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Quando ocorrer uma cocção prolongada ao elaborar-se um doce de figo em calda, pelo método de enriquecimento lento da calda, em função do tempo demasiado, podem aparecer alguns defeitos indesejáveis no produto final. Dentre os itens abaixo, poderiam ser apontados, como defeitos por cocção prolongada,
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Muito além da sonolência
A falta de sono já é fator de risco isolado para diversas
doenças. Ela pode ser tão decisiva para o aparecimento
do diabetes quanto a má alimentação e o sedentarismo
doenças. Ela pode ser tão decisiva para o aparecimento
do diabetes quanto a má alimentação e o sedentarismo
Naiara Magalhães
Até trinta anos atrás, os parcos conhecimentos sobre os malefícios das noites maldormidas para a saúde permitiam aos médicos uma certeza: "A privação de sono causa... sonolência". A história é lembrada pelos especialistas em tom de galhofa. Sabe-se agora que, sem o repouso noturno adequado, o corpo e a mente perdem muito mais do que a chance de repor as energias gastas durante o dia. Por problemas de saúde, necessidade de trabalho ou farra, a privação de sono leva o organismo a um descompasso cujas consequências vão muito além da (óbvia) sonolência. "As pesquisas mais recentes nos permitem classificar a falta de sono como fator de risco isolado para uma série de doenças", diz o biólogo Rogerio Santos da Silva, pesquisador do Instituto do Sono, da Universidade Federal de São Paulo. As noites em claro estão associadas a alguns dos mais comuns e perigosos distúrbios da modernidade, como a hipertensão, o infarto, o derrame e a depressão. No caso das doenças metabólicas, como a obesidade e o diabetes, dormir mal é tão perigoso quanto não se alimentar de forma equilibrada e não praticar exercícios físicos.
Um estudo publicado na revista científica Clinical Endocrinology & Metabolism, conduzido por pesquisadores da Universidade de Chicago, mostra quão estreita é a relação entre a privação de sono e a resistência à insulina, condição que predispõe ao diabetes e às doenças cardiovasculares. A insulina é o hormônio responsável por tirar as moléculas de glicose da corrente sanguínea e jogá-las dentro das células. O trabalho de Chicago acompanhou onze homens e mulheres saudáveis de 39 anos, em média. A pesquisa foi dividida em duas etapas, com um intervalo de três meses entre elas. Na primeira fase, por catorze dias, os voluntários dormiram oito horas e meia por noite, comeram o que quiseram, nas quantidades que desejaram, e não praticaram nenhuma atividade física. Na segunda, também com duração de catorze dias(II), apenas os hábitos noturnos foram alterados. O período de sono dos participantes foi reduzido a cinco horas e meia. Ao término de cada uma das etapas do experimento, foram analisadas as taxas de glicose dos voluntários. Na da diminuição do sono, a glicemia média do grupo depois das refeições atingiu 144 miligramas de glicose por decilitro de sangue – o normal é 140, no máximo. Ou seja, depois de duas semanas de pouco sono, os participantes do estudo de Chicago passaram da condição de saudáveis para a categoria dos pré-diabéticos.
"O organismo interpreta o stress provocado pelo sono inadequado como se estivesse em situação de perigo", diz o neurofisiologista Flavio Alóe, do Centro Interdepartamental para os Estudos do Sono da Universidade de São Paulo. "Diante de tal ameaça, ele(III) responde com o aumento da secreção dos hormônios cortisol, adrenalina e noradrenalina, associados ao stress." Nos tempos de nossos ancestrais das cavernas, na permanente vigilância contra animais ferozes e outras ameaças da natureza, grandes quantidades desses hormônios eram essenciais para a sobrevivência: elas significavam prontidão para a fuga ou o ataque. Nos dias atuais, em excesso, a trinca de hormônios só nos faz mal. Um artigo publicado em abril passado na revista Sleep, a mais prestigiosa na área da medicina do sono, estabeleceu de maneira conclusiva a relação entre poucas horas de descanso noturno e hipertensão. Quem dorme mal tem cinco vezes mais probabilidade de desenvolver um quadro de pressão alta do que uma pessoa sem problema para dormir. O motivo é simples: cortisol, adrenalina e noradrenalina têm ação vasoconstritora, o que favorece não só a hipertensão, como as arritmias cardíacas, conforme outro estudo da Universidade de São Paulo, orientado pelo médico Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (Incor) paulista.
