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3236630 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFGD
Orgão: UFGD
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METAMORFOSE

Ao que tudo indica, a casta partidocrática que encontrou guarida no Congresso Nacional irá aprovar nos próximos dias a redução da maioridade penal. Obra de um presidente da Câmara que tenta, custe o que custar, desviar os holofotes de seu indiciamento em um dos mais badalados casos de corrupção da Nova República, assim como esconder seus fracassos na imposição cesariana de pautas ao Congresso, a redução parece uma grande unanimidade nacional, ao menos segundo as pesquisas.

Dentre os apoiadores da redução há um tipo social peculiar e bastante interessante. Trata-se dos "progressistas com uma face dura", o contrário do velho "socialista com uma face humana". Eles se perguntam se a luta de alguns contra a redução da maioridade penal não seria fruto de uma visão idealizada da infância que luta para retirar nossos adolescentes da trilha da responsabilidade de seus atos. Normalmente, são pessoas que na juventude tiveram seus momentos de desejos de transformação. Mas, com o tempo, aprenderam a cultivar um "desencanto saudável". Na verdade, começaram por aumentar o tamanho do carro, colocar grades na casa, comprar passagens de primeira classe, frequentar vernissages de publicitários travestidos de artistas, reclamar dos impostos e da segurança para terminar tendo muitas posições políticas idênticas aos conservadores, mas por "outras razões, muito mais sensatas".

Desta forma, eles podem racionalizar os medos de sua nova classe social sem perguntar-se sobre quão estúpido é falar em aumentar o número de presos em um país no qual o sistema prisional é falimentar, criticado por uma miríade de instituições internacionais. Um país que detém a quarta maior população carcerária do mundo sem nunca conseguir reduzir de forma efetiva a criminalidade.

Ao invés de estarmos discutindo a diminuição desta população, assim como a reversão de tal lógica e o uso mais sistemático de penas alternativas, estamos propondo aumentar os casos passíveis de encarceramento, mesmo sabendo que os adolescentes que serão encarcerados não são, em absoluto, apenas aqueles que praticarão crimes hediondos. Estamos falando de um país que, dependendo do juiz, prende pessoas que cometeram furtos de R$ 150 e que andam com alguns cigarros de maconha.

O que vocês acham que realmente acontecerá após a redução da maioridade? Andaremos mais seguros na rua? Como a resposta é óbvia, melhor seria se perguntar o que realmente quer quem apoia tal absurdo: segurança, vingança estéril ou mais um espetáculo medieval de expiação do medo, agora patrocinado por algumas revistas que compõem a maior imprensa marrom do planeta?

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vladimirsafatle/2015/06/1649494-metamorfoses.shtml>. Acesso em: 30 jun. 2015.

Assinale a alternativa correta em relação ao texto:

 

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3236629 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFGD
Orgão: UFGD
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METAMORFOSE

Ao que tudo indica, a casta partidocrática que encontrou guarida no Congresso Nacional irá aprovar nos próximos dias a redução da maioridade penal. Obra de um presidente da Câmara que tenta, custe o que custar, desviar os holofotes de seu indiciamento em um dos mais badalados casos de corrupção da Nova República, assim como esconder seus fracassos na imposição cesariana de pautas ao Congresso, a redução parece uma grande unanimidade nacional, ao menos segundo as pesquisas.

Dentre os apoiadores da redução há um tipo social peculiar e bastante interessante. Trata-se dos "progressistas com uma face dura", o contrário do velho "socialista com uma face humana". Eles se perguntam se a luta de alguns contra a redução da maioridade penal não seria fruto de uma visão idealizada da infância que luta para retirar nossos adolescentes da trilha da responsabilidade de seus atos. Normalmente, são pessoas que na juventude tiveram seus momentos de desejos de transformação. Mas, com o tempo, aprenderam a cultivar um "desencanto saudável". Na verdade, começaram por aumentar o tamanho do carro, colocar grades na casa, comprar passagens de primeira classe, frequentar vernissages de publicitários travestidos de artistas, reclamar dos impostos e da segurança para terminar tendo muitas posições políticas idênticas aos conservadores, mas por "outras razões, muito mais sensatas".

Desta forma, eles podem racionalizar os medos de sua nova classe social sem perguntar-se sobre quão estúpido é falar em aumentar o número de presos em um país no qual o sistema prisional é falimentar, criticado por uma miríade de instituições internacionais. Um país que detém a quarta maior população carcerária do mundo sem nunca conseguir reduzir de forma efetiva a criminalidade.

