Foram encontradas 1.149 questões.
Respondida
Em relação à atresia de intestino podemos afirmar, EXCETO, que
Respondida
Recém-nascido a termo, nasceu de parto normal, sem alterações evidentes ao exame físico, tendo alta precoce. Ao chegar ao domicílio, inicia quadro de distensão abdominal, seguido de vômitos e ausência de evacuações desde o nascimento. A mãe retorna no 3º dia de vida a um serviço de urgência; ao exame apresenta distensão abdominal difusa, timpanismo, sendo passada uma sonda retal, tendo havido eliminação explosiva de fezes. Dentro deste quadro, qual o principal diagnóstico e o exame complementar para elucidar o diagnóstico e a conduta?
A
Atresia de Duodeno, devendo ser solicitado Rx de abdome, jejum, SNG aberta e cirurgia após estabilização.
B
Megacólon Congênito, devendo ser solicitado Rx de abdome, jejum, SNG aberta, antibioticoterapia, hidratação, irrigação retal para alívio da distensão, caso distensão muito acentuada, e reduzir chance de enterocolite e Enema Opaco para definir melhor estratégia cirúrgica.
C
Malformação Anorretal com fistula perineal, devendo manter jejum, SNG aberta, antibioticoterapia, Enema Opaco e cirurgia quando houver estabilização do RN.
D
Má rotação intestinal, devendo ser solicitado USG de abdome total, jejum, SNG aberta, hidratação e cirurgia precoce para evitar volvo e necrose de intestino.
E
Alergia à proteína do leite, devendo manter dieta com leite de soja, hidratação, Rx de tórax e abdome para afastar pneumonia e Ileo infeccioso e manter tratamento clínico com alta e com acompanhamento com gastropediatra.
Respondida
Uma gestante entra em trabalho de parto prematuro, em torno de 36 semanas, com pré-natal irregular e, na maternidade, evidenciou poli-hidrâmnio. RN nasce com Apgar 9 e 10, sem anormalidades aparentes e no Alojamento Conjunto apresenta vômitos biliosos, ao exame evidencia abdome pouco distendido e flácido, ânus pérveo. A Neonatologista deixa o RN com dieta zero, passa SNG com conteúdo bilioso e solicita Raio X de abdome que evidencia tripla bolha gasosa no abdome superior. Dentro dos achados, qual o diagnóstico mais provável?
Respondida
As diferenças entre onfalocele e gastrosquise são todas as citadas abaixo, EXCETO:
A
A onfalocele é recoberta por membrana, por isso tem menos patologias associadas.
B
A gastrosquise é um defeito para-umbilical direito, sem membrana revestida, com alças expostas, edemaciadas, e as alterações são mais intestinais, dentre elas atresia de intestino, com a parede abdominal bem desenvolvida.
C
A onfalocele é um defeito transumbilical com a membrana (geleia) umbilical íntegra e associada a malformações, como cardíacas e Pentalogia de Cantrel.
D
A gastrosquise deve ser corrigida nas primeiras horas de vida, com correção primária ou com silo, algumas vezes em sala de parto, enquanto a onfalocele, por ter dimensões maiores e hipoplasia de parede abdominal, dificulta o fechamento primário, sendo submetido a tratamento estadiado e formação de hérnia ventral com correção tardia.
E
A onfalocele pode estar associada à Síndrome de Beckwith Wiedemann, trissomia do 13 (síndrome de Patau), 18 (síndrome de Edwards) e 21 (síndrome de Down).
Respondida
Gestante com 36 semanas realiza USG neonatal que evidencia alças intestinais fora da cavidade abdominal, dentro do líquido amniótico, com boa vitalidade fetal. Neste caso, qual seria a hipótese diagnóstica e conduta?
A
Trata-se de uma onfalocele e deve ser interrompida de imediato a gestação para evitar riscos maiores ao feto e à gestante.
B
Trata-se de uma gastrosquise e deve-se interromper de imediato a gestação, pois está associada a maiores chances de malformações cardíacas e maior mortalidade fetal.
C
Trata-se de uma gastrosquise e podemos seguir de perto, encaminhar para um centro terciário que disponha de UTI neonatal, cirurgião pediátrico e nutrição parenteral, aguardando a maturidade pulmonar fetal e início do trabalho de parto para realizar parto Cesário e cirurgia mais precoce possível do recém-nascido, nas primeiras 4h, podendo, às vezes, até tentar a cirurgia ainda na sala de parto, com o cordão umbilical conectado à circulação útero-placentária.
D
Trata-se de uma onfalocele e podemos seguir de perto e realizar parto transvaginal, já que as alças são recobertas por membranas e não têm risco de rotura nem contaminação.
E
Não tem importância, uma vez que constitui alças intestinais ainda na cavidade amniótica, pois no período embrionário/fetal as alças intestinais retornam para a cavidade abdominal próxima ao término da gestação.
