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Foram encontradas 220 questões.

2430040 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-5
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A importância de Rodolfo Coelho Cavalcante para o movimento cordelista pode ser comparada à de outros dois grandes nomes: Leandro Gomes de Barros − que montou, por volta de 1906, a primeira grande folhetaria do Recife, praticamente iniciando o gênero − e João Martins de Athayde − que em 1921 adquiriu as impressoras, a loja, os títulos dos folhetos e a rede de distribuição da folhetaria de Leandro, conseguindo expandi-la ainda mais, por todo o Nordeste.

Rodolfo produziu muito, mas não é sua atividade pessoal como autor e comerciante de folhetos que o torna tão importante para o movimento cordelista. Tampouco seu trabalho na indústria do cordel, que já estava bem firmada quando ele apareceu. Nunca, aliás, possuiu impressora própria. Sempre mandou fazer seus folhetos.

Sua ação foi a favor da classe sofrida dos folheteiros, que, em grande número, viviam − e vivem − em feiras, mercados, praças e locais de peregrinação a escrever e vender seus folhetos, para ganhar a vida e sustentar, às vezes, família numerosa. Quando Rodolfo surgiu, os cordelistas, considerados como camelôs, eram escorraçados, presos e maltratados.

Publicando artigos de jornal, fazendo contatos com as autoridades, organizando congressos, fundando associações e agremiações de classe, Rodolfo conseguiu modificar tal situação, dando dignidade e representatividade aos cordelistas. Não foi por acaso que a Academia Brasileira de Literatura de Cordel no Rio de Janeiro acolheu-o como patrono.

(Adaptado de Eno Theodoro Wanke. Introdução. Rodolfo Coelho Cavalcante. S. Paulo: Hedra, 2000. p. 34-5)

Tampouco seu trabalho na indústria do cordel, que já estava bem firmada quando ele apareceu. Nunca, aliás, possuiu impressora própria. (2º parágrafo)

Os elementos grifados na frase acima têm, respectivamente, o sentido de:

 

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2429231 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-5

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A importância de Rodolfo Coelho Cavalcante para o movimento cordelista pode ser comparada à de outros dois grandes nomes: Leandro Gomes de Barros − que montou, por volta de 1906, a primeira grande folhetaria do Recife, praticamente iniciando o gênero − e João Martins de Athayde − que em 1921 adquiriu as impressoras, a loja, os títulos dos folhetos e a rede de distribuição da folhetaria de Leandro, conseguindo expandi-la ainda mais, por todo o Nordeste.

Rodolfo produziu muito, mas não é sua atividade pessoal como autor e comerciante de folhetos que o torna tão importante para o movimento cordelista. Tampouco seu trabalho na indústria do cordel, que já estava bem firmada quando ele apareceu. Nunca, aliás, possuiu impressora própria. Sempre mandou fazer seus folhetos.

Sua ação foi a favor da classe sofrida dos folheteiros, que, em grande número, viviam − e vivem − em feiras, mercados, praças e locais de peregrinação a escrever e vender seus folhetos, para ganhar a vida e sustentar, às vezes, família numerosa. Quando Rodolfo surgiu, os cordelistas, considerados como camelôs, eram escorraçados, presos e maltratados.

Publicando artigos de jornal, fazendo contatos com as autoridades, organizando congressos, fundando associações e agremiações de classe, Rodolfo conseguiu modificar tal situação, dando dignidade e representatividade aos cordelistas. Não foi por acaso que a Academia Brasileira de Literatura de Cordel no Rio de Janeiro acolheu-o como patrono.

(Adaptado de Eno Theodoro Wanke. Introdução. Rodolfo Coelho Cavalcante. S. Paulo: Hedra, 2000. p. 34-5)

Os folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de peregrinação.

O verbo da frase acima NÃO pode ser mantido no plural caso o segmento grifado seja substituído por:

 

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2428971 Ano: 2012
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FCC
Orgão: TRF-5
Considere os seguintes princípios:
I. Julgamento subjetivo, respeitado o interesse público.
II. Probidade administrativa.
III. Vinculação ao instrumento convocatório.
IV. Publicidade.
A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração e será processada e julgada em estrita conformidade com determinados princípios. Dentre eles, os indicados APENAS em
 

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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

O arroz da raposa

Julio Cortázar tem um conto que sai de um palíndromo − “Satarsa”. Um menino brinca de desarticular as palavras. No fundo, um escritor é um sujeito que pela vida afora continua a mexer com as palavras. Para diante delas, estranha esta, questiona aquela. O menino de Cortázar, que devia ser ele mesmo, virava a palavra pelo avesso e se encantava. Saber que a leitura pode ser feita de trás para diante é uma aventura.

