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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.
Quando a bola acaba
Fascinante a cumplicidade que surge entre os brasileiros quando o tema é futebol. Não há hierarquia, classe ou raça. Após a hecatombe da última terça-feira (8), faxineiros, financistas, garçons, juristas, crianças e velhos partilham, em pé de igualdade, análises, lamentos, xingamentos e, sobretudo, fabulosas piadas.
É impossível deixar de reconhecer a importância do futebol na constituição de nossa identidade. Afinal, em que outra circunstância da vida brasileira nos igualamos e comungamos de um mesmo destino?
Este precioso patrimônio intangível vem sendo incansável e insaciavelmente corroído há décadas por gatos cada vez mais gordos. Se mais uma simples derrota nos leva a cobrar mudanças incrementais, a falência múltipla face à Alemanha nos obriga a buscar transformações mais profundas e disruptivas. A oportunidade de uma “destruição criadora”, de que nos fala o economista austríaco Joseph Schumpeter, nos foi aberta pelo dilacerante 7 a 1.
Há muito que fazer. Um ponto essencial, no entanto, seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante ao que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000, ou como ocorre nos esportes profissionais norte-americanos, só chega ao profissionalismo quem passa pela escola.
Hoje no Brasil são milhares de jovens que, de fato, abandonam o estudo para se submeter a intermináveis e perversas peneiras. A exigência da Lei Pelé para que os clubes cuidem da educação de seus jovens atletas vem sendo cumprida apenas por uma pequena elite de nossos times. Como diversos investigadores do Ministério Público vêm expondo, o garimpo por craques vem gerando uma nova forma de exploração e mercantilização de mão de obra infantil.
Há notícia de familiares que chegam a pagar 25 mil reais para que seus filhos participem de testes nos chamados clubes de formação. Lamentam- se casos de olheiros e “professores” que rapinam pais e mães desesperados para formar um Neymar ou um Thiago Silva.
Apenas uma parte ínfima desse exército terá uma oportunidade. Muitos deles cairão rapidamente nas garras de agentes, que os comercializarão como gado. Estima-se que, somente no ano passado, mil e quinhentos jogadores brasileiros, em sua maioria muito jovens, foram vendidos ao exterior.
Para a imensa maioria dos que se profissionalizam no Brasil está reservado um futuro pouco promissor. Calcula-se que 85% de nossos jogadores profissionais ganhem menos de dois salários mínimos por mês e, em face da estupidez do calendário, ficam desempregados quase metade do ano, como denuncia o Bom Senso Futebol Clube.
O futebol é hoje uma indústria global e implacável, além de tentacular e, nos termos da revista “The Economist”, corrupta. De joia da coroa que um dia encheu os olhos do mundo, o Brasil vem se tornando um mero fornecedor de talentos para exportação, em detrimento de nossos campeonatos e, sobretudo, de um futuro para nossos garotos. O fato é que a imensa maioria ficará sem bola, sem escola e sem perspectiva. Apenas uma conjugação radical desses dois universos poderia transformar o futebol num efetivo instrumento de inclusão para milhares de boleiros das periferias sociais brasileiras e, por que não, melhorar o seu desempenho.
(VIEIRA, Oscar Vilhena. Quando a bola acaba. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 de jul. 2014. Caderno 2, Cotidiano.)
Glossário
Hecatombe: sacrifício de muitas vítimas.
Disrupção: interrupção do curso normal de um processo.
“A exigência da Lei Pelé para que os clubes cuidem da educação de seus jovens atletas vem sendo cumprida apenas por uma pequena elite de nossos times.” (parágrafo 5)
Os clubes tratados como elite são apresentados como:
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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.
Quando a bola acaba
Fascinante a cumplicidade que surge entre os brasileiros quando o tema é futebol. Não há hierarquia, classe ou raça. Após a hecatombe da última terça-feira (8), faxineiros, financistas, garçons, juristas, crianças e velhos partilham, em pé de igualdade, análises, lamentos, xingamentos e, sobretudo, fabulosas piadas.
É impossível deixar de reconhecer a importância do futebol na constituição de nossa identidade. Afinal, em que outra circunstância da vida brasileira nos igualamos e comungamos de um mesmo destino?
Este precioso patrimônio intangível vem sendo incansável e insaciavelmente corroído há décadas por gatos cada vez mais gordos. Se mais uma simples derrota nos leva a cobrar mudanças incrementais, a falência múltipla face à Alemanha nos obriga a buscar transformações mais profundas e disruptivas. A oportunidade de uma “destruição criadora”, de que nos fala o economista austríaco Joseph Schumpeter, nos foi aberta pelo dilacerante 7 a 1.
