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Moderna e Eterna
Cem anos após inaugurar a primeira exposição modernista do Brasil, que serviu de embrião para a Semana de 1922, Anita Malfatti ganha uma grande mostra, em São Paulo, sobre seu legado.
Uma semana após inaugurar aquela que seria a primeira exposição de arte moderna no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917, Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas devolvidas por seus compradores, além de receber dezenas de bilhetes anônimos falando mal de suas obras. O motivo? A crítica feroz do influente escritor Monteiro Lobato (1882-1948), que comparou o trabalho da paulistana “aos desenhos de internos dos manicômios”. A mostra de Malfatti serviu de embrião para a revolução artística que culminaria na Semana de Arte Moderna de 1922, protagonizada por ela, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia – conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em comemoração a essa emblemática exposição que o MAM de São Paulo inaugura no próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-se a mártir do modernismo brasileiro”, explica a curadoura Regina Teixeira de Barros. Foi depois da publicação do artigo do escritor que começaram a se reunir em torno dela jovens poetas e artistas inconformados com a linguagem tradicional que dominava o cenário cultural da época. Apesar de ser mais discreta na forma de agir e se vestir que sua amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar notoriedade e reconhecimento em mercado ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha, onde se apaixonou pelo expressionismo. Depois seguiu para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e a primeira a incentivar a filha a seguir o sonho de ser artista. Casada com o engenheiro italiano Samuelli Malfatti, Elizabeth Krug viajava com a filha desde pequena pela Europa, não apenas para iniciá-la no mundo das artes, mas por causa de um problema congênito de Anita – uma atrofia no braço e na mão direita. Sem grandes resultados no tratamento, a pintora usava lenços coloridos para enconder a malformação na mão – o que a levou a ter uma bela coleção do acessório para diversas ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a pintar com a mão esquerda, algo marcante em sua personalidade. Conforme crescia, experimentava voluntariamente a fome, a cegueira e a sede, na busca de sensações físicas de “superação do eu”, como ela mesma descrevia. Um dos fatos insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem tão secreta assim pelo grande amigo Mário de Andrade. Homossexual convicto, o modernista nunca correspondeu (sic) o amor de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar de sua profunda admiração pela amiga), Mário decidiu não apoiá-la quando, nas décadas de 30 e 40, a artista decidiu inspirar-se nas pinturas da academia em suas novas produções. “Ela fraquejou, sua mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à época. Mário recusou também as pinturas de Anita para o Salão de Belas Artes, o que provocou uma fissura na relação dos dois. “Ele foi um dos críticos que não assimilou que o modernismo não era apenas feito de ruptura à tradição, mas também [de] uma reflexão sobre o passado, algo que Anita conseguiu colocar de forma magistral em suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a amizade do Grupo dos Cinco, a mais conhecida é certamente um desenho homônimo assinado por Anita, destaque da mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário aparecem tocando piano, enquanto Tarsila, Oswald e Menotti estão deitados. A cena mostra o ambiente genuíno no qual a Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu, resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
“Sic” é um advérbio latino, cujo significado é assim. Entre parênteses ou colchetes, intercala-se numa citação ou pospõe-se a ela para indicar que o texto original está reproduzido exatamente, por mais errado ou estranho que possa parecer.
I. No texto em estudo, encontra-se a seguinte construção: “Homossexual convicto, o modernista nunca correspondeu o (sic) amor de Anita”. Observe que o (sic) aparece após o verbo corresponder (correspondeu), no exato lugar onde deveria estar o complemento desse verbo. Portanto, o advérbio está apontando um problema de regência verbal.
II. Sabendo-se que o verbo corresponder é transitivo indireto e, no sentido de “apresentar equivalência em relação a”, exige a preposição a, é correto afirmar que o erro reside em usar objeto direto com este verbo, ou usá-lo sem a preposição a.
III. Observe-se que, mudando-se a preposição a pela preposição com, isto é, mudando-se a regência do verbo corresponder, muda-se também o significado: estabelecer ligação com outrem através de carta — Júlia correspondia-se com os irmãos por meio de carta.
Está correto o que se diz em
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Moderna e Eterna
Cem anos após inaugurar a primeira exposição modernista do Brasil, que serviu de embrião para a Semana de 1922, Anita Malfatti ganha uma grande mostra, em São Paulo, sobre seu legado.
