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Antes do surgimento do pensar racional-filosófico, os povos antigos possuíam outra forma de explicação do mundo: o pensamento mítico. Considerando as características do conhecimento mítico, atente para o que se afirma a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) A mitologia foi a segunda forma de explicação sobre o mundo, sucedendo as explicações fornecidas pelas ciências dos antigos povos, como a agrimensura e a astrologia.
( ) Os mitos eram transmitidos por gerações, principalmente através da forma narrativa e faziam parte da tradição cultural de um povo, não sendo originários da criação por parte de um indivíduo específico.
( ) A mitologia explicava a origem do mundo e dependia da adesão, pelas pessoas, de um conjunto de verdades tidas como inquestionáveis e imunes à crítica.
( ) Baseado, principalmente, nas forças da natureza – physis –, as mitologias antigas, ao contrário das religiões que as sucederam, evitavam o recurso às forças sobrenaturais como fonte de explicação da existência.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
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Pela Internet
Criar meu web site
Fazer minha homepage
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut de acessar
O chefe da Mac Milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus para atacar os programas no Japão
Eu quero entrar na rede para contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze
Tem um videopôquer para se jogar
GIL, Gilberto. Pela internet. In: Quanta. WarnerMusic
Brasil ltda. Rio de Janeiro, 1997. Disponível em:
https://www.letras.mus.br/gilberto-gil/68924/
Acesso em 29 de out. de 2019.
A letra da canção apresenta recursos expressivos que remetem a fatores de textualidade responsáveis pela construção do sentido. Considerando esse aspecto, é correto afirmar que
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Pela Internet
Criar meu web site
Fazer minha homepage
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixáC)
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de ConnecticutA)
De Connecticut de acessar
O chefe da Mac Milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus para atacar os programas no JapãoB)
Eu quero entrar na rede para contactar
Os lares do Nepal, os bares do GabãoD)
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze
Tem um videopôquer para se jogar
GIL, Gilberto. Pela internet. In: Quanta. WarnerMusic
Brasil ltda. Rio de Janeiro, 1997. Disponível em:
https://www.letras.mus.br/gilberto-gil/68924/
Acesso em 29 de out. de 2019.
Alguns trechos da letra da canção Pela Internet sugerem a importância da Internet para a inclusão digital do ponto de vista socioeconômico. Atente para os trechos da canção, apresentados a seguir, e assinale aquele que NÃO condiz com essa proposição.
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Pela Internet
Criar meu web site
Fazer minha homepage
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut de acessar
O chefe da Mac Milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus para atacar os programas no Japão
Eu quero entrar na rede para contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze
Tem um videopôquer para se jogar
GIL, Gilberto. Pela internet. In: Quanta. WarnerMusic
Brasil ltda. Rio de Janeiro, 1997. Disponível em:
https://www.letras.mus.br/gilberto-gil/68924/
Acesso em 29 de out. de 2019.
No texto da letra da canção, o autor utiliza termos como website, homepage, gigabytes, e-mail, hot-link, hacker, entre outros. Isso significa que
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Pela Internet
Criar meu web site
Fazer minha homepage
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut de acessar
O chefe da Mac Milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus para atacar os programas no Japão
Eu quero entrar na rede para contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze
Tem um videopôquer para se jogar
GIL, Gilberto. Pela internet. In: Quanta. WarnerMusic
Brasil ltda. Rio de Janeiro, 1997. Disponível em:
https://www.letras.mus.br/gilberto-gil/68924/
Acesso em 29 de out. de 2019.
No texto da letra da canção Pela Internet, percebe-se as intenções do autor de
I. apresentar as tecnologias digitais como possibilidade da ruptura entre tempo e espaço para o desenvolvimento de práticas socioculturais diversas.
II. discutir a metáfora do oceano para a concepção do espaço virtual que liga locais e culturas tão diversas entre si.
III. confrontar culturas que se ligam por oceanos, demonstrando o interesse por movimentos náuticos para o transporte de informações.
