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Atenção: As questões de números 1 a 9 baseiam-se no texto apresentado abaixo.
Apontadas como a solução técnica para que o potencial hidrelétrico da região amazônica possa ser aproveitado com poucos danos ambientais, as chamadas usinas a “fio d’água”, que têm reservatórios reduzidos, estão sendo criticadas por alguns engenheiros justamente pelo fato de armazenarem pouca água. Para esses especialistas, o maior trunfo ambiental desse tipo de hidrelétrica, que é o baixo nível de alagamento, é também um problema do ponto de vista energético, já que essas usinas não conseguem formar estoques substanciais de água, diminuindo, em muito, a capacidade de gerar energia em períodos de seca.
Essa técnica começou a ser debatida mais intensamente durante o processo de licenciamento ambiental das usinas do rio Madeira. O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas. Considerando que a maior parte das usinas hidrelétricas deverá ser instalada na Região Norte – que é mais sensível do ponto de vista ambiental –, a tendência desses projetos é de terem também reservatórios diminutos. Segundo o diretor de uma construtora, a redução dos reservatórios fará com que o Brasil fique mais dependente das usinas termoelétricas, uma vez que as futuras usinas terão pouca capacidade de geração na seca. Ele ressalta ainda que, com grandes reservatórios, a operação do sistema tem mais margem de manobra, já que a geração das usinas pode ser aumentada ou reduzida, dependendo das necessidades do momento.
Defensor das hidrelétricas como fonte de energia, um dos diretores do Ibama avalia que reservatórios de maior porte só são justificáveis se, comprovadamente, a relação custo-benefício para a sociedade for compensadora. Para outro consultor, é a própria formação geográfica do Norte do País – próxima fronteira hidrelétrica a ser explorada – que faz com que as usinas com pequenos reservatórios sejam uma tendência na região. Segundo ele, as usinas mais antigas, nas regiões Sul e Sudeste, beneficiaram-se do fato de o relevo ser mais montanhoso. Já na Região Norte, onde predominam as planícies, a construção de grandes barragens inundaria grandes áreas. Além disso, como os rios amazônicos têm grandes volumes de água, não seria simples construir barragens capazes de armazenar a vazão na época das cheias.
(Adaptado de Leonardo Goy. O Estado de S. Paulo, B12, 16 de março de 2008)
O sentido da última afirmativa do texto está transposto, com outras palavras, em:
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Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que segue.
Macacos intelectuais
A partir de estudos realizados com primatas não-humanos, publicados nos anos 60, a defesa dogmática de que a inteligência seria um dom exclusivo do Homo sapiens tornou-se insustentável. Entender a inteligência de que tanto nos orgulhamos como resultado de milhões de anos de seleção natural obedece à lógica evolutiva, visto que a evolução não cria características especiais para favorecer ou prejudicar nenhuma espécie. Como atestam os dinossauros, a natureza é madrasta impiedosa.
De onde emergiu a consciência humana?
A resposta é bem simples: da consciência dos animais. Não há justificativa para considerá-la como propriedade exclusiva da espécie humana, respondeu Ernst Mayr, o biólogo mais influente do século passado. Aceita essa premissa, na última década, o foco da primatologia se deslocou para o estudo das características únicas dos seres humanos. Afinal, não se tem notícia de outros animais que componham sinfonias ou resolvam equações de segundo grau.
Para alguns, nossa capacidade de trocar a recompensa imediata por outra futura (sem a qual nem sequer iríamos à escola) é que nos diferencia de animais mais impulsivos. Outros argumentam que a paciência necessária para aguardar resultados mais promissores também tem raízes evolutivas, e que, em certas situações experimentais, somos mais imediatistas do que os chimpanzés. Embora chimpanzés possam dar manifestações incontestáveis de paciência para aguardar resultados de suas ações, entre eles falta uma típica característica humana: o altruísmo desinteressado. Há evidências claras da existência de comportamentos cooperativos e de altruísmo em outras espécies, mas eles estão sempre associados a interesses de reciprocidade. O verdadeiro altruísmo parece exigir níveis elevados de cognição, que envolvem a capacidade de decifrar o estado mental do outro.
(Adaptado de Dráusio Varela, Folha de S. Paulo)
No último parágrafo, o paralelo estabelecido entre chimpanzés e homens concorre para atestar o fato de que
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Atenção: As questões de números 10 a 20 baseiam-se no texto apresentado abaixo.