Uma semana após inaugurar aquela que seria a primeira exposição de arte moderna no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917, Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas devolvidas por seus compradores, além de receber dezenas de bilhetes anônimos falando mal de suas obras. O motivo? A crítica feroz do influente escritor Monteiro Lobato (1882-1948), que comparou o trabalho da paulistana “aos desenhos de internos dos manicômios”. A mostra de Malfatti serviu de embrião para a revolução artística que culminaria na Semana de Arte Moderna de 1922, protagonizada por ela, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia – conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em comemoração a essa emblemática exposição que o MAM de São Paulo inaugura no próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-se a mártir do modernismo brasileiro”, explica a curadoura Regina Teixeira de Barros. Foi depois da publicação do artigo do escritor que começaram a se reunir em torno dela jovens poetas e artistas inconformados com a linguagem tradicional que dominava o cenário cultural da época. Apesar de ser mais discreta na forma de agir e se vestir que sua amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar notoriedade e reconhecimento em mercado ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha, onde se apaixonou pelo expressionismo. Depois seguiu para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e a primeira a incentivar a filha a seguir o sonho de ser artista. Casada com o engenheiro italiano Samuelli Malfatti, Elizabeth Krug viajava com a filha desde pequena pela Europa, não apenas para iniciá-la no mundo das artes, mas por causa de um problema congênito de Anita – uma atrofia no braço e na mão direita. Sem grandes resultados no tratamento, a pintora usava lenços coloridos para enconder a malformação na mão – o que a levou a ter uma bela coleção do acessório para diversas ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a pintar com a mão esquerda, algo marcante em sua personalidade. Conforme crescia, experimentava voluntariamente a fome, a cegueira e a sede, na busca de sensações físicas de “superação do eu”, como ela mesma descrevia. Um dos fatos insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem tão secreta assim pelo grande amigo Mário de Andrade. Homossexual convicto, o modernista nunca correspondeu (sic) o amor de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar de sua profunda admiração pela amiga), Mário decidiu não apoiá-la quando, nas décadas de 30 e 40, a artista decidiu inspirar-se nas pinturas da academia em suas novas produções. “Ela fraquejou, sua mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à época. Mário recusou também as pinturas de Anita para o Salão de Belas Artes, o que provocou uma fissura na relação dos dois. “Ele foi um dos críticos que não assimilou que o modernismo não era apenas feito de ruptura à tradição, mas também [de] uma reflexão sobre o passado, algo que Anita conseguiu colocar de forma magistral em suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a amizade do Grupo dos Cinco, a mais conhecida é certamente um desenho homônimo assinado por Anita, destaque da mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário aparecem tocando piano, enquanto Tarsila, Oswald e Menotti estão deitados. A cena mostra o ambiente genuíno no qual a Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu, resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
Segundo Napoleão Mendes de Almeida, “as preposições não têm significação intrínseca, própria, mas relativa, dependente do verbo com que foi empregada”. E faz uma advertência: não deve, portanto, o aluno estranhar que a preposição a, na frase “comprar a fulano” signifique de, e que a mesma preposição, na frase “vender a sicrano” signifique para. Sobre essa questão da significação relativa das preposições, assinale a opção INCORRETA.
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Moderna e Eterna
Cem anos após inaugurar a primeira exposição modernista do Brasil, que serviu de embrião para a Semana de 1922, Anita Malfatti ganha uma grande mostra, em São Paulo, sobre seu legado.