Pesquisas anteriores investigaram a conexão entre noites maldormidas e o diabetes e a hipertensão, mas, ao contrário das mais recentes, não utilizaram padrões de privação de sono próximos dos reais. "É muito difícil que uma pessoa passe três dias sem dormir ou fique uma semana dormindo apenas quatro horas por noite, como faziam os participantes dos estudos antigos, mas é cada vez mais frequente encontrar pessoas que dormem cinco horas e meia, como os voluntários do trabalho da Universidade de Chicago", diz Lorenzi Filho. Desde a década de 60, os americanos perderam em média duas horas de sono por noite. Culpa da rotina estressante e agitada das grandes cidades. Atualmente os americanos dormem 6,8 horas por noite durante a semana e 7,4 aos sábados e domingos. No Brasil, a situação é muito semelhante. Os paulistanos, por exemplo, passam 6,2 horas por noite na cama. É muito pouco. Ainda que o número de horas, por si só, não seja o único fator para a qualidade do sono, o fato é que dormir oito horas por noite é condição mínima para o descanso de 80% das pessoas. O sono ideal divide-se de quatro a seis ciclos, de uma hora e meia cada um. Em cada ciclo, alternam-se as fases REM, quando ocorrem os sonhos, e as fases não REM, que se subdividem em leve, intermediária e profunda. Dormir bem é dormir esse sono todo – até que os dedos cor-de-rosa da aurora surjam no céu, como diria o poeta grego Homero.
Revista Veja, 2 de setembro de 2009
No texto, são utilizados vários recursos de coesão. Quanto a eles, analise o que segue.
I) O termo “ela” (presente na segunda parte do título) retoma o vocábulo “sonolência” (presente no título do texto).
II) Em “Na segunda, também com duração de quatorze dias...” está elíptico o termo “fase”.
III) O termo “ele” retoma “organismo”.
Está(ão) correta(s)
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A presença do oxigênio no mosto é necessária no início do processo fermentativo para
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O desafio de criar novas regras
"A falta de normas globais sobre privacidade na internet tem consequências nefastas. Perdem os
indivíduos, que não sabem se
seus dados estão seguros. E há também incerteza nos negócios"
indivíduos, que não sabem se
seus dados estão seguros. E há também incerteza nos negócios"
Eric Schmidt
À medida que a era da informação avança, as tecnologias que a alimentam se tornam mais úteis e sofisticadas. As oportunidades são imensas. Mas esses avanços às vezes nos fazem sentir como peixes num aquário digital. Câmeras registram nossas compras e nossas viagens. Celulares seguem nossos movimentos. E-mails deixam rastros de nossas conversas. As últimas tendências da internet – blogs, redes sociais e sites para a troca de vídeos – nos levam um passo adiante. Com um clique no mouse, é possível compartilhar quase tudo – fotografias, vídeos, e os pensamentos mais íntimos – com quase todos. Por isso, é fundamental definir novas regras em torno do tema privacidade, para regular um mundo cada vez mais transparente. E, quando digo novas regras, não quero dizer necessariamente novas leis. A autorregulação com frequência funciona melhor que a legislação, sobretudo em mercados altamente competitivos nos quais as pessoas podem trocar de serviço simplesmente digitando algumas letras num computador.
