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A diversidade valorizada
Valorizar a realidade do outro é o movimento mais
revolucionário dos nossos tempos.
A humanidade, como um todo, às vezes parece um ébrio que avança cambaleante, que titubeia à esquerda, deambula à direta, retrocede meio passo e, aos poucos, avança imprecisamente. Talvez se assemelhe melhor a um infante, quiçá a um bebê, que, inseguro, busca firmar seus passos e a quem a queda se apresenta não como mandatária, mas como experiência.
Todos nós, relutantes e amedrontados, transformamos a nossa realidade num lar, onde nos aconchegamos, repousamos e alardeamos ser este o nosso espaço possível, o único seguro. Fora deste “nosso lar” nada existe – e, se existir, é perigoso, é uma ameaça que precisa ser eliminada.
Mas será que para trombetear que nosso lar é acolhedor precisamos exorcizar os lares alheios? Quando guturalmente explicitamos que nosso espaço é possível, estamos negando que outros existam?I Cada pessoa se depara com algo que gostaria de negar, precisa ver o que não gostaria de reconhecer e é colocada próxima daquilo de que gostaria de manter distância: o outro, a outra.
O “outro” impõe sua existência, está às vistas, circula na proximidade. Como vamos lidar com isso? Ou, ainda, como estamos percebendo este outro, esta outra?II A realidade do outro e da outra não é mono, mas polissêmica; não é rotina, mas festejo; não é única, mas diversa. Assim, a diversidade se introduz como hóspede inoportuna, com galhardia imprópria. Desfila a si mesma, desarticulando nossa insegura e medrosa rotina.
O momento exige que o infante ébrio firme seus passos, encare o percurso, sorria desafiante e acalente um sonho. Deve -se festejar a diversidade, não apenas suportar sua presença; torná-la laudável, não um infortúnio imposto; anunciá-la abertamente, não a tratando como hóspede indesejada. Para isso, uma transformação se impõe e é preciso pôr em prática um vasto e generoso escambo, ir para a vida disposto a trocar o resultado pela paz interior, o falo pelo afeto, o linear pelo cíclico, a lógica pelo fenômeno, a colheita pelo plantio, a certeza pela dúvida, a razão pela vivência.
A diversidade elogiada se revela sorrateira e cativante nas suas múltiplas dobras, num convite claro para que a humanidade visualize a si mesma, encare-se como totalidade e não exclua de si a sua essência: o diverso. Negar a diversidade é impossível, por isso é que pessoas e povos com projetos de dominação forjam teorias – com alcunha de ciência ou nome de algum deus – que fazem classificações de “superiores” e “inferiores”. Desta forma, o modo de lidar com a diversidade se torna sutil e perverso. Seria, por acaso, tão difícil perceber que dizer que o “outro” é inferior carrega a lógica da dominação?III
O relato sobre a diversidade laudável se torna extenso, mas também pode ser sucintamente apresentado, desde que sejam abandonados esquemas mentais de negação do(a) outro(a). Se esse passo for dado, a diversidade surge resplandecente, como joia desejada, que contabiliza para o tesouro da humanidade.
Invertendo esse sonho, a pobreza se torna nosso legado, pois, quando uma cultura desaparece, junto some uma maneira de interpretar a realidade; quando um idioma para de ser falado, cessa junto um jeito de expressar a palavra “mundo”; quando uma religião finda, empobrecem as sendas da humanidade na busca pelo sagrado; quando uma etnia é ocultada, é o olhar de todos que fica embaçado; quando uma expressão de gênero é perseguida, a humanidade revela sua própria infelicidade. Por fim, quando um humano é discriminado por aqueles que detêm o poder, todos correm riscos, pois o poder muda de mãos, mas a sua lógica, nunca.
Passamos de uma pauta pessoal para uma pauta política e coletiva, porque, quando se acalenta que um simples fragmento de diversidade possa ser excluído, dá-se a dica e a permissão para nossa própria exclusão. Sim, negar a diversidade é a mais sutil e astuta agenda dos ditadores de plantão. Os regimes autoritários não podem permitir que o diverso exista, já que cultuam a si mesmos. Eles precisam suplantar o outro, para fazer reluzir a própria egolatria. Preferem o espelho à janela e, mesmo com olhos abertos, só enxergam a própria face.
Valorizar a diversidade é o movimento mais revolucionário dos nossos tempos, o mais democrático dos impulsos, a empreitada mais transformadora. Valorizar a diversidade é raciocinar a partir da premissa de que todos contam. O pão acumulado em uma mesa e que falta na mesa do outro é injusto; o religioso que se apresenta como o único representante do sagrado é mentiroso; o modelo de família trazido como o único verdadeiro é falso; o líder que se apregoa como a única opção é um usurpador; a etnia que se infla de superior é insegura; o padrão de afeto que precisa se impor é decepcionante. Que a diversidade ecoe em nossos ouvidos como a música predileta. Que ela ocupe nossos pensamentos como nossos melhores sonhos. E que, vigilantes, possamos escrutinar nosso cotidiano, para que nunca, nem no menor aceno, possamos afastá-la. Em última instância, a diversidade é o reflexo da vida, que misteriosamente desliza à nossa frente em muitas formas, desvelando seu mistério.
(SANCHES, Mário Antonio. A diversidade valorizada. O Estado de São Paulo. Em: 18/09/2021. Disponível em: https://opiniao.estadao.com.br/ noticias/espaco-aberto,a-diversidade-valorizada,70003842411.)
Em alguns momentos do texto, foram lançados questionamentos. Releia-os.
I. “Mas será que para trombetear que nosso lar é acolhedor precisamos exorcizar os lares alheios? Quando guturalmente explicitamos que nosso espaço é possível, estamos negando que outros existam?”
II. “Como vamos lidar com isso? Ou, ainda, como estamos percebendo este outro, esta outra?”
III. “Seria, por acaso, tão difícil perceber que dizer que o ‘outro’ é inferior carrega a lógica da dominação?”. Esses questionamentos foram utilizados como estratégia argumentativa e são conhecidos como perguntas retóricas.
Sua função, no texto é, sobretudo, a de:
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Analyse the list of words below to anwer.
1. mankind = humankind
2. blind = sight impaired
3. broken home = dysfunctional Family
4. chairman = chair
5. Christian name = first name
6. cleaner = facility manager
7. confined to a wheelchair = wheelchair user
8. deaf = hearing impaired
9. diabetic = person with diabetes
10. drug addict = person with a chemical dependency
11. fireman = firefighter
12. forefathers = ancestors / forebears
13. Frenchman = French person
14. headmaster / headmistress = diretor
15. homosexual = same-sex
16. husband / wife = spouse
17. retardation = intellectual disability
18. Indians = Native Americans
19. juvenile delinquents = children at risk
20. male nurse = nurse
Our perception of reality is determined by our thought processes that are influenced by the language we use. In this way language shapes our reality and tells us how to think about and respond to that reality. The option that is compatible with the list is:
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Sobre el uso de los pronombres posesivos, es posible dividir los posesivos en dos categorías (adjetivos posesivos y pronombre posesivos). Así, rellene los huecos e escoja la opción correcta.
I. “Este es _____ bolígrafo. Aquel es _____.” (Yo; Tú)
II. “Las faldas son __________.” (Nosotras)
III. “El libro es ______.” (Yo)
IV. “Las gafas son ____.” (Yo)
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A história do afluxo de imigrantes e da colonização do Paraná se difere de outras regiões do Brasil. A enorme expansão rural do Paraná se baseou em:
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Nas terras onde hoje é o Brasil, os portugueses chegaram em 1500 e, logo, montaram engenhos de produção de açúcar. No início, esses engenhos eram movidos por indígenas escravizados. Com o avanço da agroindústria do açúcar nas capitanias da Bahia e de Pernambuco, aumentou a procura por mão de obra e a alternativa adequada à época foi o esforço africano. Expressam as principais razões da substituição da mão de obra indígena pela africana, EXCETO:
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Os vírus são micro-organismos que não são constituídos por células e não possuem metabolismo próprio, dependem das células para a sua multiplicação. São parasitas intracelulares obrigatórios e causam, no homem, inúmeras doenças. São consideradas doenças humanas causadas por vírus, EXCETO:
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“Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), vinculado ao Ministério da Saúde, agrotóxicos são produtos químicos sintéticos usados para matar insetos, larvas, fungos, carrapatos, sob a justificativa de controlar as doenças provocadas por esses vetores e de regular o crescimento da vegetação tanto no ambiente rural quanto urbano, sendo usados em atividades agrícolas e não agrícolas.”
(BRASIL, 2002; INCA, 2021. Adaptado.)
Em relação aos agrotóxicos, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Principais culpados pela chuva ácida
mudaram ao longo dos anos
Novo artigo aponta que usinas elétricas cederam
o primeiro lugar aos agricultores.
Até agora, considerava-se que os maiores emissores de enxofre, um componente da perigosa chuva ácida, eram as usinas elétricas movidas a carvão. Contudo, um estudo publicado hoje na revista científica Nature Geoscience aponta que o uso de fertilizantes e pesticidas em plantações ultrapassou as usinas como maior responsável pelo enxofre jogado na atmosfera. Normalmente, essa substância é aplicada em terras para aumentar a produção e a saúde das colheitas. No entanto, ela pode causar danos ao solo e aos rios próximos à plantação, além de causarem chuvas ácidas.
(Disponível em: https://veja.abril.com.br
/ciencia/principais-culpadospela- chuva-acida-mudaram-ao-longo-dos-anos/. Acesso em: 07/09/2021. Com adaptações.)
Sobre as chuvas ácidas, é INCORRETO afirmar que:
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O sistema cardiovascular de todos os vertebrados é composto por duas ou mais câmaras musculares no coração, conhecidas por átrios e ventrículos. O número de câmaras e graus de separação são diferentes nos grupos dos vertebrados. No caso dos mamíferos, o sistema circulatório apresenta dois circuitos, um arranjo chamado de circulação dupla, observado também nos:
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A imagem mostra um tipo alteração na estrutura cromossômica. As setas menores indicam o ponto de quebra e, o fragmento acinzentado, as partes dos cromossomos afetadas pelos rearranjos:

A alteração observada na figura denomina-se:
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