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Foram encontradas 80 questões.

2733776 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
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Leia o texto a seguir para responder a questão.

Como o metaverso impacta nos negócios, no ensino e nas relações de trabalho

Algumas áreas serão atingidas antes do que outras, como as vendas de grandes empresas e os setores de games, cultura e entretenimento
Apesar de ser um tema complexo, o conceito de metaverso pode ser definido de forma simples. É um mundo virtual imersivo e compartilhado, que pretende replicar atividades como interagir, trabalhar, comprar, construir e passear por meio de dispositivos digitais.
Diretor de transformação digital do Grupo 4all, Gustavo Schifino explica que esse novo universo é um ambiente virtual onde podemos eliminar as dificuldades do mundo físico e potencializar as experiências do mundo digital. Mas, se por um lado o metaverso já faz parte da rotina de crianças e adolescentes que têm acesso a jogos digitais como Fortnite, Minecraft e Roblox , por outro ainda gera uma série de dúvidas sobre qual será o seu impacto em diferentes setores. Ele mudará o futuro dos negócios? Terá reflexo no ensino? E como ficam as relações de trabalho e de consumo?
Para estudiosos do tema, algumas áreas serão atingidas antes do que outras, como as vendas de grandes empresas e os setores de games, cultura e entretenimento. No entanto, como qualquer evolução tecnológica, pode levar décadas para que todos estejam familiarizados com o assunto e a utilização desse universo virtual seja massiva. Isso porque ele vem sendo incluído, primeiramente, na rotina de um nicho pequeno de pessoas: em geral, mais jovens e com maior poder aquisitivo.
— Ainda há muito para desenvolver e temos que estar preparados em todas as áreas, mas ver isso como algo negativo é errado. Sou um dos otimistas, acho que está muito no início, mas é uma onda grande em que todos estaremos imersos em não muito tempo — aposta o diretor de transformação digital. (...)
O ambiente estudantil também será muito impactado pelo metaverso, conforme Schifino. Para exemplificar, ele cita uma aula de História em que os alunos podem visitar a época em que determinado movimento ocorreu, uma aula de Biologia em que se pode "entrar" dentro do corpo humano ou uma aula de Astronomia em que os estudantes analisam de perto os planetas.
Em relação aos sistemas de tradução simultânea, Schifino afirma que funcionam muito bem no digital, possibilitando que se fale com pessoas de quaisquer lugares do mundo, mas ressalta que isso não significa que não será mais necessário aprender outras línguas, porque ainda haverá contato pessoalmente:
— A tradução simultânea só não te limita no metaverso, mas ele não substituirá ou acabará com os ambientes físicos, que ainda serão relevantes. Porque quanto mais digital ficamos, mais humanos precisamos ser. (...)
Os especialistas concordam que o metaverso ainda se trata de algo experimental, ou seja, serão alguns anos de tentativas até que realmente funcione em seu conceito mais amplo. Para Ticiano Paludo, por enquanto, as pessoas precisam ser educadas sobre as potencialidades do tema para entender o que está acontecendo e o que pode acontecer. (...)
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/tecnologia/noticia/2022/04/como-o-metaverso-impacta-nosnegocios-no-ensino-e-nas-relacoes-de-trabalho-cl16eacz9001301651k856tcv.html. Acessado em abril de 2022.
No texto há quatro expressões em negrito e sublinhadas. Sem que se perca o sentido original, podem ser substituídas respectivamente por:
 

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2733775 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
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Enunciado 3497508-1

A expressão “surra para os ouvidos”, presente no último quadrinho da tira, é um exemplo de figura de linguagem do tipo

 

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2733774 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
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Leia o texto a seguir para responder a questão.

AMOR SINCERO

- A palavra “arrozes” existe, amor?
- Claro! Por quê?
- Está aqui no cardápio: arrozes e massas frescas.
- Sim. O plural de substantivos terminados em “z” é feito com o acréscimo de “es”.
- Feio, né?
- Gravidezes, avestruzes, arrozes. A gente se acostuma com o feio.
- Será?
- Eu não me acostumei com você, amor?

