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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Poucos nomes na história da ciência são tão celebrados quanto Darwin. O que Galileu, Newton e Einstein representam para a física, Dalton e Lavoisier para a química, Darwin representa para a biologia. Antes dele, não havia explicações plausíveis para a incrível diversidade da vida que vemos na natureza, de micróbios unicelulares, plantas e peixes aos insetos, aves e mamíferos. No mundo ocidental, a explicação aceita era bíblica: Deus criou a vegetação no terceiro dia, os peixes e as aves no quinto, e os animais terrestres e o homem no sexto. Mesmo que fósseis de animais estranhos (leia-se dinossauros e mamíferos terrestres agigantados) fossem conhecidos, o argumento para a sua ausência invocava o Dilúvio e a Arca de Noé. Pelo jeito, os monstros não foram bem recebidos no grande barco. Talvez alguns teólogos oferecessem razões mais sofisticadas, mas essa era a opinião de muitos.
De todas as suas características, ....... que Darwin mais celebrava eram a meticulosidade e a capacidade de perceber detalhes quando outros não ....... viam. Quando jovem, atravessou o mundo no navio Beagle, colhendo espécies diversas da flora, observando o comportamento da fauna local, colecionando fatos e anotações. Ficou muito impressionado com a beleza do Brasil.
Sua curiosidade pela riqueza com que a vida se manifestava à sua volta e a paixão pelo conhecimento davam-....... a infinita paciência para observar as menores variações dentre espécies de acordo com o ambiente e o clima, a importância da geologia na determinação das espécies de uma região, a complexa relação entre a flora e a fauna.
Profundamente influenciado pelo geólogo Charles Lyell, que considerava seu mentor, Darwin aos poucos percebeu que tal riqueza nas espécies só poderia ser possível se pequenas variações ocorressem ao longo de enormes intervalos de tempo. A filosofia de Lyell pregava que as rochas terrestres representam a sua longa história, registrando nas suas propriedades as várias transformações que sofreram ao longo dos milênios. Os mesmos processos que sofreram no passado continuam ativos no presente. A partir de suas meticulosas observações, Darwin concluiu que algo semelhante ocorria com os seres vivos; eles também sofriam pequenas modificações ao longo do tempo.
As que facilitavam a sua sobrevivência seriam passadas de prole em prole mais eficientemente, enquanto que aquelas que dificultavam a sobrevivência dos animais seriam aos poucos . Com isso, após muitas gerações, a espécie como um todo se alteraria, tornando-se gradualmente de seus ancestrais. A funcionalidade dos bicos de certos pássaros, por exemplo, ilustra bem a adaptabilidade de acordo com o ambiente.
Esse processo de seleção natural forneceu, pela primeira vez na história, um mecanismo racional capaz de explicar a multiplicidade da vida e a sua ligação com o passado. O legado de Darwin é, antes de mais nada, uma celebração da liberdade que nos é acessível quando nos dispomos a refletir sobre o mundo em que vivemos.
Adaptado de: GLEISER, M. Celebrando (o estudo d)a vida. Folha de São Paulo. 17 de janeiro de 2009.
Considere as seguintes afirmações sobre o texto.
I - Pelo que se depreende da afirmação Antes dele, não havia explicações plausíveis para a incrível diversidade da vida que vemos na natureza (l. 02-03), não é plausível a explicação bíblica para a criação.
II - A frase Pelo jeito, os monstros não foram bem recebidos no grande barco. (l. 06) expressa uma visão irônica da explicação bíblica.
III - Depreende-se do texto que alguns teólogos forneciam explicações racionais sobre a multiplicidade das espécies.
IV - A importância de Darwin não está somente no desenvolvimento da teoria da seleção natural, mas na proposição de uma abordagem científica da natureza.
Quais estão corretas?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Uma em cada 4 pessoas usam a internet no mundo tem uma conta no Facebook. Esse meio bilhão de pessoas publicam 14 milhões de fotos diariamente. Os 100 milhões de usuários do Twitter postam 2 bilhões de mensagens por mês. Dê um google no nome de alguém e os tweets dele vão estar lá. Pesquisadores cunham termos bonitos como a "era da hipertransparência" para tentar falar que há xeretas e exibicionistas demais hoje.