Há muito que fazer. Um ponto essencial, no entanto, seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante ao que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000, ou como ocorre nos esportes profissionais norte-americanos, só chega ao profissionalismo quem passa pela escola.
Hoje no Brasil são milhares de jovens que, de fato, abandonam o estudo para se submeter a intermináveis e perversas peneiras. A exigência da Lei Pelé para que os clubes cuidem da educação de seus jovens atletas vem sendo cumprida apenas por uma pequena elite de nossos times. Como diversos investigadores do Ministério Público vêm expondo, o garimpo por craques vem gerando uma nova forma de exploração e mercantilização de mão de obra infantil.
Há notícia de familiares que chegam a pagar 25 mil reais para que seus filhos participem de testes nos chamados clubes de formação. Lamentam- se casos de olheiros e “professores” que rapinam pais e mães desesperados para formar um Neymar ou um Thiago Silva.
Apenas uma parte ínfima desse exército terá uma oportunidade. Muitos deles cairão rapidamente nas garras de agentes, que os comercializarão como gado. Estima-se que, somente no ano passado, mil e quinhentos jogadores brasileiros, em sua maioria muito jovens, foram vendidos ao exterior.
Para a imensa maioria dos que se profissionalizam no Brasil está reservado um futuro pouco promissor. Calcula-se que 85% de nossos jogadores profissionais ganhem menos de dois salários mínimos por mês e, em face da estupidez do calendário, ficam desempregados quase metade do ano, como denuncia o Bom Senso Futebol Clube.
O futebol é hoje uma indústria global e implacável, além de tentacular e, nos termos da revista “The Economist”, corrupta. De joia da coroa que um dia encheu os olhos do mundo, o Brasil vem se tornando um mero fornecedor de talentos para exportação, em detrimento de nossos campeonatos e, sobretudo, de um futuro para nossos garotos. O fato é que a imensa maioria ficará sem bola, sem escola e sem perspectiva. Apenas uma conjugação radical desses dois universos poderia transformar o futebol num efetivo instrumento de inclusão para milhares de boleiros das periferias sociais brasileiras e, por que não, melhorar o seu desempenho.
(VIEIRA, Oscar Vilhena. Quando a bola acaba. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 de jul. 2014. Caderno 2, Cotidiano.)
Glossário
Hecatombe: sacrifício de muitas vítimas.
Disrupção: interrupção do curso normal de um processo.
No parágrafo 5, usou-se o verbo submeter (submeter-se a, sujeitar-se a, entregar-se a): “Hoje no Brasil são milhares de jovens que, de fato, abandonam o estudo para se submeter a intermináveis e perversas peneiras”.
Haveria, porém, o artigo e, portanto, crase, se o complemento do verbo fosse:
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Quando a bola acaba
Fascinante a cumplicidade que surge entre os brasileiros quando o tema é futebol. Não há hierarquia, classe ou raça. Após a hecatombe da última terça-feira (8), faxineiros, financistas, garçons, juristas, crianças e velhos partilham, em pé de igualdade, análises, lamentos, xingamentos e, sobretudo, fabulosas piadas.
É impossível deixar de reconhecer a importância do futebol na constituição de nossa identidade. Afinal, em que outra circunstância da vida brasileira nos igualamos e comungamos de um mesmo destino?
Este precioso patrimônio intangível vem sendo incansável e insaciavelmente corroído há décadas por gatos cada vez mais gordos. Se mais uma simples derrota nos leva a cobrar mudanças incrementais, a falência múltipla face à Alemanha nos obriga a buscar transformações mais profundas e disruptivas. A oportunidade de uma “destruição criadora”, de que nos fala o economista austríaco Joseph Schumpeter, nos foi aberta pelo dilacerante 7 a 1.
Há muito que fazer. Um ponto essencial, no entanto, seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante ao que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000, ou como ocorre nos esportes profissionais norte-americanos, só chega ao profissionalismo quem passa pela escola.
Hoje no Brasil são milhares de jovens que, de fato, abandonam o estudo para se submeter a intermináveis e perversas peneiras. A exigência da Lei Pelé para que os clubes cuidem da educação de seus jovens atletas vem sendo cumprida apenas por uma pequena elite de nossos times. Como diversos investigadores do Ministério Público vêm expondo, o garimpo por craques vem gerando uma nova forma de exploração e mercantilização de mão de obra infantil.
Há notícia de familiares que chegam a pagar 25 mil reais para que seus filhos participem de testes nos chamados clubes de formação. Lamentam- se casos de olheiros e “professores” que rapinam pais e mães desesperados para formar um Neymar ou um Thiago Silva.