Uma semana após inaugurar aquela que seria a primeira exposição de arte moderna no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917, Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas devolvidas por seus compradores, além de receber dezenas de bilhetes anônimos falando mal de suas obras. O motivo? A crítica feroz do influente escritor Monteiro Lobato (1882-1948), que comparou o trabalho da paulistana “aos desenhos de internos dos manicômios”. A mostra de Malfatti serviu de embrião para a revolução artística que culminaria na Semana de Arte Moderna de 1922, protagonizada por ela, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia – conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em comemoração a essa emblemática exposição que o MAM de São Paulo inaugura no próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-se a mártir do modernismo brasileiro”, explica a curadoura Regina Teixeira de Barros. Foi depois da publicação do artigo do escritor que começaram a se reunir em torno dela jovens poetas e artistas inconformados com a linguagem tradicional que dominava o cenário cultural da época. Apesar de ser mais discreta na forma de agir e se vestir que sua amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar notoriedade e reconhecimento em mercado ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha, onde se apaixonou pelo expressionismo. Depois seguiu para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e a primeira a incentivar a filha a seguir o sonho de ser artista. Casada com o engenheiro italiano Samuelli Malfatti, Elizabeth Krug viajava com a filha desde pequena pela Europa, não apenas para iniciá-la no mundo das artes, mas por causa de um problema congênito de Anita – uma atrofia no braço e na mão direita. Sem grandes resultados no tratamento, a pintora usava lenços coloridos para enconder a malformação na mão – o que a levou a ter uma bela coleção do acessório para diversas ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a pintar com a mão esquerda, algo marcante em sua personalidade. Conforme crescia, experimentava voluntariamente a fome, a cegueira e a sede, na busca de sensações físicas de “superação do eu”, como ela mesma descrevia. Um dos fatos insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem tão secreta assim pelo grande amigo Mário de Andrade. Homossexual convicto, o modernista nunca correspondeu (sic) o amor de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar de sua profunda admiração pela amiga), Mário decidiu não apoiá-la quando, nas décadas de 30 e 40, a artista decidiu inspirar-se nas pinturas da academia em suas novas produções. “Ela fraquejou, sua mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à época. Mário recusou também as pinturas de Anita para o Salão de Belas Artes, o que provocou uma fissura na relação dos dois. “Ele foi um dos críticos que não assimilou que o modernismo não era apenas feito de ruptura à tradição, mas também [de] uma reflexão sobre o passado, algo que Anita conseguiu colocar de forma magistral em suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a amizade do Grupo dos Cinco, a mais conhecida é certamente um desenho homônimo assinado por Anita, destaque da mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário aparecem tocando piano, enquanto Tarsila, Oswald e Menotti estão deitados. A cena mostra o ambiente genuíno no qual a Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu, resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
Comentário de Mário de Andrade, quando nas décadas de 30 e 40 Malfatti decidiu inspirar-se nas pinturas da academia em suas novas produções: “Ela fraquejou, sua mão, indecisa, se perdeu”. Atente ao que se diz a seguir a respeito do comentário de Mário de Andrade.
I. O poeta reporta-se, unicamente, à doença congênita que Anita sofria — uma atrofia no braço e na mão direita. Essa primeira leitura constrói o sentido literal.
II. Mário de Andrade alude, somente, ao que, para ele, fora um retrocesso: a busca de inspiração, por Anita, na velha pintura acadêmica, a qual não introduz nas artes plásticas nada de novo, nada de revolucionário.
III. O poeta constrói um jogo de palavras em que os mesmos vocábulos indicam a doença física da pintora e o que, para Mário de Andrade, foi um retrocesso artístico dela.
Fazem-se, assim, ao mesmo tempo, leituras diferentes, mas que não se contradizem. Está correto o que se afirma somente em
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Uma semana após inaugurar aquela que seria a primeira exposição de arte moderna no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917, Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas devolvidas por seus compradores, além de receber dezenas de bilhetes anônimos falando mal de suas obras. O motivo? A crítica feroz do influente escritor Monteiro Lobato (1882-1948), que comparou o trabalho da paulistana “aos desenhos de internos dos manicômios”. A mostra de Malfatti serviu de embrião para a revolução artística que culminaria na Semana de Arte Moderna de 1922, protagonizada por ela, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia – conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em comemoração a essa emblemática exposição que o MAM de São Paulo inaugura no próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-se a mártir do modernismo brasileiro”, explica a curadoura Regina Teixeira de Barros. Foi depois da publicação do artigo do escritor que começaram a se reunir em torno dela jovens poetas e artistas inconformados com a linguagem tradicional que dominava o cenário cultural da época. Apesar de ser mais discreta na forma de agir e se vestir que sua amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar notoriedade e reconhecimento em mercado ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha, onde se apaixonou pelo expressionismo. Depois seguiu para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e a primeira a incentivar a filha a seguir o sonho de ser artista. Casada com o engenheiro italiano Samuelli Malfatti, Elizabeth Krug viajava com a filha desde pequena pela Europa, não apenas para iniciá-la no