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A QUESTÃO REFERE-SE AO LIVRO ANOS DE CHUMBO E OUTROS CONTOS, DE CHICO BUARQUE (São Paulo: Companhia das Letras, 2021).
A decisão de quem será o narrador é um ponto crucial e inaugurador de qualquer trabalho literário. E aqui Chico começa a desfilar as jogadas que nos encantarão ao longo da leitura dessa pequena obra-prima. Há três contos narrados por crianças: “Meu tio”, “Os primos de Campos” e “Anos de chumbo”. A adolescente que se prostitui com o tio miliciano com a anuência dos pais, o garoto abandonado pelo pai que vivencia as agruras de um primo morto pelo crime e de um irmão que se perde nas drogas, e o menino paralítico que passa o tempo imaginando batalhas com soldadinhos de chumbo são personagens que têm em comum a vivência de grandes terrores, sem a exata percepção disso.
TONY BELLOTTO Adaptado de elle.com.br, 29/10/2021.
Em sua análise, Tony Bellotto destaca a importância do narrador e a exemplifica com os contos do livro narrados por crianças.
A opção por crianças como narradores produz o seguinte efeito sobre a narrativa:
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O QUE É A VIDA?
João Miguel de Oliveira, 6 anos, carioca, fez essa complexa pergunta para a série “Perguntas de criança, respostas da ciência”. Abaixo, dois cientistas de áreas diferentes foram convidados para (tentar) responder à questão.
A vida é a ordem em meio à desordem, por Hugo Aguilaniu, biólogo geneticista
Na condição de geneticista que pesquisa o envelhecimento, devo dizer que a definição mais estrita de vida não é, de fato, tão simples. A primeira ideia que vem à mente é que um ser vivo deve ser capaz de se mover – seja em nível macroscópico ou apenas molecular. O movimento molecular, porém, não é específico dos seres vivos, pois basta pôr duas moléculas reativas em presença uma da outra para dar início aos fluxos químicos, aos movimentos. Mover-se é, portanto, uma condição necessária, mas não suficiente.
Outra característica da vida é a capacidade de se perpetuar. Os seres vivos são, em sua maioria, mortais, mas podem perpetuar a vida por meio da reprodução, quando então o código genético com todas as informações é fielmente replicado. Não é impossível, porém, que alguns organismos se perpetuem sem se reproduzir, por meio de uma eficiente regeneração. De todo modo, é sempre necessário perpetuar e/ou reproduzir nossa informação genética.
A replicação do código genético implica a capacidade de os seres vivos se manterem em ordem. Estar vivo é precisamente manter certa organização molecular dentro de si. Essa manutenção da ordem é muito cara em termos energéticos: enquanto há vida, ela não pode parar. São o metabolismo e a ingestão de moléculas que carregam certa quantidade de energia química que impulsionam esse processo.
Os seres vivos, portanto, consomem energia ao seu redor para se manterem em ordem. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, sabemos que a ordem mantida nos indivíduos vivos só é possível ao preço da criação de uma desordem. E essa, por sua vez, é ainda maior que a ordem – tanto que a entropia, a desordem do universo, cresce inexoravelmente.
A vida é uma obra de Gaia, por Adriana Alves, geóloga
Para um geólogo, a vida envolve os processos compreendidos entre o nascimento e a morte. Entretanto, ao contrário dos biólogos, nós não nos referimos necessariamente apenas a animais, plantas e bactérias como seres vivos. Planetas, estrelas e até vulcões fazem parte desse grupo. Uma estrela, por exemplo, como o Sol, vive para queimar combustível e fornecer luz e calor no processo; um planeta vive para diminuir a temperatura de seu interior até que sua dinâmica interna se paralise. Nós, seres viventes clássicos da biologia, nos originamos da combinação quase milagrosa e acidental de carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio… E foi o surgimento dos seres fotossintetizantes que nos propiciou a atmosfera rica em oxigênio da qual boa parte dos seres que conhecemos necessitam para seguir vivendo.
Não fosse o pulsante dinamismo da Terra, os continentes não existiriam e o planeta ainda seria uma bola de lava. Sem essa dinâmica tampouco haveria deriva continental, nem as placas tectônicas se encontrariam. Esse “não encontro” impossibilitaria a migração dos hominídeos, que existiriam isolados em algum ponto remoto da África.