E a maior rede social do planeta deu um passo grande rumo à tal hipertransparência: em maio, o Facebook mudou as regras sobre o quanto que estranhos podem saber da sua vida. "Estamos construindo uma internet padrão é ser sociável", decretou Mark Zuckerberg, criador e presidente do site, ao anunciar as mudanças. Utopia sociológica à parte, interessa para ele que usuários de seu serviço possam ser encontrados com mais facilidade. Se você não está no Facebook e encontra aquele amor antigo da escola ali, tende a entrar para a rede social. E, quanto mais gente lá(I), mais Zuckerberg pode faturar com publicidade.
As mudanças, de cara, parecem bem sutis. Antes, não dava para ver a foto de perfil ou a idade de uma pessoa pesquisada, por exemplo(II). Agora, a não ser que o usuário mude as configurações no braço, um resumo de sua ficha ficará exposto na internet. Não é pouca coisa. Pense em quem teve um término de relacionamento conturbado e quer manter distância de namorados maníacos; ou em um adolescente que mudou de escola por causa de bullying e corre o risco tudo comece de novo se os novos colegas descobrirem isso; em quem sofre de assédio moral no trabalho ou foi testemunha de um crime; em quem não quer que os pais descubram detalhes de sua vida sexual. Para todos eles, qualquer detalhe que o Facebook divulgue(III) pode fazer uma grande diferença.
Não fica nisso. Um dos maiores problemas é que a internet não "esquece" nada. E agora que ela faz parte da vida de praticamente todo mundo há uma década, qualquer vacilo do passado pode causar um problema no presente. Fotos ousadas num fotolog de anos atrás vão complicar você na disputa por um emprego. Uma troca infeliz de scraps no Orkut, como uma discussão com um ex, pode estar ao alcance de qualquer um. As redes sociais baseadas em GPS, como a Fousquare, colocam mais pimenta nesse molho, já que elas mostram num mapa onde os usuários estão a cada momento. Em suma, nunca existiram tantas possibilidades de exposição pública. E sim(IV): sempre vai ter alguém que você não esperava bisbilhotando você.
É natural. O desejo de cavucar a vida alheia existe desde sempre. "Na maior parte da história humana, as pessoas viveram em pequenas tribos todas as pessoas sabiam tudo o que todo mundo fazia. E de alguma forma estamos nos tornando uma vila global. Pode ser que descobriremos que a privacidade, no fim das contas, sempre foi uma anomalia", afirma o professor Thomas W. Malone, do Centro de Estudos de Inteligência Coletiva do MIT.
Seja como for, trata-se de uma anomalia de que todo mundo gosta. E por isso mesmo um movimento ganha cada vez mais força: há uma preocupação maior com a bisbilhotice. Na prática, está acontecendo o contrário do que Zuckerberg imagina. Estamos menos "sociais".
Hoje, a quantidade de dados que as pessoas deixam aberta na rede para todo mundo ver é, por cabeça, bem menor do que há 5, 6 anos. É raro encontrar quem deixe suas fotos escancaradas numa rede social. Scraps públicos no Orkut já são parte de um passado remoto... Um estudo da Universidade da Califórnia mostra essa mudança: os entrevistados disseram tomar mais cuidado com o que postam online hoje do que há 5 anos. Na mesma pesquisa, 88% dos jovens de 18 a 24 anos manifestaram-se a favor de uma lei que forçasse os sites a apagarem informações pessoais depois de algum tempo.
Enquanto não chegam leis concretas, as pessoas reagem por conta própria. Trinta mil usuários cancelaram suas contas no Facebook no dia 31 de maio, para protestar contra aquela mudança na configuração de privacidade. Compare isso com a reação que as pessoas tiveram em 2006, quando o Orkut passou a identificar quem visitava o seu perfil. Não faltaram reações de indignação. "Qual é a graça se não dá mais para espionar a vida dos outros escondido?", perguntavam os usuários.
É difícil imaginar algo assim hoje. Aprendemos a nos comportar na rede como nos comportamos em público. Porque, cada vez mais, estamos mesmo.
Adaptado de: BURGOS, Pedro. O fim do fim da privacidade. Revista Super Interessante - Edição 280, junho de 2010. Disponível em http://super.abril.com.br/tecnologia/fimfim- privacidade-580993.shtm.
Considere as seguintes propostas de reformulação da pontuação do texto.
I - suprimir a vírgula que segue o vocábulo lá
II - substituir o ponto depois de por exemplo por ponto- e- vírgula, com o devido ajuste no emprego de letras maiúsculas e minúsculas.
