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O Estado medieval não conhecia poder absoluto, nem soberania – os poderes do rei eram contrabalançados pelos da nobreza, das cidades, dos Parlamentos. Jean Bodin, no século XVI, é o primeiro teórico a afirmar que no Estado deve haver um poder soberano. Thomas Hobbes desenvolve essa ideia, e monta um Estado que é condição para existir a própria sociedade.
(Renato Janine Ribeiro. “Hobbes: o medo e a esperança”. Os clássicos da política 1, 2006. Adaptado)
No texto, a soberania do Estado hobbesiano é essencial para a
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Como ocorre em quase todas as questões de que a Filosofia se ocupa, os pensadores gregos foram os primeiros a encontrar motivo de perplexidade na relação entre o mesmo e o outro. A princípio, duas posições absolutamente contrárias traduziram o impasse: de um lado, a afirmação absoluta do ser, necessariamente sempre o mesmo, sem nenhuma alteração; de outro, a afirmação da mudança, da transformação e da instabilidade de tudo que existe. Percebe-se a ênfase, no primeiro caso, na identidade do ser, e, no segundo, no fato de que tudo que é torna-se outro.
(Franklin Leopoldo e Silva. O outro, 2012. Adaptado)
Na raiz da discussão filosófica acerca do ser e do outro, apresentada no texto, está a relação antagônica que permeará a história da filosofia entre
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Ao mesmo tempo, é preciso saber que as certezas e as verdades obtidas pelo conhecimento, e não pela simples opinião, nem sempre são definitivas. Muitas vezes, são mesmo ambíguas (como, por exemplo, quando diferentes tendências da Física divergem em suas interpretações da explosão do big bang). No entanto, ainda assim é possível falar de conhecimento, e não de mera opinião, pois dados mais ou menos objetivos levam a aceitar uma teoria e a recusar outra. Nesse sentido, quando um médico administra um antibiótico e obtém a cura de uma infecção, ele não está lidando apenas com opinião.
(Juvenal Savian Filho. Argumentação: a ferramenta do filosofar, 2011)
O clássico debate entre os tópicos mencionados no texto é diretamente abordado por Platão na obra
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O conceito de homem, no espírito de Deus, é assimilável ao conceito de corta-papel, no espírito do artesão; e Deus produz o homem segundo técnicas e uma concepção, exatamente como o artesão fabrica um corta-papel segundo uma definição e uma técnica. Assim, o homem individual realiza um certo conceito que está no entendimento divino. No século XVIII, o ateísmo dos filósofos suprime a noção de Deus; no entanto, não suprime a ideia de que a essência preceda a existência. Nós encontramos essa ideia um pouco em toda parte: nós a encontramos em Diderot, em Voltaire, e mesmo em Kant.
(Jean-Paul Sartre. O existencialismo é um humanismo, 2014)
A filosofia sartreana extrapola a concepção de homem mencionada no trecho a partir do entendimento segundo o qual
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A prática de inúmeras violações ao ser humano, sob o álibi do interesse científico, levadas a cabo no período da Segunda Guerra, mormente as realizadas pelos nazistas, tais como a infestação de prisioneiros com doenças para testar vacinas e a esterilização e amputação de membros, trouxeram à tona a questão da ética na pesquisa, evidenciando a necessidade de priorizar a dignidade humana e de refletir acerca da regulamentação e dos limites da pesquisa em seres humanos.
(Paulo Henrique de Oliveira e Roberio Nunes dos Anjos Filho. “Bioética e pesquisas em seres humanos”. Revista da Faculdade de Direito, 2006. Adaptado)
No texto, segundo os autores, discussões em Bioética situam-se quando
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No prefácio à Filosofia do direito (1821), de Hegel, lemos: “O que quer que aconteça, cada indivíduo é sempre filho de sua época; portanto, a filosofia é a sua época tal como apreendida pelo pensamento. É tão absurdo imaginar que a filosofia pode transcender sua realidade contemporânea quanto imaginar que um indivíduo pode extrapolar seu tempo”. A reflexão filosófica deve partir, portanto, de um exame do processo de formação da consciência.