E às vezes dá certo. No conto “Satarsa”, a palavra é ROMA. Lida ao contrário, também faz sentido. Deixa de ser ROMA e vira AMOR. Para o leitor adulto e apressado, isso pode ser uma bobagem. Para o menino é uma descoberta fascinante. Olhos curiosos, o menino vê a partir daí que o mundo pode ser arrumado de várias maneiras. Não só o mundo das palavras. É a partir dessa possibilidade de mudar que o mundo se renova. E melhora.

Ou piora. Não teria graça se só melhorasse. O risco de piorar é fundamental na aventura humana. Mas estou me afastando da história do Cortázar. E sobretudo do que pretendo dizer. Ou pretendia. No embalo das palavras, vou me deixando arrastar de brincadeira, como o menino do conto. Um dia ele encontrou esta frase: “Dábale arroz a la zorra el abad”. Em português, significa: “O vigário dava arroz à raposa”. Soa estranho isso, não soa?

Mesmo para um menino aberto ao que der e vier, a frase é bastante surrealista, mas o que importa é que a oração em espanhol pode ser lida de trás para diante. E fica igualzinha. Pois este palíndromo não só encantou o menino Cortázar, como decidiu o seu destino de escritor. Isto sou eu quem digo.

Ele percebeu aí que as palavras podem se relacionar de maneira diferente. E mágica. Sem essa consciência, não há poeta, nem poesia. Como a criança, o poeta tem um olhar novo. Lê de trás para diante. Cheguei até aqui e não disse o que queria. Digo então que tentei uma série de anagramas com o Brasil de hoje. Quem sabe virando pelo avesso a gente acha o sentido?

(Adaptado de Otto Lara Resende. Bom dia para nascer. S.Paulo: Cia. das Letras, 2011. p.296-7)

Julio Cortázar tem um conto que ...... de um palíndromo − “Satarsa”. Um menino ...... de desarticular as palavras. No fundo, um escritor é um sujeito que pela vida afora continua a ...... com as palavras.

Respeitando-se a correção gramatical, as lacunas da frase acima podem ser preenchidas, na ordem dada, por:

 

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2428571 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-5

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

É seguro afirmar que os entusiastas de histórias dedetetive de qualquer país ou nacionalidade, se solicitados a citar os três detetives fictícios mais famosos, começarão por Sherlock Holmes. Na longa lista de investigadores dos últimos noventa anos, ele permanece único, o incontestável Grande Detetive, cuja brilhante inteligência dedutiva é capaz de superar qualquer adversário, por mais astuto que seja, e resolver qualquer enigma, por mais bizarro que pareça.

Quando publicou Um estudo em vermelho, em 1887, Arthur Conan Doyle era um clínico geral recém-casado que morava em Southsea e cuja ambição era se tornar escritor, mas até esse momento tivera mais sucesso na medicina do que na literatura, apesar de ser tanto prolífico quanto dedicado. Então, em 1886, surgiu a ideia que daria frutos além do que se podia imaginar. Ele resolveu tentar a sorte com uma história de detetive, mas que fosse marcadamente diferente das narrativas publicadas na época, que considerava pouco imaginativas.Conan Doyle ganhou muito pouco com essa nova tentativa de ficção. Mas é aí, em sua primeira história de detetive, através dos olhos do amigo e parceiro de apartamento, dr. Watson, que Sherlock Holmes nos é apresentado com clareza, numa imagem que, somada ao chapéu de caçador e ao cachimbo, se fixou na imaginação popular:

“De estatura, ele tinha pouco mais de um metro e oitenta, e era tão extremamente magro que parecia ser consideravelmente mais alto. Os olhos eram vivos e penetrantes, salvo durante os intervalos de torpor a que aludi. [...] As mãos estavam invariavelmente manchadas de tinta e de produtos químicos, no entanto ele possuía enorme delicadeza de toque, como tive muitas vezes a oportunidade de observar
quando o via manipulando seus frágeis instrumentos científicos.”

Apesar da quantidade de informações detalhadas sobre Holmes e seus hábitos fornecidas por Watson nos contos, o cerne do homem permanece fugidio. Ele é obviamente astuto, com uma inteligência prática, racional, não ameaçadora – qualidades que espelham as de seu criador. Mesmo assim, eu teria esperado que ele fosse mais ligado ao corajoso dr. Watson, herói ferido na Segunda Guerra Anglo-Afegã. Embora o chamado para um novo caso produza em Holmes uma onda de entusiasmo, ele tem um traço incrédulo e pessimista, além de um toque de cinismo moderno. “O que se faz neste mundo não tem nenhuma consequência. A questão é o que você consegue fazer as pessoas acreditarem que você fez” (Um estudo em vermelho).