III - inserir uma vírgula depois de divulgue
IV - substituir os dois pontos que seguem o vocábulo sim por uma vírgula antes e uma depois desse vocábulo
Quais propostas conservam o sentido original e estão corretas do ponto de vista da norma gramatical?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Uma em cada 4 pessoas usam a internet no mundo tem uma conta no Facebook. Esse meio bilhão de pessoas publicam(a) 14 milhões de fotos diariamente. Os 100 milhões de usuários do Twitter postam 2 bilhões de mensagens por mês. Dê um google no nome de alguém e os tweets dele vão estar lá. Pesquisadores cunham termos bonitos como a "era da hipertransparência" para tentar falar que há xeretas e exibicionistas demais hoje.
E a maior rede social do planeta deu um passo grande rumo à tal hipertransparência(b): em maio, o Facebook mudou as regras sobre o quanto que estranhos podem saber da sua vida. "Estamos construindo uma internet padrão é ser sociável", decretou Mark Zuckerberg, criador e presidente do site, ao anunciar as mudanças. Utopia sociológica à parte, interessa para ele que usuários de seu serviço possam ser encontrados com mais facilidade. Se você não está no Facebook e encontra aquele amor antigo da escola ali, tende a entrar para a rede social. E, quanto mais gente lá, mais Zuckerberg pode faturar com publicidade.
As mudanças, de cara, parecem bem sutis. Antes, não dava para ver a foto de perfil ou a idade de uma pessoa pesquisada, por exemplo. Agora, a não ser que o usuário mude as configurações no braço, um resumo de sua ficha ficará exposto na internet. Não é pouca coisa. Pense em quem teve um término de relacionamento conturbado e quer manter distância de namorados maníacos; ou em um adolescente que mudou de escola por causa de bullying e corre o risco tudo comece de novo se os novos colegas descobrirem isso; em quem sofre de assédio moral no trabalho ou foi testemunha de um crime; em quem não quer que os pais descubram detalhes de sua vida sexual. Para todos eles, qualquer detalhe que o Facebook divulgue pode fazer uma grande diferença.
Não fica nisso. Um dos maiores problemas é que a internet não "esquece" nada(c). E agora que ela faz parte da vida de praticamente todo mundo há uma década, qualquer vacilo do passado pode causar um problema no presente. Fotos ousadas num fotolog de anos atrás vão complicar você na disputa por um emprego. Uma troca infeliz de scraps no Orkut, como uma discussão com um ex, pode estar ao alcance de qualquer um. As redes sociais baseadas em GPS, como a Fousquare, colocam mais pimenta nesse molho, já que elas mostram num mapa onde os usuários estão a cada momento. Em suma, nunca existiram tantas possibilidades de exposição pública. E sim: sempre vai ter alguém que você não esperava bisbilhotando você.
É natural. O desejo de cavucar a vida alheia existe desde sempre. "Na maior parte da história humana, as pessoas viveram em pequenas tribos todas as pessoas sabiam tudo o que todo mundo fazia. E de alguma forma estamos nos tornando uma vila global. Pode ser que descobriremos que a privacidade, no fim das contas, sempre foi uma anomalia", afirma o professor Thomas W. Malone, do Centro de Estudos de Inteligência Coletiva do MIT.
Seja como for, trata-se de uma anomalia de que todo mundo gosta. E por isso mesmo um movimento ganha cada vez mais força: há uma preocupação maior com a bisbilhotice. Na prática, está acontecendo o contrário do que Zuckerberg imagina. Estamos menos "sociais".
Hoje, a quantidade de dados que as pessoas deixam aberta(d) na rede para todo mundo ver é, por cabeça, bem menor do que há 5, 6 anos. É raro encontrar quem deixe suas fotos escancaradas numa rede social. Scraps públicos no Orkut já são parte de um passado remoto... Um estudo da Universidade da Califórnia mostra essa mudança: os entrevistados disseram tomar mais cuidado com o que postam online hoje do que há 5 anos. Na mesma pesquisa, 88% dos jovens de 18 a 24 anos manifestaram-se a favor de uma lei que forçasse os sites a apagarem informações pessoais(e) depois de algum tempo.
Enquanto não chegam leis concretas, as pessoas reagem por conta própria. Trinta mil usuários cancelaram suas contas no Facebook no dia 31 de maio, para protestar contra aquela mudança na configuração de privacidade. Compare isso com a reação que as pessoas tiveram em 2006, quando o Orkut passou a identificar quem visitava o seu perfil. Não faltaram reações de indignação. "Qual é a graça se não dá mais para espionar a vida dos outros escondido?", perguntavam os usuários.
