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Foram encontradas 60 questões.

2290144 Ano: 2014
Disciplina: Filosofia
Banca: IBFC
Orgão: SEE-MG
Reconhece-se a autonomia da esfera do pensamento mítico, buscando-se a formulação de uma teoria que defina seu objeto e proponha estratégias epistemológicas que considerem o mito na sua especificidade. (Detienne, 1981a). Definir o mito, sem reduzi-lo, é um desafio permanente para a investigação teórica. Por sua vez, o discurso filosófico encontra no mito uma região fronteiriça que suscita, talvez mais que qualquer outra, a questão fundamental de sua própria especificidade. Perante o mito é a própria que se encontra em questão.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
 

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2290123 Ano: 2014
Disciplina: Filosofia
Banca: IBFC
Orgão: SEE-MG
As principais teses de La Mettrie (1709-1751) são:
Analise as afirmativas abaixo dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A experiência nos mostra que a influência entre o corpo e o que se chama alma é tão grande que não é possível acreditar que sejam separados;
( ) Não há uma diferença qualitativa entre os homens e os animais;
( ) O corpo humano é um conjunto de molas e engrenagens e o que chamamos alma é um princípio também material, localizado no cérebro que movimenta nosso organismo e nos habilita a pensar;
( ) O pensamento, como o movimento, é uma simples função da matéria organizada.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
 

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2290120 Ano: 2014
Disciplina: Filosofia
Banca: IBFC
Orgão: SEE-MG
No campo da ciência, cuja natureza muda na era moderna, ao se tornar mais prática, depois de se associar à tecnologia, criando o complexo das tecnociências, e cuja racionalidade irá vencer e se impor por toda parte, prevaleceu num primeiro momento a distinção introduzida por Hume entre relações entre ideias e relações entre fator. Esta distinção levou à bifurcação das disciplinas das ciências em dois grandes grupos:

Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O grupo das ciências formais, em que impera a racionalidade lógica, e os objetivos da ciência são logrados mediante meios puramente intelectuais (demonstração, etc.), sem qualquer apelo à experiência (exemplo, a matemática);
( ) O grupo das ciências não impera a racionalidade lógica e os objetivos da ciência não são logrados os meios puramente intelectuais e necessita do apelo à experiência.
( ) O grupo das ciências empíricas, em que impera a racionalidade empírica ou instrumental, conduzida mediante a colaboração estreita entre a matemática e a experiência, como no caso da física, ou entre a lógica e a experiência, como em disciplinas da biologia e das ciências humanas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
 

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Texto
Ler devia ser proibido
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tornou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: O conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerara invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há, estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. É esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
(Guiomarde Grammon)
Considere a última frase do texto para responder à questão.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
Essa frase é bastante emblemática da concepção da autora. Analise os comentários sobre ela e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. Sabendo que em um texto as informações podem ser agrupadas em fatos ou opiniões, esta frase simbolizaria um fato.
II. A leitura teria o poder de tornar o homem um ser perigoso para os demais, dificultando a vida em sociedade.
III. Se escrevêssemos “deve tornar” ao invés de “pode tornar” não haveria alterações semânticas consideráveis.
IV. A palavra “perigosamente” produz um efeito de sentido que reforça a tese da autora.
 

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2290108 Ano: 2014
Disciplina: Filosofia
Banca: IBFC
Orgão: SEE-MG
Os conflitos entre os indivíduos fazem parte da vida social e política e é tarefa de todo corpo social e político (como aquilo que chamamos de país) encontrar um modo de vida que atenda, na medida do possível, os desejos de seus membros, é preciso que todos reconheçam a existência de:
Assinale a alternativa correta.
 

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2290102 Ano: 2014
Disciplina: Filosofia
Banca: IBFC
Orgão: SEE-MG
Quanto as leis:
Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) É um comano que cerceia as ações dos cidadãos;
( ) É o que garante o respeito aos direitos individuais;
( ) É um meio para que o bem comum possa ser alcançado.
( ) Ela Igualmente vincula os homens, na medida em que os compromete a agir de acordo com o que deliberaram.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
 

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Texto
Ler devia ser proibido
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tornou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: O conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerara invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há, estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. É esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
(Guiomarde Grammon)
Ao apresentar brevemente o enredo de clássicos da literatura universal, como “Dom Quixote” e “Madame Bovary”, a autora busca:
 

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2290091 Ano: 2014
Disciplina: Filosofia
Banca: IBFC
Orgão: SEE-MG
A cidade-Estado grega surge enquanto ruptura com relação aos antigos impérios, nos quais a dimensão do exercício do pode não se contrapunha à esfera familiar; a originalidade da pólis grega é que começam a surgir diferenças e conflitos entre os grupos familiares e a esfera do exercício do poder, o que faz com que se constitua, propriamente, o que será reconhecido como sendo:
Assinale a alternativa correta.
 

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2290090 Ano: 2014
Disciplina: Filosofia
Banca: IBFC
Orgão: SEE-MG
Um dos argumentos a favor da solução dualista é o da irredutibilidade dos processos subjetivos e interiores aos processos físicos e corporais. Esse argumento baseia-se na:
Assinale a alternativa correta.
 

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2290088 Ano: 2014
Disciplina: Filosofia
Banca: IBFC
Orgão: SEE-MG
Apesar de usar a palavra "alma", o que Descartes entende por ela é bem diferente da concepção platônica. Isso porque a alma em Descartes não tem nenhuma relação essencial com a vida. A concepção de alma de Descartes está mais próxima da "mente", tal como a concebe a filosofia da mente contemporânea, referindo-se ao conteúdo representativo do pensamento, embora seja importante no sistema cartesiano provar que a alma é imaterial e imortal.
Assinale a alternativa que representa a concepção de alma para o filósofo em questão.
 

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