O nosso planeta azul vive um paradoxo dramático: embora dois terços da Terra sejam cobertos de água, uma em cada três pessoas não dispõe desse líquido em quantidade suficiente para atender às suas necessidades básicas. Se o padrão atual de aumento de consumo for mantido, calcula-se que essa proporção subirá para dois terços da população mundial em 2050. A explicação para o paradoxo é a seguinte: a água é um recurso natural renovável pelo ciclo natural de evaporação-chuva e distribuído com fartura na maior parte da superfície do planeta. Acontece que a ação humana afetou de forma decisiva a renovação dos recursos hídricos. Em certas regiões, como o norte da China, o oeste dos Estados Unidos e o Lago Chade, na África, a água vem sendo consumida em ritmo mais rápido do que pode ser renovada. Estima-se que 50% dos rios do mundo estejam poluídos por esgotos, dejetos industriais e agrotóxicos, e 30% das maiores bacias hidrográficas tenham perdido mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água.
Nos últimos 100 anos, a população mundial quadruplicou, enquanto a demanda por água se multiplicou por oito. Apenas 1% de toda a água existente no planeta é apropriada para beber ou para ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e do alto das montanhas. Administrar essa cota de água doce já deveria despertar preocupação similar à existente em relação à gasolina. Não é o que acontece. Em tese isso faz sentido, pois a água é mais abundante e barata do que o petróleo, com a vantagem de ser um recurso renovável. O petróleo, no entanto, pode ser trocado por outras fontes de energia. Já a água é insubstituível.
Pouca gente nota, mas a água tornou-se um dos produtos mais presentes no comércio global. Países com poucos recursos hídricos, como a China, compensam a escassez importando a “água virtual” embutida em produtos agrícolas e industriais. Calcula-se que sejam necessárias dez toneladas de água para produzir o equivalente a dois dólares em trigo e a mesma quantidade do recurso natural, em média, para obter um produto industrializado de 140 dólares. Como se gasta mais na irrigação do que nas fábricas, em proporção ao valor final do produto, pode valer mais a pena para um país importar alimentos e concentrar suas forças na indústria.
(Adaptado de Diogo Schelp. Veja. 30 de janeiro de 2008, p. 87-89)
Já a água é insubstituível. (final do 2º parágrafo)
O sentido introduzido no contexto pela frase acima é de
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Atenção: As questões de números 1 a 9 baseiam-se no texto apresentado abaixo.
Apontadas como a solução técnica para que o potencial hidrelétrico da região amazônica possa ser aproveitado com poucos danos ambientais, as chamadas usinas a “fio d’água”, que têm reservatórios reduzidos, estão sendo criticadas por alguns engenheiros justamente pelo fato de armazenarem pouca água. Para esses especialistas, o maior trunfo ambiental desse tipo de hidrelétrica, que é o baixo nível de alagamento, é também um problema do ponto de vista energético, já que essas usinas não conseguem formar estoques substanciais de água, diminuindo, em muito, a capacidade de gerar energia em períodos de seca.
Essa técnica começou a ser debatida mais intensamente durante o processo de licenciamento ambiental das usinas do rio Madeira. O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas. Considerando que a maior parte das usinas hidrelétricas deverá ser instalada na Região Norte – que é mais sensível do ponto de vista ambiental –, a tendência desses projetos é de terem também reservatórios diminutos. Segundo o diretor de uma construtora, a redução dos reservatórios fará com que o Brasil fique mais dependente das usinas termoelétricas, uma vez que as futuras usinas terão pouca capacidade de geração na seca. Ele ressalta ainda que, com grandes reservatórios, a operação do sistema tem mais margem de manobra, já que a geração das usinas pode ser aumentada ou reduzida, dependendo das necessidades do momento.
Defensor das hidrelétricas como fonte de energia, um dos diretores do Ibama avalia que reservatórios de maior porte só são justificáveis se, comprovadamente, a relação custo-benefício para a sociedade for compensadora. Para outro consultor, é a própria formação geográfica do Norte do País – próxima fronteira hidrelétrica a ser explorada – que faz com que as usinas com pequenos reservatórios sejam uma tendência na região. Segundo ele, as usinas mais antigas, nas regiões Sul e Sudeste, beneficiaram-se do fato de o relevo ser mais montanhoso. Já na Região Norte, onde predominam as planícies, a construção de grandes barragens inundaria grandes áreas. Além disso, como os rios amazônicos têm grandes volumes de água, não seria simples construir barragens capazes de armazenar a vazão na época das cheias.
(Adaptado de Leonardo Goy. O Estado de S. Paulo, B12, 16 de março de 2008)
A operação do sistema energético tem maior flexibilidade com os grandes reservatórios.