É difícil imaginar algo assim hoje. Aprendemos a nos comportar na rede como nos comportamos em público. Porque, cada vez mais, estamos mesmo.
Adaptado de: BURGOS, Pedro. O fim do fim da privacidade. Revista Super Interessante - Edição 280, junho de 2010. Disponível em http://super.abril.com.br/tecnologia/fimfim- privacidade-580993.shtm.
Das alternativas de reescrita dos trechos a seguir apresentadas, assinale a que, se aplicada ao texto, caracterizaria erro, de acordo com a norma gramatical.
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Disciplina: Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)
Banca: UFRGS
Orgão: TJ-RS
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Instrução: A questão refere -se ao texto abaixo.
Nada como a iminência de uma catástrofe ambiental em escala planetária para corrigir os maus hábitos de uma comunidade. Sou do tempo em que leite, refrigerante e cerveja eram vendidos em boas garrafas de vidro, reutilizáveis. Para ir feira ou ao supermercado, as donas de casa utilizavam sacolas de lona. O cafezinho era servido em xícaras de louça. A água era bebida em copos de vidro. Pratos e talheres eram feitos de louça e aço inox. Capa de chuva era confeccionada em gabardine.
Tudo isso ficou fora de moda da noite para o dia com o advento das garrafas pet, das sacolas, dos copos, talheres e até das capas de chuva de plástico – tudo descartável. “Moderno” passou a ser usar uma vez só o que quer que fosse, e jogar fora em seguida. Até bens mais duráveis, como computadores, eletrodomésticos e celulares, tornaram-se nos últimos anos descartáveis. A obsolescência programada se incorporou aos objetos do nosso cotidiano de forma tão natural, que quase nem percebemos.
Felizmente, estamos nos dando conta de que esse modo de vida absurdo, importado acriticamente dos EUA e do Japão, cobra um alto preço da natureza, exaurindo os recursos naturais do planeta e transformando o mundo em que vivemos em um grande lixão. O que até pouco era considerado “antigo”, agora é moderníssimo. A Coca-Cola, por exemplo, já oferece em supermercados e bares garrafas pet reutilizáveis após reciclagem, com um bom desconto no preço do refrigerante. Supermercados estimulam o uso de sacolas de pano. Empresas substituem copos descartáveis por canecas de louça ou vidro e reduzem o consumo interno de papel. Crescem, nos EUA e na Europa, movimentos como os da Simplicidade Voluntária, da Casa Pequena, do Consumo Consciente, e outros, que propõem um novo estilo de vida, baseado na frugalidade, na reciclagem e na sustentabilidade. Moderninha, fashion mesmo, era minha avó.
Os praticantes desta nova filosofia de vida não são new hippies. Também não pretendem acabar com o capitalismo. Não se trata de um retorno nostálgico a Woodstock ou de uma nova utopia regressiva. Nada disso. São pessoas comuns, como eu e você, que, um dia, perceberam que o consumo desenfreado não entrega felicidade prometida pela publicidade. Gente que, com seu trabalho de formiguinha, tenta evitar não apenas o aquecimento global, mas a completa exaustão do planeta.
Felizmente, as novas gerações já estão mais atentas urgência de economizar recursos naturais. Não me surpreenderia se, dentro de alguns anos, comprar e descartar objetos compulsivamente, como ainda fazemos, venha a ser algo tão malvisto socialmente como é hoje o consumo de cigarro ou de drogas. A diferença é que, quando se trata do meio ambiente, as conseqüências de nossos atos atingem a todos. Sem exceção.
Adaptado de: GUARNIER FILHO, Irineu. Fashion era minha avó. ZERO HORA. 17 de janeiro de 2010, n° 16218.
Considere as seguintes afirmações sobre o emprego de estruturas contendo o vocábulo que.
I - A expressão em que, na linha 1-2, poderia ser substituída por onde, sem se desviar da norma gramatical ou comprometer o sentido da frase.
II - Na linha 14, que tem a função de sujeito.
III - Na linha 17, que introduz um objeto oracional à sentença que o antecede.