Ao invés de estarmos discutindo a diminuição desta população, assim como a reversão de tal lógica e o uso mais sistemático de penas alternativas, estamos propondo aumentar os casos passíveis de encarceramento, mesmo sabendo que os adolescentes que serão encarcerados não são, em absoluto, apenas aqueles que praticarão crimes hediondos. Estamos falando de um país que, dependendo do juiz, prende pessoas que cometeram furtos de R$ 150 e que andam com alguns cigarros de maconha.

O que vocês acham que realmente acontecerá após a redução da maioridade? Andaremos mais seguros na rua? Como a resposta é óbvia, melhor seria se perguntar o que realmente quer quem apoia tal absurdo: segurança, vingança estéril ou mais um espetáculo medieval de expiação do medo, agora patrocinado por algumas revistas que compõem a maior imprensa marrom do planeta?

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vladimirsafatle/2015/06/1649494-metamorfoses.shtml>. Acesso em: 30 jun. 2015.

Assinale a alternativa que apresenta sentido equivalente para a palavra destacada no trecho “[...] criticado por uma miríade de instituições internacionais”.

 

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Com base no texto abaixo, assinale a alternativa correta.

A violência contra a mulher é uma grave violação dos direitos humanos que afeta negativamente o bem-estar geral de mulheres e meninas e as impede de participar plenamente da sociedade. Esse tipo de violência, quando não resulta na morte da vítima, deixa sequelas físicas, sexuais e mentais além de trazer consequências também para sua família, comunidade e para o país em geral. Os enormes custos vão desde gastos com saúde e despesas legais a perdas de produtividade, haja vista o impacto para os orçamentos nacionais e o desenvolvimento global.

Disponível em: <http://www.onumulheres.org.br/>. Acesso em: 01 jul 2015.

 

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Assinale a alternativa incorreta com relação ao emprego de crase.

 

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Assinale a alternativa que apresenta exclusivamente sentido denotativo.

 

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Assinale a alternativa que interpreta corretamente a charge a seguir.

Enunciado 3577540-1

Disponível em: <http://www.willtirando.com.br/?post=1322> Acesso em: 18 mai 2015

 

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Texto para questão.

FEIRA LIVRE?

Desde a Antiguidade, o mercado público sintetiza a vida dos centros urbanos. Mais do que um espaço, ele é uma manifestação cultural complexa, que mostra como determinado povo se organiza para criar, apresentar e consumir seus produtos e sua arte – mas isso pode estar com os dias contados.

Cada cidade tem um mercado característico, com produtos específicos e um amplo espectro de cores, cheiros, sons, arranjos, costumes e tradições que lhe dão uma vida própria. Independentemente da configuração urbanística das praças ou do modelo arquitetônico dos edifícios que os abrigam, não existem mercados idênticos. Cada um expressa a identidade da sua cidade, do campo que a alimenta, da região que a abriga.

Lugar de mistura de classes, de convergência e de trocas, o mercado, ao menos no Brasil, está voltado sobretudo para a comercialização de alimentos; mas é inegável que ele também serve como palco para as mais diversas manifestações culturais – a história oral, o cancioneiro, a criação artesanal e as artes de uma maneira geral: um amplo conjunto de elementos que, pela tendência atual, sem uma política pública capaz de garantir sua preservação, tende a desaparecer.

Estabelecendo uma relação direta, sem intermediários, entre produtores e compradores, e entre artistas e o público, os mercados sempre geraram um fascinante intercâmbio de experiências, de vivências, de línguas, de dialetos, de práticas sociais. Mas, justamente por isso, também acabaram atraindo, desde muito cedo, a atenção do Estado.

Há tempos que o poder público – movido por temores morais, higiênicos e políticos – tenta controlar as feiras e os mercados. E, para tal, algumas estratégias foram adotadas – como confiná-los em locais fechados e impor uma série de normas à atividade.

O regulamento do Mercado da Candelária, no Rio de Janeiro – o primeiro do Brasil a ser segregado em um edifício, no século XIX –, por exemplo, estipulava horários de funcionamento e taxava antecipadamente as bancas, gerando exclusão social. A possibilidade de “lavradores, criadores e hortelãos” venderem diretamente sua produção foi restringida e, por fim, proibida. Criaram-se intermediários e, aos poucos, a atividade mercantil foi sendo vetada ao pequeno produtor agrícola. No entanto, até hoje, nas cidades onde se concentra a produção familiar, a prática resiste, e os agricultores vêm às zonas urbanas para vender seus produtos do lado de fora dos mercados públicos, como ocorre em Oeiras, no Piauí.