Os grandes reservatórios aumentaram a segurança energética do país.
A geração de energia das usinas pode ser controlada de acordo com as necessidades do momento.
As frases acima articulam-se em um só período, com clareza, lógica e correção, da seguinte maneira:
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Atenção: As questões de números 10 a 20 baseiam-se no texto apresentado abaixo.
O nosso planeta azul vive um paradoxo dramático: embora dois terços da Terra sejam cobertos de água, uma em cada três pessoas não dispõe desse líquido em quantidade suficiente para atender às suas necessidades básicas. Se o padrão atual de aumento de consumo for mantido, calcula-se que essa proporção subirá para dois terços da população mundial em 2050. A explicação para o paradoxo é a seguinte: a água é um recurso natural renovável pelo ciclo natural de evaporação-chuva e distribuído com fartura na maior parte da superfície do planeta. Acontece que a ação humana afetou de forma decisiva a renovação dos recursos hídricos. Em certas regiões, como o norte da China, o oeste dos Estados Unidos e o Lago Chade, na África, a água vem sendo consumida em ritmo mais rápido do que pode ser renovada. Estima-se que 50% dos rios do mundo estejam poluídos por esgotos, dejetos industriais e agrotóxicos, e 30% das maiores bacias hidrográficas tenham perdido mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água.
Nos últimos 100 anos, a população mundial quadruplicou, enquanto a demanda por água se multiplicou por oito. Apenas 1% de toda a água existente no planeta é apropriada para beber ou para ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e do alto das montanhas. Administrar essa cota de água doce já deveria despertar preocupação similar à existente em relação à gasolina. Não é o que acontece. Em tese isso faz sentido, pois a água é mais abundante e barata do que o petróleo, com a vantagem de ser um recurso renovável. O petróleo, no entanto, pode ser trocado por outras fontes de energia. Já a água é insubstituível.
Pouca gente nota, mas a água tornou-se um dos produtos mais presentes no comércio global. Países com poucos recursos hídricos, como a China, compensam a escassez importando a “água virtual” embutida em produtos agrícolas e industriais. Calcula-se que sejam necessárias dez toneladas de água para produzir o equivalente a dois dólares em trigo e a mesma quantidade do recurso natural, em média, para obter um produto industrializado de 140 dólares. Como se gasta mais na irrigação do que nas fábricas, em proporção ao valor final do produto, pode valer mais a pena para um país importar alimentos e concentrar suas forças na indústria.
(Adaptado de Diogo Schelp. Veja. 30 de janeiro de 2008, p. 87-89)
... importando a "água virtual" embutida em produtos agrícolas e industriais. (3º parágrafo)
O emprego das aspas na expressão acima
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Atenção: As questões de números 10 a 20 baseiam-se no texto apresentado abaixo.
O nosso planeta azul vive um paradoxo dramático: embora dois terços da Terra sejam cobertos de água, uma em cada três pessoas não dispõe desse líquido em quantidade suficiente para atender às suas necessidades básicas. Se o padrão atual de aumento de consumo for mantido, calcula-se que essa proporção subirá para dois terços da população mundial em 2050. A explicação para o paradoxo é a seguinte: a água é um recurso natural renovável pelo ciclo natural de evaporação-chuva e distribuído com fartura na maior parte da superfície do planeta. Acontece que a ação humana afetou de forma decisiva a renovação dos recursos hídricos. Em certas regiões, como o norte da China, o oeste dos Estados Unidos e o Lago Chade, na África, a água vem sendo consumida em ritmo mais rápido do que pode ser renovada. Estima-se que 50% dos rios do mundo estejam poluídos por esgotos, dejetos industriais e agrotóxicos, e 30% das maiores bacias hidrográficas tenham perdido mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água.
Nos últimos 100 anos, a população mundial quadruplicou, enquanto a demanda por água se multiplicou por oito. Apenas 1% de toda a água existente no planeta é apropriada para beber ou para ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e do alto das montanhas. Administrar essa cota de água doce já deveria despertar preocupação similar à existente em relação à gasolina. Não é o que acontece. Em tese isso faz sentido, pois a água é mais abundante e barata do que o petróleo, com a vantagem de ser um recurso renovável. O petróleo, no entanto, pode ser trocado por outras fontes de energia. Já a água é insubstituível.