Quais estão corretas?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Poucos nomes na história da ciência são tão celebrados quanto Darwin. O que Galileu, Newton e Einstein representam para a física, Dalton e Lavoisier para a química, Darwin representa para a biologia. Antes dele, não havia explicações plausíveis para a incrível diversidade da vida que vemos na natureza, de micróbios unicelulares, plantas e peixes aos insetos, aves e mamíferos. No mundo ocidental, a explicação aceita era bíblica: Deus criou a vegetação no terceiro dia, os peixes e as aves no quinto, e os animais terrestres e o homem no sexto. Mesmo que fósseis de animais estranhos (leia-se dinossauros e mamíferos terrestres agigantados) fossem conhecidos, o argumento para a sua ausência invocava o Dilúvio e a Arca de Noé. Pelo jeito, os monstros não foram bem recebidos no grande barco. Talvez alguns teólogos oferecessem razões mais sofisticadas, mas essa era a opinião de muitos.
De todas as suas características, ....... que Darwin mais celebrava eram a meticulosidade e a capacidade de perceber detalhes quando outros não ....... viam. Quando jovem, atravessou o mundo no navio Beagle, colhendo espécies diversas da flora, observando o comportamento da fauna local, colecionando fatos e anotações. Ficou muito impressionado com a beleza do Brasil.
Sua curiosidade pela riqueza com que a vida se manifestava à sua volta e a paixão pelo conhecimento davam-....... a infinita paciência para observar as menores variações dentre espécies de acordo com o ambiente e o clima, a importância da geologia na determinação das espécies de uma região, a complexa relação entre a flora e a fauna.
Profundamente influenciado pelo geólogo Charles Lyell, que considerava seu mentor, Darwin aos poucos percebeu que tal riqueza nas espécies só poderia ser possível se pequenas variações ocorressem ao longo de enormes intervalos de tempo. A filosofia de Lyell pregava que as rochas terrestres representam a sua longa história, registrando nas suas propriedades as várias transformações que sofreram ao longo dos milênios. Os mesmos processos que sofreram no passado continuam ativos no presente. A partir de suas meticulosas observações, Darwin concluiu que algo semelhante ocorria com os seres vivos; eles também sofriam pequenas modificações ao longo do tempo.
As que facilitavam a sua sobrevivência seriam passadas de prole em prole mais eficientemente, enquanto que aquelas que dificultavam a sobrevivência dos animais seriam aos poucos . Com isso, após muitas gerações, a espécie como um todo se alteraria, tornando-se gradualmente de seus ancestrais. A funcionalidade(a) dos bicos de certos pássaros, por exemplo, ilustra bem a adaptabilidade(b) de acordo com o ambiente.
Esse processo de seleção(c) natural forneceu, pela primeira vez na história, um mecanismo(d) racional capaz de explicar a multiplicidade da vida e a sua ligação com o passado. O legado de Darwin é, antes de mais nada, uma celebração(e) da liberdade que nos é acessível quando nos dispomos a refletir sobre o mundo em que vivemos.
Adaptado de: GLEISER, M. Celebrando (o estudo d)a vida. Folha de São Paulo. 17 de janeiro de 2009.
Assinale, dentre os substantivos abaixo, aquele que funciona como núcleo do sujeito do período em que se encontra.
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Uma em cada 4 pessoas usam a internet no mundo tem uma conta no Facebook. Esse meio bilhão de pessoas publicam 14 milhões de fotos diariamente. Os 100 milhões de usuários do Twitter postam 2 bilhões de mensagens por mês. Dê um google no nome de alguém e os tweets dele vão estar lá. Pesquisadores cunham termos bonitos como a "era da hipertransparência" para tentar falar que há xeretas e exibicionistas demais hoje.
E a maior rede social do planeta deu um passo grande rumo à tal hipertransparência: em maio, o Facebook mudou as regras sobre o quanto que estranhos podem saber da sua vida. "Estamos construindo uma internet padrão é ser sociável", decretou Mark Zuckerberg, criador e presidente do site, ao anunciar as mudanças. Utopia sociológica à parte, interessa para ele que usuários de seu serviço possam ser encontrados com mais facilidade. Se você não está no Facebook e encontra aquele amor antigo da escola ali, tende a entrar para a rede social. E, quanto mais gente lá, mais Zuckerberg pode faturar com publicidade.