Referência: CHAGAS, Cíntia. Sou péssimo em português: chega de sofrimento! Aprenda as principais regras de português dando boas risadas. 1.ed. Rio de Janeiro: Harper Collins, 2018.

Com base no texto, é incoerente afirmar que
 

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2733773 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
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Leia o texto a seguir para responder a questão.

AMOR SINCERO

- A palavra “arrozes” existe, amor?
- Claro! Por quê?
- Está aqui no cardápio: arrozes e massas frescas.
- Sim. O plural de substantivos terminados em “z” é feito com o acréscimo de “es”.
- Feio, né?
- Gravidezes, avestruzes, arrozes. A gente se acostuma com o feio.
- Será?
- Eu não me acostumei com você, amor?

Referência: CHAGAS, Cíntia. Sou péssimo em português: chega de sofrimento! Aprenda as principais regras de português dando boas risadas. 1.ed. Rio de Janeiro: Harper Collins, 2018.

Avalie as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) No texto “Amor sincero” é possível identificar dois tipos de discurso, o direto e o indireto livre, pois há a presença de orações interrogativas e afirmativas, características dessas estruturas discursivas.

( ) As palavras gravidezes, avestruzes e arrozes recebem a mesma classificação quanto à acentuação tônica.

( ) O vocábulo “amor” tem o mesmo referente, no primeiro e no último parágrafo.

( ) Formam o plural seguindo a mesma regra apresentada no texto as palavras cruzes, refazes e vezes.

A sequência correta, de cima para baixo, está descrita na alternativa:

 

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2733772 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
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Leia o texto a seguir para responder a questão.

CIENTISTAS CONSEGUEM REJUVENESCER EM 30 ANOS CÉLULAS DA PELE HUMANA
Os pesquisadores se inspiraram na técnica que deu origem à ovelha Dolly, em 1996

Pesquisadores do Instituto Babrahamde de Cambridge, no Reino Unido, conseguiram rejuvenescer em três décadas as células da pele de uma mulher de 53 anos de idade. O processo de regeneração aplicado pelos cientistas se baseou nas técnicas utilizadas para criar a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado mais de 25 anos.
De acordo com Wolf Reik, chefe da equipe de cientistas responsável pela descoberta, a tecnologia de rejuvenescimento celular poderá ser usada no futuro para estender a saúde das pessoas medida que envelhecem.
“Temos sonhado com esse tipo de coisa. Muitas doenças comuns pioram com a idade, e pensar em ajudar as pessoas desta forma é superemocionante”, afirmou o cientista, em entrevista BBC News.

Como a técnica funciona

A equipe de Cambridge aplicou técnica conhecida como IPS, uma espécie de simplificação do método científico que deu origem à ovelha Dolly, em 1996, nos arredores de Edimburgo, na Escócia.
Naquela época, o objetivo dos pesquisadores era transformar a glândula mamária retirada do animal adulto para produzir células-tronco embrionárias humanas. Essas partículas deveriam substituir partes do corpo danificadas, como cartilagens, músculos e células nervosas.
Em 2006, Shinya Yamanaka, professor da Universidade de Kyoto, no Japão, criou a técnica do IPS depois de adicionar substâncias químicas células adultas por cerca de 50 dias.
Na tentativa de reproduzir a mesma experiência, os cientistas do Instituto Babrahamde utilizaram as células de uma mulher de 53 anos, porém reduziram o banho químico para cerca de 12 dias. O resultado obtido, no entanto, deixou a equipe surpresa.
“Me lembro do dia em que recebi os resultados e não acreditei que algumas das células estavam 30 anos mais jovens do que deveriam ser”, recordou Dilgeet Gill, um dos integrantes da pesquisa publicada na revista científica eLife. “Foi um dia muito emocionante.”

Cientistas buscam o elixir da juventude

Sobre as possíveis aplicações da nova descoberta em outros seres humanos, Wolf Reik, chefe dos cientistas de Cambridge, informou que uma possível pílula antienvelhecimento pode não estar tão distante de ser produzida.
“A técnica foi aplicada em camundongos geneticamente modificados e alguns sinais de rejuvenescimento”, comemorou o pesquisador. “Um estudo mostrou sinais de um pâncreas rejuvenescido, o que é interessante pelo potencial para combater o diabetes.”