(Adaptado de P.D.James. Segredos do romance policial. Tradução José Rubens Siqueira. São Paulo: Três Estrelas, 2012)

A autora do texto

 

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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

O arroz da raposa

Julio Cortázar tem um conto que sai de um palíndromo − “Satarsa”. Um menino brinca de desarticular as palavras. No fundo, um escritor é um sujeito que pela vida afora continua a mexer com as palavras. Para diante delas, estranha esta, questiona aquela. O menino de Cortázar, que devia ser ele mesmo, virava a palavra pelo avesso e se encantava. Saber que a leitura pode ser feita de trás para diante é uma aventura.

E às vezes dá certo. No conto “Satarsa”, a palavra é ROMA. Lida ao contrário, também faz sentido. Deixa de ser ROMA e vira AMOR. Para o leitor adulto e apressado, isso pode ser uma bobagem. Para o menino é uma descoberta fascinante. Olhos curiosos, o menino vê a partir daí que o mundo pode ser arrumado de várias maneiras. Não só o mundo das palavras. É a partir dessa possibilidade de mudar que o mundo se renova. E melhora.

Ou piora. Não teria graça se só melhorasse. O risco de piorar é fundamental na aventura humana. Mas estou me afastando da história do Cortázar. E sobretudo do que pretendo dizer. Ou pretendia. No embalo das palavras, vou me deixando arrastar de brincadeira, como o menino do conto. Um dia ele encontrou esta frase: “Dábale arroz a la zorra el abad”. Em português, significa: “O vigário dava arroz à raposa”. Soa estranho isso, não soa?

Mesmo para um menino aberto ao que der e vier, a frase é bastante surrealista, mas o que importa é que a oração em espanhol pode ser lida de trás para diante. E fica igualzinha. Pois este palíndromo não só encantou o menino Cortázar, como decidiu o seu destino de escritor. Isto sou eu quem digo.

Ele percebeu aí que as palavras podem se relacionar de maneira diferente. E mágica. Sem essa consciência, não há poeta, nem poesia. Como a criança, o poeta tem um olhar novo. Lê de trás para diante. Cheguei até aqui e não disse o que queria. Digo então que tentei uma série de anagramas com o Brasil de hoje. Quem sabe virando pelo avesso a gente acha o sentido?

(Adaptado de Otto Lara Resende. Bom dia para nascer. S.Paulo: Cia. das Letras, 2011. p.296-7)

Atente para as afirmações abaixo.

I. A frase Sem essa consciência, não há poeta pode ser corretamente reescrita do seguinte modo: Não há essa consciência em quem não seja poeta.

II. A frase este palíndromo não só encantou o menino Cortázar, como decidiu o seu destino de escritor tem seu sentido corretamente reproduzido nesta outra construção: este palíndromo, além de ter encantado o menino Cortázar, decidiu o seu destino de escritor.

III. Em Mesmo para um menino aberto ao que der e vier, a frase é bastante surrealista, a substituição do verbo é por parecia implica a alteração do segmento grifado para um menino aberto ao que desse e viesse.

Está correto o que consta em

 

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2428066 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-5

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A importância de Rodolfo Coelho Cavalcante para o movimento cordelista pode ser comparada à de outros dois grandes nomes: Leandro Gomes de Barros − que montou, por volta de 1906, a primeira grande folhetaria do Recife, praticamente iniciando o gênero − e João Martins de Athayde − que em 1921 adquiriu as impressoras, a loja, os títulos dos folhetos e a rede de distribuição da folhetaria de Leandro, conseguindo expandi-la ainda mais, por todo o Nordeste.

Rodolfo produziu muito, mas não é sua atividade pessoal como autor e comerciante de folhetos que o torna tão importante para o movimento cordelista. Tampouco seu trabalho na indústria do cordel, que já estava bem firmada quando ele apareceu. Nunca, aliás, possuiu impressora própria. Sempre mandou fazer seus folhetos.

Sua ação foi a favor da classe sofrida dos folheteiros, que, em grande número, viviam − e vivem − em feiras, mercados, praças e locais de peregrinação a escrever e vender seus folhetos, para ganhar a vida e sustentar, às vezes, família numerosa. Quando Rodolfo surgiu, os cordelistas, considerados como camelôs, eram escorraçados, presos e maltratados.

