número de fatores, é a média denominada:
A Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) não é câncer e sim uma lesão precursora que, dependendo de sua gravidade, poderá ou não evoluir para câncer. Sobre a classificação NIC III é correto afirmar que:
Os tubos torácicos são usados em pacientes nos quais é necessário retirar o conteúdo líquido ou gasoso patologicamente retido na cavidade pleural ou mediastínico. Com a drenagem torácica, pretende-se drenar para o exterior o líquido ou gás acumulados, restaurar a pressão do espaço pleural ou ainda reexpandir o pulmão colapsado. São indicações para colocação de drenagem torácica:
Bruna V ocupa cargo de professora da rede estadual vinculada ao Estado TV e deseja acumular a sua função no magistério com outro de natureza técnica. Nos termos da Constituição Federal, essa possibilidade está condicionada à compatibilidade de:
A gestão de risco consiste na aplicação sistêmica e contínua de iniciativas, procedimentos, condutas e recursos na avaliação e controle de riscos e eventos adversos que afetam a segurança, a saúde humana, a integridade profissional, o meio ambiente e a imagem institucional. Segundo a Classificação Internacional de Segurança do Paciente (International Classification for Patient Safety ICPS), um incidente que não atingiu o paciente - por exemplo, uma unidade de sangue é conectada ao paciente de forma errada, mas o erro é detectado antes da hemotransfusão - é definido como:
Evaluation refers to procedures for gathering data on the dynamics, effectiveness, acceptability, and efficiency of a language program for the purposes of decision making.
Basically, evaluation addresses whether the goals and objectives of a language program are being attained, that is, whether the program is effective (in absolute terms). In cases where a choice must be made between two possible program options geared to the same objectives, a
secondary focus may be on the relative effectiveness of the program. In addition, evaluation may be concerned with how teachers, learners, and materials interact in classrooms, and how teachers and learners perceive the program’s goals, materials, and learning experiences. The relatively short life span of most language teaching methods and the absence of a systematic approach to language program development in many language teaching institutions is largely attributable to inadequate allowance for program evaluation in the planning process. In the absence of a substantial database informing decisions about how effective a language program is or how its results are achieved, chance and fashion alone often determine program adoption and adaptation. Consequently, much has been written about the design of language teaching courses, methods, syllabuses, and materials, but little has been published about the impact on learners of programs, approaches, methods, instructional strategies, and materials.
RICHARDS, J. C.; RODGERS, T.S. Approaches and Methods in Language
Teaching. Cambridge: Cambrige University Press, 1986.
Na sentença In addition, evaluation may be concerned with how teachers, learners, and materials interact in classrooms, and how teachers and learners perceive the programs goals, materials, and learning experiences., o termo in addition expressa a noção de: