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Foram encontradas 50 questões.

2405203 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SEJUS-RO

Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.

Texto 1

Como armar um presépio

(José Paulo Paes)

pegar uma paisagem qualquer

cortar todas as árvores e transformá-las em papel [de imprensa

enviar para o matadouro mais próximo todos os [animais

retirar da terra o petróleo ferro urânio que possa eventualmente conter e fabricar carros tanques [aviões

mísseis nucleares cujos morticínios hão de ser [noticiados com destaque

despejar os detritos industriais nos rios e lagos

exterminar com herbicida ou napalm os últimos [traços de vegetação

evacuar a população sobrevivente para as [fábricas e cortiços da cidade

depois de reduzir assim a paisagem à medida do [homem

erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de chapas enferrujadas e esperar

esperar que algum boi doente algum burro fugido algum carneiro sem dono venha nele esconder-se

esperar que venha ajoelhar-se diante dele algum velho pastor que ainda acredite no milagre

esperar esperar

quem sabe um dia não nasce ali uma criança e a vida recomeça?

(GUIMARÃES, Florianete e Margaret. A gramática lê o texto. Ed. Moderna. SP. 1998. P. 97)

José Paulo Paes (1926 – 1998), paulista de Taquaritinga, apresenta em seus poemas um senso de humor e uma visão crítica diante da realidade. No poema Como armar um presépio, o caráter crítico e sarcástico do autor é evidenciado pelo uso constante da seguinte figura de linguagem:

 

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2404771 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SEJUS-RO

Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.

Texto 1

Como armar um presépio

(José Paulo Paes)

pegar uma paisagem qualquer

cortar todas as árvores e transformá-las em papel [de imprensa

enviar para o matadouro mais próximo todos os [animais

retirar da terra o petróleo ferro urânio que possa eventualmente conter e fabricar carros tanques [aviões

mísseis nucleares cujos morticínios hão de ser [noticiados com destaque

despejar os detritos industriais nos rios e lagos

exterminar com herbicida ou napalm os últimos [traços de vegetação

evacuar a população sobrevivente para as [fábricas e cortiços da cidade

depois de reduzir assim a paisagem à medida do [homem

erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de chapas enferrujadas e esperar

esperar que algum boi doente algum burro fugido algum carneiro sem dono venha nele esconder-se

esperar que venha ajoelhar-se diante dele algum velho pastor que ainda acredite no milagre

esperar esperar

quem sabe um dia não nasce ali uma criança e a vida recomeça?

(GUIMARÃES, Florianete e Margaret. A gramática lê o texto. Ed. Moderna. SP. 1998. P. 97)

Podemos dividir o poema em dois momentos: o primeiro, que assinala destruição e morte; o segundo, que denota recomeço e vida. No texto, os dois verbos no infinitivo que marcam, respectivamente, o término do primeiro momento e o início do segundo correspondem à alternativa:

 

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2403775 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SEJUS-RO

Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.

Texto 1

Como armar um presépio

(José Paulo Paes)

pegar uma paisagem qualquer

cortar todas as árvores e transformá-las em papel [de imprensa

enviar para o matadouro mais próximo todos os [animais

retirar da terra o petróleo ferro urânio que possa eventualmente conter e fabricar carros tanques [aviões

mísseis nucleares cujos morticínios hão de ser [noticiados com destaque

despejar os detritos industriais nos rios e lagos

exterminar com herbicida ou napalm os últimos [traços de vegetação

evacuar a população sobrevivente para as [fábricas e cortiços da cidade

depois de reduzir assim a paisagem à medida do [homem

erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de chapas enferrujadas e esperar

esperar que algum boi doente algum burro fugido algum carneiro sem dono venha nele esconder-se

esperar que venha ajoelhar-se diante dele algum velho pastor que ainda acredite no milagre

esperar esperar

quem sabe um dia não nasce ali uma criança e a vida recomeça?

(GUIMARÃES, Florianete e Margaret. A gramática lê o texto. Ed. Moderna. SP. 1998. P. 97)

O poema de José Paulo Paes é construído a partir de verbos infinitivos impessoais que correspondem às ações do homem. Reescreveu-se um desses verbos do poema no modo imperativo afirmativo, na segunda (2ª) pessoa do singular, em:

 

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2399608 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SEJUS-RO

Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.

