Homem de 62 anos apresenta história de hipertensão arterial, diabetes mellitus (DM) há mais de 20 anos, STEN
coronariano prévio e faz uso crônico de AINH (anti-inflamatório não hormonal). É tabagista atual, sedentário, não
faz controle dietético e faz uso irregular das medicações
prescritas. Refere ter um irmão em tratamento dialítico.
Procura UBS para orientação e traz exames colhidos
recentemente. Ao exame físico: IMC: 32 kg/m2;
PA: 160 x 100 mmHg; descorado +/4+; eupneico, taquicárdico (FC de 90 bat./min), raros estertores pulmonares,
edema discreto de membros inferiores. Em relação a essa história clínica, achados laboratoriais
e exame físico do paciente, assinale a alternativa correta.
Mulher de 23 anos, com politraumatismo por acidente
de moto, é admitida no pronto-socorro após ter recebido
6 litros de solução salina isotônica no transporte até a
emergência. Exames realizados na admissão: Fórmulas: Ânion gap sérico: Na – (Bic + Cl) // referência: 8 a 12 mEq/L PaCO2
esperada: 1,5 x Bic + 8 (+ ou – 2) Ânion gap urinário UAG: (Na urinário + K urinário) –
Cl urinário// referência: 20 a 60 mEq/L Assinale a alternativa que apresenta os distúrbios acidobásicos presentes na admissão da paciente.
Paciente do sexo masculino, branco, 34 anos, apresenta história de litíase do trato urinário e vários episódios
prévios de eliminação de cálculos com dor e hematúria;
procura pronto atendimento nas crises e, depois disso,
não faz nenhum controle. Buscou informações na internet sobre calculose renal e de vias urinárias e agendou
consulta na UBS para que o médico confirme a veracidade das condições. Exames realizados na admissão: Assinale a alternativa correta a respeito do caso.
Homem de 72 anos notou urina com espuma há dois meses, edema de membros inferiores, que vem progredindo
até região abdominal, e ganho de 10 kg nesse período.
Nega doenças anteriores e uso de medicamentos. Vem
à consulta com os seguintes exames: urina com fita reagente: densidade 1018; pH: 6,0; proteína 4+/4: hemoglobina, leucócitos, glicose e nitrito negativos; creatinina:
1,9 mg/dL; proteína na urina de 24 horas: 6,8 gramas;
colesterol; 400 mg/dL (< 190 mg/ dL); albumina sérica de
2,0 g/L. Assinale a alternativa correta em relação ao caso.
Homem de 52 anos, com história de etilismo crônico, é
trazido ao pronto-socorro por familiares devido à confusão mental e dificuldade para deambular há 3 dias. Relata que vinha apresentando vômitos recorrentes nas
últimas 2 semanas, com baixa ingesta alimentar. Ao exame: desorientado no tempo e espaço, sonolento, mas
responsivo a estímulos verbais, marcha atáxica de base
alargada, nistagmo horizontal bilateral e oftalmoparesia
bilateral. Ausência de sinais meníngeos, rigidez de nuca
ou febre. Reflexos tendíneos globalmente diminuídos,
sem sinais piramidais. Glicemia capilar: 98 mg/dL. TC de
crânio: sem alterações. Considerando a apresentação clínica e o contexto do
paciente, qual é a conduta mais apropriada nesse momento?
Mulher de 28 anos, obesa (IMC 34 kg/m2), chega ao
pronto-socorro com cefaleia progressiva há 3 semanas,
de caráter pulsátil e holocraniana, pior ao despertar e
com manobras de Valsalva. Relata episódios de obscurecimentos visuais transitórios (< 30 segundos) principalmente ao levantar-se rapidamente, além de zumbido
pulsátil bilateral. Nega febre, déficits focais ou alterações
visuais persistentes. Exame neurológico: papiledema
bilateral à fundoscopia, sem outros achados focais. Ressonância magnética de crânio: ventrículos de dimensões
normais, sela túrcica parcialmente vazia, discreto achatamento posterior dos globos oculares, sem lesões expansivas. Angiorressonância venosa: sem sinais de trombose venosa cerebral. Qual é a hipótese diagnóstica mais provável e qual exame é essencial para confirmar o diagnóstico e orientar o
tratamento?