O mercado de buscas é um bom exemplo. Sites como o Google mantêm registros das pesquisas dos clientes. Por que guardar essas informações? Há vários motivos, mas os mais importantes são melhorar nosso serviço e manter a segurança de nossos sistemas. Quando alguém digita "David Bekam" e o Google pergunta "Você quis dizer: David Beckham", essa correção é o resultado da análise dos registros deixados pelos usuários. Da mesma forma, quanto maior for o entendimento de nossos engenheiros sobre os diferentes padrões de pesquisa que ocorrem no site, mais chance teremos de combater fraudes e páginas falsas criadas para influenciar os resultados da busca. No Google há pessoas dedicadas ao estudo do comportamento dos usuários. Nosso objetivo é entender o que fazem, saber do que gostam e assim lhes oferecer melhores produtos e serviços. Compreendemos que nem todos se sentirão confortáveis em compartilhar conosco esse tipo de informação. E é por isso que acreditamos que dar escolha aos clientes é fundamental.
É claro que a legislação tem lugar no estabelecimento de regras mínimas de privacidade. Por enquanto, contudo, a maioria das nações não possui nenhum tipo de regra para proteção de dados. Onde existe legislação, ela é tipicamente emaranhada. A falta de normas globais sobre privacidade na internet tem consequências nefastas. Perdem os indivíduos, que não sabem se seus dados estão seguros – onde quer que estejam armazenados. Há também incerteza nos negócios. Como uma empresa global, por exemplo, sabe qual padrão de proteção de dados aplicar em cada mercado no qual opera? Por isso, o Google advoga uma abordagem nova do tema da privacidade – e pede mais coordenação da comunidade internacional.
A velocidade e a escala da revolução digital são tão grandes que poucos ainda lembram como era a vida antes de podermos nos comunicar ou buscar informações 24 horas por dia, sete dias por semana. Também os benefícios desse novo mundo são de tal magnitude que quem quer que se recorde de nosso passado analógico não gostaria de voltar a ele. Encaramos uma tarefa dupla: aumentar a confiança das pessoas na internet prevenindo abusos e fomentando inovações. Critérios universais de proteção da privacidade são essenciais para atingir esses objetivos. Pela prosperidade econômica, pela boa governança e pela liberdade individual, devemos acelerar nossos esforços para implementá-los.
*Eric Schmidt é presidente do Google Revista Veja, 12 de agosto de 2009
A expressão “À medida que”, presente no início do primeiro parágrafo do texto, poderia ser substituída, sem prejuízo do sentido original da frase, por
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A legislação brasileira define que vinagre ou vinagre de vinho é o produto obtido da fermentação acética do vinho e deve conter uma acidez volátil mínima expressa em ácido acético por litro, na percentagem de
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A anomalia que aparece nos vinhos de baixa acidez, conhecida como “volta”, caracterizada pela perda de acidez fixa e aumento da acidez volátil, é resultante da
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Os principais compostos aromáticos que estão presentes na constituição do vinho são
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Considerando os fatores mais importantes que afetam o volume de defensivos aplicados em uma pulverização tratorizada, é correto afirmar que
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Aditivo de um alimento é uma substância não nutritiva, intencionalmente adicionada, geralmente em quantidades pequenas, para melhorar a aparência, o sabor, a textura e as propriedades de armazenamento. São exemplos de Aditivos:
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Se a educação é uma exigência da vida em sociedade, e também uma forma de prover os indivíduos dos conhecimentos e experiências culturais que os tornam capazes de atuar no meio social e a transformá-lo em busca de melhores condições econômicas, sociais e políticas da coletividade, pode-se considerar que:
I) em sentido amplo, a educação compreende os processos formativos que ocorrem no meio social, em virtude de que os indivíduos constroem suas vidas em relações sociais.
II) nesse sentido, os processos educativos ocorrem em variadas instituições e atividades sociais, culturais, religiosas, e em outras formas de manifestações culturais.
III) em sentido restrito, a educação ocorre em instituições específicas (escolares ou não escolares) com finalidades explícitas de instrução e ensino.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
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