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Carga tributária penaliza a todos, sobretudo os mais pobres
Brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país sabem que pagam impostos quando consomem. A conclusão está exposta no livro O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo, do cientista social e sócio-diretor do Instituto Análise, Carlos Alberto Almeida. Tal como em seu best-seller A Cabeça do Brasileiro, o autor expõe no livro as conclusões de pesquisa realizada em todo o país. A que deu origem a O Dedo na Ferida foi realizada no ano passado e revela que, apesar de a população estar ciente de que é tributada ao adquirir bens e serviços, a maioria desconhece a proporção dos impostos embutidos nos preços finais. Os que se arriscam a adivinhar tendem a ser generosos com o governo e respondem que o volume de impostos é bem menor do que realmente o é. Nesse sentido, o livro propõe-se a jogar luz sobre grave deficiência do complexo sistema tributário nacional: o fato de muitos impostos que pesam sobre a economia serem invisíveis ao contribuinte.
Beatriz Ferrari. Internet: <www.veja.abril.com.br> (com adaptações).
Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.
No trecho “A que deu origem a O Dedo na Ferida foi realizada no ano passado”, o elemento a recebe a mesma classificação na primeira e na segunda ocorrências.
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Carga tributária penaliza a todos, sobretudo os mais pobres
Brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país sabem que pagam impostos quando consomem. A conclusão está exposta no livro O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo, do cientista social e sócio-diretor do Instituto Análise, Carlos Alberto Almeida. Tal como em seu best-seller A Cabeça do Brasileiro, o autor expõe no livro as conclusões de pesquisa realizada em todo o país. A que deu origem a O Dedo na Ferida foi realizada no ano passado e revela que, apesar de a população estar ciente de que é tributada ao adquirir bens e serviços, a maioria desconhece a proporção dos impostos embutidos nos preços finais. Os que se arriscam a adivinhar tendem a ser generosos com o governo e respondem que o volume de impostos é bem menor do que realmente o é. Nesse sentido, o livro propõe-se a jogar luz sobre grave deficiência do complexo sistema tributário nacional: o fato de muitos impostos que pesam sobre a economia serem invisíveis ao contribuinte.
Beatriz Ferrari. Internet: <www.veja.abril.com.br> (com adaptações).
Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.
O trecho “apesar de a população estar ciente” poderia ser substituído por ainda que a população esteja ciente sem prejuízo do sentido do texto.
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Carga tributária penaliza a todos, sobretudo os mais pobres
Brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país sabem que pagam impostos quando consomem. A conclusão está exposta no livro O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo, do cientista social e sócio-diretor do Instituto Análise, Carlos Alberto Almeida. Tal como em seu best-seller A Cabeça do Brasileiro, o autor expõe no livro as conclusões de pesquisa realizada em todo o país. A que deu origem a O Dedo na Ferida foi realizada no ano passado e revela que, apesar de a população estar ciente de que é tributada ao adquirir bens e serviços, a maioria desconhece a proporção dos impostos embutidos nos preços finais. Os que se arriscam a adivinhar tendem a ser generosos com o governo e respondem que o volume de impostos é bem menor do que realmente o é. Nesse sentido, o livro propõe-se a jogar luz sobre grave deficiência do complexo sistema tributário nacional: o fato de muitos impostos que pesam sobre a economia serem invisíveis ao contribuinte.
Beatriz Ferrari. Internet: <www.veja.abril.com.br> (com adaptações).
Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.
A oração “que pagam impostos quando consomem” mantém relação de coordenação com a anterior.
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Carga tributária penaliza a todos, sobretudo os mais pobres
Brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país sabem que pagam impostos quando consomem. A conclusão está exposta no livro O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo, do cientista social e sócio-diretor do Instituto Análise, Carlos Alberto Almeida. Tal como em seu best-seller A Cabeça do Brasileiro, o autor expõe no livro as conclusões de pesquisa realizada em todo o país. A que deu origem a O Dedo na Ferida foi realizada no ano passado e revela que, apesar de a população estar ciente de que é tributada ao adquirir bens e serviços, a maioria desconhece a proporção dos impostos embutidos nos preços finais. Os que se arriscam a adivinhar tendem a ser generosos com o governo e respondem que o volume de impostos é bem menor do que realmente o é. Nesse sentido, o livro propõe-se a jogar luz sobre grave deficiência do complexo sistema tributário nacional: o fato de muitos impostos que pesam sobre a economia serem invisíveis ao contribuinte.
Beatriz Ferrari. Internet: <www.veja.abril.com.br> (com adaptações).
Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.
O texto, predominantemente descritivo, apresenta detalhes do funcionamento do sistema de tributação atualmente adotado em todo o Brasil.