Como uma mãe (Pacha Mama ou Gaia), a Terra nos fornece tudo de que precisamos para a vida biológica desde o surgimento da nossa (e de qualquer) espécie. Seja por influenciar a distribuição dos nutrientes do subsolo e a ocupação do território por caçadores coletores, seja por definir a distribuição de metais preciosos usados nos chips do computador em que ora escrevo, a vida humana e de todos os demais seres só se tornou viável por conta da dinâmica peculiar e caprichosa de Gaia.
Não fosse o pulsante dinamismo da Terra, os continentes não existiriam e o planeta ainda seria uma bola de lava. Sem essa dinâmica tampouco haveria deriva continental, nem as placas tectônicas se encontrariam.
Os mapas de pontos a seguir representam padrões de distribuição de diferentes fenômenos.
O mapa que representa de forma mais aproximada a localização das áreas de encontros mencionadas no texto é:
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O QUE É A VIDA?
João Miguel de Oliveira, 6 anos, carioca, fez essa complexa pergunta para a série “Perguntas de criança, respostas da ciência”. Abaixo, dois cientistas de áreas diferentes foram convidados para (tentar) responder à questão.
A vida é a ordem em meio à desordem, por Hugo Aguilaniu, biólogo geneticista
Na condição de geneticista que pesquisa o envelhecimento, devo dizer que a definição mais estrita de vida não é, de fato, tão simples. A primeira ideia que vem à mente é que um ser vivo deve ser capaz de se mover – seja em nível macroscópico ou apenas molecular. O movimento molecular, porém, não é específico dos seres vivos, pois basta pôr duas moléculas reativas em presença uma da outra para dar início aos fluxos químicos, aos movimentos. Mover-se é, portanto, uma condição necessária, mas não suficiente.
Outra característica da vida é a capacidade de se perpetuar. Os seres vivos são, em sua maioria, mortais, mas podem perpetuar a vida por meio da reprodução, quando então o código genético com todas as informações é fielmente replicado. Não é impossível, porém, que alguns organismos se perpetuem sem se reproduzir, por meio de uma eficiente regeneração. De todo modo, é sempre necessário perpetuar e/ou reproduzir nossa informação genética.
A replicação do código genético implica a capacidade de os seres vivos se manterem em ordem. Estar vivo é precisamente manter certa organização molecular dentro de si. Essa manutenção da ordem é muito cara em termos energéticos: enquanto há vida, ela não pode parar. São o metabolismo e a ingestão de moléculas que carregam certa quantidade de energia química que impulsionam esse processo.
Os seres vivos, portanto, consomem energia ao seu redor para se manterem em ordem. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, sabemos que a ordem mantida nos indivíduos vivos só é possível ao preço da criação de uma desordem. E essa, por sua vez, é ainda maior que a ordem – tanto que a entropia, a desordem do universo, cresce inexoravelmente.
A vida é uma obra de Gaia, por Adriana Alves, geóloga
Para um geólogo, a vida envolve os processos compreendidos entre o nascimento e a morte. Entretanto, ao contrário dos biólogos, nós não nos referimos necessariamente apenas a animais, plantas e bactérias como seres vivos. Planetas, estrelas e até vulcões fazem parte desse grupo. Uma estrela, por exemplo, como o Sol, vive para queimar combustível e fornecer luz e calor no processo; um planeta vive para diminuir a temperatura de seu interior até que sua dinâmica interna se paralise. Nós, seres viventes clássicos da biologia, nos originamos da combinação quase milagrosa e acidental de carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio… E foi o surgimento dos seres fotossintetizantes que nos propiciou a atmosfera rica em oxigênio da qual boa parte dos seres que conhecemos necessitam para seguir vivendo.
Não fosse o pulsante dinamismo da Terra, os continentes não existiriam e o planeta ainda seria uma bola de lava. Sem essa dinâmica tampouco haveria deriva continental, nem as placas tectônicas se encontrariam. Esse “não encontro” impossibilitaria a migração dos hominídeos, que existiriam isolados em algum ponto remoto da África.