Além de segregar a atividade mercantil, os regulamentos também buscaram abafar as manifestações culturais que, alheias à elite dominante, surgiam nos mercados. “É absolutamente proibido todos e quaisquer ajuntamentos, tocatas, danças e palavras ofensivas da moral pública”, dizia o “código de conduta” do Mercado da Candelária – que ainda restringia explicitamente a presença dos negros no local: “Pretos de ganho são proibidos de andar dentro da Praça”, “os escravos mandados ali a fazer compra pelos seus senhores não deverão se demorar além do tempo necessário para efetuá-las”…

A força dos movimentos mercantil e cultural, entretanto, resistiu ao controle. No entorno dos mercados surgiram barracas, ambulantes e artistas que ofereciam produtos, serviços e divertimento, sempre prontos para penetrar no interior do mercado quando a vigilância fosse atenuada. E as feiras se transformavam em verdadeiras festas – tradição que nem mesmo a televisão e os supermercados conseguiram eliminar.

(Trecho extraído de BONDUKI, Nábil. Feira Livre? In: Revista Efêmero Concreto, v. 2. Agosto-2012.)

Assinale a ideia que não está presente no texto.

 

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Texto para questão.

FEIRA LIVRE?

Desde a Antiguidade, o mercado público sintetiza a vida dos centros urbanos. Mais do que um espaço, ele é uma manifestação cultural complexa, que mostra como determinado povo se organiza para criar, apresentar e consumir seus produtos e sua arte – mas isso pode estar com os dias contados.

Cada cidade tem um mercado característico, com produtos específicos e um amplo espectro de cores, cheiros, sons, arranjos, costumes e tradições que lhe dão uma vida própria. Independentemente da configuração urbanística das praças ou do modelo arquitetônico dos edifícios que os abrigam, não existem mercados idênticos. Cada um expressa a identidade da sua cidade, do campo que a alimenta, da região que a abriga.

Lugar de mistura de classes, de convergência e de trocas, o mercado, ao menos no Brasil, está voltado sobretudo para a comercialização de alimentos; mas é inegável que ele também serve como palco para as mais diversas manifestações culturais – a história oral, o cancioneiro, a criação artesanal e as artes de uma maneira geral: um amplo conjunto de elementos que, pela tendência atual, sem uma política pública capaz de garantir sua preservação, tende a desaparecer.

Estabelecendo uma relação direta, sem intermediários, entre produtores e compradores, e entre artistas e o público, os mercados sempre geraram um fascinante intercâmbio de experiências, de vivências, de línguas, de dialetos, de práticas sociais. Mas, justamente por isso, também acabaram atraindo, desde muito cedo, a atenção do Estado.

Há tempos que o poder público – movido por temores morais, higiênicos e políticos – tenta controlar as feiras e os mercados. E, para tal, algumas estratégias foram adotadas – como confiná-los em locais fechados e impor uma série de normas à atividade.

O regulamento do Mercado da Candelária, no Rio de Janeiro – o primeiro do Brasil a ser segregado em um edifício, no século XIX –, por exemplo, estipulava horários de funcionamento e taxava antecipadamente as bancas, gerando exclusão social. A possibilidade de “lavradores, criadores e hortelãos” venderem diretamente sua produção foi restringida e, por fim, proibida. Criaram-se intermediários e, aos poucos, a atividade mercantil foi sendo vetada ao pequeno produtor agrícola. No entanto, até hoje, nas cidades onde se concentra a produção familiar, a prática resiste, e os agricultores vêm às zonas urbanas para vender seus produtos do lado de fora dos mercados públicos, como ocorre em Oeiras, no Piauí.

Além de segregar a atividade mercantil, os regulamentos também buscaram abafar as manifestações culturais que, alheias à elite dominante, surgiam nos mercados. “É absolutamente proibido todos e quaisquer ajuntamentos, tocatas, danças e palavras ofensivas da moral pública”, dizia o “código de conduta” do Mercado da Candelária – que ainda restringia explicitamente a presença dos negros no local: “Pretos de ganho são proibidos de andar dentro da Praça”, “os escravos mandados ali a fazer compra pelos seus senhores não deverão se demorar além do tempo necessário para efetuá-las”…

A força dos movimentos mercantil e cultural, entretanto, resistiu ao controle. No entorno dos mercados surgiram barracas, ambulantes e artistas que ofereciam produtos, serviços e divertimento, sempre prontos para penetrar no interior do mercado quando a vigilância fosse atenuada. E as feiras se transformavam em verdadeiras festas – tradição que nem mesmo a televisão e os supermercados conseguiram eliminar.