As mudanças, de cara, parecem bem sutis. Antes, não dava para ver a foto de perfil ou a idade de uma pessoa pesquisada, por exemplo. Agora, a não ser que o usuário mude as configurações no braço, um resumo de sua ficha ficará exposto na internet. Não é pouca coisa. Pense em quem teve um término de relacionamento conturbado e quer manter distância de namorados maníacos; ou em um adolescente que mudou de escola por causa de bullying e corre o risco tudo comece de novo se os novos colegas descobrirem isso; em quem sofre de assédio moral no trabalho ou foi testemunha de um crime; em quem não quer que os pais descubram detalhes de sua vida sexual. Para todos eles, qualquer detalhe que o Facebook divulgue pode fazer uma grande diferença.
Não fica nisso. Um dos maiores problemas é que a internet não "esquece" nada. E agora que ela faz parte da vida de praticamente todo mundo há uma década, qualquer vacilo do passado pode causar um problema no presente. Fotos ousadas num fotolog de anos atrás vão complicar você na disputa por um emprego. Uma troca infeliz de scraps no Orkut, como uma discussão com um ex, pode estar ao alcance de qualquer um. As redes sociais baseadas em GPS, como a Fousquare, colocam mais pimenta nesse molho, já que elas mostram num mapa onde os usuários estão a cada momento. Em suma, nunca existiram tantas possibilidades de exposição pública. E sim: sempre vai ter alguém que você não esperava bisbilhotando você.
É natural. O desejo de cavucar a vida alheia existe desde sempre. "Na maior parte da história humana, as pessoas viveram em pequenas tribos todas as pessoas sabiam tudo o que todo mundo fazia. E de alguma forma estamos nos tornando uma vila global. Pode ser que descobriremos que a privacidade, no fim das contas, sempre foi uma anomalia", afirma o professor Thomas W. Malone, do Centro de Estudos de Inteligência Coletiva do MIT.
Seja como for, trata-se de uma anomalia de que todo mundo gosta. E por isso mesmo um movimento ganha cada vez mais força: há uma preocupação maior com a bisbilhotice. Na prática, está acontecendo o contrário do que Zuckerberg imagina. Estamos menos "sociais".
Hoje, a quantidade de dados que as pessoas deixam aberta na rede para todo mundo ver é, por cabeça, bem menor do que há 5, 6 anos. É raro encontrar quem deixe suas fotos escancaradas numa rede social. Scraps públicos no Orkut já são parte de um passado remoto... Um estudo da Universidade da Califórnia mostra essa mudança: os entrevistados disseram tomar mais cuidado com o que postam online hoje do que há 5 anos. Na mesma pesquisa, 88% dos jovens de 18 a 24 anos manifestaram-se a favor de uma lei que forçasse os sites a apagarem informações pessoais depois de algum tempo.
Enquanto não chegam leis concretas, as pessoas reagem por conta própria. Trinta mil usuários cancelaram suas contas no Facebook no dia 31 de maio, para protestar contra aquela mudança na configuração de privacidade. Compare isso com a reação que as pessoas tiveram em 2006, quando o Orkut passou a identificar quem visitava o seu perfil. Não faltaram reações de indignação. "Qual é a graça se não dá mais para espionar a vida dos outros escondido?", perguntavam os usuários.
É difícil imaginar algo assim hoje. Aprendemos a nos comportar na rede como nos comportamos em público. Porque, cada vez mais, estamos mesmo.
Adaptado de: BURGOS, Pedro. O fim do fim da privacidade. Revista Super Interessante - Edição 280, junho de 2010. Disponível em http://super.abril.com.br/tecnologia/fimfim- privacidade-580993.shtm.
Considere a classificação das orações a seguir, no que concerne à relação sintática estabelecida com suas respectivas orações principais no texto.
I - se os novos colegas descobrirem isso (l. 13) – relação de condição
II - Enquanto não chegam leis concretas (l. 33) – relação de temporalidade
III - como nos comportamos em público (l.37) – relação de consecução
Quais estão corretas?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Uma em cada 4 pessoas usam a internet no mundo tem uma conta no Facebook. Esse meio bilhão de pessoas publicam 14 milhões de fotos diariamente. Os 100 milhões de usuários do Twitter postam 2 bilhões de mensagens por mês. Dê um google no nome de alguém e os tweets dele vão estar lá. Pesquisadores cunham termos bonitos como a "era da hipertransparência" para tentar falar que há xeretas e exibicionistas demais hoje.