Estão corretas as complementações contidas em
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‘É hora de brancos lutarem contra racismo’,
diz escritora Djamila Ribeiro
Depois de 300 anos de escravidão, o ideal seria que os negros ficassem tomando piña colada no Caribe enquanto os brancos lutam contra o racismo no Brasil, na opinião da escritora Djamila Ribeiro. Justo, "já que a gente ficou esses anos todos batalhando e vivendo o racismo", disse ela na noite desta quinta-feira (11), na Casa Folha, durante a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). "Mas, como não vai ser possível, seria importante as pessoas começarem a não delegar", afirmou. "As pessoas brancas precisam começar a entender a importância de elas debaterem racismo, elas lerem sobre isso, ter ações antirracistas nos seus espaços."
Uma pequena multidão fez fila em frente ao espaço para assistir à conversa de Djamila com o também escritor Antônio Prata, ambos colunistas da Folha, mediada pela editora de Diversidade do jornal, Paula Cesarino Costa – mesmo com o espaço lotado, o público se aglomerou para ver o debate do lado de fora. "Ser politicamente incorreto faz sentidoB) quando a gente vive num sistema cruel, desigual, violento. Faz sentido ser incorreto aí. Ter uma contra narrativa, ir contra a norma estabelecida", disse Djamila. "Mas houve um esvaziamento do termo politicamente correto. Se o respeito ao próximo, à humanidade do outro, é ser politicamente correto, devemos ser."
Para Antônio Prata, o assunto não o incomodaA). "A patrulha do politicamente correto é um comentário no meu Facebook. A patrulha da Rota mata", afirmou, em consonância com o discurso de Djamila (...). Para o escritor, autor dos livros "Nu, de botas" e "Trinta e poucos", hoje se sabe que é condenável ser machista, racista e homofóbico, mas que "as pessoas estão lutando pelo direito de serem erradas". (...) Prata afirmou que, por um tempo, achou "nada mais saudável que haja uma coerção social" que iniba o comportamento racista, mas que o momento político atual, com ascensão de grupos conservadores no Brasil e no mundo, mostrou que "a gente tem que pensar se o discurso é eficaz, ou se é uma maquiagem que a gente coloca na frente do ódio e o ódio volta pulando o muro."
Para Djamila, por outro lado, "isso não é novoC). O Brasil é um país extremamente conservador", afirmou. "Para grupos minoritários, esse discurso de ódio é presente na nossa vida desde sempre. (...)" Mestre em filosofia pela USP e escritora de "O que é lugar de fala" e "Quem tem medo do feminismo negro", a ativista afirmou que "o debate sobre racismo é surreal. A gente é acusado de dividir, de ser sectarista e violento(...). Djamila reclamou de a luta negra ser constantemente classificada como identitária por pessoas brancas que não se reconhecem também como parte de uma identidade. "Me cobram por qualquer coisa que uma mulher negra faça, 'você viu essa negra de direita?'. (...).
Consenso entre eles foi que a falta de diversidade prejudica o Brasil. "A própria elite perde com o privilégio. O mundo perde quando não tem 70% de concorrência. A literatura é pior, o cinema é pior", afirmou Prata, que também é roteiristaD).
É HORA DE BRANCOS LUTAREM CONTRA O
RACISMO... 12 de julho de 2019. Disponível em:
https://diariodonordeste.verdesmares.com.br
Acesso em 29 de out. de 2019.
Atente para as expressões destacadas nas sentenças a seguir e assinale a que NÃO ocupa a função de sujeito.
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‘É hora de brancos lutarem contra racismo’,
diz escritora Djamila Ribeiro
Depois de 300 anos de escravidão, o ideal seria que os negros ficassem tomando piña colada no Caribe enquanto os brancos lutam contra o racismo no Brasil, na opinião da escritora Djamila Ribeiro. Justo, "já que a gente ficou esses anos todos batalhando e vivendo o racismo", disse ela na noite desta quinta-feira (11), na Casa Folha, durante a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). "Mas, como não vai ser possível, seria importante as pessoas começarem a não delegar", afirmou. "As pessoas brancas precisam começar a entender a importância de elas debaterem racismo, elas lerem sobre isso, ter ações antirracistas nos seus espaços."