Apenas uma parte ínfima desse exército terá uma oportunidade. Muitos deles cairão rapidamente nas garras de agentes, que os comercializarão como gado. Estima-se que, somente no ano passado, mil e quinhentos jogadores brasileiros, em sua maioria muito jovens, foram vendidos ao exterior.
Para a imensa maioria dos que se profissionalizam no Brasil está reservado um futuro pouco promissor. Calcula-se que 85% de nossos jogadores profissionais ganhem menos de dois salários mínimos por mês e, em face da estupidez do calendário, ficam desempregados quase metade do ano, como denuncia o Bom Senso Futebol Clube.
O futebol é hoje uma indústria global e implacável, além de tentacular e, nos termos da revista “The Economist”, corrupta. De joia da coroa que um dia encheu os olhos do mundo, o Brasil vem se tornando um mero fornecedor de talentos para exportação, em detrimento de nossos campeonatos e, sobretudo, de um futuro para nossos garotos. O fato é que a imensa maioria ficará sem bola, sem escola e sem perspectiva. Apenas uma conjugação radical desses dois universos poderia transformar o futebol num efetivo instrumento de inclusão para milhares de boleiros das periferias sociais brasileiras e, por que não, melhorar o seu desempenho.
(VIEIRA, Oscar Vilhena. Quando a bola acaba. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 de jul. 2014. Caderno 2, Cotidiano.)
Glossário
Hecatombe: sacrifício de muitas vítimas.
Disrupção: interrupção do curso normal de um processo.
“Fascinante a cumplicidade que surge entre os brasileiros quando o tema é futebol.”
A frase inicial do texto, embora direcione parte da argumentação que se apresenta, permite este acréscimo:
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Quando a bola acaba
Fascinante a cumplicidade que surge entre os brasileiros quando o tema é futebol. Não há hierarquia, classe ou raça. Após a hecatombe da última terça-feira (8), faxineiros, financistas, garçons, juristas, crianças e velhos partilham, em pé de igualdade, análises, lamentos, xingamentos e, sobretudo, fabulosas piadas.
É impossível deixar de reconhecer a importância do futebol na constituição de nossa identidade. Afinal, em que outra circunstância da vida brasileira nos igualamos e comungamos de um mesmo destino?
Este precioso patrimônio intangível vem sendo incansável e insaciavelmente corroído há décadas por gatos cada vez mais gordos. Se mais uma simples derrota nos leva a cobrar mudanças incrementais, a falência múltipla face à Alemanha nos obriga a buscar transformações mais profundas e disruptivas. A oportunidade de uma “destruição criadora”, de que nos fala o economista austríaco Joseph Schumpeter, nos foi aberta pelo dilacerante 7 a 1.
Há muito que fazer. Um ponto essencial, no entanto, seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante ao que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000, ou como ocorre nos esportes profissionais norte-americanos, só chega ao profissionalismo quem passa pela escola.
Hoje no Brasil são milhares de jovens que, de fato, abandonam o estudo para se submeter a intermináveis e perversas peneiras. A exigência da Lei Pelé para que os clubes cuidem da educação de seus jovens atletas vem sendo cumprida apenas por uma pequena elite de nossos times. Como diversos investigadores do Ministério Público vêm expondo, o garimpo por craques vem gerando uma nova forma de exploração e mercantilização de mão de obra infantil.
Há notícia de familiares que chegam a pagar 25 mil reais para que seus filhos participem de testes nos chamados clubes de formação. Lamentam- se casos de olheiros e “professores” que rapinam pais e mães desesperados para formar um Neymar ou um Thiago Silva.
Apenas uma parte ínfima desse exército terá uma oportunidade. Muitos deles cairão rapidamente nas garras de agentes, que os comercializarão como gado. Estima-se que, somente no ano passado, mil e quinhentos jogadores brasileiros, em sua maioria muito jovens, foram vendidos ao exterior.
Para a imensa maioria dos que se profissionalizam no Brasil está reservado um futuro pouco promissor. Calcula-se que 85% de nossos jogadores profissionais ganhem menos de dois salários mínimos por mês e, em face da estupidez do calendário, ficam desempregados quase metade do ano, como denuncia o Bom Senso Futebol Clube.
O futebol é hoje uma indústria global e implacável, além de tentacular e, nos termos da revista “The Economist”, corrupta. De joia da coroa que um dia encheu os olhos do mundo, o Brasil vem se tornando um mero fornecedor de talentos para exportação, em detrimento de nossos campeonatos e, sobretudo, de um futuro para nossos garotos. O fato é que a imensa maioria ficará sem bola, sem escola e sem perspectiva. Apenas uma conjugação radical desses dois universos poderia transformar o futebol num efetivo instrumento de inclusão para milhares de boleiros das periferias sociais brasileiras e, por que não, melhorar o seu desempenho.
