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Não pretendia voltar a escrever sobre como a língua vai mudando, por não querer ser chamado de velho caturra, mas é difícil segurar e aí não me contenho. Esta semana (ou, segundo a atual usança, “nesta semana”), por exemplo, cheguei à conclusão de que estamos caminhando para a adoção de uma nova regra em relação às orações com o sujeito na terceira pessoa, tanto do singular quanto do plural. Assisti a muitos noticiários de televisão nos últimos dias, ouvi muitas entrevistas com todo tipo de gente e a conclusão dispensa maiores pesquisas. Dentro em breve vai ser errado dizer, por exemplo, “o avião teve uma pane elétrica”. Imagino que, a continuar a tendência, as crianças nascidas hoje não compreenderão uma frase assim, porque jamais a ouvirão. Ouvirão “o avião, ele teve uma pane elétrica”. E lerão numa gramática da norma culta que, na terceira pessoa, o sujeito precisa ser confirmado pelo pronome para o enunciado ficar claro.
(RIBEIRO, João Ubaldo. “Vergonha da mesóclise”. O Estado de São Paulo, 6/6/2009)
O trecho acima de João Ubaldo Ribeiro lida com humor diante da transformação da língua e da diferença entre escrita e oralidade. Na frase indicada, a presença do pronome “ele”
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Declarações textuais só devem abrir notícia ou reportagem quando forem realmente de grande importância: O Brasil voltará a honrar seus compromissos. Com esta declaração, o ministro X pôs fim ontem à moratória que o País havia decretado um ano antes.
(Disponível em: www.estadao.com.br/manualredação)
O trecho acima assinala uma das práticas frequentes do jornalismo, que é o uso de frases declarativas em manchetes. Por meio delas, muitas vezes pretende-se uma informação que não indique explicitamente a opinião do jornal, acompanhada de verbos com sentido mais neutro, como “dizer” ou “afirmar”, sem que se confira, portanto, caráter positivo ou negativo às declarações. Apesar disso, o uso de declarações entre aspas, sobretudo em manchetes, tem efeitos implícitos. Um de seus efeitos MENOS prováveis é
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Considere a tirinha abaixo.

Pode-se inferir a partir da tirinha que
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A xilogravura abaixo, de Calasans Neto, faz parte do livro Tereza Batista Cansada de Guerra (1972) de Jorge Amado, que foi adaptado para uma minissérie televisiva dirigida por Paulo Afonso Grisolli (1992).

Seu título é também o título da segunda parte do romance, em que Tereza, personagem principal, mata com uma facada o seu violador ao vê-lo prestes a chicotear o seu amante. Em Jorge Amado, trata-se do seguinte trecho:
Suspende o braço novamente, o couro sibila no ar − vai chupar ou não, filho da puta? Daniel engole em seco, a taca suspensa, silvando, dispõe-se a obedecer, quando o capitão sente a facada nas costas, o frio da lâmina, o calor do sangue. Volta-se e vê Tereza de pé, a mão erguida, um clarão nos olhos, a beleza deslumbrante e o ódio desmedido. O medo onde está, o respeito ensinado tão bem aprendido, Tereza?”
(AMADO, Jorge. Tereza Batista Cansada de Guerra. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p.193-194)
É MENOS evidente a possibilidade de abordagem interdisciplinar
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Considere a imagem a seguir.

A imagem provém de um tumblr intitulado “Português para executivos”, que brinca com estrangeirismos de origem na língua inglesa para uso empresarial. A interdisciplinaridade NÃO serve de base para uma aula cujo planejamento se paute exclusivamente em:
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O impossível é transformar o mundo que, para ser, tem de estar sendo, num mundo inapelavelmente imóvel, em que nada pudesse ocorrer fora do já estabelecido. Um mundo plano, horizontal, sem tempo. Algo assim até que é compatível com a vida animal, mas incompatível com a existência humana. É neste sentido que o animal se adapta a seu suporte enquanto o ser humano, integrando-se a seu contexto, por nele intervir, o transforma em mundo. Por isso também mulheres e homens contamos a história do que ocorre no suporte; falamos da vida ou das várias formas de vida que nele se realizam enquanto a história de que falamos e que se processa no mundo é a história feita pelos seres humanos e que os faz e refaz.
(FREIRE, Paulo. À sombra desta mangueira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015, ed. digital, grifos do autor)
Podemos inferir a partir do fragmento acima que a linguagem tem um significado social e cultural por ser
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Hilton Japiassu, em Interdisciplinaridade e patologia do saber (1976), assinala que a interdisciplinaridade é uma resposta a um processo de desintegração crescente do saber, que viria desde o advento da Idade Moderna. Das possíveis demandas que vêm, nos últimos tempos, mobilizando uma resposta a essa desintegração, conforme propostas pelo autor, é INCORRETO dizer que há uma demanda
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Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de Sol
O índio tinha despido
O português.
(ANDRADE, Oswald. Erro de Português)
Publicado no contexto do movimento modernista, o poema
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Leia o infográfico.

Com base no infográfico do Atlas da Violência de 2021, é correto afirmar que, no período de 2009 a 2019,
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Uma instituição financeira oferece a garantia da obtenção de R$ 1.680,00 por um depósito inicial de R$ 1.500,00, em regime de juros simples, num prazo de aplicação igual a dois trimestres, com uma taxa de juro trimestral. Segundo essa instituição financeira, o capital final é dado por: Cn = C + C × n × i, em que:
- Cn: Capital final - C: Capital inicial
- n: número de períodos de capitalização
- i: taxa de juro referente ao período de capitalização
A taxa de juros trimestral é
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