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Utilize o texto-base “Descobrindo quem somos “nós”” para responder a questão.
Em um livro maravilhoso sobre cultura surda, chamado “Os Surdos na América”, dois pesquisadores surdos americanos contam a história de como uma criança surda adquiriu esse senso de “nós” e “eles”. Essa criança é Sam Supalla, hoje um renomado educador surdo e pesquisador universitário das línguas de sinais.
Sam nasceu em uma família de surdos com vários irmãos surdos mais velhos. Conforme seus interesses se voltavam para o mundo fora de sua família, ele conheceu uma garota que vivia ao lado de sua casa e que parecia ser da sua idade. Depois de alguns encontros, eles se tornaram amigos. Ela era uma companheira agradável, mas havia o problema da sua “estranheza”. Ele não podia falar com ela da mesma forma que falava com seus irmãos e seus pais. Ela parecia ter uma dificuldade extrema de compreender até mesmo os gestos mais elementares. Após umas poucas tentativas frustradas de conversa, ele desistiu e passou a usar gestos e apontamentos quando queria dizer algo ou ir a algum lugar. Ele ficou curioso sobre essa enfermidade estranha que a amiga tinha, mas uma vez que eles haviam encontrado uma forma de interagir, ele contentou-se em se acomodar às necessidades peculiares da garota.
Um dia, Sam lembra-se claramente, ele finalmente compreendeu que sua amiga era de fato excêntrica. Eles estavam brincando na casa dela, quando de repente sua mãe chegou até eles e começou a mover sua boca animadamente. Como que num passe de mágicas, a garota pegou seus brinquedos e os levou para outro lugar. Sam ficou intrigado e voltou para casa para perguntar a sua mãe de que mal, exatamente, a sua amiga vizinha sofria. Sua mãe explicou que ela era “ouvinte” e, por esse motivo, não sabia sinalizar; ao invés disso, ela e sua mãe “falavam”, movendo suas bocas para se comunicarem. Sam então perguntou se essa garota e sua família eram as únicas pessoas “desse tipo”. Sua mãe explicou que não, na verdade, quase todos eram como seus vizinhos. Sua própria família que era incomum. Foi um momento memorável para Sam. Ele lembra-se de ter pensado como era esquisita a garota ao lado e, se ela era “ouvinte”, como as pessoas “ouvintes” deviam ser esquisitas também.
Conforme crianças surdas como Sam vão se tornando adultas, elas aprendem valores culturais surdos de outros membros da comunidade. E o universo surdo é um universo em si bastante complexo, habitado por muito mais categorias do que as mencionadas aqui. Além de “surdos” e “ouvintes”, há também os “deficientes auditivos”, que caminham sobre uma linha que divide o mundo surdo do mundo ouvinte. Há também pessoas “oralizadas”, que abraçam o mundo ouvinte e se enxergam como ouvintes, não apresentando uma identificação direta com surdos usuários de língua de sinais.
A visão sobre “surdez”, sobre quem somos “nós” e quem são “eles”, portanto, vai depender das experiências compartilhadas por cada pessoa surda ao longo de seu desenvolvimento. Embora o fator biológico, o fato de não ouvir, seja um aspecto relevante, ele certamente não pode ser tomado como critério único da definição de “ser surdo”, tampouco como o critério para se definir quem se reconhece como pertencente à cultura e à comunidade surda.
(Extraído do livro “Aprender a ver” (Wilcox; Wilcox, 2005, p. 104-106)
Vamos supor que, como tradutor intérprete, você ouvisse o texto acima narrado oralmente em português, através de leitura fluente, gravado em arquivo audiovisual, e tivesse que vertê-lo para a língua brasileira de sinais em vídeo, no ato da leitura.
Essa prática é chamada de:
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Utilize o texto-base “Descobrindo quem somos “nós”” para responder a questão.