(Danilo Marcondes. Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, 2010. Adaptado)
Conforme Hegel, é característico(a) do processo mencionado no texto
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Francis Bacon é considerado, juntamente com Descartes, um dos iniciadores do pensamento moderno, por sua defesa do método experimental contra a ciência teórica e especulativa clássica, por sua rejeição da escolástica, bem como por sua concepção de um pensamento crítico e do progresso da ciência e da técnica. Embora não tenha sido um cientista, Bacon teve grande influência enquanto defensor de uma determinada concepção de método científico que valoriza a experiência e a experimentação. A Royal Society considerou-o um de seus inspiradores, e Kant dedicou-lhe a Crítica da razão pura.
(Danilo Marcondes. Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, 2010. Adaptado)
O método desenvolvido por Bacon e a Crítica kantiana mencionada convergem ao chamar a atenção para a constatação
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A modernidade traz à luz o poder do ser humano de sexo masculino burguês branco europeu. Emancipar-se e fazer-se soberano a todas as coisas era o princípio norteador do pensar. Homem distante de humus. Homem próximo ao sapiens (rationale) que, como se evidencia pela História, a razão como uma faculdade do intelecto pode ser usada de n formas. Descartes explicou: “conhecendo as forças e as ações do fogo, da água, do ar, dos astros, dos céus e de todos os outros corpos que nos cercam, poderíamos nos tornar como senhores e possuidores da natureza”.
(Diogenes Rafael de Camargo e Kátia Vanessa Tarantini Silvestri. “As diferentes concepções de natureza na sociedade ocidental: da physis ao desenvolvimento sustentável”. Filosofia e História da Biologia, 2021. Adaptado)
No texto, os autores abordam a distinção entre homem humus e homem sapiens a partir
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O potencial apocalíptico da técnica – sua capacidade para pôr em perigo a sobrevivência do gênero humano ou corromper sua integridade genética, ou alterá-la arbitrariamente, ou até mesmo destruir as condições de uma vida mais elevada sobre a terra – coloca a questão metafísica com a qual a ética nunca fora anteriormente confrontada, qual seja: se e por que deve haver uma humanidade; por que, portanto, o homem deve ser mantido tal como a evolução o produziu; por que deve ser respeitada sua herança genética; sim, porque, em geral, deve haver vida. A pergunta não é ociosa como parece, pois a resposta a ela é significativa acerca do quanto, permitidamente, nos é lícito arriscar em nossas grandes apostas tecnológicas e quais riscos são inteiramente inadmissíveis. Todo jogo suicida com essa existência está categoricamente proibido, e ousadias técnicas, nas quais esta é a aposta, ainda que apenas remotíssima, devem ser desde o início excluídas.
(Oswaldo Giacoia Junior. “Hans Jonas: Porque a técnica moderna é um objeto para a ética”. Natureza Humana, 1999. Adaptado)
O trecho consiste na tradução da obra de Hans Jonas pelo filósofo Oswaldo Giacoia Junior. O conceito proposto por Jonas, que subjaz sua abordagem ética para responder à questão metafísica colocada, consiste no
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O desenvolvimento da ideia do valor da transformação da natureza, da produção, guiada pela teoria e pela ciência, prolonga-se pelos séculos XVI e XVII. O século XVIII marca, nesse processo, uma reviravolta decisiva: os enciclopedistas – filósofos franceses ideólogos do humanismo burguês, também chamados de iluministas – louvam a técnica, as artes mecânicas, a indústria do homem; exaltam o domínio do homem sobre a natureza, graças ao trabalho e à técnica. O homem se afirma por dois caminhos – teórico e prático – que se uniriam na técnica. Em diversos tons, os pensadores iluministas e enciclopedistas do século XVIII afirmam a positividade da cultura, da ciência, da técnica e do trabalho humano. Apenas uma voz destoa: a de Jean-Jacques Rousseau.
(Susana Albornoz. O que é trabalho, 2008. Adaptado)
Ao discorrer sobre o desenvolvimento filosófico da noção de trabalho na obra “O que é trabalho”, a autora argumenta que Rousseau destoa, pois entende que os avanços mencionados
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