mundo das artes, mas por causa de um problema congênito de Anita – uma atrofia no braço e na mão direita. Sem grandes resultados no tratamento, a pintora usava lenços coloridos para enconder a malformação na mão – o que a levou a ter uma bela coleção do acessório para diversas ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a pintar com a mão esquerda, algo marcante em sua personalidade. Conforme crescia, experimentava voluntariamente a fome, a cegueira e a sede, na busca de sensações físicas de “superação do eu”, como ela mesma descrevia. Um dos fatos insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem tão secreta assim pelo grande amigo Mário de Andrade. Homossexual convicto, o modernista nunca correspondeu (sic) o amor de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar de sua profunda admiração pela amiga), Mário decidiu não apoiá-la quando, nas décadas de 30 e 40, a artista decidiu inspirar-se nas pinturas da academia em suas novas produções. “Ela fraquejou, sua mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à época. Mário recusou também as pinturas de Anita para o Salão de Belas Artes, o que provocou uma fissura na relação dos dois. “Ele foi um dos críticos que não assimilou que o modernismo não era apenas feito de ruptura à tradição, mas também [de] uma reflexão sobre o passado, algo que Anita conseguiu colocar de forma magistral em suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a amizade do Grupo dos Cinco, a mais conhecida é certamente um desenho homônimo assinado por Anita, destaque da mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário aparecem tocando piano, enquanto Tarsila, Oswald e Menotti estão deitados. A cena mostra o ambiente genuíno no qual a Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu, resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
Releia o excerto transcrito: “A mostra de Malfatti serviu de embrião para a revolução artística que culminaria na Semana de Arte Moderna de 1922”. Assinale a opção em que estejam presentes todas as informações necessárias para a total compreensão do que está em negrito.
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Moderna e Eterna
Cem anos após inaugurar a primeira exposição modernista do Brasil, que serviu de embrião para a Semana de 1922, Anita Malfatti ganha uma grande mostra, em São Paulo, sobre seu legado.
Uma semana após inaugurar aquela que seria a primeira exposição de arte moderna no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917, Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas devolvidas por seus compradores, além de receber dezenas de bilhetes anônimos falando mal de suas obras. O motivo? A crítica feroz do influente escritor Monteiro Lobato (1882-1948), que comparou o trabalho da paulistana “aos desenhos de internos dos manicômios”. A mostra de Malfatti serviu de embrião para a revolução artística que culminaria na Semana de Arte Moderna de 1922, protagonizada por ela, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia – conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em comemoração a essa emblemática exposição que o MAM de São Paulo inaugura no próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-se a mártir do modernismo brasileiro”, explica a curadoura Regina Teixeira de Barros. Foi depois da publicação do artigo do escritor que começaram a se reunir em torno dela jovens poetas e artistas inconformados com a linguagem tradicional que dominava o cenário cultural da época. Apesar de ser mais discreta na forma de agir e se vestir que sua amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar notoriedade e reconhecimento em mercado ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha, onde se apaixonou pelo expressionismo. Depois seguiu para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e a primeira a incentivar a filha a seguir o sonho de ser artista. Casada com o engenheiro italiano Samuelli Malfatti, Elizabeth Krug viajava com a filha desde pequena pela Europa, não apenas para iniciá-la no mundo das artes, mas por causa de um problema congênito de Anita – uma atrofia no braço e na mão direita. Sem grandes resultados no tratamento, a pintora usava lenços coloridos para enconder a malformação na mão – o que a levou a ter uma bela coleção do acessório para diversas ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a pintar com a mão esquerda, algo marcante em sua personalidade. Conforme crescia, experimentava voluntariamente a fome, a cegueira e a sede, na busca de sensações físicas de “superação do eu”, como ela mesma descrevia. Um dos fatos insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem tão secreta assim pelo grande amigo Mário de Andrade. Homossexual convicto, o modernista nunca correspondeu (sic) o amor de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar de sua profunda admiração pela amiga), Mário decidiu não apoiá-la quando, nas décadas de 30 e 40, a artista decidiu inspirar-se nas pinturas da academia em suas novas produções. “Ela fraquejou, sua mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à época. Mário recusou também as pinturas de Anita para o Salão de Belas Artes, o que provocou uma fissura na relação dos dois. “Ele foi um dos críticos que não assimilou que o modernismo não era apenas feito de ruptura à tradição, mas também [de] uma reflexão sobre o passado, algo que Anita conseguiu colocar de forma magistral em suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a amizade do Grupo dos Cinco, a mais conhecida é certamente um desenho homônimo assinado por Anita, destaque da mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário aparecem tocando piano, enquanto Tarsila, Oswald e Menotti estão deitados. A cena mostra o ambiente genuíno no qual a Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu, resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
Sobre o Modernismo brasileiro, é correto afirmar que
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Cem anos após inaugurar a primeira exposição modernista do Brasil, que serviu de embrião para a Semana de 1922, Anita Malfatti ganha uma grande mostra, em São Paulo, sobre seu legado.