Disponível em: https://revistaoeste.com/tecnologia/cientistas-conseguem-rejuvenescer-em-30-anos-celulasda-pele-humana/ Acessado em abril de 2022.

Considerando o texto apresentado, está em desacordo com as regras da norma-padrão da língua portuguesa o que se propõe em:
 

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2733771 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
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Leia o texto a seguir para responder a questão.

CIENTISTAS CONSEGUEM REJUVENESCER EM 30 ANOS CÉLULAS DA PELE HUMANA
Os pesquisadores se inspiraram na técnica que deu origem à ovelha Dolly, em 1996

Pesquisadores do Instituto Babrahamde de Cambridge, no Reino Unido, conseguiram rejuvenescer em três décadas as células da pele de uma mulher de 53 anos de idade. O processo de regeneração aplicado pelos cientistas se baseou nas técnicas utilizadas para criar a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado mais de 25 anos.
De acordo com Wolf Reik, chefe da equipe de cientistas responsável pela descoberta, a tecnologia de rejuvenescimento celular poderá ser usada no futuro para estender a saúde das pessoas medida que envelhecem.
“Temos sonhado com esse tipo de coisa. Muitas doenças comuns pioram com a idade, e pensar em ajudar as pessoas desta forma é superemocionante”, afirmou o cientista, em entrevista BBC News.

Como a técnica funciona

A equipe de Cambridge aplicou técnica conhecida como IPS, uma espécie de simplificação do método científico que deu origem à ovelha Dolly, em 1996, nos arredores de Edimburgo, na Escócia.
Naquela época, o objetivo dos pesquisadores era transformar a glândula mamária retirada do animal adulto para produzir células-tronco embrionárias humanas. Essas partículas deveriam substituir partes do corpo danificadas, como cartilagens, músculos e células nervosas.
Em 2006, Shinya Yamanaka, professor da Universidade de Kyoto, no Japão, criou a técnica do IPS depois de adicionar substâncias químicas células adultas por cerca de 50 dias.
Na tentativa de reproduzir a mesma experiência, os cientistas do Instituto Babrahamde utilizaram as células de uma mulher de 53 anos, porém reduziram o banho químico para cerca de 12 dias. O resultado obtido, no entanto, deixou a equipe surpresa.
“Me lembro do dia em que recebi os resultados e não acreditei que algumas das células estavam 30 anos mais jovens do que deveriam ser”, recordou Dilgeet Gill, um dos integrantes da pesquisa publicada na revista científica eLife. “Foi um dia muito emocionante.”

Cientistas buscam o elixir da juventude

Sobre as possíveis aplicações da nova descoberta em outros seres humanos, Wolf Reik, chefe dos cientistas de Cambridge, informou que uma possível pílula antienvelhecimento pode não estar tão distante de ser produzida.
“A técnica foi aplicada em camundongos geneticamente modificados e alguns sinais de rejuvenescimento”, comemorou o pesquisador. “Um estudo mostrou sinais de um pâncreas rejuvenescido, o que é interessante pelo potencial para combater o diabetes.”


Disponível em: https://revistaoeste.com/tecnologia/cientistas-conseguem-rejuvenescer-em-30-anos-celulasda-pele-humana/ Acessado em abril de 2022.

Avalie as proposições a seguir:

I. No subtítulo do texto, a partícula que retoma o verbo inspiraram.

II. A expressão “...esse tipo de coisa” (3º parágrafo) retoma a passagem “estender a saúde das pessoas” (2º parágrafo).

III. O que presente no 4º parágrafo retoma “uma espécie de simplificação”.

IV. No 5º parágrafo, “essas partículas” retoma “células-tronco embrionárias humanas”.

Estão corretas:

 

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2733770 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
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Leia o texto a seguir para responder a questão.