(VIEIRA, Oscar Vilhena. Quando a bola acaba. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 de jul. 2014. Caderno 2, Cotidiano.)
Glossário
Hecatombe: sacrifício de muitas vítimas.
Disrupção: interrupção do curso normal de um processo.
No parágrafo 6, aparece nome de pessoa precedido pelo artigo um, o que não é norma gramatical: um Neymar. Esse uso do nome de pessoa permite que se conclua:
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Quando a bola acaba
Fascinante a cumplicidade que surge entre os brasileiros quando o tema é futebol. Não há hierarquia, classe ou raça. Após a hecatombe da última terça-feira (8), faxineiros, financistas, garçons, juristas, crianças e velhos partilham, em pé de igualdade, análises, lamentos, xingamentos e, sobretudo, fabulosas piadas.
É impossível deixar de reconhecer a importância do futebol na constituição de nossa identidade. Afinal, em que outra circunstância da vida brasileira nos igualamos e comungamos de um mesmo destino?
Este precioso patrimônio intangível vem sendo incansável e insaciavelmente corroído há décadas por gatos cada vez mais gordos. Se mais uma simples derrota nos leva a cobrar mudanças incrementais, a falência múltipla face à Alemanha nos obriga a buscar transformações mais profundas e disruptivas. A oportunidade de uma “destruição criadora”, de que nos fala o economista austríaco Joseph Schumpeter, nos foi aberta pelo dilacerante 7 a 1.
Há muito que fazer. Um ponto essencial, no entanto, seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante ao que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000, ou como ocorre nos esportes profissionais norte-americanos, só chega ao profissionalismo quem passa pela escola.
Hoje no Brasil são milhares de jovens que, de fato, abandonam o estudo para se submeter a intermináveis e perversas peneiras. A exigência da Lei Pelé para que os clubes cuidem da educação de seus jovens atletas vem sendo cumprida apenas por uma pequena elite de nossos times. Como diversos investigadores do Ministério Público vêm expondo, o garimpo por craques vem gerando uma nova forma de exploração e mercantilização de mão de obra infantil.
Há notícia de familiares que chegam a pagar 25 mil reais para que seus filhos participem de testes nos chamados clubes de formação. Lamentam- se casos de olheiros e “professores” que rapinam pais e mães desesperados para formar um Neymar ou um Thiago Silva.
Apenas uma parte ínfima desse exército terá uma oportunidade. Muitos deles cairão rapidamente nas garras de agentes, que os comercializarão como gado. Estima-se que, somente no ano passado, mil e quinhentos jogadores brasileiros, em sua maioria muito jovens, foram vendidos ao exterior.
Para a imensa maioria dos que se profissionalizam no Brasil está reservado um futuro pouco promissor. Calcula-se que 85% de nossos jogadores profissionais ganhem menos de dois salários mínimos por mês e, em face da estupidez do calendário, ficam desempregados quase metade do ano, como denuncia o Bom Senso Futebol Clube.
O futebol é hoje uma indústria global e implacável, além de tentacular e, nos termos da revista “The Economist”, corrupta. De joia da coroa que um dia encheu os olhos do mundo, o Brasil vem se tornando um mero fornecedor de talentos para exportação, em detrimento de nossos campeonatos e, sobretudo, de um futuro para nossos garotos. O fato é que a imensa maioria ficará sem bola, sem escola e sem perspectiva. Apenas uma conjugação radical desses dois universos poderia transformar o futebol num efetivo instrumento de inclusão para milhares de boleiros das periferias sociais brasileiras e, por que não, melhorar o seu desempenho.
(VIEIRA, Oscar Vilhena. Quando a bola acaba. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 de jul. 2014. Caderno 2, Cotidiano.)
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Hecatombe: sacrifício de muitas vítimas.
Disrupção: interrupção do curso normal de um processo.
“Apenas uma conjugação radical desses dois universos poderia transformar o futebol num efetivo instrumento de inclusão para milhares de boleiros das periferias sociais brasileiras e, por que não, melhorar o seu desempenho.” (parágrafo 9)
São feitas propostas de alteração nesse fragmento, mas apenas uma não traz restrição quanto ao conteúdo e à forma:
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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.
Quando a bola acaba
Fascinante a cumplicidade que surge entre os brasileiros quando o tema é futebol. Não há hierarquia, classe ou raça. Após a hecatombe da última terça-feira (8), faxineiros, financistas, garçons, juristas, crianças e velhos partilham, em pé de igualdade, análises, lamentos, xingamentos e, sobretudo, fabulosas piadas.