Uma semana após inaugurar aquela que seria a primeira exposição de arte moderna no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917, Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas devolvidas por seus compradores, além de receber dezenas de bilhetes anônimos falando mal de suas obras. O motivo? A crítica feroz do influente escritor Monteiro Lobato (1882-1948), que comparou o trabalho da paulistana “aos desenhos de internos dos manicômios”. A mostra de Malfatti serviu de embrião para a revolução artística que culminaria na Semana de Arte Moderna de 1922, protagonizada por ela, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia – conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em comemoração a essa emblemática exposição que o MAM de São Paulo inaugura no próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-se a mártir do modernismo brasileiro”, explica a curadoura Regina Teixeira de Barros. Foi depois da publicação do artigo do escritor que começaram a se reunir em torno dela jovens poetas e artistas inconformados com a linguagem tradicional que dominava o cenário cultural da época. Apesar de ser mais discreta na forma de agir e se vestir que sua amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar notoriedade e reconhecimento em mercado ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha, onde se apaixonou pelo expressionismo. Depois seguiu para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e a primeira a incentivar a filha a seguir o sonho de ser artista. Casada com o engenheiro italiano Samuelli Malfatti, Elizabeth Krug viajava com a filha desde pequena pela Europa, não apenas para iniciá-la no mundo das artes, mas por causa de um problema congênito de Anita – uma atrofia no braço e na mão direita. Sem grandes resultados no tratamento, a pintora usava lenços coloridos para enconder a malformação na mão – o que a levou a ter uma bela coleção do acessório para diversas ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a pintar com a mão esquerda, algo marcante em sua personalidade. Conforme crescia, experimentava voluntariamente a fome, a cegueira e a sede, na busca de sensações físicas de “superação do eu”, como ela mesma descrevia. Um dos fatos insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem tão secreta assim pelo grande amigo Mário de Andrade. Homossexual convicto, o modernista nunca correspondeu (sic) o amor de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar de sua profunda admiração pela amiga), Mário decidiu não apoiá-la quando, nas décadas de 30 e 40, a artista decidiu inspirar-se nas pinturas da academia em suas novas produções. “Ela fraquejou, sua mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à época. Mário recusou também as pinturas de Anita para o Salão de Belas Artes, o que provocou uma fissura na relação dos dois. “Ele foi um dos críticos que não assimilou que o modernismo não era apenas feito de ruptura à tradição, mas também [de] uma reflexão sobre o passado, algo que Anita conseguiu colocar de forma magistral em suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a amizade do Grupo dos Cinco, a mais conhecida é certamente um desenho homônimo assinado por Anita, destaque da mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário aparecem tocando piano, enquanto Tarsila, Oswald e Menotti estão deitados. A cena mostra o ambiente genuíno no qual a Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu, resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
A real responsabilidade pelo fracasso da exposição de Anita Malfatti deve-se
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Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-se a mártir do modernismo brasileiro”, explica a curadoura Regina Teixeira de Barros. Foi depois da publicação do artigo do escritor que começaram a se reunir em torno dela jovens poetas e artistas inconformados com a linguagem tradicional que dominava o cenário cultural da época. Apesar de ser mais discreta na forma de agir e se vestir que sua amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar notoriedade e reconhecimento em mercado ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha, onde se apaixonou pelo expressionismo. Depois seguiu para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e a primeira a incentivar a filha a seguir o sonho de ser artista. Casada com o engenheiro italiano Samuelli Malfatti, Elizabeth Krug viajava com a filha desde pequena pela Europa, não apenas para iniciá-la no mundo das artes, mas por causa de um problema congênito de Anita – uma atrofia no braço e na mão direita. Sem grandes resultados no tratamento, a pintora usava lenços coloridos para enconder a malformação na mão – o que a levou a ter uma bela coleção do acessório para diversas ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a pintar com a mão esquerda, algo marcante em sua personalidade. Conforme crescia, experimentava voluntariamente a fome, a cegueira e a sede, na busca de sensações físicas de “superação