Publicando artigos de jornal, fazendo contatos com as autoridades, organizando congressos, fundando associações e agremiações de classe, Rodolfo conseguiu modificar tal situação, dando dignidade e representatividade aos cordelistas. Não foi por acaso que a Academia Brasileira de Literatura de Cordel no Rio de Janeiro acolheu-o como patrono.

(Adaptado de Eno Theodoro Wanke. Introdução. Rodolfo Coelho Cavalcante. S. Paulo: Hedra, 2000. p. 34-5)

Os verbos empregados nos mesmos tempo e modo estão agrupados em:

 

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2427680 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-5

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

É seguro afirmar que os entusiastas de histórias dedetetive de qualquer país ou nacionalidade, se solicitados a citar os três detetives fictícios mais famosos, começarão por Sherlock Holmes. Na longa lista de investigadores dos últimos noventa anos, ele permanece único, o incontestável Grande Detetive, cuja brilhante inteligência dedutiva é capaz de superar qualquer adversário, por mais astuto que seja, e resolver qualquer enigma, por mais bizarro que pareça.

Quando publicou Um estudo em vermelho, em 1887, Arthur Conan Doyle era um clínico geral recém-casado que morava em Southsea e cuja ambição era se tornar escritor, mas até esse momento tivera mais sucesso na medicina do que na literatura, apesar de ser tanto prolífico quanto dedicado. Então, em 1886, surgiu a ideia que daria frutos além do que se podia imaginar. Ele resolveu tentar a sorte com uma história de detetive, mas que fosse marcadamente diferente das narrativas publicadas na época, que considerava pouco imaginativas.Conan Doyle ganhou muito pouco com essa nova tentativa de ficção. Mas é aí, em sua primeira história de detetive, através dos olhos do amigo e parceiro de apartamento, dr. Watson, que Sherlock Holmes nos é apresentado com clareza, numa imagem que, somada ao chapéu de caçador e ao cachimbo, se fixou na imaginação popular:

“De estatura, ele tinha pouco mais de um metro e oitenta, e era tão extremamente magro que parecia ser consideravelmente mais alto. Os olhos eram vivos e penetrantes, salvo durante os intervalos de torpor a que aludi. [...] As mãos estavam invariavelmente manchadas de tinta e de produtos químicos, no entanto ele possuía enorme delicadeza de toque, como tive muitas vezes a oportunidade de observar
quando o via manipulando seus frágeis instrumentos científicos.”

Apesar da quantidade de informações detalhadas sobre Holmes e seus hábitos fornecidas por Watson nos contos, o cerne do homem permanece fugidio. Ele é obviamente astuto, com uma inteligência prática, racional, não ameaçadora – qualidades que espelham as de seu criador. Mesmo assim, eu teria esperado que ele fosse mais ligado ao corajoso dr. Watson, herói ferido na Segunda Guerra Anglo-Afegã. Embora o chamado para um novo caso produza em Holmes uma onda de entusiasmo, ele tem um traço incrédulo e pessimista, além de um toque de cinismo moderno. “O que se faz neste mundo não tem nenhuma consequência. A questão é o que você consegue fazer as pessoas acreditarem que você fez” (Um estudo em vermelho).

(Adaptado de P.D.James. Segredos do romance policial. Tradução José Rubens Siqueira. São Paulo: Três Estrelas, 2012)

O detetive Gervase Fen, que apareceu em 1944, é um homem de face corada, muito afeito ...... frases inteligentes e citações dos clássicos; sua esposa, Dolly, uma dama meiga e sossegada, fica sentada tricotando tranquilamente, impassível ...... propensão de seu marido ...... investigar assassinatos.

(Adaptado de P.D.James, op.cit.)

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:

 

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2426951 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-5
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A importância de Rodolfo Coelho Cavalcante para o movimento cordelista pode ser comparada à de outros dois grandes nomes: Leandro Gomes de Barros − que montou, por volta de 1906, a primeira grande folhetaria do Recife, praticamente iniciando o gênero − e João Martins de Athayde − que em 1921 adquiriu as impressoras, a loja, os títulos dos folhetos e a rede de distribuição da folhetaria de Leandro, conseguindo expandi-la ainda mais, por todo o Nordeste.

Rodolfo produziu muito, mas não é sua atividade pessoal como autor e comerciante de folhetos que o torna tão importante para o movimento cordelista. Tampouco seu trabalho na indústria do cordel, que já estava bem firmada quando ele apareceu. Nunca, aliás, possuiu impressora própria. Sempre mandou fazer seus folhetos.