Como uma mãe (Pacha Mama ou Gaia), a Terra nos fornece tudo de que precisamos para a vida biológica desde o surgimento da nossa (e de qualquer) espécie. Seja por influenciar a distribuição dos nutrientes do subsolo e a ocupação do território por caçadores coletores, seja por definir a distribuição de metais preciosos usados nos chips do computador em que ora escrevo, a vida humana e de todos os demais seres só se tornou viável por conta da dinâmica peculiar e caprichosa de Gaia.
Um dos usos da palavra que é como elemento de coesão textual.
Tal palavra estabelece conexão, referindo-se a um termo antecedente, no seguinte trecho do texto:
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O QUE É A VIDA?
João Miguel de Oliveira, 6 anos, carioca, fez essa complexa pergunta para a série “Perguntas de criança, respostas da ciência”. Abaixo, dois cientistas de áreas diferentes foram convidados para (tentar) responder à questão.
A vida é a ordem em meio à desordem, por Hugo Aguilaniu, biólogo geneticista
Na condição de geneticista que pesquisa o envelhecimento, devo dizer que a definição mais estrita de vida não é, de fato, tão simples. A primeira ideia que vem à mente é que um ser vivo deve ser capaz de se mover – seja em nível macroscópico ou apenas molecular. O movimento molecular, porém, não é específico dos seres vivos, pois basta pôr duas moléculas reativas em presença uma da outra para dar início aos fluxos químicos, aos movimentos. Mover-se é, portanto, uma condição necessária, mas não suficiente.
Outra característica da vida é a capacidade de se perpetuar. Os seres vivos são, em sua maioria, mortais, mas podem perpetuar a vida por meio da reprodução, quando então o código genético com todas as informações é fielmente replicado. Não é impossível, porém, que alguns organismos se perpetuem sem se reproduzir, por meio de uma eficiente regeneração. De todo modo, é sempre necessário perpetuar e/ou reproduzir nossa informação genética.
A replicação do código genético implica a capacidade de os seres vivos se manterem em ordem. Estar vivo é precisamente manter certa organização molecular dentro de si. Essa manutenção da ordem é muito cara em termos energéticos: enquanto há vida, ela não pode parar. São o metabolismo e a ingestão de moléculas que carregam certa quantidade de energia química que impulsionam esse processo.
Os seres vivos, portanto, consomem energia ao seu redor para se manterem em ordem. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, sabemos que a ordem mantida nos indivíduos vivos só é possível ao preço da criação de uma desordem. E essa, por sua vez, é ainda maior que a ordem – tanto que a entropia, a desordem do universo, cresce inexoravelmente.
A vida é uma obra de Gaia, por Adriana Alves, geóloga
Para um geólogo, a vida envolve os processos compreendidos entre o nascimento e a morte. Entretanto, ao contrário dos biólogos, nós não nos referimos necessariamente apenas a animais, plantas e bactérias como seres vivos. Planetas, estrelas e até vulcões fazem parte desse grupo. Uma estrela, por exemplo, como o Sol, vive para queimar combustível e fornecer luz e calor no processo; um planeta vive para diminuir a temperatura de seu interior até que sua dinâmica interna se paralise. Nós, seres viventes clássicos da biologia, nos originamos da combinação quase milagrosa e acidental de carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio… E foi o surgimento dos seres fotossintetizantes que nos propiciou a atmosfera rica em oxigênio da qual boa parte dos seres que conhecemos necessitam para seguir vivendo.
Não fosse o pulsante dinamismo da Terra, os continentes não existiriam e o planeta ainda seria uma bola de lava. Sem essa dinâmica tampouco haveria deriva continental, nem as placas tectônicas se encontrariam. Esse “não encontro” impossibilitaria a migração dos hominídeos, que existiriam isolados em algum ponto remoto da África.
Como uma mãe (Pacha Mama ou Gaia), a Terra nos fornece tudo de que precisamos para a vida biológica desde o surgimento da nossa (e de qualquer) espécie. Seja por influenciar a distribuição dos nutrientes do subsolo e a ocupação do território por caçadores coletores, seja por definir a distribuição de metais preciosos usados nos chips do computador em que ora escrevo, a vida humana e de todos os demais seres só se tornou viável por conta da dinâmica peculiar e caprichosa de Gaia.
