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As camadas

Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós.

Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.

A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo.

(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Acesso em: 01/09/2021. Fragmento.)

A substituição do sintagma destacado pelo sugerido entre parênteses provoca alteração na forma verbal em:

 

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Desculpe, morri

Atendo ao telefone e:

“Boa noite, é Marcelo?”

“Quem é?”

“É você?”

“Quem está falando?”

“Poxa, que bom, eu precisava tanto falar com você, não imagina o trabalho que deu pra descolar o seu...”

“Quer falar com quem?”

“Com você mesmo, Cariri.”

“Cariri?”

“Não era o seu apelido em Santos?”

“Como você sabe?”

“Pesquisei. Apelido louco. Por que te deram esse apelido?”

“Olha, o que você quer?”

“Sou estudante e estou fazendo o meu trabalho.”

“Como você descolou o meu telefone?”

“Desculpe, Cariri. A pessoa que me deu pediu para não ser identificada. Você é uma figurinha difícil de achar, hein? Marcelão, Marcelão... Como vão as coisas?”

“Indo.”

“O seu Corinthians, hein?”

“Meu e de muita gente.”

“E a Ana?”

“Ana?”

“A do livro.”

“Que livro?”

“Como que livro, o seu livro!”

“Qual deles?”

“Tem mais de um?”

“Tem alguns.”

“Caramba! Estou falando do primeiro [...].”

“Pô, você é doidão, mesmo. Quando tempo você levou pra escrever?”

“O quê?”

“Como o quê? O ‘Feliz Ano Passado’?”

“Ah... Levei um ano.”

“Pô, e você ficou uma fera com aquela enfermeira. Meu, rolei de rir naquela parte. Marcelão, que figura. A gente tem que se conhecer, cara, temos muitas coisas em comum.”

“Sério?”

“Com certeza, pô, posso falar? Este livro marcou uma época, tá ligado? Tipo assim, marcou uma geração, certo?”

“Ouvi dizer.”

“Então, como vão as coisas?”

“Indo.”

“Pô, conta mais.”

“É que estou jantando.”

“Ah... Olha só. Eu preciso te entrevistar, cara. Pro meu trabalho de TCC, tá ligado? Trabalho de Conclusão de Curso.”

“Tô ligado.”

“Aí, vamos marcar?”

“Cara, não fica chateado, mas é a quinta pessoa que liga nessa semana pedindo, e não vai dar. Fim de ano, é sempre assim, um monte de estudantes liga, e tenho minha rotina, eu trabalho muito, não é pessoal, vê se me entende.”

“Ah, não vai dizer que vai regular?”

“Cara, é muita gente, não dá para atender todos...”

“São só 25 perguntinhas.”

“Só?” [...]

(PAIVA, Marcelo Rubens [seleção: Regina Zilberman]. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, pp. 15-17. Adaptado.)

De acordo com o texto, Marcelo:

 

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Desculpe, morri

Atendo ao telefone e:

“Boa noite, é Marcelo?”

“Quem é?”

“É você?”

“Quem está falando?”

“Poxa, que bom, eu precisava tanto falar com você, não imagina o trabalho que deu pra descolar o seu...”

“Quer falar com quem?”

“Com você mesmo, Cariri.”

“Cariri?”

“Não era o seu apelido em Santos?”

“Como você sabe?”

“Pesquisei. Apelido louco. Por que te deram esse apelido?”

“Olha, o que você quer?”

“Sou estudante e estou fazendo o meu trabalho.”

“Como você descolou o meu telefone?”

“Desculpe, Cariri. A pessoa que me deu pediu para não ser identificada. Você é uma figurinha difícil de achar, hein? Marcelão, Marcelão... Como vão as coisas?”

“Indo.”

“O seu Corinthians, hein?”

“Meu e de muita gente.”

“E a Ana?”

“Ana?”

“A do livro.”

“Que livro?”

“Como que livro, o seu livro!”

“Qual deles?”

“Tem mais de um?”

“Tem alguns.”

“Caramba! Estou falando do primeiro [...].”

“Pô, você é doidão, mesmo. Quando tempo você levou pra escrever?”

“O quê?”

“Como o quê? O ‘Feliz Ano Passado’?”

“Ah... Levei um ano.”

“Pô, e você ficou uma fera com aquela enfermeira. Meu, rolei de rir naquela parte. Marcelão, que figura. A gente tem que se conhecer, cara, temos muitas coisas em comum.”

“Sério?”

“Com certeza, pô, posso falar? Este livro marcou uma época, tá ligado? Tipo assim, marcou uma geração, certo?”

“Ouvi dizer.”

“Então, como vão as coisas?”

“Indo.”

“Pô, conta mais.”

“É que estou jantando.”

“Ah... Olha só. Eu preciso te entrevistar, cara. Pro meu trabalho de TCC, tá ligado? Trabalho de Conclusão de Curso.”

“Tô ligado.”

“Aí, vamos marcar?”