É impossível deixar de reconhecer a importância do futebol na constituição de nossa identidade. Afinal, em que outra circunstância da vida brasileira nos igualamos e comungamos de um mesmo destino?
Este precioso patrimônio intangível vem sendo incansável e insaciavelmente corroído há décadas por gatos cada vez mais gordos. Se mais uma simples derrota nos leva a cobrar mudanças incrementais, a falência múltipla face à Alemanha nos obriga a buscar transformações mais profundas e disruptivas. A oportunidade de uma “destruição criadora”, de que nos fala o economista austríaco Joseph Schumpeter, nos foi aberta pelo dilacerante 7 a 1.
Há muito que fazer. Um ponto essencial, no entanto, seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante ao que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000, ou como ocorre nos esportes profissionais norte-americanos, só chega ao profissionalismo quem passa pela escola.
Hoje no Brasil são milhares de jovens que, de fato, abandonam o estudo para se submeter a intermináveis e perversas peneiras. A exigência da Lei Pelé para que os clubes cuidem da educação de seus jovens atletas vem sendo cumprida apenas por uma pequena elite de nossos times. Como diversos investigadores do Ministério Público vêm expondo, o garimpo por craques vem gerando uma nova forma de exploração e mercantilização de mão de obra infantil.
Há notícia de familiares que chegam a pagar 25 mil reais para que seus filhos participem de testes nos chamados clubes de formação. Lamentam- se casos de olheiros e “professores” que rapinam pais e mães desesperados para formar um Neymar ou um Thiago Silva.
Apenas uma parte ínfima desse exército terá uma oportunidade. Muitos deles cairão rapidamente nas garras de agentes, que os comercializarão como gado. Estima-se que, somente no ano passado, mil e quinhentos jogadores brasileiros, em sua maioria muito jovens, foram vendidos ao exterior.
Para a imensa maioria dos que se profissionalizam no Brasil está reservado um futuro pouco promissor. Calcula-se que 85% de nossos jogadores profissionais ganhem menos de dois salários mínimos por mês e, em face da estupidez do calendário, ficam desempregados quase metade do ano, como denuncia o Bom Senso Futebol Clube.
O futebol é hoje uma indústria global e implacável, além de tentacular e, nos termos da revista “The Economist”, corrupta. De joia da coroa que um dia encheu os olhos do mundo, o Brasil vem se tornando um mero fornecedor de talentos para exportação, em detrimento de nossos campeonatos e, sobretudo, de um futuro para nossos garotos. O fato é que a imensa maioria ficará sem bola, sem escola e sem perspectiva. Apenas uma conjugação radical desses dois universos poderia transformar o futebol num efetivo instrumento de inclusão para milhares de boleiros das periferias sociais brasileiras e, por que não, melhorar o seu desempenho.
(VIEIRA, Oscar Vilhena. Quando a bola acaba. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 de jul. 2014. Caderno 2, Cotidiano.)
Glossário
Hecatombe: sacrifício de muitas vítimas.
Disrupção: interrupção do curso normal de um processo.
Tem destaque, no estudo da concordância verbal, o uso da porcentagem e do substantivo coletivo, que, pela gramática tradicional, mesmo estando no singular, dá ideia de plural, estabelecendo dupla concordância. O texto, por exemplo, usa exército (parágrafo 7) e 85% (parágrafo 8).
Entretanto não pode haver concordância dupla em:
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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.
Quando a bola acaba
Fascinante a cumplicidade que surge entre os brasileiros quando o tema é futebol. Não há hierarquia, classe ou raça. Após a hecatombe da última terça-feira (8), faxineiros, financistas, garçons, juristas, crianças e velhos partilham, em pé de igualdade, análises, lamentos, xingamentos e, sobretudo, fabulosas piadas.
É impossível deixar de reconhecer a importância do futebol na constituição de nossa identidade. Afinal, em que outra circunstância da vida brasileira nos igualamos e comungamos de um mesmo destino?
Este precioso patrimônio intangível vem sendo incansável e insaciavelmente corroído há décadas por gatos cada vez mais gordos. Se mais uma simples derrota nos leva a cobrar mudanças incrementais, a falência múltipla face à Alemanha nos obriga a buscar transformações mais profundas e disruptivas. A oportunidade de uma “destruição criadora”, de que nos fala o economista austríaco Joseph Schumpeter, nos foi aberta pelo dilacerante 7 a 1.
Há muito que fazer. Um ponto essencial, no entanto, seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante ao que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000, ou como ocorre nos esportes profissionais norte-americanos, só chega ao profissionalismo quem passa pela escola.