Texto 1

Como armar um presépio

(José Paulo Paes)

pegar uma paisagem qualquer

cortar todas as árvores e transformá-las em papel [de imprensa

enviar para o matadouro mais próximo todos os [animais

retirar da terra o petróleo ferro urânio que possa eventualmente conter e fabricar carros tanques [aviões

mísseis nucleares cujos morticínios hão de ser [noticiados com destaque

despejar os detritos industriais nos rios e lagos

exterminar com herbicida ou napalm os últimos [traços de vegetação

evacuar a população sobrevivente para as [fábricas e cortiços da cidade

depois de reduzir assim a paisagem à medida do [homem

erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de chapas enferrujadas e esperar

esperar que algum boi doente algum burro fugido algum carneiro sem dono venha nele esconder-se

esperar que venha ajoelhar-se diante dele algum velho pastor que ainda acredite no milagre

esperar esperar

quem sabe um dia não nasce ali uma criança e a vida recomeça?

(GUIMARÃES, Florianete e Margaret. A gramática lê o texto. Ed. Moderna. SP. 1998. P. 97)

O tom de impessoalidade do poema é construído através da ausência de um sujeito, atribuindo-lhe um caráter universal, com a função de generalizar. O recurso utilizado pelo autor para marcar a impessoalidade do texto é:

 

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2398753 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SEJUS-RO

Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.

Texto 1

Como armar um presépio

(José Paulo Paes)

pegar uma paisagem qualquer

cortar todas as árvores e transformá-las em papel [de imprensa

enviar para o matadouro mais próximo todos os [animais

retirar da terra o petróleo ferro urânio que possa eventualmente conter e fabricar carros tanques [aviões

mísseis nucleares cujos morticínios hão de ser [noticiados com destaque

despejar os detritos industriais nos rios e lagos

exterminar com herbicida ou napalm os últimos [traços de vegetação

evacuar a população sobrevivente para as [fábricas e cortiços da cidade

depois de reduzir assim a paisagem à medida do [homem

erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de chapas enferrujadas e esperar

esperar que algum boi doente algum burro fugido algum carneiro sem dono venha nele esconder-se

esperar que venha ajoelhar-se diante dele algum velho pastor que ainda acredite no milagre

esperar esperar

quem sabe um dia não nasce ali uma criança e a vida recomeça?

(GUIMARÃES, Florianete e Margaret. A gramática lê o texto. Ed. Moderna. SP. 1998. P. 97)

A leitura global do poema acima nos permite identificar como tema central:

 

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2398470 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SEJUS-RO

Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.

Texto 2:

Amazônia Cinzenta

Os grandes centros urbanos da Amazônia amanheceram nos últimos dias com o céu cinza, cinza.Em cidades como Manaus (AM), Rio Branco (AC), Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), dá para mirar o sol a olho nu, tamanha é a nuvem de fumaça que tem se formado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o “tapete branco” é mesmo o que muita gente já desconfiava: fuligem resultante de queimadas.

(...)

Os especialistas lembram que queimada por causa natural é raridade: geralmente, onde tem fogo, tem gente. E, em se tratando de Amazônia, queimada é quase sinônimo de limpeza de terreno para cultivo.

Apesar de as queimadas serem uma prática do arco da velha no Brasil, elas perduram até hoje. E seus resultados vão muito além da floresta. Além de emitir incontáveis toneladas de CO e destruir uma biodiversidade sem paralelos, as chamas carregam a fuligem até os centros urbanos, causando graves problemas respiratórios à população.

( Escrito por Greenpeace, 19 / 08 / 2010,

in www.gazetaamazonica.com.br/brasil/juridicas/amazoniacinzenta- imagens-da-nasa-retrata-a-devastac-o-diaria-dasqueimadas

O emprego do sinal de pontuação dois pontos (:), no fechamento do 1º parágrafo, está corretamente justificado em:

 

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2397954 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SEJUS-RO

Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.

Texto 1

Como armar um presépio

(José Paulo Paes)

pegar uma paisagem qualquer

cortar todas as árvores e transformá-las em papel [de imprensa

enviar para o matadouro mais próximo todos os [animais(a)

retirar da terra o petróleo ferro urânio que possa eventualmente conter e fabricar carros tanques [aviões

mísseis nucleares cujos morticínios hão de ser [noticiados com destaque

despejar os detritos industriais nos rios e lagos

exterminar com herbicida ou napalm os últimos [traços de vegetação

evacuar a população sobrevivente para as [fábricas e cortiços da cidade

depois de reduzir assim a paisagem à medida do [homem(b)

erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de chapas enferrujadas e esperar

esperar que algum boi doente algum burro fugido algum carneiro sem dono venha nele esconder-se(c)

esperar que venha ajoelhar-se diante dele algum(d) velho pastor que ainda acredite no milagre

esperar esperar

quem sabe um dia não nasce ali uma criança(e) e a vida recomeça?

