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Capítulo CXIX / Parêntesis
Quero deixar aqui, entre parêntesis, meia dúzia de máximas das muitas que escrevi por esse tempo. São bocejos de enfado; podem servir de epígrafe a discursos sem assunto.
***
Suporta-se com paciência a cólica do próximo.
***
Matamos o tempo; o tempo nos enterra.
***
Um cocheiro filósofo costumava dizer que o gosto da carruagem seria diminuto, se todos andassem de carruagem.
***
Crê em ti; mas nem sempre duvides dos outros.
***
Não se compreende que um botocudo fure o beiço para enfeitá-lo com um pedaço de pau. Esta reflexão é de um joalheiro.
***
Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens, que de um terceiro andar.
MACHADO DE ASSIS. In: MACHADO DE ASSIS. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Aguilar, 1971 (Obra completa. v.I.) p. 617.
h
Escreva V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que se diz sobre o texto 6.
( ) Na primeira máxima, a obviedade é um dos elementos responsáveis pela ironia.
( ) Na segunda máxima, a ironia se expressa por meio do paradoxo.
( ) Na quinta máxima, a ironia se constrói pela quebra de expectativa.
( ) Na sexta máxima, a ironia se instaura pela quebra de paralelismo, que leva à quebra de expectativa.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
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Capítulo CXIX / Parêntesis
Quero deixar aqui, entre parêntesis, meia dúzia de máximas das muitas que escrevi por esse tempo. São bocejos de enfado; podem servir de epígrafe a discursos sem assunto.
***
Suporta-se com paciência a cólica do próximo.
***
Matamos o tempo; o tempo nos enterra.
***
Um cocheiro filósofo costumava dizer que o gosto da carruagem seria diminuto, se todos andassem de carruagem.
***
Crê em ti; mas nem sempre duvides dos outros.
***
Não se compreende que um botocudo fure o beiço para enfeitá-lo com um pedaço de pau. Esta reflexão é de um joalheiro.
***
Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens, que de um terceiro andar.
MACHADO DE ASSIS. In: MACHADO DE ASSIS. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Aguilar, 1971 (Obra completa. v.I.) p. 617.
h
A passagem do texto ”São bocejos de enfado; podem servir de epígrafe a discursos sem assunto”
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Texto 5
Cair das nuvens (expressão popular)
1. Espantar-se, surpreender-se (com algo que é muito diferente do que se pensava ou se desejava); perceber o próprio equívoco ou engano.
2. Restr. Decepcionar-se intensamente; desiludir-se.
3. Chegar de modo imprevisto; aparecer repentinamente; cair do céu.
Dicionário Caldas Aulete http://aulete.uol.com.br/nuvem#ixzz2ggk52qoh
No que diz respeito ao significado das expressões, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
COLUNA I
1. Ir às nuvens.
2. (ficar ou estar) Nas nuvens.
3. Pôr (alguém ou algo) nas nuvens.
4. Tomar a nuvem por Juno.
5. (passar) Em brancas nuvens.
COLUNA II
( ) Sem notar o que se passa em volta; em estado de distração e alheamento; em estado de intensa alegria ou contentamento.
( ) Elogiar muito, com entusiasmo, ou usando palavras muito enfáticas.
( ) Alegrar-se intensamente, ficar exultante com algo.
( ) Sem celebração, sem festas; sem ser notado, em branco; sem sofrimento, sem amarguras.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
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Texto 5
Cair das nuvens (expressão popular)
1. Espantar-se, surpreender-se (com algo que é muito diferente do que se pensava ou se desejava); perceber o próprio equívoco ou engano.
2. Restr. Decepcionar-se intensamente; desiludir-se.
3. Chegar de modo imprevisto; aparecer repentinamente; cair do céu.
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Reflita sobre as seguintes afirmações acerca do texto 4.
I. Na manchete de Veja, a intertextualidade com o dito popular “Cair das nuvens” está mais explícita do que na manchete de Época.
II. A manchete de Veja apresenta mais recursos gráficos e linguísticos do que a de Época.
É correto afirmar que
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Texto 5
Cair das nuvens (expressão popular)
1. Espantar-se, surpreender-se (com algo que é muito diferente do que se pensava ou se desejava); perceber o próprio equívoco ou engano.
2. Restr. Decepcionar-se intensamente; desiludir-se.
3. Chegar de modo imprevisto; aparecer repentinamente; cair do céu.
Dicionário Caldas Aulete http://aulete.uol.com.br/nuvem#ixzz2ggk52qoh
Assinale com V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que é dito sobre o texto 3.
( ) O aviãozinho de papel despencando do alto é um recurso para dar mais força de persuasão à manchete, cujos termos estão dispostos um abaixo do outro, o que sugere uma queda.
( ) É correto afirmar que a capa da revista Época emprega um recurso da poesia concreta.
( ) O processo de construção da manchete de capa da revista Época inclui substituição e acréscimo de elementos linguísticos, em relação ao texto fonte.
( ) O criador da manchete de Época fez um jogo com dois sentidos do termo real, jogo que foi possível graças à mudança de gênero desse vocábulo.
( ) Na manchete de Época, apresenta-se apenas uma das funções da linguagem: a função informativa.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
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Texto 5
Cair das nuvens (expressão popular)
1. Espantar-se, surpreender-se (com algo que é muito diferente do que se pensava ou se desejava); perceber o próprio equívoco ou engano.
2. Restr. Decepcionar-se intensamente; desiludir-se.
3. Chegar de modo imprevisto; aparecer repentinamente; cair do céu.
Dicionário Caldas Aulete http://aulete.uol.com.br/nuvem#ixzz2ggk52qoh
Assinale a afirmação que expressa uma ideia INCORRETA sobre os textos 3, 4 e 5.