Hoje no Brasil são milhares de jovens que, de fato, abandonam o estudo para se submeter a intermináveis e perversas peneiras. A exigência da Lei Pelé para que os clubes cuidem da educação de seus jovens atletas vem sendo cumprida apenas por uma pequena elite de nossos times. Como diversos investigadores do Ministério Público vêm expondo, o garimpo por craques vem gerando uma nova forma de exploração e mercantilização de mão de obra infantil.
Há notícia de familiares que chegam a pagar 25 mil reais para que seus filhos participem de testes nos chamados clubes de formação. Lamentam- se casos de olheiros e “professores” que rapinam pais e mães desesperados para formar um Neymar ou um Thiago Silva.
Apenas uma parte ínfima desse exército terá uma oportunidade. Muitos deles cairão rapidamente nas garras de agentes, que os comercializarão como gado. Estima-se que, somente no ano passado, mil e quinhentos jogadores brasileiros, em sua maioria muito jovens, foram vendidos ao exterior.
Para a imensa maioria dos que se profissionalizam no Brasil está reservado um futuro pouco promissor. Calcula-se que 85% de nossos jogadores profissionais ganhem menos de dois salários mínimos por mês e, em face da estupidez do calendário, ficam desempregados quase metade do ano, como denuncia o Bom Senso Futebol Clube.
O futebol é hoje uma indústria global e implacável, além de tentacular e, nos termos da revista “The Economist”, corrupta. De joia da coroa que um dia encheu os olhos do mundo, o Brasil vem se tornando um mero fornecedor de talentos para exportação, em detrimento de nossos campeonatos e, sobretudo, de um futuro para nossos garotos. O fato é que a imensa maioria ficará sem bola, sem escola e sem perspectiva. Apenas uma conjugação radical desses dois universos poderia transformar o futebol num efetivo instrumento de inclusão para milhares de boleiros das periferias sociais brasileiras e, por que não, melhorar o seu desempenho.
(VIEIRA, Oscar Vilhena. Quando a bola acaba. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 de jul. 2014. Caderno 2, Cotidiano.)
Glossário
Hecatombe: sacrifício de muitas vítimas.
Disrupção: interrupção do curso normal de um processo.
O texto, valendo-se da metáfora, que é uma associação por semelhança, fala, no parágrafo 5, de garimpo, como procura de jogadores. Em vista disso, também é metafórico o emprego de:
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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.
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Fascinante a cumplicidade que surge entre os brasileiros quando o tema é futebol. Não há hierarquia, classe ou raça. Após a hecatombe da última terça-feira (8), faxineiros, financistas, garçons, juristas, crianças e velhos partilham, em pé de igualdade, análises, lamentos, xingamentos e, sobretudo, fabulosas piadas.
É impossível deixar de reconhecer a importância do futebol na constituição de nossa identidade. Afinal, em que outra circunstância da vida brasileira nos igualamos e comungamos de um mesmo destino?
Este precioso patrimônio intangível vem sendo incansável e insaciavelmente corroído há décadas por gatos cada vez mais gordos. Se mais uma simples derrota nos leva a cobrar mudanças incrementais, a falência múltipla face à Alemanha nos obriga a buscar transformações mais profundas e disruptivas. A oportunidade de uma “destruição criadora”, de que nos fala o economista austríaco Joseph Schumpeter, nos foi aberta pelo dilacerante 7 a 1.
Há muito que fazer. Um ponto essencial, no entanto, seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante ao que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000, ou como ocorre nos esportes profissionais norte-americanos, só chega ao profissionalismo quem passa pela escola.
Hoje no Brasil são milhares de jovens que, de fato, abandonam o estudo para se submeter a intermináveis e perversas peneiras. A exigência da Lei Pelé para que os clubes cuidem da educação de seus jovens atletas vem sendo cumprida apenas por uma pequena elite de nossos times. Como diversos investigadores do Ministério Público vêm expondo, o garimpo por craques vem gerando uma nova forma de exploração e mercantilização de mão de obra infantil.
Há notícia de familiares que chegam a pagar 25 mil reais para que seus filhos participem de testes nos chamados clubes de formação. Lamentam- se casos de olheiros e “professores” que rapinam pais e mães desesperados para formar um Neymar ou um Thiago Silva.
Apenas uma parte ínfima desse exército terá uma oportunidade. Muitos deles cairão rapidamente nas garras de agentes, que os comercializarão como gado. Estima-se que, somente no ano passado, mil e quinhentos jogadores brasileiros, em sua maioria muito jovens, foram vendidos ao exterior.