CIENTISTAS CONSEGUEM REJUVENESCER EM 30 ANOS CÉLULAS DA PELE HUMANA
Os pesquisadores se inspiraram na técnica que deu origem à ovelha Dolly, em 1996

Pesquisadores do Instituto Babrahamde de Cambridge, no Reino Unido, conseguiram rejuvenescer em três décadas as células da pele de uma mulher de 53 anos de idade. O processo de regeneração aplicado pelos cientistas se baseou nas técnicas utilizadas para criar a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado mais de 25 anos.
De acordo com Wolf Reik, chefe da equipe de cientistas responsável pela descoberta, a tecnologia de rejuvenescimento celular poderá ser usada no futuro para estender a saúde das pessoas medida que envelhecem.
“Temos sonhado com esse tipo de coisa. Muitas doenças comuns pioram com a idade, e pensar em ajudar as pessoas desta forma é superemocionante”, afirmou o cientista, em entrevista BBC News.

Como a técnica funciona

A equipe de Cambridge aplicou técnica conhecida como IPS, uma espécie de simplificação do método científico que deu origem à ovelha Dolly, em 1996, nos arredores de Edimburgo, na Escócia.
Naquela época, o objetivo dos pesquisadores era transformar a glândula mamária retirada do animal adulto para produzir células-tronco embrionárias humanas. Essas partículas deveriam substituir partes do corpo danificadas, como cartilagens, músculos e células nervosas.
Em 2006, Shinya Yamanaka, professor da Universidade de Kyoto, no Japão, criou a técnica do IPS depois de adicionar substâncias químicas células adultas por cerca de 50 dias.
Na tentativa de reproduzir a mesma experiência, os cientistas do Instituto Babrahamde utilizaram as células de uma mulher de 53 anos, porém reduziram o banho químico para cerca de 12 dias. O resultado obtido, no entanto, deixou a equipe surpresa.
“Me lembro do dia em que recebi os resultados e não acreditei que algumas das células estavam 30 anos mais jovens do que deveriam ser”, recordou Dilgeet Gill, um dos integrantes da pesquisa publicada na revista científica eLife. “Foi um dia muito emocionante.”

Cientistas buscam o elixir da juventude

Sobre as possíveis aplicações da nova descoberta em outros seres humanos, Wolf Reik, chefe dos cientistas de Cambridge, informou que uma possível pílula antienvelhecimento pode não estar tão distante de ser produzida.
“A técnica foi aplicada em camundongos geneticamente modificados e alguns sinais de rejuvenescimento”, comemorou o pesquisador. “Um estudo mostrou sinais de um pâncreas rejuvenescido, o que é interessante pelo potencial para combater o diabetes.”


Disponível em: https://revistaoeste.com/tecnologia/cientistas-conseguem-rejuvenescer-em-30-anos-celulasda-pele-humana/ Acessado em abril de 2022.

A alternativa que completa adequadamente os espaços marcados com no texto é:
 

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2171217 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
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Leia o texto a seguir para responder a questão.

Teoria Geral do Quase
Carlos Heitor Cony

o terminar meu nono romance (Pilatos), há mais de vinte anos, prometi a mim mesmo que, acontecesse o que acontecesse, aquele seria o último. Nada mais teria a dizer – se é que cheguei a dizer alguma coisa.
Daí a repugnância em considerar este Quase memória como romance. Falta-lhe, entre outras coisas, a linguagem. Ela oscila, desgovernada, entre a crônica, a reportagem e, até mesmo, a ficção.
Prefiro classificá-lo como “quase-romance” – que de fato o é. Além da linguagem, os personagens reais e irreais se misturam, improvavelmente, e, para piorar, alguns deles com os próprios nomes do registro civil. Uns e outros são fictícios. Repetindo o anti-herói da história, não existem coincidências, logo, as semelhanças, por serem coincidências, também não existem.
No quase-quase de um quase-romance de uma quase-memória, adoto um dos lemas do personagem central deste livro, embora às avessas: amanhã não farei mais essas coisas.

C.H.C

Referência: CONY, Carlos Heitor. Quase memória: quase-romance. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Considerando as informações que constam do Prólogo do livro Quase memória: quase-romance, é INCOERENTE afirmar que
 

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2168763 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
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Leia o texto a seguir para responder a questão.

Palavras gordas, ideias magras

Rodrigo Gurgel


“Você precisa florear o seu texto. Um texto precisa ter palavras bonitas.” Era o que eu ouvia na escola quando comecei a escrever o que antigamente chamávamos de “composições” — o que hoje todos conhecem como “redação”.