Tartarugas são animais que podem atingir grandes medidas, além de serem longevos. A tartaruga-de-couro, por exemplo, pode chegar aos 225 anos.
Admita que a expectativa de vida média de um ser humano seja de 75 anos. Para alcançar 225 anos, essa expectativa deveria aumentar x%.
O valor de x é igual a:
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João Miguel de Oliveira, 6 anos, carioca, fez essa complexa pergunta para a série “Perguntas de criança, respostas da ciência”. Abaixo, dois cientistas de áreas diferentes foram convidados para (tentar) responder à questão.
A vida é a ordem em meio à desordem, por Hugo Aguilaniu, biólogo geneticista
Na condição de geneticista que pesquisa o envelhecimento, devo dizer que a definição mais estrita de vida não é, de fato, tão simples. A primeira ideia que vem à mente é que um ser vivo deve ser capaz de se mover – seja em nível macroscópico ou apenas molecular. O movimento molecular, porém, não é específico dos seres vivos, pois basta pôr duas moléculas reativas em presença uma da outra para dar início aos fluxos químicos, aos movimentos. Mover-se é, portanto, uma condição necessária, mas não suficiente.
Outra característica da vida é a capacidade de se perpetuar. Os seres vivos são, em sua maioria, mortais, mas podem perpetuar a vida por meio da reprodução, quando então o código genético com todas as informações é fielmente replicado. Não é impossível, porém, que alguns organismos se perpetuem sem se reproduzir, por meio de uma eficiente regeneração. De todo modo, é sempre necessário perpetuar e/ou reproduzir nossa informação genética.
A replicação do código genético implica a capacidade de os seres vivos se manterem em ordem. Estar vivo é precisamente manter certa organização molecular dentro de si. Essa manutenção da ordem é muito cara em termos energéticos: enquanto há vida, ela não pode parar. São o metabolismo e a ingestão de moléculas que carregam certa quantidade de energia química que impulsionam esse processo.
Os seres vivos, portanto, consomem energia ao seu redor para se manterem em ordem. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, sabemos que a ordem mantida nos indivíduos vivos só é possível ao preço da criação de uma desordem. E essa, por sua vez, é ainda maior que a ordem – tanto que a entropia, a desordem do universo, cresce inexoravelmente.
A vida é uma obra de Gaia, por Adriana Alves, geóloga
Para um geólogo, a vida envolve os processos compreendidos entre o nascimento e a morte. Entretanto, ao contrário dos biólogos, nós não nos referimos necessariamente apenas a animais, plantas e bactérias como seres vivos. Planetas, estrelas e até vulcões fazem parte desse grupo. Uma estrela, por exemplo, como o Sol, vive para queimar combustível e fornecer luz e calor no processo; um planeta vive para diminuir a temperatura de seu interior até que sua dinâmica interna se paralise. Nós, seres viventes clássicos da biologia, nos originamos da combinação quase milagrosa e acidental de carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio… E foi o surgimento dos seres fotossintetizantes que nos propiciou a atmosfera rica em oxigênio da qual boa parte dos seres que conhecemos necessitam para seguir vivendo.
Não fosse o pulsante dinamismo da Terra, os continentes não existiriam e o planeta ainda seria uma bola de lava. Sem essa dinâmica tampouco haveria deriva continental, nem as placas tectônicas se encontrariam. Esse “não encontro” impossibilitaria a migração dos hominídeos, que existiriam isolados em algum ponto remoto da África.
Como uma mãe (Pacha Mama ou Gaia), a Terra nos fornece tudo de que precisamos para a vida biológica desde o surgimento da nossa (e de qualquer) espécie. Seja por influenciar a distribuição dos nutrientes do subsolo e a ocupação do território por caçadores coletores, seja por definir a distribuição de metais preciosos usados nos chips do computador em que ora escrevo, a vida humana e de todos os demais seres só se tornou viável por conta da dinâmica peculiar e caprichosa de Gaia.
sabemos que a ordem mantida nos indivíduos vivos só é possível ao preço da criação de uma desordem.