“Cara, não fica chateado, mas é a quinta pessoa que liga nessa semana pedindo, e não vai dar. Fim de ano, é sempre assim, um monte de estudantes liga, e tenho minha rotina, eu trabalho muito, não é pessoal, vê se me entende.”

“Ah, não vai dizer que vai regular?”

“Cara, é muita gente, não dá para atender todos...”

“São só 25 perguntinhas.”

“Só?” [...]

(PAIVA, Marcelo Rubens [seleção: Regina Zilberman]. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, pp. 15-17. Adaptado.)

“Poxa, que bom, eu precisava tanto falar com você, não imagina o trabalho que deu para descolar o seu...”

Nessa fala, a palavra “descolar” pode ser substituída, sem prejudicar o sentido do trecho, por:

 

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2035128 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: TJM-MG

Jornalismo – crise versus oportunidade

O jornalismo está fustigado não apenas por uma crise grave. Vive uma mudança cultural vertiginosa, enlouquecida, mas fascinante. A revolução digital é um processo disruptivo.

Quebra todos os moldes e exige uma baita reinvenção pessoal.

Quem não tiver disposição de mudar a própria cabeça, rápida e efetivamente, deve comprar uma rede e contemplar as belezas do mar.

O jornalismo vai morrer? Não. Nunca se consumiu tanta informação como na atualidade. O modelo de negócios está na UTI. A publicidade tradicional evaporou-se. E não voltará. Além disso, perdemos o domínio da narrativa.

O modo de produzir informação e o diálogo com o consumidor romperam o modelo tradicional. As pessoas rejeitam intermediações – dos partidos, das igrejas, das corporações, dos veículos de comunicação.

O que fazer? Olhar para trás? Tentar fazer mudanças cosméticas? Fazer o papel ridículo das velhas de minissaia? Não.

Precisamos olhar para a frente e descobrir incríveis oportunidades.

Mas é preciso, previamente, fazer uma autocrítica corajosa a respeito do modo como vemos o mundo e dialogamos com ele.

Qual é o nosso mundo? Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembra-se disso, amigo leitor? Lá estavam nossas lembranças, nossos registros afetivos, nossa saudade. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava. Era bem legal.

Agora fotografamos tudo e arquivamos compulsivamente.

Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos de nossos dispositivos móveis. Temos overdose de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Fica para depois. E continuamos fotografando e arquivando. Pensamos, equivocadamente, que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de um instante. É importante guardar imagens. Mas é muito mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas estão sucumbindo à coletiva solidão digital.

Algo análogo, muito parecido mesmo, acontece com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência.

Ficamos reféns da superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica. A fragmentação dos conteúdos pode transmitir certa sensação de liberdade. Não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do nosso diário personalizado.

Será?

Não creio, sinceramente. Penso haver uma crescente nostalgia de conteúdos editados com rigor, critério e qualidade técnica e ética. Há uma demanda reprimida de reportagem. É preciso reinventar o jornalismo e recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e a magia do jornalismo de sempre.

Jornalismo sem alma e sem rigor. É o diagnóstico de uma perigosa doença que contamina redações. O leitor não sente o pulsar da vida. As reportagens não têm cheiro do asfalto. É preciso dar novo brilho à reportagem e ao conteúdo bem editado, sério, preciso, isento.

É preciso contar boas histórias. Com transparência e sem filtros ideológicos. O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história.

Sucumbe-se, frequentemente, ao politicamente correto.

Certas matérias, algemadas por chavões inconsistentes que há muito deveriam ter sido banidos das redações, mostram o flagrante descompasso entre essas interpretações e a força eloquente dos números e dos fatos. Resultado: a credibilidade, verdadeiro capital de um veículo, se esvai pelo ralo dos preconceitos.

A crise do jornalismo está intimamente relacionada com a perda de qualidade do conteúdo, com o perigoso abandono de sua vocação pública e com sua equivocada transformação em produto mais próprio para consumo privado. É preciso recuperar o entusiasmo do “velho ofício”. É urgente investir fortemente na formação e qualificação dos profissionais. O valor do jornalismo se chama informação de alta qualidade, talento, critério, ética, inovação. O Brasil precisa da segurança da informação confiável.

(Carlos Alberto Di Franco. O Estado de São Paulo.

Acesso em: 06/09/2021. Adaptado.)

De acordo com o texto, a era digital:

 

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2035127 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: TJM-MG

Jornalismo – crise versus oportunidade

O jornalismo está fustigado não apenas por uma crise grave. Vive uma mudança cultural vertiginosa, enlouquecida, mas fascinante. A revolução digital é um processo disruptivo.

Quebra todos os moldes e exige uma baita reinvenção pessoal.

Quem não tiver disposição de mudar a própria cabeça, rápida e efetivamente, deve comprar uma rede e contemplar as belezas do mar.

O jornalismo vai morrer? Não. Nunca se consumiu tanta informação como na atualidade. O modelo de negócios está na UTI. A publicidade tradicional evaporou-se. E não voltará. Além disso, perdemos o domínio da narrativa.

