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Foram encontradas 50 questões.

1463084 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

Assinale a alternativa em que o emprego inadequado dos sinais de pontuação prejudica a inteligibilidade do enunciado.

 

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1463083 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 1

O MAIÚSCULO E O MINÚSCULO

É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. […] É o que tem ocorrido ultimamente com uma certa discussão em torno da língua.
Nessa área, há, sem dúvida, questões maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política lingüística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós. Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngüe do país (o fato de o português ser hegemônico não deve nos cegar para as muitas línguas indígenas, européias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade do português falado e escrito aqui, vencendo de vez o mito da língua única e homogênea.

Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos lingüísticos que afetam nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à pesquisa científica da complexa realidade lingüística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma padrão real, bem como das demais variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar ao padrão oral e escrito.

Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras e expressões da língua inglesa em determinadas áreas do nosso cotidiano. Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico (composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d'água num imenso oceano. Mostra-nos ainda mais: muitos deles, pela própria ação dos falantes, estão já em pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).

Dinâmica do empréstimo. Uma simples passada de olhos, aliás, pela história do português (como de qualquer outra língua) revela, com absoluta transparência, que os estrangeirismos nunca constituíram problema: os falantes, sem a tutela de ninguém e sem leis esdrúxulas, sempre souberam gerir a dinâmica do empréstimo lexical. Se adotam, num determinado momento, pelas mais diversas razões, um número grande de palavras estrangeiras, só conservam, com o passar do tempo, empréstimos sentidos como realmente necessários, descartando simplesmente todo o resto. É por isso que desse processo resulta sempre enriquecimento e nunca empobrecimento da língua.

FARACO, Carlos Alberto. Folha de S. Paulo, 13/05/2001.

TEXTO 2

JB - Mas será que com um brother aqui, um deletar ali, não estamos abrindo a porteira para que a língua seja mais profundamente ameaçada?

FIORIN - O léxico, que representa a cristalização de toda a vida material e espiritual de um povo, se forma por três caminhos: o primeiro é o idioma de origem que, no caso do português, é o latim. Segundo, os termos formados a partir do próprio português. Por exemplo, de bom surgiu bondade. E, em terceiro lugar, vêm os empréstimos lingüísticos, que aparecem em função dos contatos culturais entre os povos. No português, temos empréstimos lingüísticos do árabe. Por quê? Porque eles ocuparam a Península Ibérica durante sete séculos. Há empréstimos de línguas africanas, porque trouxemos para cá escravos africanos. Não se pode tirar do léxico essas palavras. Elas fazem parte da história da formação do povo brasileiro. Não existe maneira de fechar a porteira.

Trecho da entrevista concedida por José Luiz Fiorin ao Jornal do Brasil, junho/2001.

Os textos 1 e 2 concordam em que:

 

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1463082 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 2

JB - Mas será que com um brother aqui, um deletar ali, não estamos abrindo a porteira para que a língua seja mais profundamente ameaçada?

FIORIN - O léxico, que representa a cristalização de toda a vida material e espiritual de um povo, se forma por três caminhos: o primeiro é o idioma de origem que, no caso do português, é o latim. Segundo, os termos formados a partir do próprio português. Por exemplo, de bom surgiu bondade. E, em terceiro lugar, vêm os empréstimos lingüísticos, que aparecem em função dos contatos culturais entre os povos. No português, temos empréstimos lingüísticos do árabe. Por quê? Porque eles ocuparam a Península Ibérica durante sete séculos. Há empréstimos de línguas africanas, porque trouxemos para cá escravos africanos. Não se pode tirar do léxico essas palavras. Elas fazem parte da história da formação do povo brasileiro. Não existe maneira de fechar a porteira.

Trecho da entrevista concedida por José Luiz Fiorin ao Jornal do Brasil, junho/2001.

"Não existe maneira de fechar a porteira." Com essa afirmação, o autor do texto 2 pretendeu afirmar que:

 

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1463081 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 2

enunciado 1463081-1

A respeito dos empréstimos lingüísticos, o texto 2 nos informa que eles:

 

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1463080 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

Analise os enunciados a seguir, no que se refere à obrigatoriedade no emprego do sinal indicativo de crase.

1) Muitas pessoas ainda estão preocupadas com a invasão ianque à terra do idioma pátrio.

2) Os estrangeirismos ligados à bens e serviços poderiam trazer dificuldade de comunicação.

3) Importamos palavras estrangeiras, mas as adaptamos a Fonologia do português.

4) Uma política lingüística séria é uma boa medida, à qual todos os falantes têm direito.

Está(ão) correta(s):

 

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1463079 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
enunciado 1463079-1

"Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que (%u2026) acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto:"

No trecho acima, podemos reconhecer uma relação semântica de:

 

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1463078 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 1

O MAIÚSCULO E O MINÚSCULO

É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. […] É o que tem ocorrido ultimamente com uma certa discussão em torno da língua.

Nessa área, há, sem dúvida, questões maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política lingüística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós. Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngüe do país (o fato de o português ser hegemônico não deve nos cegar para as muitas línguas indígenas, européias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade do português falado e escrito aqui, vencendo de vez o mito da língua única e homogênea.

Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos lingüísticos que afetam nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à pesquisa científica da complexa realidade lingüística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma padrão real, bem como das demais variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar ao padrão oral e escrito.

Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras e expressões da língua inglesa em determinadas áreas do nosso cotidiano. Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico (composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d'água num imenso oceano. Mostra-nos ainda mais: muitos deles, pela própria ação dos falantes, estão já em pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).

Dinâmica do empréstimo. Uma simples passada de olhos, aliás, pela história do português (como de qualquer outra língua) revela, com absoluta transparência, que os estrangeirismos nunca constituíram problema: os falantes, sem a tutela de ninguém e sem leis esdrúxulas, sempre souberam gerir a dinâmica do empréstimo lexical. Se adotam, num determinado momento, pelas mais diversas razões, um número grande de palavras estrangeiras, só conservam, com o passar do tempo, empréstimos sentidos como realmente necessários, descartando simplesmente todo o resto. É por isso que desse processo resulta sempre enriquecimento e nunca empobrecimento da língua.

FARACO, Carlos Alberto. Folha de S. Paulo, 13/05/2001.

A respeito da língua, o autor do texto 1 considera que são questões importantes:

1) lutar contra toda forma de preconceito lingüístico, os quais geram exclusão social.

2) reconhecer que o nosso português, tanto o falado quanto o escrito, é rico e diversificado.

3) promulgar leis que controlem o uso de palavras e expressões da língua inglesa em nosso cotidiano.

4) superar a idéia, tão ainda arraigada em nossa sociedade, de que temos, no Brasil, uma língua única e homogênea.

Estão corretas:

 

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1463077 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

O MAIÚSCULO E O MINÚSCULO

É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. […] É o que tem ocorrido ultimamente com uma certa discussão em torno da língua.

Nessa área, há, sem dúvida, questões maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política lingüística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós. Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngüe do país (o fato de o português ser hegemônico não deve nos cegar para as muitas línguas indígenas, européias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade do português falado e escrito aqui, vencendo de vez o mito da língua única e homogênea.

Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos lingüísticos que afetam nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à pesquisa científica da complexa realidade lingüística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma padrão real, bem como das demais variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar ao padrão oral e escrito.

Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras e expressões da língua inglesa em determinadas áreas do nosso cotidiano. Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico (composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d'água num imenso oceano. Mostra-nos ainda mais: muitos deles, pela própria ação dos falantes, estão já em pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).

Dinâmica do empréstimo. Uma simples passada de olhos, aliás, pela história do português (como de qualquer outra língua) revela, com absoluta transparência, que os estrangeirismos nunca constituíram problema: os falantes, sem a tutela de ninguém e sem leis esdrúxulas, sempre souberam gerir a dinâmica do empréstimo lexical. Se adotam, num determinado momento, pelas mais diversas razões, um número grande de palavras estrangeiras, só conservam, com o passar do tempo, empréstimos sentidos como realmente necessários, descartando simplesmente todo o resto. É por isso que desse processo resulta sempre enriquecimento e nunca empobrecimento da língua.

FARACO, Carlos Alberto. Folha de S. Paulo, 13/05/2001.

Quanto à presença de estrangeirismos no português brasileiro, o autor do texto 1 posiciona-se de maneira:

 

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1463076 Ano: 2004
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TEXTO 1

O MAIÚSCULO E O MINÚSCULO

É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. […] É o que tem ocorrido ultimamente com uma certa discussão em torno da língua.

Nessa área, há, sem dúvida, questões maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política lingüística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós. Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngüe do país (o fato de o português ser hegemônico não deve nos cegar para as muitas línguas indígenas, européias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade do português falado e escrito aqui, vencendo de vez o mito da língua única e homogênea.

Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos lingüísticos que afetam nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à pesquisa científica da complexa realidade lingüística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma padrão real, bem como das demais variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar ao padrão oral e escrito.

Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras e expressões da língua inglesa em determinadas áreas do nosso cotidiano. Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico (composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d'água num imenso oceano. Mostra-nos ainda mais: muitos deles, pela própria ação dos falantes, estão já em pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).

Dinâmica do empréstimo. Uma simples passada de olhos, aliás, pela história do português (como de qualquer outra língua) revela, com absoluta transparência, que os estrangeirismos nunca constituíram problema: os falantes, sem a tutela de ninguém e sem leis esdrúxulas, sempre souberam gerir a dinâmica do empréstimo lexical. Se adotam, num determinado momento, pelas mais diversas razões, um número grande de palavras estrangeiras, só conservam, com o passar do tempo, empréstimos sentidos como realmente necessários, descartando simplesmente todo o resto. É por isso que desse processo resulta sempre enriquecimento e nunca empobrecimento da língua.

FARACO, Carlos Alberto. Folha de S. Paulo, 13/05/2001.

A respeito dos empréstimos lingüísticos, o autor do texto 1 defende que eles:

 

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1463075 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 1

enunciado 1463075-1

O título do texto 1 se refere:

 

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