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Conforme a concepção de W. Bion, a mentalidade grupal consiste em um 'todo' que comporta dois níveis: nível da tarefa e nível socioemocional. O nível socioemocional está rotineiramente presente sob a forma dos três processos que podem ser inferidos da dinâmica grupal. São eles:
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Crime e Castigo
Tomo emprestado o título do romance do russo Dostoievski, para comentar a multiplicação dos crimes nesta cultura torta, desde os pequenos “crimes” cotidianos – falta de respeito entre pais e f i l h o s , m a u s - t r a t o s a e m p r e g a d o s , comportamento impensável de políticos e líderes, descuido com nossa saúde, segurança, educação – até os verdadeiros crimes: roubos, assaltos, assassinatos, tão incrivelmente banalizados nesta sociedade enferma. A crise de autoridade começa em casa, quando temos medo de dar ordens e limites ou mesmo castigo aos filhos, iludidos por uma série de psicologismos falsos que pululam como receitas de revista ou programa matinal de televisão e que também invadiram parte das escolas. Crianças e adolescentes saudáveis são tratados a mamadeira e cachorro-quente por pais desorientados e receosos de exercer qualquer comando. Jovens infratores são tratados como imbecis, embora espertos, e como inocentes, mesmo que perversos estupradores, frios assassinos, traficantes e ladrões comuns. São e n c a m i n h a d o s p a r a o s c e n t r o s d e ressocialização, onde nada aprendem de bom, mas muito de ruim, e logo voltam às ruas para continuar seus crimes.
Estamos levando na brincadeira a questão do erro e do castigo, ou do crime e da punição. A banalização da má-educação em casa e na escola, e do crime fora delas, é espantosa e tem consequências dramáticas que hoje não conseguimos mais avaliar. Sem limites em casa e sem punição de crimes fora dela, nada vai melhorar. Antes de mais nada, é dever mudar as leis – e não é possível que não se possa mudar uma lei, duas leis, muitas leis. Hoje, logo, agora! O ensino nas últimas décadas foi piorando, em parte pelo desinteresse dos governos e pelo péssimo incentivo aos professores, que ganham menos do que uma empregada doméstica, em parte como resultado de “diretrizes de ensino” que tornaram tudo confuso, experimental, com alunos servindo de cobaias, professores lotados de teorias (que também não funcionam). Além disso, aqui e ali grupos de ditos mestres passaram a se interessar mais por politicagem e ideologia do que pelo bem dos alunos e da própria classe. Não admira que em alguns lugares o respeito tenha sumido, os alunos considerem com desdém ou indignação a figura do antigo mestre e ainda por cima vivam, em muitas famílias, a dor da falta de pais: em lugar deles, como disse um jovem psicólogo, eles têm em casa um gatão e uma gatinha. Dispensam-se comentários.
Autoridade, onde existe, é considerada atrasada, antiquada e chata. Se nas famílias e escolas isso é um problema, na sociedade, com nossas leis falhas, sem rigor nem coerência, isso se torna uma tragédia. Não me falem em policiais corruptos, pois a maioria deles é honrada, ganha vergonhosamente pouco, arrisca e perde a vida, e pouco ligamos para isso. Eu penso em leis ruins e em prisões lotadas de gente em condições animalescas. Nesta nossa cultura do absurdo, crimes pequenos levam seus autores a passar anos num desses lixões de gente chamados cadeias (muitas vezes sem sequer ter havido ainda julgamento e condenação), enquanto bandidos perigosos entram por uma porta da cadeia e saem pela outra, para voltar a cometer crimes, ou gozam na cadeia de um conforto que nem avaliamos.