Uma pequena multidão fez fila em frente ao espaço para assistir à conversa de Djamila com o também escritor Antônio Prata, ambos colunistas da Folha, mediada pela editora de Diversidade do jornal, Paula Cesarino Costa – mesmo com o espaço lotado, o público se aglomerou para ver o debate do lado de fora. "Ser politicamente incorreto faz sentido quando a gente vive num sistema cruel, desigual, violento. Faz sentido ser incorreto aí. Ter uma contra narrativa, ir contra a norma estabelecida", disse Djamila. "Mas houve um esvaziamento do termo politicamente correto. Se o respeito ao próximo, à humanidade do outro, é ser politicamente correto, devemos ser."
Para Antônio Prata, o assunto não o incomoda. "A patrulha do politicamente correto é um comentário no meu Facebook. A patrulha da Rota mata", afirmou, em consonância com o discurso de Djamila (...). Para o escritor, autor dos livros "Nu, de botas" e "Trinta e poucos", hoje se sabe que é condenável ser machista, racista e homofóbico, mas que "as pessoas estão lutando pelo direito de serem erradas". (...) Prata afirmou que, por um tempo, achou "nada mais saudável que haja uma coerção social" que iniba o comportamento racista, mas que o momento político atual, com ascensão de grupos conservadores no Brasil e no mundo, mostrou que "a gente tem que pensar se o discurso é eficaz, ou se é uma maquiagem que a gente coloca na frente do ódio e o ódio volta pulando o muro."
Para Djamila, por outro lado, "isso não é novo. O Brasil é um país extremamente conservador", afirmou. "Para grupos minoritários, esse discurso de ódio é presente na nossa vida desde sempre. (...)" Mestre em filosofia pela USP e escritora de "O que é lugar de fala" e "Quem tem medo do feminismo negro", a ativista afirmou que "o debate sobre racismo é surreal. A gente é acusado de dividir, de ser sectarista e violento(...). Djamila reclamou de a luta negra ser constantemente classificada como identitária por pessoas brancas que não se reconhecem também como parte de uma identidade. "Me cobram por qualquer coisa que uma mulher negra faça, 'você viu essa negra de direita?'. (...).
Consenso entre eles foi que a falta de diversidade prejudica o Brasil. "A própria elite perde com o privilégio. O mundo perde quando não tem 70% de concorrência. A literatura é pior, o cinema é pior", afirmou Prata, que também é roteirista.
É HORA DE BRANCOS LUTAREM CONTRA O
RACISMO... 12 de julho de 2019. Disponível em:
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Acesso em 29 de out. de 2019.
A escritora Djamila Ribeiro é apresentada de diversas formas, ao longo do texto: partes do seu nome, pronomes, profissão e papel social. Isso ocorre para que a tessitura do texto se faça a partir do princípio de
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Depois de 300 anos de escravidão, o ideal seria que os negros ficassem tomando piña colada no Caribe enquanto os brancos lutam contra o racismo no Brasil, na opinião da escritora Djamila Ribeiro. Justo, "já que a gente ficou esses anos todos batalhando e vivendo o racismo", disse ela na noite desta quinta-feira (11), na Casa Folha, durante a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). "Mas, como não vai ser possível, seria importante as pessoas começarem a não delegar", afirmou. "As pessoas brancas precisam começar a entender a importância de elas debaterem racismo, elas lerem sobre isso, ter ações antirracistas nos seus espaços."
Uma pequena multidão fez fila em frente ao espaço para assistir à conversa de Djamila com o também escritor Antônio Prata, ambos colunistas da Folha, mediada pela editora de Diversidade do jornal, Paula Cesarino Costa – mesmo com o espaço lotado, o público se aglomerou para ver o debate do lado de fora. "Ser politicamente incorreto faz sentido quando a gente vive num sistema cruel, desigual, violento. Faz sentido ser incorreto aí. Ter uma contra narrativa, ir contra a norma estabelecida", disse Djamila. "Mas houve um esvaziamento do termo politicamente correto. Se o respeito ao próximo, à humanidade do outro, é ser politicamente correto, devemos ser."