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Carga tributária penaliza a todos, sobretudo os mais pobres
Brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país sabem que pagam impostos quando consomem. A conclusão está exposta no livro O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo, do cientista social e sócio-diretor do Instituto Análise, Carlos Alberto Almeida. Tal como em seu best-seller A Cabeça do Brasileiro, o autor expõe no livro as conclusões de pesquisa realizada em todo o país. A que deu origem a O Dedo na Ferida foi realizada no ano passado e revela que, apesar de a população estar ciente de que é tributada ao adquirir bens e serviços, a maioria desconhece a proporção dos impostos embutidos nos preços finais. Os que se arriscam a adivinhar tendem a ser generosos com o governo e respondem que o volume de impostos é bem menor do que realmente o é. Nesse sentido, o livro propõe-se a jogar luz sobre grave deficiência do complexo sistema tributário nacional: o fato de muitos impostos que pesam sobre a economia serem invisíveis ao contribuinte.
Beatriz Ferrari. Internet: <www.veja.abril.com.br> (com adaptações).
Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.
Depreende-se do texto que brasileiros de diferentes regiões do país podem beneficiar-se da leitura de um livro sobre o funcionamento do sistema tributário nacional.
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Texto para o item
Admirável mundo novo
Quando apregoou aos quatro cantos que a tecnologia seria uma aliada importante na redução do tempo de trabalho e na ampliação dos períodos de lazer, Domenico de Masi conquistou corações e mentes. Argumentou que chegara o momento do ócio criativo, o tempo em que, na sociedade, se imporiam novos sujeitos, em que a indústria e o trabalho perderiam a centralidade. O tempo destinado à formação, aos cuidados consigo e à folga prevaleceria claramente sobre o tempo destinado ao trabalho. Então, poderíamos trabalhar apenas de 3 a 4 horas por dia com a mesma produtividade das 8 horas habituais e reservar um período maior para o lazer.
Apesar das boas intenções, o conhecido sociólogo não logrou comprovar suas ideias. Pelo contrário.
Logo descobrimos que a tecnologia, na verdade, nos trazia uma carga maior de atribuições e, em lugar das 8 horas, passamos a trabalhar muito mais. Mas não foi só.
A distinção entre os tempos de trabalho e os tempos da vida privada, entre os tempos de atividade e os tempos de descanso, deixou de existir. Tudo ficou misturado e muito mais controlado.
O empregado passou a ser parte do sistema, passível de ser acessado a qualquer hora, independentemente do período estipulado em seu contrato de trabalho. Além disso, diferentemente do apregoado por Domenico de Masi, o trabalhador voltou a ser considerado, de maneira muito mais perversa e abrangente, apenas peça de uma engrenagem. Com efeito, enquanto nos primórdios do século passado essa engrenagem estava fixada em determinado espaço físico, e o trabalhador dela se libertava quando encerrava o expediente e as portas se fechavam, hoje, ela tem existência virtual e, como tal, não para nunca, não fecha as portas, embora mantenha o velho esquema de limitar a atuação do trabalhador a espaços compartimentalizados, para que não tenha a noção do conjunto, e, assim, não haja a menor possibilidade de ocorrer perda de controle. Charlie Chaplin, certamente, ficaria surpreso ao descobrir que, apesar dos grandes avanços tecnológicos, os apertadores de parafuso e a velha bancada estão de volta, com a agravante de que agora não são os movimentos, mas a própria linha de produção que passa a acompanhá-lo para todo lugar, virtualmente, ampliando os espaços de sujeição.
Teresa Aparecida Asta Gemignani e Daniel Gemignani. In: Revista
CEJ, Brasília, ano XIV, n.º 49, abr./jun. 2010, p. 60 (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos gramaticais e semânticos do texto.
O emprego do acento gráfico em “primórdios” e “existência” atende à mesma regra de acentuação gráfica.
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Admirável mundo novo
Quando apregoou aos quatro cantos que a tecnologia seria uma aliada importante na redução do tempo de trabalho e na ampliação dos períodos de lazer, Domenico de Masi conquistou corações e mentes. Argumentou que chegara o momento do ócio criativo, o tempo em que, na sociedade, se imporiam novos sujeitos, em que a indústria e o trabalho perderiam a centralidade. O tempo destinado à formação, aos cuidados consigo e à folga prevaleceria claramente sobre o tempo destinado ao trabalho. Então, poderíamos trabalhar apenas de 3 a 4 horas por dia com a mesma produtividade das 8 horas habituais e reservar um período maior para o lazer.
Apesar das boas intenções, o conhecido sociólogo não logrou comprovar suas ideias. Pelo contrário.
Logo descobrimos que a tecnologia, na verdade, nos trazia uma carga maior de atribuições e, em lugar das 8 horas, passamos a trabalhar muito mais. Mas não foi só.
