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Leia o texto de Ruy Castro para responder à questão.
Vírus e espiões
RIO DE JANEIRO – Um cidadão comum, inocente nas manhas da internet, pode ver-se em tantos perigos na rede quanto Chapeuzinho Vermelho na floresta. O mundo está cheio de parentes eletrônicos do Lobo Mau – gente cruel, que se diverte nos induzindo a abrir os anexos e links que disparam para ter nosso computador invadido por seus vírus e espiões.
E como fazem isso? Enviando uma mensagem do “nosso interesse”. É o banco fulano que precisa “atualizar” nosso acesso ao seu sistema de identificação, ou o banco beltrano que, como se fundiu com o sicrano, precisa “reconfigurar” nosso cadastro. Para isso, diz o texto, basta clicar abaixo e, depois, em “salvar” e “executar”. Quando você acorda e se dá conta de que não é cliente daqueles bancos, é tarde – seus dados bancários já foram.
Outra armadilha é a do “Ministério Público da Justiça”, que, no desempenho de suas atribuições etc., com fundamento nos artigos tais, inciso xis da Lei Complementar de 30 de fevereiro de 1993, intima Vossa Senhoria – você, o otário – a comparecer à Procuradoria do Trabalho para participar de audiência relativa ao “procedimento investigatório em epígrafe”. Para saber mais, “clique no link”. Faça isto – e você verá o inciso que o espera.
Mas as campeãs de audiência são as mensagens que começam com “Oiêêê, quanto tempo... Já se esqueceu de tudo? Olha o que eu fiz com as nossas fotos. Não deixe ninguém ver, hein?” e o convidam a clicar para ver as “fotos”. Você não se lembra de foto nenhuma, mas sabe-se lá?
O que nos salva e nos impede de abrir essas tentações é o português de quinta com que as mensagens são escritas. Elas são criativas, mas escritas por semi-analfabetos, gente ruim de pronome e vírgula.
(Folha de S.Paulo, 10.12.2008)
Assinale a alternativa correta quanto à concordância e à regência.
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Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: VUNESP
Orgão: SPPREV
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Leia o texto para responder à questão.
Ansiedade
Se estamos vivos hoje, é à ansiedade que devemos agradecer, porque ela nos fez ser mais cautelosos durante séculos e séculos de evolução. É bom que se saiba que todos os tipos de ansiedade podem ser tratados com remédios ou terapia, mas que, por mais que eles atrapalhem o trabalho, o namoro, as coisas boas da vida e acabem com a sua paciência no trânsito, nem sempre é bom se livrar deles. Dá para conviver com a ansiedade pacificamente – e é isso que vai fazer a diferença na hora de reconhecer que nem tudo precisa ser motivo de preocupação o tempo todo.
Ansiedade não é doença. Faz parte do nosso sistema de defesa e está projetada em quase todos os animais vertebrados, do peixinho dourado até aquela tia histérica. Foi ela que nos trouxe até aqui através da evolução. A seleção natural, aliás, favoreceu animais e pessoas preocupadas em excesso. Imagine-se o seguinte: um grupo de homens das cavernas passeia pelos campos da Pré-História, quando, de longe, aparece um tigre-dentes-de-sabre enfurecido. Aqueles mais inquietos, atentos ao mundo à volta, escapam primeiro, mas os distraídos são presas fáceis para o animal – e, assim, também acabam eliminados do rol genético da época. Transfira isso para milênios de evolução e o resultado é que todo mundo é ansioso em menor ou maior grau. (...)
O que influencia, e muito, a ansiedade é a nossa maneira de pensar. “ Se a pessoa é muito catastrófica e imagina o tempo inteiro que as coisas dão errado, ela sofre mais com a ansiedade”, diz Thiago Sampaio, psicólogo membro da Associação dos Portadores de Transtornos de Ansiedade. A presença de pensamento catastrófico faz uma pessoa ser mais preocupada do que outra. E é central para entender a ansiedade no ser humano. (...)
Como a ansiedade virou um mal do mundo moderno, é cada vez mais comum pessoas recorrerem a tratamentos para eliminar qualquer tipo de preocupação. Mas nem todas as dores de cabeça são problemas de verdade. “ Não podemos simplesmente reprimir a ansiedade. O mundo precisa ter pressa, energia e motivação, e a nossa sobrevivência depende disso”, diz Valentim Gentil, professor da USP e Ph.D em psiquiatria pela Universidade de Londres. A ansiedade é como uma febre, um sintoma de que algo está errado. Se simplesmente tratarmos a febre, podemos ignorar o real problema – e isso é perigoso. O grande desafio é descobrir os motivos da inquietação.
Na maioria dos casos, a ansiedade diminui, quando há o enfrentamento direto do problema. Ou seja, se a dificuldade estiver no futuro e distante, a inquietação não vai passar. Não tem muito segredo, é só mentalizar que os problemas lá na frente não podem ser tão grandes assim. Infelizmente, não existe uma forma mágica para diminuir a ansiedade, mas o mecanismo é meio parecido com o do pensamento positivo. Pensar que as coisas vão dar certo diminui o pensamento catastrófico e, assim, a ansiedade. E, se os problemas ainda afligem demais, podemos seguir o exemplo de algumas cidades nos EUA. Elas instituíram um dia para lidar com as preocupações, o 9 de março, e o chamaram de Dia do Pânico. Nessa data vale tudo: gritar, espernear, surtar e botar para fora
todas as ansiedades. Vale a pena tentar.
(Superinteressante, novembro de 2008. Adaptado)
O tempo verbal do verbo Transfira em – Transfira isso para milênios de evolução... – repete-se em:
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