Para Antônio Prata, o assunto não o incomoda. "A patrulha do politicamente correto é um comentário no meu Facebook. A patrulha da Rota mata", afirmou, em consonância com o discurso de Djamila (...). Para o escritor, autor dos livros "Nu, de botas" e "Trinta e poucos", hoje se sabe que é condenável ser machista, racista e homofóbico, mas que "as pessoas estão lutando pelo direito de serem erradas". (...) Prata afirmou que, por um tempo, achou "nada mais saudável que haja uma coerção social" que iniba o comportamento racista, mas que o momento político atual, com ascensão de grupos conservadores no Brasil e no mundo, mostrou que "a gente tem que pensar se o discurso é eficaz, ou se é uma maquiagem que a gente coloca na frente do ódio e o ódio volta pulando o muro."
Para Djamila, por outro lado, "isso não é novo. O Brasil é um país extremamente conservador", afirmou. "Para grupos minoritários, esse discurso de ódio é presente na nossa vida desde sempre. (...)" Mestre em filosofia pela USP e escritora de "O que é lugar de fala" e "Quem tem medo do feminismo negro", a ativista afirmou que "o debate sobre racismo é surreal. A gente é acusado de dividir, de ser sectarista e violento(...). Djamila reclamou de a luta negra ser constantemente classificada como identitária por pessoas brancas que não se reconhecem também como parte de uma identidade. "Me cobram por qualquer coisa que uma mulher negra faça, 'você viu essa negra de direita?'. (...).
Consenso entre eles foi que a falta de diversidade prejudica o Brasil. "A própria elite perde com o privilégio. O mundo perde quando não tem 70% de concorrência. A literatura é pior, o cinema é pior", afirmou Prata, que também é roteirista.
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RACISMO... 12 de julho de 2019. Disponível em:
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Sobre a ocorrência de aspas, no texto, é correto afirmar que se dá devido à
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Uma pequena multidão fez fila em frente ao espaço para assistir à conversa de Djamila com o também escritor Antônio Prata, ambos colunistas da Folha, mediada pela editora de Diversidade do jornal, Paula Cesarino Costa – mesmo com o espaço lotado, o público se aglomerou para ver o debate do lado de foraC). "Ser politicamente incorreto faz sentido quando a gente vive num sistema cruel, desigual, violento. Faz sentido ser incorreto aí. Ter uma contra narrativa, ir contra a norma estabelecida", disse Djamila. "Mas houve um esvaziamento do termo politicamente correto. Se o respeito ao próximo, à humanidade do outro, é ser politicamente correto, devemos ser."
Para Antônio Prata, o assunto não o incomoda. "A patrulha do politicamente correto é um comentário no meu Facebook. A patrulha da Rota mata", afirmou, em consonância com o discurso de DjamilaA) (...). Para o escritor, autor dos livros "Nu, de botas" e "Trinta e poucos", hoje se sabe que é condenável ser machista, racista e homofóbico, mas que "as pessoas estão lutando pelo direito de serem erradas". (...) Prata afirmou que, por um tempo, achou "nada mais saudável que haja uma coerção social" que iniba o comportamento racista, mas que o momento político atual, com ascensão de grupos conservadores no Brasil e no mundo, mostrou que "a gente tem que pensar se o discurso é eficaz, ou se é uma maquiagem que a gente coloca na frente do ódio e o ódio volta pulando o muro."
Para Djamila, por outro lado, "isso não é novo. O Brasil é um país extremamente conservador", afirmou. "Para grupos minoritários, esse discurso de ódio é presente na nossa vida desde sempre. (...)" Mestre em filosofia pela USP e escritora de "O que é lugar de fala" e "Quem tem medo do feminismo negro", a ativista afirmou que "o debate sobre racismo é surreal. A gente é acusado de dividir, de ser sectarista e violento(...). Djamila reclamou de a luta negra ser constantemente classificada como identitária por pessoas brancas que não se reconhecem também como parte de uma identidadeD). "Me cobram por qualquer coisa que uma mulher negra faça, 'você viu essa negra de direita?'. (...).
Consenso entre eles foi que a falta de diversidade prejudica o Brasil. "A própria elite perde com o privilégio. O mundo perde quando não tem 70% de concorrência. A literatura é pior, o cinema é pior", afirmou Prata, que também é roteirista.