do eu”, como ela mesma descrevia. Um dos fatos insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem tão secreta assim pelo grande amigo Mário de Andrade. Homossexual convicto, o modernista nunca correspondeu (sic) o amor de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar de sua profunda admiração pela amiga), Mário decidiu não apoiá-la quando, nas décadas de 30 e 40, a artista decidiu inspirar-se nas pinturas da academia em suas novas produções. “Ela fraquejou, sua mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à época. Mário recusou também as pinturas de Anita para o Salão de Belas Artes, o que provocou uma fissura na relação dos dois. “Ele foi um dos críticos que não assimilou que o modernismo não era apenas feito de ruptura à tradição, mas também [de] uma reflexão sobre o passado, algo que Anita conseguiu colocar de forma magistral em suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a amizade do Grupo dos Cinco, a mais conhecida é certamente um desenho homônimo assinado por Anita, destaque da mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário aparecem tocando piano, enquanto Tarsila, Oswald e Menotti estão deitados. A cena mostra o ambiente genuíno no qual a Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu, resume a curadora.
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Ensina Othon Moacyr Garcia (In: Comunicação em Prosa Moderna): “Se o fato determinante de outro é a sua causa, esse outro é a sua consequência. A consequência desejada ou preconcebida é o fim (propósito, objetivo)”. Considerando o que diz Othon M. Garcia, atente às seguintes afirmações:
I. A devolução a Anita Malfatti de cinco telas e o recebimento, pela mesma Anita, de bilhetes anônimos falando mal de suas obras determinam a crítica feita por Moteiro Lobato à obra da pintora paulistana. Esse fato é consequência do outro.
II. A crítica de Monteiro Lobato aos quadros de Anita Malfatti foi a causa do fracasso da exposição da pintora, em 1917.
III. A consequência advinda da ação de Lobato (escrever um artigo posicionando-se contra a obra de Anita Malfatti) não foi preconcebida, portanto, não pode ser considerada o fim, propósito ou objetivo de sua ação.
Está correto o que se diz em
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Cem anos após inaugurar a primeira exposição modernista do Brasil, que serviu de embrião para a Semana de 1922, Anita Malfatti ganha uma grande mostra, em São Paulo, sobre seu legado.
Uma semana após inaugurar aquela que seria a primeira exposição de arte moderna no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917, Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas devolvidas por seus compradores, além de receber dezenas de bilhetes anônimos falando mal de suas obras. O motivo? A crítica feroz do influente escritor Monteiro Lobato (1882-1948), que comparou o trabalho da paulistana “aos desenhos de internos dos manicômios”. A mostra de Malfatti serviu de embrião para a revolução artística que culminaria na Semana de Arte Moderna de 1922, protagonizada por ela, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia – conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em comemoração a essa emblemática exposição que o MAM de São Paulo inaugura no próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-se a mártir do modernismo brasileiro”, explica a curadoura Regina Teixeira de Barros. Foi depois da publicação do artigo do escritor que começaram a se reunir em torno dela jovens poetas e artistas inconformados com a linguagem tradicional que dominava o cenário cultural da época. Apesar de ser mais discreta na forma de agir e se vestir que sua amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar notoriedade e reconhecimento em mercado ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha, onde se apaixonou pelo expressionismo. Depois seguiu para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e a primeira a incentivar a filha a seguir o sonho de ser artista. Casada com o engenheiro italiano Samuelli Malfatti, Elizabeth Krug viajava com a filha desde pequena pela Europa, não apenas para iniciá-la no mundo das artes, mas por causa de um problema congênito de Anita – uma atrofia no braço e na mão direita. Sem grandes resultados no tratamento, a pintora usava lenços coloridos para enconder a malformação na mão – o que a levou a ter uma bela coleção do acessório para diversas ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a pintar com a mão esquerda, algo marcante em sua personalidade. Conforme crescia, experimentava voluntariamente a fome, a cegueira e a sede, na busca de sensações físicas de “superação do eu”, como ela mesma descrevia. Um dos fatos insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem tão secreta assim pelo grande amigo Mário de Andrade. Homossexual convicto, o modernista nunca correspondeu (sic) o amor de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar de sua profunda admiração pela amiga), Mário decidiu não apoiá-la quando, nas décadas de 