A cadeia alimentar é um exemplo de relação trófica em que parte da energia dos seres vivos é transformada, a cada etapa, em sua forma mais desorganizada: o calor.
Esse tipo de transformação metabólica limita a energia disponível principalmente para o seguinte nível da cadeia alimentar:
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A vida é a ordem em meio à desordem, por Hugo Aguilaniu, biólogo geneticista
Na condição de geneticista que pesquisa o envelhecimento, devo dizer que a definição mais estrita de vida não é, de fato, tão simples. A primeira ideia que vem à mente é que um ser vivo deve ser capaz de se mover – seja em nível macroscópico ou apenas molecular. O movimento molecular, porém, não é específico dos seres vivos, pois basta pôr duas moléculas reativas em presença uma da outra para dar início aos fluxos químicos, aos movimentos. Mover-se é, portanto, uma condição necessária, mas não suficiente.
Outra característica da vida é a capacidade de se perpetuar. Os seres vivos são, em sua maioria, mortais, mas podem perpetuar a vida por meio da reprodução, quando então o código genético com todas as informações é fielmente replicado. Não é impossível, porém, que alguns organismos se perpetuem sem se reproduzir, por meio de uma eficiente regeneração. De todo modo, é sempre necessário perpetuar e/ou reproduzir nossa informação genética.
A replicação do código genético implica a capacidade de os seres vivos se manterem em ordem. Estar vivo é precisamente manter certa organização molecular dentro de si. Essa manutenção da ordem é muito cara em termos energéticos: enquanto há vida, ela não pode parar. São o metabolismo e a ingestão de moléculas que carregam certa quantidade de energia química que impulsionam esse processo.
Os seres vivos, portanto, consomem energia ao seu redor para se manterem em ordem. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, sabemos que a ordem mantida nos indivíduos vivos só é possível ao preço da criação de uma desordem. E essa, por sua vez, é ainda maior que a ordem – tanto que a entropia, a desordem do universo, cresce inexoravelmente.
A vida é uma obra de Gaia, por Adriana Alves, geóloga
Para um geólogo, a vida envolve os processos compreendidos entre o nascimento e a morte. Entretanto, ao contrário dos biólogos, nós não nos referimos necessariamente apenas a animais, plantas e bactérias como seres vivos. Planetas, estrelas e até vulcões fazem parte desse grupo. Uma estrela, por exemplo, como o Sol, vive para queimar combustível e fornecer luz e calor no processo; um planeta vive para diminuir a temperatura de seu interior até que sua dinâmica interna se paralise. Nós, seres viventes clássicos da biologia, nos originamos da combinação quase milagrosa e acidental de carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio… E foi o surgimento dos seres fotossintetizantes que nos propiciou a atmosfera rica em oxigênio da qual boa parte dos seres que conhecemos necessitam para seguir vivendo.
Não fosse o pulsante dinamismo da Terra, os continentes não existiriam e o planeta ainda seria uma bola de lava. Sem essa dinâmica tampouco haveria deriva continental, nem as placas tectônicas se encontrariam. Esse “não encontro” impossibilitaria a migração dos hominídeos, que existiriam isolados em algum ponto remoto da África.
Como uma mãe (Pacha Mama ou Gaia), a Terra nos fornece tudo de que precisamos para a vida biológica desde o surgimento da nossa (e de qualquer) espécie. Seja por influenciar a distribuição dos nutrientes do subsolo e a ocupação do território por caçadores coletores, seja por definir a distribuição de metais preciosos usados nos chips do computador em que ora escrevo, a vida humana e de todos os demais seres só se tornou viável por conta da dinâmica peculiar e caprichosa de Gaia.
As bases nitrogenadas são componentes fundamentais das moléculas de ácidos nucleicos, encontradas nas células vivas dos órgãos. Observe as fórmulas estruturais de duas dessas bases, a timina e a uracila.

O grupamento que diferencia essas duas bases nitrogenadas é denominado:
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João Miguel de Oliveira, 6 anos, carioca, fez essa complexa pergunta para a série “Perguntas de criança, respostas da ciência”. Abaixo, dois cientistas de áreas diferentes foram convidados para (tentar) responder à questão.