Sua ação foi a favor da classe sofrida dos folheteiros, que, em grande número, viviam − e vivem − em feiras, mercados, praças e locais de peregrinação a escrever e vender seus folhetos, para ganhar a vida e sustentar, às vezes, família numerosa. Quando Rodolfo surgiu, os cordelistas, considerados como camelôs, eram escorraçados, presos e maltratados.

Publicando artigos de jornal, fazendo contatos com as autoridades, organizando congressos, fundando associações e agremiações de classe, Rodolfo conseguiu modificar tal situação, dando dignidade e representatividade aos cordelistas. Não foi por acaso que a Academia Brasileira de Literatura de Cordel no Rio de Janeiro acolheu-o como patrono.

(Adaptado de Eno Theodoro Wanke. Introdução. Rodolfo Coelho Cavalcante. S. Paulo: Hedra, 2000. p. 34-5)

A frase que NÃO admite transposição para a voz passiva está em:

 

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2426468 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-5
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

É seguro afirmar que os entusiastas de histórias dedetetive de qualquer país ou nacionalidade, se solicitados a citar os três detetives fictícios mais famosos, começarão por Sherlock Holmes. Na longa lista de investigadores dos últimos noventa anos, ele permanece único, o incontestável Grande Detetive, cuja brilhante inteligência dedutiva é capaz de superar qualquer adversário, por mais astuto que seja, e resolver qualquer enigma, por mais bizarro que pareça.

Quando publicou Um estudo em vermelho, em 1887, Arthur Conan Doyle era um clínico geral recém-casado que morava em Southsea e cuja ambição era se tornar escritor, mas até esse momento tivera mais sucesso na medicina do que na literatura, apesar de ser tanto prolífico quanto dedicado. Então, em 1886, surgiu a ideia que daria frutos além do que se podia imaginar. Ele resolveu tentar a sorte com uma história de detetive, mas que fosse marcadamente diferente das narrativas publicadas na época, que considerava pouco imaginativas.Conan Doyle ganhou muito pouco com essa nova tentativa de ficção. Mas é aí, em sua primeira história de detetive, através dos olhos do amigo e parceiro de apartamento, dr. Watson, que Sherlock Holmes nos é apresentado com clareza, numa imagem que, somada ao chapéu de caçador e ao cachimbo, se fixou na imaginação popular:

“De estatura, ele tinha pouco mais de um metro e oitenta, e era tão extremamente magro que parecia ser consideravelmente mais alto. Os olhos eram vivos e penetrantes, salvo durante os intervalos de torpor a que aludi. [...] As mãos estavam invariavelmente manchadas de tinta e de produtos químicos, no entanto ele possuía enorme delicadeza de toque, como tive muitas vezes a oportunidade de observar
quando o via manipulando seus frágeis instrumentos científicos.”

Apesar da quantidade de informações detalhadas sobre Holmes e seus hábitos fornecidas por Watson nos contos, o cerne do homem permanece fugidio. Ele é obviamente astuto, com uma inteligência prática, racional, não ameaçadora – qualidades que espelham as de seu criador. Mesmo assim, eu teria esperado que ele fosse mais ligado ao corajoso dr. Watson, herói ferido na Segunda Guerra Anglo-Afegã. Embora o chamado para um novo caso produza em Holmes uma onda de entusiasmo, ele tem um traço incrédulo e pessimista, além de um toque de cinismo moderno. “O que se faz neste mundo não tem nenhuma consequência. A questão é o que você consegue fazer as pessoas acreditarem que você fez” (Um estudo em vermelho).

(Adaptado de P.D.James. Segredos do romance policial. Tradução José Rubens Siqueira. São Paulo: Três Estrelas, 2012)

Leia com atenção o que se afirma a respeito da frase abaixo.

Apesar da quantidade de informações detalhadas sobre Holmes e seus hábitos fornecidas por Watson nos contos, o cerne do homem permanece fugidio.

I. O segmento sublinhado indica uma ideia que se opõe àquela expressa na outra parte do enunciado, contrariando uma provável expectativa.

II. Mantendo-se, em linhas gerais, o sentido original, o segmento o cerne do homem permanece fugidio está corretamente reescrito do seguinte modo: a essência do homem continua fora de alcance.

III. O termo em destaque da pode ser substituído por de a, sem prejuízo para a correção e a clareza da frase.

Está correto o que consta APENAS em

 

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