Homem de 65 anos, etilista crônico (60 g/dia por 30
anos), com diabetes mellitus tipo 2 mal controlada há 15
anos, procura atendimento referindo dormência e queimação crônica em pés e mãos há 2 anos, com piora progressiva nos últimos 6 meses. Relata também episódios
de tontura postural, disfunção erétil, perda ponderal não
intencional de 8 kg no último ano e parestesias assimétricas (pé esquerdo pior que direito). Nega xerostomia ou
xeroftalmia. Pai faleceu aos 70 anos com “problemas nos
nervos das pernas”. Exame físico: sensibilidade dolorosa
e tátil reduzidas em “bota e luva” (assimetria discreta, pé
E > D), hipopalestesia até tornozelos, arreflexia aquiliana bilateral, arreflexia patelar à esquerda, teste monofilamento alterado bilateralmente, hipotensão ortostática
(PA supina: 130/80 mmHg, em pé: 95/60 mmHg sem
compensação após 3 minutos). Força muscular preservada. Fenômeno de Raynaud ausente. Sem linfonodomegalia. Exames complementares: eletroneuromiografia
(ENM): redução assimétrica de amplitudes sensitivas e
motoras distais (E > D), velocidades de condução moderadamente reduzidas (30–35 m/s em membros inferiores), latências distais aumentadas, padrão misto axonal-
-desmielinizante. Ondas F ausentes. Sem bloqueios de
condução. Hemograma: normal. Glicemia: 180 mg/dL;
HbA1c: 9,8%. Função renal, eletrólitos, função hepática:
normais. Vitamina B12: 220 pg/mL (normal: 200–900).
VHS: 22 mm/h; PCR: 0,8 mg/dL. Sorologias HIV, HTLV,
hepatites B/C, sífilis: não reagentes. ANA: 1:80 padrão
nuclear fino; FAN específicos negativos.
Considerando o quadro de polineuropatia periférica sensitivo-motora com predomínio de fibras finas (dor neuropática e disautonomia), padrão misto axonal-desmielinizante na ENMG, e a necessidade de avaliar extensão
e prognóstico da doença, qual conduta complementar é
mais apropriada nesse momento?
Mulher de 58 anos, hipertensa e tabagista, apresenta
cefaleia em trovoada iniciada durante atividade física na
academia, com náuseas, vômitos e discreta rigidez de
nuca. Fundoscopia: margens papilares levemente borradas bilateralmente. Ao exame: consciente, orientada,
PA: 160/95 mmHg, Glasgow 15, sem sinais focais ao
exame neurológico. Tomografia computadorizada de crânio sem contraste, realizada 8 horas após o início dos
sintomas, não evidencia alterações agudas. Considerando a hipótese diagnóstica mais provável e
as evidências atuais sobre a sensibilidade dos métodos
diagnósticos nesse contexto, qual é a conduta mais apropriada?
Paciente de 83 anos, moradora de uma casa de repouso, é atendida por uma abrasão na córnea. Ela é tratada com pomada oftálmica antibiótica e um curativo ocular, com planos de reexaminá-la em 48 horas. Mais tarde naquela noite, a equipe
de cuidados da casa de repouso telefona para informar ao médico que ela estava muito confusa. Em relação à principal hipótese diagnóstica para a evolução descrita, nesse momento, a medida de maior relevância a
ser indicada é
Mulher de 19 anos procura assistência médica na Unidade Básica de Saúde com corrimento vaginal. Ela é
sexualmente ativa com um parceiro regular e relata uso
inconsistente de preservativo. O histórico é relevante por
alergia ao metronidazol e trimetoprima-sulfametoxazol.
Ao exame ginecológico/pélvico: não há lesões cutâneas
externas; nota-se corrimento vaginal fino, branco a cinza; região cervical: não há corrimento ou sensibilidade à
movimentação. Uma amostra de fluido vaginal é coletada
e revela: pH do fluido: 5,5; odor de peixe é observado
com a adição de solução de hidróxido de potássio (KOH).
Amostras são enviadas para teste de PCR para gonococo e clamídia.