A vida é a ordem em meio à desordem, por Hugo Aguilaniu, biólogo geneticista
Na condição de geneticista que pesquisa o envelhecimento, devo dizer que a definição mais estrita de vida não é, de fato, tão simples. A primeira ideia que vem à mente é que um ser vivo deve ser capaz de se mover – seja em nível macroscópico ou apenas molecular. O movimento molecular, porém, não é específico dos seres vivos, pois basta pôr duas moléculas reativas em presença uma da outra para dar início aos fluxos químicos, aos movimentos. Mover-se é, portanto, uma condição necessária, mas não suficiente.
Outra característica da vida é a capacidade de se perpetuar. Os seres vivos são, em sua maioria, mortais, mas podem perpetuar a vida por meio da reprodução, quando então o código genético com todas as informações é fielmente replicado. Não é impossível, porém, que alguns organismos se perpetuem sem se reproduzir, por meio de uma eficiente regeneração. De todo modo, é sempre necessário perpetuar e/ou reproduzir nossa informação genética.
A replicação do código genético implica a capacidade de os seres vivos se manterem em ordem. Estar vivo é precisamente manter certa organização molecular dentro de si. Essa manutenção da ordem é muito cara em termos energéticos: enquanto há vida, ela não pode parar. São o metabolismo e a ingestão de moléculas que carregam certa quantidade de energia química que impulsionam esse processo.
Os seres vivos, portanto, consomem energia ao seu redor para se manterem em ordem. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, sabemos que a ordem mantida nos indivíduos vivos só é possível ao preço da criação de uma desordem. E essa, por sua vez, é ainda maior que a ordem – tanto que a entropia, a desordem do universo, cresce inexoravelmente.
A vida é uma obra de Gaia, por Adriana Alves, geóloga
Para um geólogo, a vida envolve os processos compreendidos entre o nascimento e a morte. Entretanto, ao contrário dos biólogos, nós não nos referimos necessariamente apenas a animais, plantas e bactérias como seres vivos. Planetas, estrelas e até vulcões fazem parte desse grupo. Uma estrela, por exemplo, como o Sol, vive para queimar combustível e fornecer luz e calor no processo; um planeta vive para diminuir a temperatura de seu interior até que sua dinâmica interna se paralise. Nós, seres viventes clássicos da biologia, nos originamos da combinação quase milagrosa e acidental de carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio… E foi o surgimento dos seres fotossintetizantes que nos propiciou a atmosfera rica em oxigênio da qual boa parte dos seres que conhecemos necessitam para seguir vivendo.
Não fosse o pulsante dinamismo da Terra, os continentes não existiriam e o planeta ainda seria uma bola de lava. Sem essa dinâmica tampouco haveria deriva continental, nem as placas tectônicas se encontrariam. Esse “não encontro” impossibilitaria a migração dos hominídeos, que existiriam isolados em algum ponto remoto da África.
Como uma mãe (Pacha Mama ou Gaia), a Terra nos fornece tudo de que precisamos para a vida biológica desde o surgimento da nossa (e de qualquer) espécie. Seja por influenciar a distribuição dos nutrientes do subsolo e a ocupação do território por caçadores coletores, seja por definir a distribuição de metais preciosos usados nos chips do computador em que ora escrevo, a vida humana e de todos os demais seres só se tornou viável por conta da dinâmica peculiar e caprichosa de Gaia.
Para o funcionamento da célula, unidade fundamental da vida, é necessário que partículas carregadas se desloquem entre os meios intra e extracelular. Esse deslocamento ocorre através de túneis denominados canais iônicos.
Esse processo se baseia na diferença do seguinte fator entre os meios intra e extracelular:
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A vida é a ordem em meio à desordem, por Hugo Aguilaniu, biólogo geneticista
Na condição de geneticista que pesquisa o envelhecimento, devo dizer que a definição mais estrita de vida não é, de fato, tão simples. A primeira ideia que vem à mente é que um ser vivo deve ser capaz de se mover – seja em nível macroscópico ou apenas molecular. O movimento molecular, porém, não é específico dos seres vivos, pois basta pôr duas moléculas reativas em presença uma da outra para dar início aos fluxos químicos, aos movimentos. Mover-se é, portanto, uma condição necessária, mas não suficiente.