E a maior rede social do planeta deu um passo grande rumo à tal hipertransparência: em maio, o Facebook mudou as regras sobre o quanto que estranhos podem saber da sua vida. "Estamos construindo uma internet padrão é ser sociável", decretou Mark Zuckerberg, criador e presidente do site, ao anunciar as mudanças. Utopia sociológica à parte, interessa para ele(I) que usuários de seu serviço possam ser encontrados com mais facilidade. Se você não está no Facebook e encontra aquele amor antigo da escola ali, tende a entrar para a rede social. E, quanto mais gente lá, mais Zuckerberg pode faturar com publicidade.
As mudanças, de cara, parecem bem sutis. Antes, não dava para ver a foto de perfil ou a idade de uma pessoa pesquisada, por exemplo. Agora, a não ser que o usuário mude as configurações no braço, um resumo de sua ficha ficará exposto na internet. Não é pouca coisa. Pense em quem teve um término de relacionamento conturbado e quer manter distância de namorados maníacos; ou em um adolescente que mudou de escola por causa de bullying e corre o risco tudo comece de novo se os novos colegas descobrirem isso; em quem sofre de assédio moral no trabalho ou foi testemunha de um crime; em quem não quer que os pais descubram detalhes de sua vida sexual. Para todos eles, qualquer detalhe que o Facebook divulgue pode fazer uma grande diferença.
Não fica nisso. Um dos maiores problemas é que a internet não "esquece" nada. E agora que ela faz parte da vida de praticamente todo mundo há uma década, qualquer vacilo do passado pode causar um problema no presente. Fotos ousadas num fotolog de anos atrás vão complicar você(II) na disputa por um emprego. Uma troca infeliz de scraps no Orkut, como uma discussão com um ex, pode estar ao alcance de qualquer um. As redes sociais baseadas em GPS, como a Fousquare, colocam mais pimenta nesse molho, já que elas mostram num mapa onde os usuários estão a cada momento. Em suma, nunca existiram tantas possibilidades de exposição pública. E sim: sempre vai ter alguém que você não esperava bisbilhotando você(III).
É natural. O desejo de cavucar a vida alheia existe desde sempre. "Na maior parte da história humana, as pessoas viveram em pequenas tribos todas as pessoas sabiam tudo o que todo mundo fazia. E de alguma forma estamos nos tornando uma vila global. Pode ser que descobriremos que a privacidade, no fim das contas, sempre foi uma anomalia", afirma o professor Thomas W. Malone, do Centro de Estudos de Inteligência Coletiva do MIT.
Seja como for, trata-se de uma anomalia de que todo mundo gosta. E por isso mesmo um movimento ganha cada vez mais força: há uma preocupação maior com a bisbilhotice. Na prática, está acontecendo o contrário do que Zuckerberg imagina. Estamos menos "sociais".
Hoje, a quantidade de dados que as pessoas deixam aberta na rede para todo mundo ver é, por cabeça, bem menor do que há 5, 6 anos. É raro encontrar quem deixe suas fotos escancaradas numa rede social. Scraps públicos no Orkut já são parte de um passado remoto... Um estudo da Universidade da Califórnia mostra essa mudança: os entrevistados disseram tomar mais cuidado com o que postam online hoje do que há 5 anos. Na mesma pesquisa, 88% dos jovens de 18 a 24 anos manifestaram-se a favor de uma lei que forçasse os sites a apagarem informações pessoais depois de algum tempo.
Enquanto não chegam leis concretas, as pessoas reagem por conta própria. Trinta mil usuários cancelaram suas contas no Facebook no dia 31 de maio, para protestar contra aquela mudança na configuração de privacidade. Compare isso com a reação que as pessoas tiveram em 2006, quando o Orkut passou a identificar quem visitava o seu perfil. Não faltaram reações de indignação. "Qual é a graça se não dá mais para espionar a vida dos outros escondido?", perguntavam os usuários.
É difícil imaginar algo assim hoje. Aprendemos a nos comportar na rede como nos comportamos em público. Porque, cada vez mais, estamos mesmo.
Adaptado de: BURGOS, Pedro. O fim do fim da privacidade. Revista Super Interessante - Edição 280, junho de 2010. Disponível em http://super.abril.com.br/tecnologia/fimfim- privacidade-580993.shtm.
Considere as seguintes propostas de substituição de segmentos do texto envolvendo emprego de pronomes.
I - interessa para ele – interessa-o
II - vão complicar você – vão lhe complicar
III - bisbilhotando você – bisbilhotando-o
Quais são contextualmente adequadas e estão corretas do ponto de vista da norma gramatical?
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