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O texto que você lerá é um excerto retirado do primeiro parágrafo do artigo de opinião “Com um braço só”, escrito por J. R. Guzzo, que trata da corrupção na política.
Um dos aspectos menos atraentes da personalidade humana é a tendência de muitas pessoas de só condenar os vícios que não praticam, ou pelos quais não se sentem atraídas. Um caloteiro que não fuma, não bebe e não joga, por exemplo, é frequentemente a voz que mais grita contra o cigarro, a bebida e os cassinos, mas fecha a boca, os ouvidos e os olhos, como os três prudentes macaquinhos orientais, quando o assunto é honestidade no pagamento de dívidas pessoais. É a velha história: o mal está sempre na alma dos outros. Pode até ser verdade, infelizmente, quando se trata da política brasileira, em que continua valendo, mais do que nunca, a máxima popular do “pega um, pega geral”.
Extraído do artigo ”Com um braço só”, de J.R. Guzzo. VEJA. 21/08/2013.
Atente para as seguintes afirmações sobre alguns dos elementos do texto.
I. Os gramáticos modernos distinguem os advérbios frásicos (aqueles advérbios que modificam um elemento da frase, como em Ele correu muito.) dos advérbios extrafrásicos (aqueles que são exteriores à frase, estão no âmbito da enunciação, como em Ele, naturalmente, passou de primeira, não foi?). Esse segundo grupo congrega os advérbios avaliativos, isto é, que indicam uma avaliação do enunciador acerca do conteúdo enunciado. No texto em estudo, temos um advérbio frásico: “sempre”; e um advérbio extrafrásico: “infelizmente”.
II. Na expressão “os três prudentes macaquinhos orientais”, o artigo definido “os” confere a “três macaquinhos orientais” o status de informação conhecida.
III. O texto 2 da prova, embora constitua apenas um excerto do parágrafo original, apresenta a estrutura paragráfica canônica: tópico frasal ou introdução, desenvolvimento e conclusão.
Está correto o que se diz em
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O texto que você lerá é um excerto retirado do primeiro parágrafo do artigo de opinião “Com um braço só”, escrito por J. R. Guzzo, que trata da corrupção na política.
Um dos aspectos menos atraentes da personalidade humana é a tendência de muitas pessoas de só condenar os vícios que não praticam, ou pelos quais não se sentem atraídas. Um caloteiro que não fuma, não bebe e não joga, por exemplo, é frequentemente a voz que mais grita contra o cigarro, a bebida e os cassinos, mas fecha a boca, os ouvidos e os olhos, como os três prudentes macaquinhos orientais, quando o assunto é honestidade no pagamento de dívidas pessoais. É a velha história: o mal está sempre na alma dos outros. Pode até ser verdade, infelizmente, quando se trata da política brasileira, em que continua valendo, mais do que nunca, a máxima popular do “pega um, pega geral”.
Extraído do artigo ”Com um braço só”, de J.R. Guzzo. VEJA. 21/08/2013.
O enunciador do texto não explicita o mal que se alastra na política brasileira no movimento traduzido pela máxima popular “pega um, pega geral”. Valendo-se de seus conhecimentos da realidade brasileira, escolha a alternativa que explicita esse mal.
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O texto que você lerá é um excerto retirado do primeiro parágrafo do artigo de opinião “Com um braço só”, escrito por J. R. Guzzo, que trata da corrupção na política.
Um dos aspectos menos atraentes da personalidade humana é a tendência de muitas pessoas de só condenar os vícios que não praticam, ou pelos quais não se sentem atraídas. Um caloteiro que não fuma, não bebe e não joga, por exemplo, é frequentemente a voz que mais grita contra o cigarro, a bebida e os cassinos, mas fecha a boca, os ouvidos e os olhos, como os três prudentes macaquinhos orientais, quando o assunto é honestidade no pagamento de dívidas pessoais. É a velha história: o mal está sempre na alma dos outros. Pode até ser verdade, infelizmente, quando se trata da política brasileira, em que continua valendo, mais do que nunca, a máxima popular do “pega um, pega geral”.
Extraído do artigo ”Com um braço só”, de J.R. Guzzo. VEJA. 21/08/2013.
“O mal está sempre na alma dos outros”. Há alguns ditos populares que têm alguma relação com essa frase axiomática. Assinale a opção cujo enunciado está em DESACORDO com a frase em destaque.
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O texto que você lerá é um excerto retirado do primeiro parágrafo do artigo de opinião “Com um braço só”, escrito por J. R. Guzzo, que trata da corrupção na política.
Um dos aspectos menos atraentes da personalidade humana é a tendência de muitas pessoas de só condenar os vícios que não praticam, ou pelos quais não se sentem atraídas. Um caloteiro que não fuma, não bebe e não joga, por exemplo, é frequentemente a voz que mais grita contra o cigarro, a bebida e os cassinos, mas fecha a boca, os ouvidos e os olhos, como os três prudentes macaquinhos orientais, quando o assunto é honestidade no pagamento de dívidas pessoais. É a velha história: o mal está sempre na alma dos outros. Pode até ser verdade, infelizmente, quando se trata da política brasileira, em que continua valendo, mais do que nunca, a máxima popular do “pega um, pega geral”.
Extraído do artigo ”Com um braço só”, de J.R. Guzzo. VEJA. 21/08/2013.
Marque a alternativa em que se reescreve o enunciado seguinte SEM preservar-lhe a significação: “Um dos aspectos menos atraentes da personalidade humana é a tendência de muitas pessoas de só condenar os vícios que não praticam, ou pelos quais não se sentem atraídas”.
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