30 e 40, a artista decidiu inspirar-se nas pinturas da academia em suas novas produções. “Ela fraquejou, sua mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à época. Mário recusou também as pinturas de Anita para o Salão de Belas Artes, o que provocou uma fissura na relação dos dois. “Ele foi um dos críticos que não assimilou que o modernismo não era apenas feito de ruptura à tradição, mas também [de] uma reflexão sobre o passado, algo que Anita conseguiu colocar de forma magistral em suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a amizade do Grupo dos Cinco, a mais conhecida é certamente um desenho homônimo assinado por Anita, destaque da mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário aparecem tocando piano, enquanto Tarsila, Oswald e Menotti estão deitados. A cena mostra o ambiente genuíno no qual a Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu, resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
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Moderna e Eterna
Cem anos após inaugurar a primeira exposição modernista do Brasil, que serviu de embrião para a Semana de 1922, Anita Malfatti ganha uma grande mostra, em São Paulo, sobre seu legado.
Uma semana após inaugurar aquela que seria a primeira exposição de arte moderna no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917, Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas devolvidas por seus compradores, além de receber dezenas de bilhetes anônimos falando mal de suas obras. O motivo? A crítica feroz do influente escritor Monteiro Lobato (1882-1948), que comparou o trabalho da paulistana “aos desenhos de internos dos manicômios”. A mostra de Malfatti serviu de embrião para a revolução artística que culminaria na Semana de Arte Moderna de 1922, protagonizada por ela, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia – conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em comemoração a essa emblemática exposição que o MAM de São Paulo inaugura no próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-se a mártir do modernismo brasileiro”, explica a curadoura Regina Teixeira de Barros. Foi depois da publicação do artigo do escritor que começaram a se reunir em torno dela jovens poetas e artistas inconformados com a linguagem tradicional que dominava o cenário cultural da época. Apesar de ser mais discreta na forma de agir e se vestir que sua amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar notoriedade e reconhecimento em mercado ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha, onde se apaixonou pelo expressionismo. Depois seguiu para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e a primeira a incentivar a filha a seguir o sonho de ser artista. Casada com o engenheiro italiano Samuelli Malfatti, Elizabeth Krug viajava com a filha desde pequena pela Europa, não apenas para iniciá-la no mundo das artes, mas por causa de um problema congênito de Anita – uma atrofia no braço e na mão direita. Sem grandes resultados no tratamento, a pintora usava lenços coloridos para enconder a malformação na mão – o que a levou a ter uma bela coleção do acessório para diversas ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a pintar com a mão esquerda, algo marcante em sua personalidade. Conforme crescia, experimentava voluntariamente a fome, a cegueira e a sede, na busca de sensações físicas de “superação do eu”, como ela mesma descrevia. Um dos fatos insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem tão secreta assim pelo grande amigo Mário de Andrade. Homossexual convicto, o modernista nunca correspondeu (sic) o amor de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar de sua profunda admiração pela amiga), Mário decidiu não apoiá-la quando, nas décadas de 30 e 40, a artista decidiu inspirar-se nas pinturas da academia em suas novas produções. “Ela fraquejou, sua mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à época. Mário recusou também as pinturas de Anita para o Salão de Belas Artes, o que provocou uma fissura na relação dos dois. “Ele foi um dos críticos que não assimilou que o modernismo não era apenas feito de ruptura à tradição, mas também [de] uma reflexão sobre o passado, algo que Anita conseguiu colocar de forma magistral em suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a amizade do Grupo dos Cinco, a mais conhecida é certamente um desenho homônimo assinado por Anita, destaque da mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário aparecem tocando piano, enquanto Tarsila, Oswald e Menotti estão deitados. A cena mostra o ambiente genuíno no qual a Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu, resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
O objetivo do texto “Moderna e Eterna” é
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O volume de uma tradicional casquinha de sorvete, com formato de um cone, feito a partir de um setor circular de 12 cm de raio e ângulo central de 120 graus é igual a
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