Respondida
Um recém-nascido em sala de parto, nasceu bem, com aspiração gástrica em sala de parto de mais de 20ml de resíduo gástrico. Qual significado deste achado?
Respondida
Sobre a atresia de esôfago, assinale a alternativa INCORRETA.
A
A atresia de esôfago com fístula em H pode ter diagnóstico tardio, com quadro de tosse ao alimentar-se, por vezes cianose, e um exame que pode ser feito para detecção é a broncoscopia
B
O diagnóstico precoce na sala de parto, com a passagem da sonda de aspiração constitui um procedimento que deve ser realizado em todos os recém-nascidos, tanto para diagnóstico precoce de atresia de esôfago quanto atresia de coanas.
C
Recém-nascido, ao sair da sala de parto, inicia quadro de sialorreia, tosse e cianose, que piora com o aleitamento materno e dispneia. Fez Raio X de tórax e abdome que evidencia condensação em 1/3 superior do pulmão direito e distensão gasosa no abdome. Este achado é condizente com atresia de esôfago com fístula distal e devemos, de imediato, passar sonda de aspiração contínua, decúbito elevado, antibioticoterapia e cirurgia mais precoce possível, dependendo das condições clínicas do RN.
D
Na atresia de esôfago sem fístula, o RX de tórax e abdome evidencia ausência de gás em abdome. Neste caso o recémnascido deve manter decúbito elevado, sonda de aspiração contínua, nutrição parenteral total e cirurgia precoce, a fim de restituir o trânsito intestinal o mais breve possível e alimentação precoce.
E
Achado ultrassonográfico de polidrâmnio e câmera gástrica vazia sugerem atresia de esôfago, devendo programar o parto em um centro que disponha de cirurgião pediátrico.
Respondida
A sigla mnemônica VACTERL é usada para caracterizar algumas malformações do recém-nascido que desenvolvem as seguintes patologias cirúrgicas:
Respondida
Em relação às massas cervicais de origem linfática e vascular podemos afirmar, EXCETO, que
A
os Linfangiomas são lesões linfáticas benignas que atingem pequenas dimensões, não levando a riscos de compressão traqueal, nem em recém-nascidos, nem em crianças maiores.
B
os Hemangiomas são tumores vasculares benignos de partes moles mais frequentes na criança e tem 3 fases evolutivas: Uma de crescimento rápido (fase proliferativa) até um ano de idade, depois uma de estabilidade (platô) e uma de regressão espontânea (involução) de 4 a 10 anos.
C
Propranolol é um remodelador vascular utilizado no tratamento dos hemangiomas de grandes volumes cujo mecanismo é levar a fibroesclerose vascular com atuação no fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) e o fator de crescimento básico de fibroblastos (bFGF) com regressão total ou quase total da lesão, sendo utilizado nos hemangiomas de grandes volumes, podendo ser utilizado em associação ao corticoide, sem deixar sequelas, evitando, com isso, cirurgias em boa parte dos pacientes.
D
o OK-432 e bleomicina podem ser utilizados no tratamento dos linfangiomas de grandes dimensões, restando a cirurgia para os casos de lesões remanescentes.
E
o USG Doppler e a RNM são exames ideais para o diagnóstico das lesões de origem vascular, diagnóstico diferencial e auxiliam na melhor programação terapêutica e abordagem cirúrgica.
Respondida
Em relação aos defeitos originários dos remanescentes branquiais podemos afirmar, EXCETO, que
A
o coloboma auris, remanescente do 1º arco branquial, tem seus trajetos externos na região pré-auricular e tem grande chance de surgimento em outros familiares
B
o cisto do ducto tireoglosso é um dos remanescentes branquiais mais frequentes, cujos pacientes apresentam infecções de repetição, podendo na vida adulta desenvolverem carcinomas, e na sua ressecção é essencial a ressecção da porção medial do osso hioide para reduzir chances de recidivas
C
os remanescentes branquiais dos 3º e 4º arcos branquiais têm seus trajetos próximos ao seio piriforme, podendo desenvolver divertículo do seio piriforme
D
diante de um achado de um carcinoma de origem células branquiais, não se faz necessário correlacionar o achado histopatológico com seu trajeto embrionário, nem ter seguimento prolongado do paciente como em neoplasias de outras origens, para que seja necessário detectar neoplasia de outra linhagem celular, já que o achado por si é definitivo para fechar o diagnóstico e o tratamento cirúrgico curativo.
E
os remanescentes branquiais podem surgir desde a região pré-auricular até a região cervical inferior, próxima ao esterno e, em casos de cisto do ducto tireoglosso, faz-se necessário realizar USG cervical para afastar tireoide ectópica, antes da ressecção cirúrgica, pois pode ser o único tecido tireoidiano existente.