Pouca gente nota, mas a água tornou-se um dos produtos mais presentes no comércio global. Países com poucos recursos hídricos, como a China, compensam a escassez importando a “água virtual” embutida em produtos agrícolas e industriais. Calcula-se que sejam necessárias dez toneladas de água para produzir o equivalente a dois dólares em trigo e a mesma quantidade do recurso natural, em média, para obter um produto industrializado de 140 dólares. Como se gasta mais na irrigação do que nas fábricas, em proporção ao valor final do produto, pode valer mais a pena para um país importar alimentos e concentrar suas forças na indústria.
(Adaptado de Diogo Schelp. Veja. 30 de janeiro de 2008, p. 87-89)
A referência no texto às porcentagens de rios poluídos e de redução de florestas comprova
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Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que segue.
Macacos intelectuais
A partir de estudos realizados com primatas não-humanos, publicados nos anos 60, a defesa dogmática de que a inteligência seria um dom exclusivo do Homo sapiens tornou-se insustentável. Entender a inteligência de que tanto nos orgulhamos como resultado de milhões de anos de seleção natural obedece à lógica evolutiva, visto que a evolução não cria características especiais para favorecer ou prejudicar nenhuma espécie. Como atestam os dinossauros, a natureza é madrasta impiedosa.
De onde emergiu a consciência humana?
A resposta é bem simples: da consciência dos animais. Não há justificativa para considerá-la como propriedade exclusiva da espécie humana, respondeu Ernst Mayr, o biólogo mais influente do século passado. Aceita essa premissa, na última década, o foco da primatologia se deslocou para o estudo das características únicas dos seres humanos. Afinal, não se tem notícia de outros animais que componham sinfonias ou resolvam equações de segundo grau.
Para alguns, nossa capacidade de trocar a recompensa imediata por outra futura (sem a qual nem sequer iríamos à escola) é que nos diferencia de animais mais impulsivos. Outros argumentam que a paciência necessária para aguardar resultados mais promissores também tem raízes evolutivas, e que, em certas situações experimentais, somos mais imediatistas do que os chimpanzés. Embora chimpanzés possam dar manifestações incontestáveis de paciência para aguardar resultados de suas ações, entre eles falta uma típica característica humana: o altruísmo desinteressado. Há evidências claras da existência de comportamentos cooperativos e de altruísmo em outras espécies, mas eles estão sempre associados a interesses de reciprocidade. O verdadeiro altruísmo parece exigir níveis elevados de cognição, que envolvem a capacidade de decifrar o estado mental do outro.
(Adaptado de Dráusio Varela, Folha de S. Paulo)
No primeiro parágrafo, o autor afirma que a evolução não cria características especiais para favorecer ou prejudicar nenhuma espécie a fim de justificar
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Atenção: As questões de números 10 a 20 baseiam-se no texto apresentado abaixo.
O nosso planeta azul vive um paradoxo dramático: embora dois terços da Terra sejam cobertos de água, uma em cada três pessoas não dispõe desse líquido em quantidade suficiente para atender às suas necessidades básicas. Se o padrão atual de aumento de consumo for mantido, calcula-se que essa proporção subirá para dois terços da população mundial em 2050. A explicação para o paradoxo é a seguinte: a água é um recurso natural renovável pelo ciclo natural de evaporação-chuva e distribuído com fartura na maior parte da superfície do planeta. Acontece que a ação humana afetou de forma decisiva a renovação dos recursos hídricos. Em certas regiões, como o norte da China, o oeste dos Estados Unidos e o Lago Chade, na África, a água vem sendo consumida em ritmo mais rápido do que pode ser renovada. Estima-se que 50% dos rios do mundo estejam poluídos por esgotos, dejetos industriais e agrotóxicos, e 30% das maiores bacias hidrográficas tenham perdido mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água.
Nos últimos 100 anos, a população mundial quadruplicou, enquanto a demanda por água se multiplicou por oito. Apenas 1% de toda a água existente no planeta é apropriada para beber ou para ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e do alto das montanhas. Administrar essa cota de água doce já deveria despertar preocupação similar à existente em relação à gasolina. Não é o que acontece. Em tese isso faz sentido, pois a água é mais abundante e barata do que o petróleo, com a vantagem de ser um recurso renovável. O petróleo, no entanto, pode ser trocado por outras fontes de energia. Já a água é insubstituível.
Pouca gente nota, mas a água tornou-se um dos produtos mais presentes no comércio global. Países com poucos recursos hídricos, como a China, compensam a escassez importando a “água virtual” embutida em produtos agrícolas e industriais. Calcula-se que sejam necessárias dez toneladas de água para produzir o equivalente a dois dólares em trigo e a mesma quantidade do recurso natural, em média, para obter um produto industrializado de 140 dólares. Como se gasta mais na irrigação do que nas fábricas, em proporção ao valor final do produto, pode valer mais a pena para um país importar alimentos e concentrar suas forças na indústria.
