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Autoviolência
A palavra automóvel, uma viatura com mobilidade própria, pode ser enganosa. Tem autonomia de potência, mas não tem, pelo menos até hoje, autonomia de condução.
Quem conduz um automóvel é uma consciência. O que talvez seja mais reflexivo nesse prefixo (auto) seja justamente a característica maior da consciência: tudo que por ela é gerido regressa a ela mesma, num efeito bumerangue, impactando e determinando quem ela é.
O carro engana fazendo parecer que é uma entidade independente, detentora de uma placa própria, quando sua identidade sou eu e meu nome. Descobrimos isso quando a multa vem personalizada, momento de susto e de breve recusa em assumir-se a autoria.
O carro faz parecer que existia outro personagem que não o próprio condutor. Porém a lataria não pode ocultar o personagem e o Renavam não pode esconder a habilitação. O insulfilm não tem como mascarar o rosto e o deslocamento não tem como deixar para trás o que foi feito.
Porque fechar outro carro é como empurrar alguém no meio da rua. Porque buzinar é como chegar e gritar no ouvido do outro. Porque acelerar em direção a um pedestre é como levantar a mão em ameaça ao próximo. Porque estacionar trancando o outro é produzir um cárcere privado. Porque ultrapassar perigosamente é como sair armado.
Porque matar no trânsito, não nos enganemos, para a consciência que conhece as nossas imprudências, é sempre doloso, sempre com a intenção de matar. O auto de automóvel nos engana a todos e a maioria é pior como motorista do que como cidadão. Tem mais pecados registrados nas fiscalizações eletrônicas, e mais ainda quando elas não estão por perto, do que na vida de pedestre.
Sinal de que no carro somos outra pessoa, mais perigosa. Sinal de que nossa consciência assume que tem menos responsabilidade dentro do que fora dessa entidade.
O condutor é uma consciência e uma consciência é um bicho vestido. As sensações de anonimato e de que o pequeno espaço de nossa carroceria é privado fazem o bicho se despir como ele não faz do lado de fora. E o que vemos pela cidade são respeitáveis senhores e senhoras como bichos atrelados a um volante.
Dão vazão a violências que fora, vestidos, não dariam. Além das agressões e abusos que produzem, saem dos seus carros piores pessoas diante de suas próprias consciências. Seguem a rotina como se nada tivesse acontecido, mas trouxeram para dentro de sua casa, de sua alma, marcas de pneus.
Certa vez, um rabino estava numa carroça quando começou a subida de uma ladeira. Ele não hesitou em saltar da carroça e se pôs a andar ao lado do cavalo. O cocheiro questionou sua atitude, ao que ele explicou que na subida ficava difícil para o animal. O cocheiro reagiu: “Mas é apenas um animal... Então o senhor, um ser humano, é quem tem que fazer força e ficar cansado?”. O rabino respondeu: “Justamente por isso, como sou um ser humano, não quero me ver no futuro num litígio com um cavalo!”.
O condutor é aquele que enxerga as interações e cuida não só para fazer o seu percurso, mas também para não se ver no futuro em litígios com animais, seja na vida real ou em sua própria consciência.
BONDER, Nilton. Autoviolência. Folha de S. Paulo, 14 abr. 2013, A3. Opinião.
Assinale a alternativa na qual a palavra destacada estabelece a mesma relação sintática expressa no seguinte trecho:
O carro faz parecer que existia outro personagem que não o próprio condutor.
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Acerca do conceito de inovação dentro da perspectiva da didática fundamentada crítica, apresentado por Lucarelli (2007), é INCORRETO afirmar que:
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Em uma locução para uma peça radiofônica dramatizada em cenas de diálogo, muitas vezes, torna-se necessário sugerir para o ouvinte um afastamento de um dos dois personagens. Marque a alternativa que NÃO corresponda a uma técnica para simular o distanciamento de um dos personagens:
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De acordo com a Teoria de Repulsão dos Pares Eletrônicos da Camada de Valência (VSEPR, sigla inglesa), a geometria em torno de um átomo central na estrutura molecular de um composto é definida pela repulsão dos pares de elétrons de sua camada de valência (elétrons que participam de uma ligação química e os não ligantes) e pelos átomos ligados a ele.
Por outro lado, a polaridade total de uma molécula pode ser determinada pela soma vetorial das polaridades ao longo de cada ligação química presente na sua estrutura.
Baseado nessas informações, marque a alternativa que apresenta a associação de uma substância química com sua geometria e polaridade molecular mais provável.
| Substância | Geometria | Polaridade |
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Com relação ao teste de software é INCORRETO afirmar que
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- Elementos OrçamentáriosReceita OrçamentáriaClassificação da Receita OrçamentáriaClassificação por Natureza da Receita
O registro da transação proveniente da Remuneração de Depósitos Bancários, decorrente da aplicação financeira de disponibilidades de uma entidade do setor público, será realizado na conta de
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A cromatografia é uma técnica de análise que se presta à separação, identificação, purificação e doseamento de substâncias orgânicas e inorgânicas.
A cromatografia baseia-se na diferença de velocidade com que as substâncias se movem em um meio poroso, a fase estacionária, quando arrastadas por um solvente, o eluente, em movimento. Na cromatografia em camada delgada, uma placa de vidro é revestida com uma camada de um material adsorvente, normalmente sílica finamente pulverizada, formando, assim, a denominada cromatoplaca.
Em relação à cromatografia em camada delgada, é CORRETO afirmar que:
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Analise os circuitos divisores de tensão a seguir em que o voltímetro XMM possui impedância !$ R_M = 1M \Omega !$ e os potenciômetros R1a e R1b possuem as mesmas especificações.

A respeito desses circuitos, é CORRETO afirmar que
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De acordo com a Lei 8.662/93, compete ao Conselho Federal de Serviço Social (CFESS):
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Paciente de 28 anos, branco, sexo masculino, obeso, sem histórico mórbido. Afirma quadro de tosse seca há cerca de 2 meses. Nega febre ou emagrecimento. Sua vacinação está atualizada. Não é tabagista ou hipertenso; sem história de diabetes. Afirma quadro gripal há três meses. Ele procura o ambulatório munido de um Rx de tórax normal. São causas de tosse crônica que devem ser investigadas, EXCETO:
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