Para a imensa maioria dos que se profissionalizam no Brasil está reservado um futuro pouco promissor. Calcula-se que 85% de nossos jogadores profissionais ganhem menos de dois salários mínimos por mês e, em face da estupidez do calendário, ficam desempregados quase metade do ano, como denuncia o Bom Senso Futebol Clube.
O futebol é hoje uma indústria global e implacável, além de tentacular e, nos termos da revista “The Economist”, corrupta. De joia da coroa que um dia encheu os olhos do mundo, o Brasil vem se tornando um mero fornecedor de talentos para exportação, em detrimento de nossos campeonatos e, sobretudo, de um futuro para nossos garotos. O fato é que a imensa maioria ficará sem bola, sem escola e sem perspectiva. Apenas uma conjugação radical desses dois universos poderia transformar o futebol num efetivo instrumento de inclusão para milhares de boleiros das periferias sociais brasileiras e, por que não, melhorar o seu desempenho.
(VIEIRA, Oscar Vilhena. Quando a bola acaba. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 de jul. 2014. Caderno 2, Cotidiano.)
Glossário
Hecatombe: sacrifício de muitas vítimas.
Disrupção: interrupção do curso normal de um processo.
“Após a hecatombe da última terça-feira (8), faxineiros, financistas, garçons, juristas, crianças e velhos partilham, em pé de igualdade, análises, lamentos, xingamentos e, sobretudo, fabulosas piadas.”
As marcações feitas em negrito indicam escolhas morfossintáticas e/ou semânticas que dão destaque à narração do fato, portanto mais do que informações objetivas. São recursos de ênfase, marcas expressivas do autor. Mas, reescrita a frase, embora haja uso do negrito, não determina narração enfática em:
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Fascinante a cumplicidade que surge entre os brasileiros quando o tema é futebol. Não há hierarquia, classe ou raça. Após a hecatombe da última terça-feira (8), faxineiros, financistas, garçons, juristas, crianças e velhos partilham, em pé de igualdade, análises, lamentos, xingamentos e, sobretudo, fabulosas piadas.
É impossível deixar de reconhecer a importância do futebol na constituição de nossa identidade. Afinal, em que outra circunstância da vida brasileira nos igualamos e comungamos de um mesmo destino?
Este precioso patrimônio intangível vem sendo incansável e insaciavelmente corroído há décadas por gatos cada vez mais gordos. Se mais uma simples derrota nos leva a cobrar mudanças incrementais, a falência múltipla face à Alemanha nos obriga a buscar transformações mais profundas e disruptivas. A oportunidade de uma “destruição criadora”, de que nos fala o economista austríaco Joseph Schumpeter, nos foi aberta pelo dilacerante 7 a 1.
Há muito que fazer. Um ponto essencial, no entanto, seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante ao que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000, ou como ocorre nos esportes profissionais norte-americanos, só chega ao profissionalismo quem passa pela escola.
Hoje no Brasil são milhares de jovens que, de fato, abandonam o estudo para se submeter a intermináveis e perversas peneiras. A exigência da Lei Pelé para que os clubes cuidem da educação de seus jovens atletas vem sendo cumprida apenas por uma pequena elite de nossos times. Como diversos investigadores do Ministério Público vêm expondo, o garimpo por craques vem gerando uma nova forma de exploração e mercantilização de mão de obra infantil.
Há notícia de familiares que chegam a pagar 25 mil reais para que seus filhos participem de testes nos chamados clubes de formação. Lamentam- se casos de olheiros e “professores” que rapinam pais e mães desesperados para formar um Neymar ou um Thiago Silva.
Apenas uma parte ínfima desse exército terá uma oportunidade. Muitos deles cairão rapidamente nas garras de agentes, que os comercializarão como gado. Estima-se que, somente no ano passado, mil e quinhentos jogadores brasileiros, em sua maioria muito jovens, foram vendidos ao exterior.
Para a imensa maioria dos que se profissionalizam no Brasil está reservado um futuro pouco promissor. Calcula-se que 85% de nossos jogadores profissionais ganhem menos de dois salários mínimos por mês e, em face da estupidez do calendário, ficam desempregados quase metade do ano, como denuncia o Bom Senso Futebol Clube.
O futebol é hoje uma indústria global e implacável, além de tentacular e, nos termos da revista “The Economist”, corrupta. De joia da coroa que um dia encheu os olhos do mundo, o Brasil vem se tornando um mero fornecedor de talentos para exportação, em detrimento de nossos campeonatos e, sobretudo, de um futuro para nossos garotos. O fato é que a imensa maioria ficará sem bola, sem escola e sem perspectiva. Apenas uma conjugação radical desses dois universos poderia transformar o futebol num efetivo instrumento de inclusão para milhares de boleiros das periferias sociais brasileiras e, por que não, melhorar o seu desempenho.
