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O propósito de Descarte (1596-1650) é mais preciso e limitado: ele quer construir um conhecimento verdadeiro, no qual só encontre lugar o que for indubitável. "Eu sempre tive um imenso desejo de aprender a distinguir o verdadeiro do falso, para ver claro nas minha ações e caminhar com segurança nesta vida" - escreve ele no Discurso do Método. Ora, ao buscar um conhecimento verdadeiro e seguro, nosso filósofo descobre que:
Assinale a alternativa correta.
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Quando afirmamos que todos os acontecimentos decorrem necessariamente de causas que os antecederam, que em moral, afirma que as ações humanas podem ser completamente explicadas como efeitos de certas causas, podemos afirmar que trata-se o conceito de:
Assinale a alternativa correta.
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Uma relação na qual um evento está ligado a outro que o produz, ou seja, um efeito se segue a uma causa. Em geral, os acontecimentos do mundo natural são descritos em termos de causas e efeitos. Assim podemos afirmar que trata-se do conceito de:
Assinale a alternativa correta.
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O filósofo escocês David Hume (1711 - 1776) foi o primeiro a explicitar o chamado, , denunciando a ilusão presente nas conexões pretensamente necessárias obtidas com base na observação dos fatos.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
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Os filósofos Julien Offray de La Mettrie (1709-1751), que também era médico, opuseram-se ao dualismo cartesiano a partir de elementos fornecidos pelo próprio filósofo Descartes. Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Se os corpos podem ser compreendidos como máquinas, se trazem em si a capacidade de se mover, nutrir e crescer, por que não poderiam também pensar.
( ) As almas, como tudo o mais, também têm origem na conjunção de átomos, só que mais leves, esféricos, móveis e penetrantes.
( ) Tudo no ser humano, inclusive seu pensamento e racionalidade, é resultado de certas disposições materiais;
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
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Texto
Ler devia ser proibido
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tornou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: O conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerara invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há, estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. É esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
(Guiomarde Grammon)
Tendo em vista o sentido global do texto, assinale a alternativa cuja frase sintetize a tese do texto:
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Hesíodo quer nos mostrar que entre os animais impera a lei do mais forte, desconhecendo eles a noção de justiça. Os seres humanos, por sua vez, conhecem um princípios de "equalização" (embora ele não utilize esse termo) que permite a coexistência pacífica e uma vida em conjunto que seja próspera.
Assinale a alternativa correta.
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A lei, em sua essência mais pura, não é um imperativo alheio à vontade dos cidadãos, mas deve expressar o que nessa vontade é comum, ela deve expressas o que Jean-Jacques Rosseau chamou de:
Assinale a alternativa correta.
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Thomas Nagel reconhece que o tratamento cientifico dos processos físicos ligados à atividade cerebral é insuficiente, pois não oferece uma análise adequada da vida psíquica ou mental. Ele defende uma solução para o problema mente-corpo que ele denomina:
Assinale a alternativa correta.
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Plantão constrói sua argumentação em torno da natureza imaterial e imortal da alma, com um objetivo principal. Sua concepção de alma está marcada pela tradição religiosa órfica grega, envolvendo ideias como a de purificação, ascese e da inferioridade do corpo em relação a alma.
Assinale a alternativa que representa o objetivo principal de Plantão:
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