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Foram encontradas 80 questões.

2714053 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
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Ao longo da história foram assinados acordos de divisão do território Americano entre Portugal e Espanha, tais como o Tratado de Tordesilhas (1494) e o Tratado de Madri (1750). Em 1867, um novo acordo foi assinado (Tratado de Ayacucho), livre do julgo colonial ibérico (adaptado de PONTES, 2016). Assinale a alternativa que apresenta o país do qual o atual território do Acre pertencia de acordo com o Tratado de Ayacucho.

 

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2714052 Ano: 2022
Disciplina: Geografia
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
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O relevo brasileiro é constituído, principalmente, por planaltos, planícies e depressões (IBGE EDUCA, 2022). Assinale a alternativa correspondente à Unidade de Relevo predominante no Acre.

 

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2714051 Ano: 2022
Disciplina: Geografia
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
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“O Acre é um dos estados com maior diversidade de fauna e flora do país e tem quase 50% do seu território composto por terras protegidas por lei ambiental (G1, 2021)”. Com relação a Unidades de Conservação localizadas no estado do Acre, assinale a alternativa incorreta.

 

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2714050 Ano: 2022
Disciplina: Geografia
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
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Existe grande heterogeneidade de paisagens ao longo da larga extensão territorial brasileira. Segundo a classificação proposta pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), podemos encontrar no país seis diferentes biomas (IBGE, 2022). Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) No Acre predominam as vegetações não florestais, tais como as savânicas.

( ) O Acre está inteiramente localizado no interior do bioma Amazônia.

( ) O Acre abrange áreas dos biomas Amazônia e Pantanal.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

 

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2714049 Ano: 2022
Disciplina: Geografia
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
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No que concerne à realidade geográfica atual do Acre, assinale a alternativa incorreta.

 

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2714048 Ano: 2022
Disciplina: Geografia
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
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O Acre tem a terceira menor população do país, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficando à frente apenas de Roraima e Amapá (adaptado de G1, 2021). Assinale a alternativa que apresenta o tamanho da população do Acre, segundo o último Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2010.

 

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2714047 Ano: 2022
Disciplina: Geografia
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
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Deu-se, a partir de 1970, a implantação progressiva de investimentos na pecuária no Acre. Após a obtenção de incentivos fiscais e financeiros, os pecuaristas "paulistas" procediam a "limpa" de suas áreas, entendida não só como a formação de pastagens, mas também como a expulsão dos seringueiros remanescentes nos seringais. Consequência direta da expansão da pecuária e expulsão de seringueiros foi a forte corrente migratória no estado (adaptado de CAMPOS; COSTA, 1993).

Em relação às mudanças populacionais ocorridas entre o início da segunda metade do século XX e o início do século XXI no Acre, assinale a alternativa correta.

 

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2714046 Ano: 2022
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
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A Constituição Federal (CF) estabeleceu as competências do Sistema Único de Saúde. Sobre o assunto, assinale a alternativa que apresente incorretamente uma das competências do Sistema Único de Saúde arroladas pela CF.

 

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2713885 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
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Leia o fragmento abaixo do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector.

Texto I

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía “As reinações de Narizinho’’, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. [...]

(LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987)

Na oração “Boquiaberta, saí devagar” (7º§), tem-se:

 

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2713884 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
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Leia o fragmento abaixo do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector.

Texto I

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía “As reinações de Narizinho’’, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. [...]

(LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987)

A leitura atenta permite ao leitor concluir que o texto narra:

 

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