A distinção entre os tempos de trabalho e os tempos da vida privada, entre os tempos de atividade e os tempos de descanso, deixou de existir. Tudo ficou misturado e muito mais controlado.
O empregado passou a ser parte do sistema, passível de ser acessado a qualquer hora, independentemente do período estipulado em seu contrato de trabalho. Além disso, diferentemente do apregoado por Domenico de Masi, o trabalhador voltou a ser considerado, de maneira muito mais perversa e abrangente, apenas peça de uma engrenagem. Com efeito, enquanto nos primórdios do século passado essa engrenagem estava fixada em determinado espaço físico, e o trabalhador dela se libertava quando encerrava o expediente e as portas se fechavam, hoje, ela tem existência virtual e, como tal, não para nunca, não fecha as portas, embora mantenha o velho esquema de limitar a atuação do trabalhador a espaços compartimentalizados, para que não tenha a noção do conjunto, e, assim, não haja a menor possibilidade de ocorrer perda de controle. Charlie Chaplin, certamente, ficaria surpreso ao descobrir que, apesar dos grandes avanços tecnológicos, os apertadores de parafuso e a velha bancada estão de volta, com a agravante de que agora não são os movimentos, mas a própria linha de produção que passa a acompanhá-lo para todo lugar, virtualmente, ampliando os espaços de sujeição.
Teresa Aparecida Asta Gemignani e Daniel Gemignani. In: Revista
CEJ, Brasília, ano XIV, n.º 49, abr./jun. 2010, p. 60 (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos gramaticais e semânticos do texto.
A expressão “Apesar das” introduz ideia de oposição em relação à ideia expressa no período anterior.
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Admirável mundo novo
Quando apregoou aos quatro cantos que a tecnologia seria uma aliada importante na redução do tempo de trabalho e na ampliação dos períodos de lazer, Domenico de Masi conquistou corações e mentes. Argumentou que chegara o momento do ócio criativo, o tempo em que, na sociedade, se imporiam novos sujeitos, em que a indústria e o trabalho perderiam a centralidade. O tempo destinado à formação, aos cuidados consigo e à folga prevaleceria claramente sobre o tempo destinado ao trabalho. Então, poderíamos trabalhar apenas de 3 a 4 horas por dia com a mesma produtividade das 8 horas habituais e reservar um período maior para o lazer.
Apesar das boas intenções, o conhecido sociólogo não logrou comprovar suas ideias. Pelo contrário.
Logo descobrimos que a tecnologia, na verdade, nos trazia uma carga maior de atribuições e, em lugar das 8 horas, passamos a trabalhar muito mais. Mas não foi só.
A distinção entre os tempos de trabalho e os tempos da vida privada, entre os tempos de atividade e os tempos de descanso, deixou de existir. Tudo ficou misturado e muito mais controlado.
O empregado passou a ser parte do sistema, passível de ser acessado a qualquer hora, independentemente do período estipulado em seu contrato de trabalho. Além disso, diferentemente do apregoado por Domenico de Masi, o trabalhador voltou a ser considerado, de maneira muito mais perversa e abrangente, apenas peça de uma engrenagem. Com efeito, enquanto nos primórdios do século passado essa engrenagem estava fixada em determinado espaço físico, e o trabalhador dela se libertava quando encerrava o expediente e as portas se fechavam, hoje, ela tem existência virtual e, como tal, não para nunca, não fecha as portas, embora mantenha o velho esquema de limitar a atuação do trabalhador a espaços compartimentalizados, para que não tenha a noção do conjunto, e, assim, não haja a menor possibilidade de ocorrer perda de controle. Charlie Chaplin, certamente, ficaria surpreso ao descobrir que, apesar dos grandes avanços tecnológicos, os apertadores de parafuso e a velha bancada estão de volta, com a agravante de que agora não são os movimentos, mas a própria linha de produção que passa a acompanhá-lo para todo lugar, virtualmente, ampliando os espaços de sujeição.
Teresa Aparecida Asta Gemignani e Daniel Gemignani. In: Revista
CEJ, Brasília, ano XIV, n.º 49, abr./jun. 2010, p. 60 (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos gramaticais e semânticos do texto.
Em “O tempo destinado à formação”, o emprego do sinal indicativo de crase em “à” deve-se à forma nominal “destinado” que rege complemento com a preposição a e à presença do artigo definido feminino.
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Quando apregoou aos quatro cantos que a tecnologia seria uma aliada importante na redução do tempo de trabalho e na ampliação dos períodos de lazer, Domenico de Masi conquistou corações e mentes. Argumentou que chegara o momento do ócio criativo, o tempo em que, na sociedade, se imporiam novos sujeitos, em que a indústria e o trabalho perderiam a centralidade. O tempo destinado à formação, aos cuidados consigo e à folga prevaleceria claramente sobre o tempo destinado ao trabalho. Então, poderíamos trabalhar apenas de 3 a 4 horas por dia com a mesma produtividade das 8 horas habituais e reservar um período maior para o lazer.