O modo de produzir informação e o diálogo com o consumidor romperam o modelo tradicional. As pessoas rejeitam intermediações – dos partidos, das igrejas, das corporações, dos veículos de comunicação.

O que fazer? Olhar para trás? Tentar fazer mudanças cosméticas? Fazer o papel ridículo das velhas de minissaia? Não.

Precisamos olhar para a frente e descobrir incríveis oportunidades.

Mas é preciso, previamente, fazer uma autocrítica corajosa a respeito do modo como vemos o mundo e dialogamos com ele.

Qual é o nosso mundo? Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembra-se disso, amigo leitor? Lá estavam nossas lembranças, nossos registros afetivos, nossa saudade. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava. Era bem legal.

Agora fotografamos tudo e arquivamos compulsivamente.

Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos de nossos dispositivos móveis. Temos overdose de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Fica para depois. E continuamos fotografando e arquivando. Pensamos, equivocadamente, que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de um instante. É importante guardar imagens. Mas é muito mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas estão sucumbindo à coletiva solidão digital.

Algo análogo, muito parecido mesmo, acontece com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência.

Ficamos reféns da superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica. A fragmentação dos conteúdos pode transmitir certa sensação de liberdade. Não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do nosso diário personalizado.

Será?

Não creio, sinceramente. Penso haver uma crescente nostalgia de conteúdos editados com rigor, critério e qualidade técnica e ética. Há uma demanda reprimida de reportagem. É preciso reinventar o jornalismo e recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e a magia do jornalismo de sempre.

Jornalismo sem alma e sem rigor. É o diagnóstico de uma perigosa doença que contamina redações. O leitor não sente o pulsar da vida. As reportagens não têm cheiro do asfalto. É preciso dar novo brilho à reportagem e ao conteúdo bem editado, sério, preciso, isento.

É preciso contar boas histórias. Com transparência e sem filtros ideológicos. O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história.

Sucumbe-se, frequentemente, ao politicamente correto.

Certas matérias, algemadas por chavões inconsistentes que há muito deveriam ter sido banidos das redações, mostram o flagrante descompasso entre essas interpretações e a força eloquente dos números e dos fatos. Resultado: a credibilidade, verdadeiro capital de um veículo, se esvai pelo ralo dos preconceitos.

A crise do jornalismo está intimamente relacionada com a perda de qualidade do conteúdo, com o perigoso abandono de sua vocação pública e com sua equivocada transformação em produto mais próprio para consumo privado. É preciso recuperar o entusiasmo do “velho ofício”. É urgente investir fortemente na formação e qualificação dos profissionais. O valor do jornalismo se chama informação de alta qualidade, talento, critério, ética, inovação. O Brasil precisa da segurança da informação confiável.

(Carlos Alberto Di Franco. O Estado de São Paulo.

Acesso em: 06/09/2021. Adaptado.)

A substituição do sintagma destacado pelo sugerido entre parênteses provoca alteração de concordância em:

 

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2034904 Ano: 2021
Disciplina: Direito Civil
Banca: Consulplan
Orgão: TJM-MG

“Mariana é médica na ‘Clínica Família & Saúde’. Certo dia, Pedro, durante um jantar com sua namorada, observou repentinamente incidir sobre ela um grave quadro de alergia, gerando extremas dificuldades respiratórias, colocando-a em grave risco de vida. Ao tentar salvá-la, viu o consultório onde Mariana trabalhava aberto, logo em frente ao restaurante onde se encontravam. Às pressas, Pedro solicitou atendimento médico a Mariana, que, aproveitando- se da situação de urgência, se prontificou a atendê-los apenas mediante o pagamento de valor excessivamente exorbitante – muito acima do cobrado pela médica, ou pelo mercado em tais quadros. Pedro, em razão da situação desesperadora, anuiu com o pagamento desproporcional. No entanto, dias após a melhora de sua namorada, consultou um advogado e foi informado de que o negócio jurídico celebrado entre ele e a médica padecia de um defeito.”

Assinale-o.

 

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2034852 Ano: 2021
Disciplina: Direito Penal
Banca: Consulplan
Orgão: TJM-MG

“Conduta que expressa a defesa de interesse privado, realizada de forma direta ou indireta, perante a Administração Pública, fazendo uso do cargo de funcionário público.”

Tratase de:

 

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A Lei Complementar nº 59, de 18/01/2001, dispõe sobre a organização e a divisão judiciária do Estado de Minas Gerais, cuidando, também, do Regime Disciplinar dos Servidores do Poder Judiciário.

De acordo com a referida Lei, a pena de suspensão será aplicada no caso de:

 

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2034346 Ano: 2021
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: Consulplan
Orgão: TJM-MG
Provas:

O Diagrama de Casos de Uso é um dos Diagramas Comportamentais da UML (Unified Modeling Language – Linguagem de Modelagem Unificada), contendo três elementos principais; assinale-os.

 

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2033950 Ano: 2021
Disciplina: Direito Processual Penal Militar
Banca: Consulplan
Orgão: TJM-MG

Analise as afirmativas e assinale a correta.

 

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