Acerca dos acidentes com animais peçonhentos, julgue os itens a seguir.
Apesar de não haver protocolo específico, em geral não se usa gelo, heparina e torniquetes, apenas soro diluído em solução salina normal (500 mL a 1.000 mL) com infusão lenta e corticosteroides.
O acompanhamento desse paciente não deve contemplar a estratégia de redução de danos, pois esta reconhece que a continuidade do consumo de álcool não permite a integração do indívíduo na comunidade.
Além do acompanhamento de um médico clínico, é importante uma avaliação psiquiátrica desse paciente, considerando-se a sua história clínica e a presença de comorbidade psiquiátrica para quem faz uso crônico de álcool.
Considerando-se a resposta dada pelo paciente ao enfermeiro durante a entrevista do acolhimento e os relatos da esposa, é correto afirmar que esse paciente utiliza como mecanismos de defesa a regressão e a projeção.
Risco de infecção relacionada à desnutrição e à condição imune alterada e déficit de conhecimento dos efeitos do abuso de drogas sobre o seu corpo, relacionado à não percepção de problemas com drogas, são diagnósticos de enfermagem identificados na situação apresentada.
Os sintomas referidos pelo paciente e por sua esposa estão associados às síndromes de intoxicação alcoólica, um problema relevante para a saúde pública no Brasil, principalmente pela insuficiência de leitos em emergências e clínicas médicas dos hospitais gerais.
Nessa situação clínica, os grupos de autoajuda, como os alcoólicos anônimos, não teriam nenhum efeito coadjuvante no tratamento e na recuperação do paciente, considerando o comprometimento físico e o social já apresentados por ele.
O dissulfiram — medicação que vem sendo utilizada na prática clínica para o tratamento do alcoolista — poderia ser prescrito a esse paciente, sem o seu conhecimento, desde que autorizado pela esposa.
A vacina contra hepatite C, uma das medidas preventivas primárias contra a doença e que visa à redução do risco para sua disseminação, poderia ter sido administrada a essa paciente.
As transaminases elevadas são sugestivas de hepatite aguda viral. No caso de o RNA-VHCA se manter por mais de seis meses após a infecção, estará caracterizada a infecção crônica, com risco aumentado de doença hepática crônica — incluindo a cirrose e o hepatocarcinoma —, o que requer monitoramento rigoroso, quando da internação, e cuidado a domicílio.