Outra característica da vida é a capacidade de se perpetuar. Os seres vivos são, em sua maioria, mortais, mas podem perpetuar a vida por meio da reprodução, quando então o código genético com todas as informações é fielmente replicado. Não é impossível, porém, que alguns organismos se perpetuem sem se reproduzir, por meio de uma eficiente regeneração. De todo modo, é sempre necessário perpetuar e/ou reproduzir nossa informação genética.
A replicação do código genético implica a capacidade de os seres vivos se manterem em ordem. Estar vivo é precisamente manter certa organização molecular dentro de si. Essa manutenção da ordem é muito cara em termos energéticos: enquanto há vida, ela não pode parar. São o metabolismo e a ingestão de moléculas que carregam certa quantidade de energia química que impulsionam esse processo.
Os seres vivos, portanto, consomem energia ao seu redor para se manterem em ordem. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, sabemos que a ordem mantida nos indivíduos vivos só é possível ao preço da criação de uma desordem. E essa, por sua vez, é ainda maior que a ordem – tanto que a entropia, a desordem do universo, cresce inexoravelmente.
A vida é uma obra de Gaia, por Adriana Alves, geóloga
Para um geólogo, a vida envolve os processos compreendidos entre o nascimento e a morte. Entretanto, ao contrário dos biólogos, nós não nos referimos necessariamente apenas a animais, plantas e bactérias como seres vivos. Planetas, estrelas e até vulcões fazem parte desse grupo. Uma estrela, por exemplo, como o Sol, vive para queimar combustível e fornecer luz e calor no processo; um planeta vive para diminuir a temperatura de seu interior até que sua dinâmica interna se paralise. Nós, seres viventes clássicos da biologia, nos originamos da combinação quase milagrosa e acidental de carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio… E foi o surgimento dos seres fotossintetizantes que nos propiciou a atmosfera rica em oxigênio da qual boa parte dos seres que conhecemos necessitam para seguir vivendo.
Não fosse o pulsante dinamismo da Terra, os continentes não existiriam e o planeta ainda seria uma bola de lava. Sem essa dinâmica tampouco haveria deriva continental, nem as placas tectônicas se encontrariam. Esse “não encontro” impossibilitaria a migração dos hominídeos, que existiriam isolados em algum ponto remoto da África.
Como uma mãe (Pacha Mama ou Gaia), a Terra nos fornece tudo de que precisamos para a vida biológica desde o surgimento da nossa (e de qualquer) espécie. Seja por influenciar a distribuição dos nutrientes do subsolo e a ocupação do território por caçadores coletores, seja por definir a distribuição de metais preciosos usados nos chips do computador em que ora escrevo, a vida humana e de todos os demais seres só se tornou viável por conta da dinâmica peculiar e caprichosa de Gaia.
De acordo com a exposição feita na primeira seção do texto (conforme destacado), as noções de ordem e desordem estabelecem determinada relação entre si.
Trata-se de uma relação de:
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João Miguel de Oliveira, 6 anos, carioca, fez essa complexa pergunta para a série “Perguntas de criança, respostas da ciência”. Abaixo, dois cientistas de áreas diferentes foram convidados para (tentar) responder à questão.
A vida é a ordem em meio à desordem, por Hugo Aguilaniu, biólogo geneticista
Na condição de geneticista que pesquisa o envelhecimento, devo dizer que a definição mais estrita de vida não é, de fato, tão simples. A primeira ideia que vem à mente é que um ser vivo deve ser capaz de se mover – seja em nível macroscópico ou apenas molecular. O movimento molecular, porém, não é específico dos seres vivos, pois basta pôr duas moléculas reativas em presença uma da outra para dar início aos fluxos químicos, aos movimentos. Mover-se é, portanto, uma condição necessária, mas não suficiente.