(Adaptado de Diogo Schelp. Veja. 30 de janeiro de 2008, p. 87-89)
A frase inteiramente correta e com clareza de sentido é:
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O nosso planeta azul vive um paradoxo dramático: embora dois terços da Terra sejam cobertos de água, uma em cada três pessoas não dispõe desse líquido em quantidade suficiente para atender às suas necessidades básicas. Se o padrão atual de aumento de consumo for mantido, calcula-se que essa proporção subirá para dois terços da população mundial em 2050. A explicação para o paradoxo é a seguinte: a água é um recurso natural renovável pelo ciclo natural de evaporação-chuva e distribuído com fartura na maior parte da superfície do planeta. Acontece que a ação humana afetou de forma decisiva a renovação dos recursos hídricos. Em certas regiões, como o norte da China, o oeste dos Estados Unidos e o Lago Chade, na África, a água vem sendo consumida em ritmo mais rápido do que pode ser renovada. Estima-se que 50% dos rios do mundo estejam poluídos por esgotos, dejetos industriais e agrotóxicos, e 30% das maiores bacias hidrográficas tenham perdido mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água.
Nos últimos 100 anos, a população mundial quadruplicou, enquanto a demanda por água se multiplicou por oito. Apenas 1% de toda a água existente no planeta é apropriada para beber ou para ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e do alto das montanhas. Administrar essa cota de água doce já deveria despertar preocupação similar à existente em relação à gasolina. Não é o que acontece. Em tese isso faz sentido, pois a água é mais abundante e barata do que o petróleo, com a vantagem de ser um recurso renovável. O petróleo, no entanto, pode ser trocado por outras fontes de energia. Já a água é insubstituível.
Pouca gente nota, mas a água tornou-se um dos produtos mais presentes no comércio global. Países com poucos recursos hídricos, como a China, compensam a escassez importando a “água virtual” embutida em produtos agrícolas e industriais. Calcula-se que sejam necessárias dez toneladas de água para produzir o equivalente a dois dólares em trigo e a mesma quantidade do recurso natural, em média, para obter um produto industrializado de 140 dólares. Como se gasta mais na irrigação do que nas fábricas, em proporção ao valor final do produto, pode valer mais a pena para um país importar alimentos e concentrar suas forças na indústria.
(Adaptado de Diogo Schelp. Veja. 30 de janeiro de 2008, p. 87-89)
A concordância verbo-nominal está inteiramente correta na frase:
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Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que segue.
Macacos intelectuais
A partir de estudos realizados com primatas não-humanos, publicados nos anos 60, a defesa dogmática de que a inteligência seria um dom exclusivo do Homo sapiens tornou-se insustentável. Entender a inteligência de que tanto nos orgulhamos como resultado de milhões de anos de seleção natural obedece à lógica evolutiva, visto que a evolução não cria características especiais para favorecer ou prejudicar nenhuma espécie. Como atestam os dinossauros, a natureza é madrasta impiedosa.
De onde emergiu a consciência humana?
A resposta é bem simples: da consciência dos animais. Não há justificativa para considerá-la como propriedade exclusiva da espécie humana, respondeu Ernst Mayr, o biólogo mais influente do século passado. Aceita essa premissa, na última década, o foco da primatologia se deslocou para o estudo das características únicas dos seres humanos. Afinal, não se tem notícia de outros animais que componham sinfonias ou resolvam equações de segundo grau.
Para alguns, nossa capacidade de trocar a recompensa imediata por outra futura (sem a qual nem sequer iríamos à escola) é que nos diferencia de animais mais impulsivos. Outros argumentam que a paciência necessária para aguardar resultados mais promissores também tem raízes evolutivas, e que, em certas situações experimentais, somos mais imediatistas do que os chimpanzés. Embora chimpanzés possam dar manifestações incontestáveis de paciência para aguardar resultados de suas ações, entre eles falta uma típica característica humana: o altruísmo desinteressado. Há evidências claras da existência de comportamentos cooperativos e de altruísmo em outras espécies, mas eles estão sempre associados a interesses de reciprocidade. O verdadeiro altruísmo parece exigir níveis elevados de cognição, que envolvem a capacidade de decifrar o estado mental do outro.
(Adaptado de Dráusio Varela, Folha de S. Paulo)
NÃO admite transposição para a voz passiva a construção verbal da seguinte frase:
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