(GUIMARÃES, Florianete e Margaret. A gramática lê o texto. Ed. Moderna. SP. 1998. P. 97)

Assinale a alternativa em que se destacou um termo com valor de tempo.

 

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2397279 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SEJUS-RO

Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.

Texto 1

Como armar um presépio

(José Paulo Paes)

pegar uma paisagem qualquer

cortar todas as árvores e transformá-las em papel [de imprensa

enviar para o matadouro mais próximo todos os [animais

retirar da terra o petróleo ferro urânio que possa eventualmente conter e fabricar carros tanques [aviões

mísseis nucleares cujos morticínios hão de ser [noticiados com destaque

despejar os detritos industriais nos rios e lagos

exterminar com herbicida ou napalm os últimos [traços de vegetação

evacuar a população sobrevivente para as [fábricas e cortiços da cidade

depois de reduzir assim a paisagem à medida do [homem

erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de chapas enferrujadas e esperar

esperar que algum boi doente algum burro fugido algum carneiro sem dono venha nele esconder-se

esperar que venha ajoelhar-se diante dele algum velho pastor que ainda acredite no milagre

esperar esperar

quem sabe um dia não nasce ali uma criança e a vida recomeça?

(GUIMARÃES, Florianete e Margaret. A gramática lê o texto. Ed. Moderna. SP. 1998. P. 97)

Observe a palavra acentuada no verso “enviar para o matadouro mais próximo todos os animais" (verso 3). A opção em que a palavra destacada é destoante das demais quanto à regra de acentuação gráfica é:

 

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2396726 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SEJUS-RO

Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.

Texto 2:

Amazônia Cinzenta

Os grandes centros urbanos da Amazônia amanheceram nos últimos dias com o céu cinza, cinza.Em cidades como Manaus (AM), Rio Branco (AC), Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), dá para mirar o sol a olho nu, tamanha é a nuvem de fumaça que tem se formado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o “tapete branco” é mesmo o que muita gente já desconfiava: fuligem resultante de queimadas.

(...)

Os especialistas lembram que queimada por causa natural é raridade: geralmente, onde tem fogo, tem gente. E, em se tratando de Amazônia, queimada é quase sinônimo de limpeza de terreno para cultivo.

Apesar de as queimadas serem uma prática do arco da velha no Brasil, elas perduram até hoje. E seus resultados vão muito além da floresta. Além de emitir incontáveis toneladas de CO e destruir uma biodiversidade sem paralelos, as chamas carregam a fuligem até os centros urbanos, causando graves problemas respiratórios à população.

( Escrito por Greenpeace, 19 / 08 / 2010,

in www.gazetaamazonica.com.br/brasil/juridicas/amazoniacinzenta- imagens-da-nasa-retrata-a-devastac-o-diaria-dasqueimadas

Observe o emprego do pronome oblíquo átono no período “E, em se tratando de Amazônia, queimada é quase sinônimo de limpeza de terreno para cultivo.". Assinale a opção em que a próclise é obrigatória quando substituímos o termo destacado pelo pronome oblíquo átono entre parênteses.

 

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2395153 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SEJUS-RO

Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.

Texto 1

Como armar um presépio

(José Paulo Paes)

pegar uma paisagem qualquer

cortar todas as árvores e transformá-las em papel [de imprensa(a)

enviar para o matadouro mais próximo todos os [animais

retirar da terra o petróleo ferro urânio que possa eventualmente conter e fabricar carros tanques [aviões

mísseis nucleares cujos morticínios hão de ser [noticiados com destaque(b)

despejar os detritos industriais nos rios e lagos

exterminar com herbicida ou napalm os últimos [traços de vegetação(c)

evacuar a população sobrevivente para as [fábricas e cortiços da cidade

depois de reduzir assim a paisagem à medida do [homem

erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de chapas enferrujadas e esperar

esperar que algum boi doente algum burro fugido algum carneiro sem dono venha nele esconder-se(d)

esperar que venha ajoelhar-se diante dele algum(e) velho pastor que ainda acredite no milagre

esperar esperar

quem sabe um dia não nasce ali uma criança e a vida recomeça?

(GUIMARÃES, Florianete e Margaret. A gramática lê o texto. Ed. Moderna. SP. 1998. P. 97)

Nas opções abaixo, assinale o verso onde há um verbo que se apresenta na voz passiva analítica.

 

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