Quantos professores não continuam repetindo a mesmíssima coisa para seus alunos e perpetuando a ideia falsa de que todo texto precisa ser, principalmente, enfeitado? Eles, contudo, não o fazem por mal. Repetem esses lugares-comuns porque desconhecem o que é literatura e porque aprenderam que escrever é um exercício de adiposidade verbal: usar palavras gordas para ideias magras, como dizia Álvaro Lins. E é mais fácil repetir o que se aprendeu.

Sejam quais forem as razões que os levam a fazê-lo, o fato é que, ao repetir o aprendido, propagam uma retórica que poderíamos sem exagero chamar de venenosa. Essa retórica, difunde-a o escritor grandiloquente e os críticos que o incensam. Difunde-a a professora que escolhe textos palavrosos e cheios de uma adjetivação vazia, mostrando-os aos alunos como exemplos de boa literatura. Difunde-a o jornalista com seus chavões e frases de efeito em textos ocos e mal escritos. Difundem-na as escolas, os jornais, os portais de notícias da web, de modo que, em toda a parte, o que se encontra é só repetição.

Literários ou não, tais textos não refletem aquilo que o escritor ou autor realmente pensa: não passam de macaqueação. Revelam ainda o equívoco de conceber a escrita como o ato de reunir conceitos prontos e expressões lidas e/ou ouvidas em algum lugar — e enfiá-los todos num papel (ou numa tela). Mas não há escrita sem reflexão. As palavras precisam expressar o que o escritor realmente deseja expressar. Por isso, para se desenredar da retórica perniciosa, quem escreve tem de pensar de forma clara e adequar o seu pensamento às palavras.

Essa questão não nos apresenta somente um problema linguístico ou estético, senão também um problema ético. Pois no substrato da imprecisão no uso das palavras ou do excesso de palavras vazias, há duas coisas: incompetência e insinceridade. Males felizmente remediáveis.

A incompetência se revolve com o estudo, a leitura de bons autores e a produção consciente de textos. A insinceridade, por sua vez, resolve-se com uma mudança de comportamento. É preciso ser sincero consigo mesmo e fazer com que suas palavras digam aquilo que de fato você quer dizer. É preciso, enfim, deixar de ser um mero repetidor.


Disponível em: https://rodrigogurgel.com.br/palavras-gordas-ideias-magras/ Acesso em abril 2022.

A ideia central do texto indica que
 

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2168762 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
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Leia o texto a seguir para responder a questão.

Teoria Geral do Quase
Carlos Heitor Cony

o terminar meu nono romance (Pilatos), há mais de vinte anos, prometi a mim mesmo que, acontecesse o que acontecesse, aquele seria o último. Nada mais teria a dizer – se é que cheguei a dizer alguma coisa.
Daí a repugnância em considerar este Quase memória como romance. Falta-lhe, entre outras coisas, a linguagem. Ela oscila, desgovernada, entre a crônica, a reportagem e, até mesmo, a ficção.
Prefiro classificá-lo como “quase-romance” – que de fato o é. Além da linguagem, os personagens reais e irreais se misturam, improvavelmente, e, para piorar, alguns deles com os próprios nomes do registro civil. Uns e outros são fictícios. Repetindo o anti-herói da história, não existem coincidências, logo, as semelhanças, por serem coincidências, também não existem.
No quase-quase de um quase-romance de uma quase-memória, adoto um dos lemas do personagem central deste livro, embora às avessas: amanhã não farei mais essas coisas.

C.H.C

Referência: CONY, Carlos Heitor. Quase memória: quase-romance. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Analise as afirmativas abaixo e considere se, de acordo com o que foi lido, são verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) Pode-se concluir que C.H.C. é o personagem central do livro.
( ) A partícula lhe no 2º parágrafo remete à palavra “repugnância”.
( ) Os travessões no 1º e 3º parágrafos poderiam ser substituídos por vírgulas.
( ) A expressão até mesmo no 2º parágrafo traz a ideia de inclusão.
( ) A palavra logo no 3º parágrafo pode ser substituída, mantendo o sentido, por “à vista disso”.

A sequência que preenche respectiva e corretamente os parênteses é:
 

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