(Trecho extraído de BONDUKI, Nábil. Feira Livre? In: Revista Efêmero Concreto, v. 2. Agosto-2012.)

Sobre o texto é correto afirmar que:

 

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Texto para questão.

FEIRA LIVRE?

Desde a Antiguidade, o mercado público sintetiza a vida dos centros urbanos. Mais do que um espaço, ele é uma manifestação cultural complexa, que mostra como determinado povo se organiza para criar, apresentar e consumir seus produtos e sua arte – mas isso pode estar com os dias contados.

Cada cidade tem um mercado característico, com produtos específicos e um amplo espectro de cores, cheiros, sons, arranjos, costumes e tradições que lhe dão uma vida própria. Independentemente da configuração urbanística das praças ou do modelo arquitetônico dos edifícios que os abrigam, não existem mercados idênticos. Cada um expressa a identidade da sua cidade, do campo que a alimenta, da região que a abriga.

Lugar de mistura de classes, de convergência e de trocas, o mercado, ao menos no Brasil, está voltado sobretudo para a comercialização de alimentos; mas é inegável que ele também serve como palco para as mais diversas manifestações culturais – a história oral, o cancioneiro, a criação artesanal e as artes de uma maneira geral: um amplo conjunto de elementos que, pela tendência atual, sem uma política pública capaz de garantir sua preservação, tende a desaparecer.

Estabelecendo uma relação direta, sem intermediários, entre produtores e compradores, e entre artistas e o público, os mercados sempre geraram um fascinante intercâmbio de experiências, de vivências, de línguas, de dialetos, de práticas sociais. Mas, justamente por isso, também acabaram atraindo, desde muito cedo, a atenção do Estado.

Há tempos que o poder público – movido por temores morais, higiênicos e políticos – tenta controlar as feiras e os mercados. E, para tal, algumas estratégias foram adotadas – como confiná-los em locais fechados e impor uma série de normas à atividade.

O regulamento do Mercado da Candelária, no Rio de Janeiro – o primeiro do Brasil a ser segregado em um edifício, no século XIX –, por exemplo, estipulava horários de funcionamento e taxava antecipadamente as bancas, gerando exclusão social. A possibilidade de “lavradores, criadores e hortelãos” venderem diretamente sua produção foi restringida e, por fim, proibida. Criaram-se intermediários e, aos poucos, a atividade mercantil foi sendo vetada ao pequeno produtor agrícola. No entanto, até hoje, nas cidades onde se concentra a produção familiar, a prática resiste, e os agricultores vêm às zonas urbanas para vender seus produtos do lado de fora dos mercados públicos, como ocorre em Oeiras, no Piauí.

Além de segregar a atividade mercantil, os regulamentos também buscaram abafar as manifestações culturais que, alheias à elite dominante, surgiam nos mercados. “É absolutamente proibido todos e quaisquer ajuntamentos, tocatas, danças e palavras ofensivas da moral pública”, dizia o “código de conduta” do Mercado da Candelária – que ainda restringia explicitamente a presença dos negros no local: “Pretos de ganho são proibidos de andar dentro da Praça”, “os escravos mandados ali a fazer compra pelos seus senhores não deverão se demorar além do tempo necessário para efetuá-las”…

A força dos movimentos mercantil e cultural, entretanto, resistiu ao controle. No entorno dos mercados surgiram barracas, ambulantes e artistas que ofereciam produtos, serviços e divertimento, sempre prontos para penetrar no interior do mercado quando a vigilância fosse atenuada. E as feiras se transformavam em verdadeiras festas – tradição que nem mesmo a televisão e os supermercados conseguiram eliminar.

(Trecho extraído de BONDUKI, Nábil. Feira Livre? In: Revista Efêmero Concreto, v. 2. Agosto-2012.)

Assinale a alternativa correta quanto à interpretação do texto.

 

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3236850 Ano: 2015
Disciplina: Engenharia Mecânica
Banca: UFGD
Orgão: UFGD

Propriedades dos materiais que podem influenciar na usinabilidade são:

Questão Anulada

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