Precisamos de punições justas, autoridade vigilante, uma reforma geral das leis para impedir perversidade ou leniência, jovens criminosos julgados como criminosos, não como crianças malcriadas. Ensino, educação e justiça tornaram-se tão ruins, tudo isso agravado pelo delírio das drogas fomentado por traficantes ou por irresponsáveis que as usam como diversão ou alívio momentâneo, que passamos a aceitar tudo como normal: “É assim mesmo”. Muito crime, pouco castigo, castigo excessivo ou brando demais, leis antiquadas ou insuficientes, e chegamos aonde chegamos: os cidadãos reféns dentro de casa ou ratos, assustados nas ruas, a bandidagem no controle; pais com medo dos filhos, professores insultados pela meninada sem educação. Seria de rir, se não fosse de chorar.
(Lya Luft, in Revista Veja, 29 de julho de 2009)
A conjunção destacada em “Jovens infratores são tratados como imbecis, embora espertos...” expressa ideia de:
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Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.
Texto 1
Como armar um presépio
(José Paulo Paes)
pegar uma paisagem qualquer
cortar todas as árvores e transformá-las em papel [de imprensa
enviar para o matadouro mais próximo todos os [animais
retirar da terra o petróleo ferro urânio que possa eventualmente conter e fabricar carros tanques [aviões
mísseis nucleares cujos morticínios hão de ser [noticiados com destaque
despejar os detritos industriais nos rios e lagos
exterminar com herbicida ou napalm os últimos [traços de vegetação
evacuar a população sobrevivente para as [fábricas e cortiços da cidade
depois de reduzir assim a paisagem à medida do [homem
erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de chapas enferrujadas e esperar
esperar que algum boi doente algum burro fugido algum carneiro sem dono venha nele esconder-se
esperar que venha ajoelhar-se diante dele algum velho pastor que ainda acredite no milagre
esperar esperar
quem sabe um dia não nasce ali uma criança e a vida recomeça?
(GUIMARÃES, Florianete e Margaret. A gramática lê o texto. Ed. Moderna. SP. 1998. P. 97)
José Paulo Paes (1926 – 1998), paulista de Taquaritinga, apresenta em seus poemas um senso de humor e uma visão crítica diante da realidade. No poema Como armar um presépio, o caráter crítico e sarcástico do autor é evidenciado pelo uso constante da seguinte figura de linguagem:
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Em caso de mal súbito em via pública, o socorro deve ser acionado, sendo o mais adequado, neste caso:
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No que se refere ao regime de previdência, ao servidor ocupante exclusivamente, de cargo em comissão ou temporário aplica-se:
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“O fígado ocupa um lugar de relevo no cenário bioquímico corporal. Suas funções são múltiplas e atingem elevadíssimo grau de complexidade. Em decorrência de sua enorme importância fisiológica, possui considerável reserva tissular a ponto de manter suas funções inalteradas com apenas 15% de suas estruturas, e também uma surpreendente capacidade de regeneração, mesmo quando atingido por grave e extenso comprometimento patológico.”
"Tem-se mostrado de grande valor clínico a dosagem de diversas enzimas no soro para fins de avaliação do grau de disfunção hepatocelular no decurso de doenças hepáticas.” Quais dos 3 grupos abaixo são utilizados na semiologia hepática?
I. Enzimas celulares, indicadoras de lesão hepatocítica.
II. Bilirrubina, um pigmento resultante do catabolismo da hemoglobina.
III. Enzimas ligadas à membrana, indicadoras de colestase.
IV. Enzimas específicas do plasma, como a colinesterase (CHE).
V. Hormônios estrogênicos, estrona e estradiol.
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É assegurada ao servidor público que seja o responsável legal e cuide diretamente de portador de necessidade especial que, comprovadamente, necessite de assistência permanente:
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Pode-se considerar atribuições e competências do Técnico de Enfermagem como participação na educação dos portadores de hipertensão arterial e diabetes mellitus:
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Em relação às cerclages uterinas, a sutura em bolsa, ao nível da junção cervicovaginal, com fio inabsorvível, caracteriza a técnica de:
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Para Freud (“Fetichismo”,1927), os mecanismos de defesa básicos e permanentes, característicos da estrutura perversa são:
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