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RACISMO... 12 de julho de 2019. Disponível em:
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Acesso em 29 de out. de 2019.
Há palavras ou expressões que exercem a função de estabelecer a coesão textual, colaborando para maior clareza e organicidade na transição de trechos e/ou parágrafos. Esses elementos também apresentam o direcionamento argumentativo do texto e trazem em si uma carga semântica. Considerando a relação entre os termos e o que expressam, assinale a afirmação FALSA.
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diz escritora Djamila Ribeiro
Depois de 300 anos de escravidão, o ideal seria que os negros ficassem tomando piña colada no Caribe enquanto os brancos lutam contra o racismo no Brasil, na opinião da escritora Djamila Ribeiro. Justo, "já que a gente ficou esses anos todos batalhando e vivendo o racismo", disse ela na noite desta quinta-feira (11), na Casa Folha, durante a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). "Mas, como não vai ser possível, seria importante as pessoas começarem a não delegar", afirmou. "As pessoas brancas precisam começar a entender a importância de elas debaterem racismo, elas lerem sobre isso, ter ações antirracistas nos seus espaços."
Uma pequena multidão fez fila em frente ao espaço para assistir à conversa de Djamila com o também escritor Antônio Prata, ambos colunistas da Folha, mediada pela editora de Diversidade do jornal, Paula Cesarino Costa – mesmo com o espaço lotado, o público se aglomerou para ver o debate do lado de fora. "Ser politicamente incorreto faz sentido quando a gente vive num sistema cruel, desigual, violento. Faz sentido ser incorreto aí. Ter uma contra narrativa, ir contra a norma estabelecida", disse Djamila. "Mas houve um esvaziamento do termo politicamente correto. Se o respeito ao próximo, à humanidade do outro, é ser politicamente correto, devemos ser."
Para Antônio Prata, o assunto não o incomoda. "A patrulha do politicamente correto é um comentário no meu Facebook. A patrulha da Rota mata", afirmou, em consonância com o discurso de Djamila (...). Para o escritor, autor dos livros "Nu, de botas" e "Trinta e poucos", hoje se sabe que é condenável ser machista, racista e homofóbico, mas que "as pessoas estão lutando pelo direito de serem erradas". (...) Prata afirmou que, por um tempo, achou "nada mais saudável que haja uma coerção social" que iniba o comportamento racista, mas que o momento político atual, com ascensão de grupos conservadores no Brasil e no mundo, mostrou que "a gente tem que pensar se o discurso é eficaz, ou se é uma maquiagem que a gente coloca na frente do ódio e o ódio volta pulando o muro."
Para Djamila, por outro lado, "isso não é novo. O Brasil é um país extremamente conservador", afirmou. "Para grupos minoritários, esse discurso de ódio é presente na nossa vida desde sempre. (...)" Mestre em filosofia pela USP e escritora de "O que é lugar de fala" e "Quem tem medo do feminismo negro", a ativista afirmou que "o debate sobre racismo é surreal. A gente é acusado de dividir, de ser sectarista e violento(...). Djamila reclamou de a luta negra ser constantemente classificada como identitária por pessoas brancas que não se reconhecem também como parte de uma identidade. "Me cobram por qualquer coisa que uma mulher negra faça, 'você viu essa negra de direita?'. (...).
Consenso entre eles foi que a falta de diversidade prejudica o Brasil. "A própria elite perde com o privilégio. O mundo perde quando não tem 70% de concorrência. A literatura é pior, o cinema é pior", afirmou Prata, que também é roteirista.
É HORA DE BRANCOS LUTAREM CONTRA O
RACISMO... 12 de julho de 2019. Disponível em:
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Acesso em 29 de out. de 2019.
Atente para as seguintes informações sobre o texto 3:
I. Trata do posicionamento de dois autores (Djamila Ribeiro e Antônio Prata) acerca do racismo e de suas implicações.
II. Apresenta o negro e o branco como opostos em um sectarismo prejudicial aos brancos, porque estes perdem privilégios.
III. Afirma que a falta de diversidade na literatura e no cinema é prejudicial para o crescimento do Brasil.
É correto o que se afirma somente em
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