Em um livro maravilhoso sobre cultura surda, chamado “Os Surdos na América”, dois pesquisadores surdos americanos contam a história de como uma criança surda adquiriu esse senso de “nós” e “eles”. Essa criança é Sam Supalla, hoje um renomado educador surdo e pesquisador universitário das línguas de sinais.
Sam nasceu em uma família de surdos com vários irmãos surdos mais velhos. Conforme seus interesses se voltavam para o mundo fora de sua família, ele conheceu uma garota que vivia ao lado de sua casa e que parecia ser da sua idade. Depois de alguns encontros, eles se tornaram amigos. Ela era uma companheira agradável, mas havia o problema da sua “estranheza”. Ele não podia falar com ela da mesma forma que falava com seus irmãos e seus pais. Ela parecia ter uma dificuldade extrema de compreender até mesmo os gestos mais elementares. Após umas poucas tentativas frustradas de conversa, ele desistiu e passou a usar gestos e apontamentos quando queria dizer algo ou ir a algum lugar. Ele ficou curioso sobre essa enfermidade estranha que a amiga tinha, mas uma vez que eles haviam encontrado uma forma de interagir, ele contentou-se em se acomodar às necessidades peculiares da garota.
Um dia, Sam lembra-se claramente, ele finalmente compreendeu que sua amiga era de fato excêntrica. Eles estavam brincando na casa dela, quando de repente sua mãe chegou até eles e começou a mover sua boca animadamente. Como que num passe de mágicas, a garota pegou seus brinquedos e os levou para outro lugar. Sam ficou intrigado e voltou para casa para perguntar a sua mãe de que mal, exatamente, a sua amiga vizinha sofria. Sua mãe explicou que ela era “ouvinte” e, por esse motivo, não sabia sinalizar; ao invés disso, ela e sua mãe “falavam”, movendo suas bocas para se comunicarem. Sam então perguntou se essa garota e sua família eram as únicas pessoas “desse tipo”. Sua mãe explicou que não, na verdade, quase todos eram como seus vizinhos. Sua própria família que era incomum. Foi um momento memorável para Sam. Ele lembra-se de ter pensado como era esquisita a garota ao lado e, se ela era “ouvinte”, como as pessoas “ouvintes” deviam ser esquisitas também.
Conforme crianças surdas como Sam vão se tornando adultas, elas aprendem valores culturais surdos de outros membros da comunidade. E o universo surdo é um universo em si bastante complexo, habitado por muito mais categorias do que as mencionadas aqui. Além de “surdos” e “ouvintes”, há também os “deficientes auditivos”, que caminham sobre uma linha que divide o mundo surdo do mundo ouvinte. Há também pessoas “oralizadas”, que abraçam o mundo ouvinte e se enxergam como ouvintes, não apresentando uma identificação direta com surdos usuários de língua de sinais.
A visão sobre “surdez”, sobre quem somos “nós” e quem são “eles”, portanto, vai depender das experiências compartilhadas por cada pessoa surda ao longo de seu desenvolvimento. Embora o fator biológico, o fato de não ouvir, seja um aspecto relevante, ele certamente não pode ser tomado como critério único da definição de “ser surdo”, tampouco como o critério para se definir quem se reconhece como pertencente à cultura e à comunidade surda.
(Extraído do livro “Aprender a ver” (Wilcox; Wilcox, 2005, p. 104-106)
Com base nas concepções de surdez e dos surdos, veiculadas na literatura, assinale a alternativa que apresenta a intenção desse texto:
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A diferenciação dos processos de tradução e interpretação da Língua de Sinais é objeto de fecundo campo de pesquisa. Em recente investigação, a pesquisadora e intérprete Maria Cristina da Cunha Pereira (2015) afirma que caracterizar uma atividade como tradução ou interpretação depende do produto do fenômeno observado, ou seja, do produto na língua-meta (ou língua-alvo).
