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Atenção: A questão baseia-se no texto a seguir.
Uma diagnose de traumatismo craniano, formulada a partir de um estrabismo bilateral, podia ser encontrada num tratado de arte divinatória mesopotâmico. De um modo geral, isso explica como apareceu historicamente uma constelação de disciplinas centradas na decifração de signos de vários tipos, dos sintomas às escritas. Passando das civilizações mesopotâmicas para a Grécia, essa constelação alterou profundamente um de seus traços. O corpo, a linguagem e a história dos homens foram submetidos pela primeira vez a investigações sem preconceitos, que, por princípio, excluíam a intervenção divina. Dessa virada decisiva, que caracterizou a cultura da polis, nós somos, como é óbvio, ainda herdeiros. Menos óbvio é o fato de que nessa virada um papel de primeiro plano tenha sido desempenhado por um paradigma definível como semiótico ou indiciário. Isso é particularmente evidente no caso da medicina hipocrática, que definiu seus métodos refletindo sobre a noção decisiva de sintoma (semeion). Apenas observando atentamente e registrando com extrema minúcia todos os sintomas – afirmavam os hipocráticos – é possível elaborar “histórias” precisas de cada doença: a doença é, em si, inatingível. Essa insistência na natureza indiciária da medicina inspirava-se, com todas as probabilidades, na contraposição – enunciada pelo médico pitagórico Alcmeon – entre a imediatez do conhecimento divino e a conjeturalidade do humano. Nessa negação da transparência da realidade, um paradigma indiciário de fato operante em esferas de atividades muito diferentes encontrava implícita legitimação. Os médicos, os historiadores, os políticos, os oleiros, os carpinteiros, os marinheiros, os caçadores, os pescadores, as mulheres são apenas algumas entre as categorias que operavam, para os gregos, no vasto território do saber conjetural. Mas esse paradigma permaneceu implícito – esmagou-o o prestigioso (e socialmente mais elevado) modelo de conhecimento elaborado por Platão.
(Adaptado de GINZBURG, Carlo. Sinais. Raízes de um paradigma indiciário.
Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 154- 155)
De acordo com o texto, formas de conhecimento desenvolvidas na Mesopotâmia e na Grécia
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Uma diagnose de traumatismo craniano, formulada a partir de um estrabismo bilateral, podia ser encontrada num tratado de arte divinatória mesopotâmico. De um modo geral, isso explica como apareceu historicamente uma constelação de disciplinas centradas na decifração de signos de vários tipos, dos sintomas às escritas. Passando das civilizações mesopotâmicas para a Grécia, essa constelação alterou profundamente um de seus traços. O corpo, a linguagem e a história dos homens foram submetidos pela primeira vez a investigações sem preconceitos, que, por princípio, excluíam a intervenção divina. Dessa virada decisiva, que caracterizou a cultura da polis, nós somos, como é óbvio, ainda herdeiros. Menos óbvio é o fato de que nessa virada um papel de primeiro plano tenha sido desempenhado por um paradigma definível como semiótico ou indiciário. Isso é particularmente evidente no caso da medicina hipocrática, que definiu seus métodos refletindo sobre a noção decisiva de sintoma (semeion). Apenas observando atentamente e registrando com extrema minúcia todos os sintomas – afirmavam os hipocráticos – é possível elaborar “histórias” precisas de cada doença: a doença é, em si, inatingível. Essa insistência na natureza indiciária da medicina inspirava-se, com todas as probabilidades, na contraposição – enunciada pelo médico pitagórico Alcmeon – entre a imediatez do conhecimento divino e a conjeturalidade do humano. Nessa negação da transparência da realidade, um paradigma indiciário de fato operante em esferas de atividades muito diferentes encontrava implícita legitimação. Os médicos, os historiadores, os políticos, os oleiros, os carpinteiros, os marinheiros, os caçadores, os pescadores, as mulheres são apenas algumas entre as categorias que operavam, para os gregos, no vasto território do saber conjetural. Mas esse paradigma permaneceu implícito – esmagou-o o prestigioso (e socialmente mais elevado) modelo de conhecimento elaborado por Platão.
(Adaptado de GINZBURG, Carlo. Sinais. Raízes de um paradigma indiciário.
Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 154- 155)
Levando em conta a norma culta da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
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(Adaptado de GINZBURG, Carlo. Sinais. Raízes de um paradigma indiciário.
Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 154- 155)
A frase que respeita completamente o padrão culto da Língua é:
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Uma diagnose de traumatismo craniano, formulada a partir de um estrabismo bilateral, podia ser encontrada num tratado de arte divinatória mesopotâmico. De um modo geral, isso explica como apareceu historicamente uma constelação de disciplinas centradas na decifração de signos de vários tipos, dos sintomas às escritas. Passando das civilizações mesopotâmicas para a Grécia, essa constelação alterou profundamente um de seus traços. O corpo, a linguagem e a história dos homens foram submetidos pela primeira vez a investigações sem preconceitos, que, por princípio, excluíam a intervenção divina. Dessa virada decisiva, que caracterizou a cultura da polis, nós somos, como é óbvio, ainda herdeiros. Menos óbvio é o fato de que nessa virada um papel de primeiro plano tenha sido desempenhado por um paradigma definível como semiótico ou indiciário. Isso é particularmente evidente no caso da medicina hipocrática, que definiu seus métodos refletindo sobre a noção decisiva de sintoma (semeion). Apenas observando atentamente e registrando com extrema minúcia todos os sintomas – afirmavam os hipocráticos – é possível elaborar “histórias” precisas de cada doença: a doença é, em si, inatingível. Essa insistência na natureza indiciária da medicina inspirava-se, com todas as probabilidades, na contraposição – enunciada pelo médico pitagórico Alcmeon – entre a imediatez do conhecimento divino e a conjeturalidade do humano. Nessa negação da transparência da realidade, um paradigma indiciário de fato operante em esferas de atividades muito diferentes encontrava implícita legitimação. Os médicos, os historiadores, os políticos, os oleiros, os carpinteiros, os marinheiros, os caçadores, os pescadores, as mulheres são apenas algumas entre as categorias que operavam, para os gregos, no vasto território do saber conjetural. Mas esse paradigma permaneceu implícito – esmagou-o o prestigioso (e socialmente mais elevado) modelo de conhecimento elaborado por Platão.
(Adaptado de GINZBURG, Carlo. Sinais. Raízes de um paradigma indiciário.
Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 154- 155)
A frase que está redigida totalmente em conformidade com a norma culta da Língua Portuguesa é:
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Uma diagnose de traumatismo craniano, formulada a partir de um estrabismo bilateral, podia ser encontrada num tratado de arte divinatória mesopotâmico. De um modo geral, isso explica como apareceu historicamente uma constelação de disciplinas centradas na decifração de signos de vários tipos, dos sintomas às escritas. Passando das civilizações mesopotâmicas para a Grécia, essa constelação alterou profundamente um de seus traços. O corpo, a linguagem e a história dos homens foram submetidos pela primeira vez a investigações sem preconceitos, que, por princípio, excluíam a intervenção divina. Dessa virada decisiva, que caracterizou a cultura da polis, nós somos, como é óbvio, ainda herdeiros. Menos óbvio é o fato de que nessa virada um papel de primeiro plano tenha sido desempenhado por um paradigma definível como semiótico ou indiciário. Isso é particularmente evidente no caso da medicina hipocrática, que definiu seus métodos refletindo sobre a noção decisiva de sintoma (semeion). Apenas observando atentamente e registrando com extrema minúcia todos os sintomas – afirmavam os hipocráticos – é possível elaborar “histórias” precisas de cada doença: a doença é, em si, inatingível. Essa insistência na natureza indiciária da medicina inspirava-se, com todas as probabilidades, na contraposição – enunciada pelo médico pitagórico Alcmeon – entre a imediatez do conhecimento divino e a conjeturalidade do humano. Nessa negação da transparência da realidade, um paradigma indiciário de fato operante em esferas de atividades muito diferentes encontrava implícita legitimação. Os médicos, os historiadores, os políticos, os oleiros, os carpinteiros, os marinheiros, os caçadores, os pescadores, as mulheres são apenas algumas entre as categorias que operavam, para os gregos, no vasto território do saber conjetural. Mas esse paradigma permaneceu implícito – esmagou-o o prestigioso (e socialmente mais elevado) modelo de conhecimento elaborado por Platão.
(Adaptado de GINZBURG, Carlo. Sinais. Raízes de um paradigma indiciário.
Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 154- 155)
Considerados o contexto e a norma culta da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
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(Adaptado de GINZBURG, Carlo. Sinais. Raízes de um paradigma indiciário.
Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 154- 155)
Os recursos de pontuação empregados no texto autorizam o seguinte comentário:
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Uma diagnose de traumatismo craniano, formulada a partir de um estrabismo bilateral, podia ser encontrada num tratado de arte divinatória mesopotâmico. De um modo geral, isso explica como apareceu historicamente uma constelação de disciplinas centradas na decifração de signos de vários tipos, dos sintomas às escritas. Passando das civilizações mesopotâmicas para a Grécia, essa constelação alterou profundamente um de seus traços. O corpo, a linguagem e a história dos homens foram submetidos pela primeira vez a investigações sem preconceitos, que, por princípio, excluíam a intervenção divina. Dessa virada decisiva, que caracterizou a cultura da polis, nós somos, como é óbvio, ainda herdeiros. Menos óbvio é o fato de que nessa virada um papel de primeiro plano tenha sido desempenhado por um paradigma definível como semiótico ou indiciário. Isso é particularmente evidente no caso da medicina hipocrática, que definiu seus métodos refletindo sobre a noção decisiva de sintoma (semeion). Apenas observando atentamente e registrando com extrema minúcia todos os sintomas – afirmavam os hipocráticos – é possível elaborar “histórias” precisas de cada doença: a doença é, em si, inatingível. Essa insistência na natureza indiciária da medicina inspirava-se, com todas as probabilidades, na contraposição – enunciada pelo médico pitagórico Alcmeon – entre a imediatez do conhecimento divino e a conjeturalidade do humano. Nessa negação da transparência da realidade, um paradigma indiciário de fato operante em esferas de atividades muito diferentes encontrava implícita legitimação. Os médicos, os historiadores, os políticos, os oleiros, os carpinteiros, os marinheiros, os caçadores, os pescadores, as mulheres são apenas algumas entre as categorias que operavam, para os gregos, no vasto território do saber conjetural. Mas esse paradigma permaneceu implícito – esmagou-o o prestigioso (e socialmente mais elevado) modelo de conhecimento elaborado por Platão.
(Adaptado de GINZBURG, Carlo. Sinais. Raízes de um paradigma indiciário.
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Considerando o contexto e a norma culta da Língua, afirma-se corretamente que
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(Adaptado de GINZBURG, Carlo. Sinais. Raízes de um paradigma indiciário.
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Na norma culta da Língua Portuguesa, é correta a seguinte equivalência entre formas da voz ativa e da voz passiva:
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(Adaptado de GINZBURG, Carlo. Sinais. Raízes de um paradigma indiciário.
Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 154- 155)
Essa insistência na natureza indiciária da medicina inspirava-se na contraposição – enunciada pelo médico pitagórico Alcmeon – entre a imediatez do conhecimento divino e a conjeturalidade do humano.
O trecho acima está correto e claramente reescrito em:
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Atenção: A questão baseia-se no texto a seguir.
Uma diagnose de traumatismo craniano, formulada a partir de um estrabismo bilateral, podia ser encontrada num tratado de arte divinatória mesopotâmico. De um modo geral, isso explica como apareceu historicamente uma constelação de disciplinas centradas na decifração de signos de vários tipos, dos sintomas às escritas. Passando das civilizações mesopotâmicas para a Grécia, essa constelação alterou profundamente um de seus traços. O corpo, a linguagem e a história dos homens foram submetidos pela primeira vez a investigações sem preconceitos, que, por princípio, excluíam a intervenção divina. Dessa virada decisiva, que caracterizou a cultura da polis, nós somos, como é óbvio, ainda herdeiros. Menos óbvio é o fato de que nessa virada um papel de primeiro plano tenha sido desempenhado por um paradigma definível como semiótico ou indiciário. Isso é particularmente evidente no caso da medicina hipocrática, que definiu seus métodos refletindo sobre a noção decisiva de sintoma (semeion). Apenas observando atentamente e registrando com extrema minúcia todos os sintomas – afirmavam os hipocráticos – é possível elaborar “histórias” precisas de cada doença: a doença é, em si, inatingível. Essa insistência na natureza indiciária da medicina inspirava-se, com todas as probabilidades, na contraposição – enunciada pelo médico pitagórico Alcmeon – entre a imediatez do conhecimento divino e a conjeturalidade do humano. Nessa negação da transparência da realidade, um paradigma indiciário de fato operante em esferas de atividades muito diferentes encontrava implícita legitimação. Os médicos, os historiadores, os políticos, os oleiros, os carpinteiros, os marinheiros, os caçadores, os pescadores, as mulheres são apenas algumas entre as categorias que operavam, para os gregos, no vasto território do saber conjetural. Mas esse paradigma permaneceu implícito – esmagou-o o prestigioso (e socialmente mais elevado) modelo de conhecimento elaborado por Platão.
(Adaptado de GINZBURG, Carlo. Sinais. Raízes de um paradigma indiciário.
Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 154- 155)
O texto autoriza afirmar que
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