Outra característica da vida é a capacidade de se perpetuar. Os seres vivos são, em sua maioria, mortais, mas podem perpetuar a vida por meio da reprodução, quando então o código genético com todas as informações é fielmente replicado. Não é impossível, porém, que alguns organismos se perpetuem sem se reproduzir, por meio de uma eficiente regeneração. De todo modo, é sempre necessário perpetuar e/ou reproduzir nossa informação genética.
A replicação do código genético implica a capacidade de os seres vivos se manterem em ordem. Estar vivo é precisamente manter certa organização molecular dentro de si. Essa manutenção da ordem é muito cara em termos energéticos: enquanto há vida, ela não pode parar. São o metabolismo e a ingestão de moléculas que carregam certa quantidade de energia química que impulsionam esse processo.
Os seres vivos, portanto, consomem energia ao seu redor para se manterem em ordem. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, sabemos que a ordem mantida nos indivíduos vivos só é possível ao preço da criação de uma desordem. E essa, por sua vez, é ainda maior que a ordem – tanto que a entropia, a desordem do universo, cresce inexoravelmente.
A vida é uma obra de Gaia, por Adriana Alves, geóloga
Para um geólogo, a vida envolve os processos compreendidos entre o nascimento e a morte. Entretanto, ao contrário dos biólogos, nós não nos referimos necessariamente apenas a animais, plantas e bactérias como seres vivos. Planetas, estrelas e até vulcões fazem parte desse grupo. Uma estrela, por exemplo, como o Sol, vive para queimar combustível e fornecer luz e calor no processo; um planeta vive para diminuir a temperatura de seu interior até que sua dinâmica interna se paralise. Nós, seres viventes clássicos da biologia, nos originamos da combinação quase milagrosa e acidental de carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio… E foi o surgimento dos seres fotossintetizantes que nos propiciou a atmosfera rica em oxigênio da qual boa parte dos seres que conhecemos necessitam para seguir vivendo.
Não fosse o pulsante dinamismo da Terra, os continentes não existiriam e o planeta ainda seria uma bola de lava. Sem essa dinâmica tampouco haveria deriva continental, nem as placas tectônicas se encontrariam. Esse “não encontro” impossibilitaria a migração dos hominídeos, que existiriam isolados em algum ponto remoto da África.
Como uma mãe (Pacha Mama ou Gaia), a Terra nos fornece tudo de que precisamos para a vida biológica desde o surgimento da nossa (e de qualquer) espécie. Seja por influenciar a distribuição dos nutrientes do subsolo e a ocupação do território por caçadores coletores, seja por definir a distribuição de metais preciosos usados nos chips do computador em que ora escrevo, a vida humana e de todos os demais seres só se tornou viável por conta da dinâmica peculiar e caprichosa de Gaia.
Jurassic Park - Parque dos Dinossauros é um filme de aventura e ficção científica estadunidense, lançado em 1993 e dirigido por Steven Spielberg. A ação transcorre na fictícia Ilha Nublar, onde John Hammond, um filantropo bilionário, e uma pequena equipe de geneticistas criam um parque temático no qual as principais atrações são variadas espécies de dinossauros recriados por engenharia genética.

Imagem de Jurassic Park
Adaptado de pt.wikipedia.org.
Em Jurassic Park, a vida de espécies animais extintas no passado do planeta Terra é recriada por meio de engenharia genética.
A existência histórica dessas espécies é comprovada pelas pesquisas do seguinte campo da ciência:
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“O gueto do Norte tinha se transformado numa espécie de área colonial. A colônia era impotente porque todas as decisões importantes que afetavam a comunidade vinham de fora. Muitos de seus habitantes chegavam a ter sua vida diária dominada pelo agente da previdência e pelo policial. Os lucros obtidos por senhorios e comerciantes eram retirados e raramente reinvestidos. A única coisa positiva que a sociedade mais ampla via na favela era o fato de ela ser uma fonte de mão de obra excedente barata em tempos de prosperidade.”
CLAYBORNE, Carson (Org.). A autobiografia de Martin Luther King. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
No fragmento acima, Martin Luther King traça um paralelo entre o colonialismo político-territorial e os eventos verificados no gueto negro de Lawndale, na cidade de Chicago, onde o líder do movimento dos direitos civis morou com a família, em 1966.
Esse paralelo está fundamentado no seguinte processo social:
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