(VIEIRA, Oscar Vilhena. Quando a bola acaba. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 de jul. 2014. Caderno 2, Cotidiano.)
Glossário
Hecatombe: sacrifício de muitas vítimas.
Disrupção: interrupção do curso normal de um processo.
“Um ponto essencial, no entanto, seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante ao que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000, ou como ocorre nos esportes profissionais norte-americanos, só chega ao profissionalismo quem passa pela escola.” (parágrafo 4)
Nessa frase, foram feitas alterações referentes à regência, ao uso da conjunção, à pontuação e ao tempo verbal.
Um ponto essencial, portanto seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante àquilo que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000 ou àquilo que ocorre nos esportes profissionais norte- americanos: só chegará ao profissionalismo quem passar pela escola. O cumprimento do uso culto ou a manutenção do sentido impedem que se aceite esta alteração:
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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.
Quando a bola acaba
Fascinante a cumplicidade que surge entre os brasileiros quando o tema é futebol. Não há hierarquia, classe ou raça. Após a hecatombe da última terça-feira (8), faxineiros, financistas, garçons, juristas, crianças e velhos partilham, em pé de igualdade, análises, lamentos, xingamentos e, sobretudo, fabulosas piadas.
É impossível deixar de reconhecer a importância do futebol na constituição de nossa identidade. Afinal, em que outra circunstância da vida brasileira nos igualamos e comungamos de um mesmo destino?
Este precioso patrimônio intangível vem sendo incansável e insaciavelmente corroído há décadas por gatos cada vez mais gordos. Se mais uma simples derrota nos leva a cobrar mudanças incrementais, a falência múltipla face à Alemanha nos obriga a buscar transformações mais profundas e disruptivas. A oportunidade de uma “destruição criadora”, de que nos fala o economista austríaco Joseph Schumpeter, nos foi aberta pelo dilacerante 7 a 1.
Há muito que fazer. Um ponto essencial, no entanto, seria associar radicalmente o futebol à educação. De forma semelhante ao que fizeram os alemães depois do fiasco de 2000, ou como ocorre nos esportes profissionais norte-americanos, só chega ao profissionalismo quem passa pela escola.
Hoje no Brasil são milhares de jovens que, de fato, abandonam o estudo para se submeter a intermináveis e perversas peneiras. A exigência da Lei Pelé para que os clubes cuidem da educação de seus jovens atletas vem sendo cumprida apenas por uma pequena elite de nossos times. Como diversos investigadores do Ministério Público vêm expondo, o garimpo por craques vem gerando uma nova forma de exploração e mercantilização de mão de obra infantil.
Há notícia de familiares que chegam a pagar 25 mil reais para que seus filhos participem de testes nos chamados clubes de formação. Lamentam- se casos de olheiros e “professores” que rapinam pais e mães desesperados para formar um Neymar ou um Thiago Silva.
Apenas uma parte ínfima desse exército terá uma oportunidade. Muitos deles cairão rapidamente nas garras de agentes, que os comercializarão como gado. Estima-se que, somente no ano passado, mil e quinhentos jogadores brasileiros, em sua maioria muito jovens, foram vendidos ao exterior.
Para a imensa maioria dos que se profissionalizam no Brasil está reservado um futuro pouco promissor. Calcula-se que 85% de nossos jogadores profissionais ganhem menos de dois salários mínimos por mês e, em face da estupidez do calendário, ficam desempregados quase metade do ano, como denuncia o Bom Senso Futebol Clube.
O futebol é hoje uma indústria global e implacável, além de tentacular e, nos termos da revista “The Economist”, corrupta. De joia da coroa que um dia encheu os olhos do mundo, o Brasil vem se tornando um mero fornecedor de talentos para exportação, em detrimento de nossos campeonatos e, sobretudo, de um futuro para nossos garotos. O fato é que a imensa maioria ficará sem bola, sem escola e sem perspectiva. Apenas uma conjugação radical desses dois universos poderia transformar o futebol num efetivo instrumento de inclusão para milhares de boleiros das periferias sociais brasileiras e, por que não, melhorar o seu desempenho.
(VIEIRA, Oscar Vilhena. Quando a bola acaba. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 de jul. 2014. Caderno 2, Cotidiano.)
Glossário
Hecatombe: sacrifício de muitas vítimas.
Disrupção: interrupção do curso normal de um processo.
Na frase “O fato é que a imensa maioria ficará sem bola, sem escola e sem perspectiva.” (parágrafo 9), destacam-se as palavras bola e escola. O uso expressivo dessas palavras permite identificar:
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