Apesar das boas intenções, o conhecido sociólogo não logrou comprovar suas ideias. Pelo contrário.
Logo descobrimos que a tecnologia, na verdade, nos trazia uma carga maior de atribuições e, em lugar das 8 horas, passamos a trabalhar muito mais. Mas não foi só.
A distinção entre os tempos de trabalho e os tempos da vida privada, entre os tempos de atividade e os tempos de descanso, deixou de existir. Tudo ficou misturado e muito mais controlado.
O empregado passou a ser parte do sistema, passível de ser acessado a qualquer hora, independentemente do período estipulado em seu contrato de trabalho. Além disso, diferentemente do apregoado por Domenico de Masi, o trabalhador voltou a ser considerado, de maneira muito mais perversa e abrangente, apenas peça de uma engrenagem. Com efeito, enquanto nos primórdios do século passado essa engrenagem estava fixada em determinado espaço físico, e o trabalhador dela se libertava quando encerrava o expediente e as portas se fechavam, hoje, ela tem existência virtual e, como tal, não para nunca, não fecha as portas, embora mantenha o velho esquema de limitar a atuação do trabalhador a espaços compartimentalizados, para que não tenha a noção do conjunto, e, assim, não haja a menor possibilidade de ocorrer perda de controle. Charlie Chaplin, certamente, ficaria surpreso ao descobrir que, apesar dos grandes avanços tecnológicos, os apertadores de parafuso e a velha bancada estão de volta, com a agravante de que agora não são os movimentos, mas a própria linha de produção que passa a acompanhá-lo para todo lugar, virtualmente, ampliando os espaços de sujeição.
Teresa Aparecida Asta Gemignani e Daniel Gemignani. In: Revista
CEJ, Brasília, ano XIV, n.º 49, abr./jun. 2010, p. 60 (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos gramaticais e semânticos do texto.
Seriam mantidas a clareza e a correção gramatical do texto se o termo “compartimentalizados” fosse substituído por organizados.
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Quando apregoou aos quatro cantos que a tecnologia seria uma aliada importante na redução do tempo de trabalho e na ampliação dos períodos de lazer, Domenico de Masi conquistou corações e mentes. Argumentou que chegara o momento do ócio criativo, o tempo em que, na sociedade, se imporiam novos sujeitos, em que a indústria e o trabalho perderiam a centralidade. O tempo destinado à formação, aos cuidados consigo e à folga prevaleceria claramente sobre o tempo destinado ao trabalho. Então, poderíamos trabalhar apenas de 3 a 4 horas por dia com a mesma produtividade das 8 horas habituais e reservar um período maior para o lazer.
Apesar das boas intenções, o conhecido sociólogo não logrou comprovar suas ideias. Pelo contrário.
Logo descobrimos que a tecnologia, na verdade, nos trazia uma carga maior de atribuições e, em lugar das 8 horas, passamos a trabalhar muito mais. Mas não foi só.
A distinção entre os tempos de trabalho e os tempos da vida privada, entre os tempos de atividade e os tempos de descanso, deixou de existir. Tudo ficou misturado e muito mais controlado.
O empregado passou a ser parte do sistema, passível de ser acessado a qualquer hora, independentemente do período estipulado em seu contrato de trabalho. Além disso, diferentemente do apregoado por Domenico de Masi, o trabalhador voltou a ser considerado, de maneira muito mais perversa e abrangente, apenas peça de uma engrenagem. Com efeito, enquanto nos primórdios do século passado essa engrenagem estava fixada em determinado espaço físico, e o trabalhador dela se libertava quando encerrava o expediente e as portas se fechavam, hoje, ela tem existência virtual e, como tal, não para nunca, não fecha as portas, embora mantenha o velho esquema de limitar a atuação do trabalhador a espaços compartimentalizados, para que não tenha a noção do conjunto, e, assim, não haja a menor possibilidade de ocorrer perda de controle. Charlie Chaplin, certamente, ficaria surpreso ao descobrir que, apesar dos grandes avanços tecnológicos, os apertadores de parafuso e a velha bancada estão de volta, com a agravante de que agora não são os movimentos, mas a própria linha de produção que passa a acompanhá-lo para todo lugar, virtualmente, ampliando os espaços de sujeição.
Teresa Aparecida Asta Gemignani e Daniel Gemignani. In: Revista
CEJ, Brasília, ano XIV, n.º 49, abr./jun. 2010, p. 60 (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos gramaticais e semânticos do texto.
A expressão “em lugar” poderia ser substituída por em vez, sem prejuízo para o sentido e a clareza do texto.
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