Com relação ao assunto, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.
| LÍNGUA-FONTE | LÍNGUA-META | |
| 1. Oral | Oral | ( ) Interpretação de língua de sinais. |
| 2. Sinalizada | Oral | ( ) Tradução (transcrição). |
| 3. Sinalizada | Escrita de língua oral | ( ) Interpretação de língua de sinais (vocalizade). |
| 4. Sinalizada | Sinalizada | ( ) Interpretação oral. |
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
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Em relação ao contexto de surgimento da tradução e interpretação da língua de sinais no Brasil como atividade de trabalho humano, assinale a alternativa correta.
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A partir do recorte de um episódio de transcrição de dados de pesquisa realizada por SANTIAGO (2012), em um curso de pós-graduação em sustentabilidade, considere as estratégias adotadas na interpretação do português para a Libras.
| Português |
Eh... um fato novo, uma coisa que eu percebi outro dia lendo o manual com os alunos da Belas Artes, foi que a questão do aquecimento para água para o setor comercial, que é de 100%, né, para você pontuar, ta escrito lá, que isso se aplica quando o consumo de energia para água quente é superior a 10% do consumo do prédio. Então não é para qualquer 1 chuveiro.
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| Libras |
COISA NOVA VER PERCEBER FOLHEAR LER MANUAL LÁ COM ALUNO B-E-L-A-S A-R-T-E-S (Belas Artes) FACULDADE LÁ, QUENTE (aquecimento) ÁGUA ÁREA COMERCIAL, 100% CONSEGUE A, MAS PROGRAMA LÁ APLICAR CERTO TER USO ENERGIA QUENTE ÁGUA SUPERIOR 10%, QUALQUER 1 CHUVEIRO COLOCAR PAPEL NÃO.
|
Recorte 3: Vídeo 3005 – Aula de eficiência energética.
Sobre esse recorte, assinale a alternativa correta.
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Quando uma pessoa aprende a língua de sinais, incorpora também aspectos culturais relacionados aos seus contextos de uso social. Na cultura surda, além do nome, a pessoa recebe um sinal visual pessoal (ou “nome de batismo”) que a qualifica como membro de uma comunidade surda. Assim, ao se apresentar, além de dizer seu nome em datilologia, ela se apresenta pelo seu sinal, que lhe foi dado pela comunidade da qual faz parte, geralmente relacionado a uma característica visual ou atributo da pessoa, conforme exemplos:

Os exemplos acima correspondem:
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Assinale a alternativa que apresenta grupo de exemplos de verbos em Libras com incorporação de argumento ou complemento.
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Considere o texto abaixo:
Os professores surdos já existentes nas escolas naquela época foram afastados, e os alunos desestimulados e até proibidos de usar as línguas de sinais de seus países, tanto dentro quanto fora da sala de aula. Era comum a prática de amarrar as mãos das crianças para impedi-las de fazer sinais. Isso aconteceu também no Brasil. Mas, apesar dessas repressões, as línguas de sinais continuaram sendo as línguas preferidas das comunidades surdas, por serem a forma mais natural de elas se comunicarem. (FELIPE, 2007, p. 152)
Em relação ao período histórico referido, assinale a alternativa correta.
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Sobre a abordagem bilíngue para educação de surdos e seus desdobramentos político-pedagógicos no espaço educacional, assinale a alternativa correta.
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O fragmento de texto a seguir, retirado de uma publicação que circula em determinado meio de atuação dos tradutores intérpretes de língua de sinais (TILS), apresenta requisitos exigidos para a atuação profissional do tradutor intérprete:
[...] ela deve ser realizada no palco, com dois metros quadrados de espaço; o intérprete deve se posicionar em pé; ele deve estar vestido adequadamente, utilizando a própria cor da roupa como pano de fundo para as mãos; [...] deve ter clareza e grande capacidade de expressão corporal; ser seguro, tranquilo, autoconfiante; usar adequadamente a língua [...]; tomar o devido cuidado com aparência, roupa, cabelo, acessórios; entre outras recomendações que visam disciplinar o corpo do intérprete no palco”.
(Silva, 2012, apud Nascimento e Martins, 2015)
O fragmento acima apresenta normas:
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