Foram encontradas 50 questões.
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
As lições da dengue
Não é preciso passar mais do que algumas horas no Rio de Janeiro para se constatar: o pavor da dengue tomou conta das pessoas. O assunto está em todos os jornais, em todos os noticiários de rádio e de tevê, em todas as bocas. O movimento dos hotéis caiu muito, o que, numa cidade que tem no turismo uma importante fonte de renda, é um desastre. Claro, quem precisa ir ao Rio vai de qualquer modo, tomando todas as precauções possíveis. Faz algumas semanas, dei uma palestra numa instituição popular localizada numa antiga fábrica, na zona portuária do Rio: tão logo cheguei, fui atacado por uma feroz onda de mosquitos. Felizmente eu estava protegido; uso tanto repelente, que, no hotel, nem os garçons chegavam perto, mas esta situação, convenhamos, não é das mais agradáveis e está acabando com a paciência dos cariocas. Na seção de cartas de O Globo, na quinta passada, havia 21 mensagens; 18 falavam de dengue. E todas se queixavam das autoridades. Por bons motivos. O recente bate-boca protagonizado pelos responsáveis pelos serviços de saúde foi uma coisa muito triste.
Existem duas frases que o administrador público não pode dizer. A primeira: "Isto não é comigo". Sim, existe uma divisão de tarefas. Mas as pessoas não têm obrigação de conhecer organogramas; e, quando estão desesperadas, não querem saber de organogramas. Qualquer repartição, qualquer servidor, tem de servir como porta de entrada para o sistema que, ao menos teoricamente, vai proporcionar atendimento. Na prática, isto significa dizer: "Eu vou encaminhá-lo para o atendimento". E aí encaminhar mesmo: pegar o telefone, fazer o contato, instruir a pessoa acerca de como proceder.
A segunda frase a ser evitada é: "Isto é culpa de X" (no lugar deste X vocês podem colocar um órgão, um serviço, o ocupante de um cargo público). No Rio, a troca de acusações enfureceu as pessoas. Perguntava uma leitora: "Até quando prefeito e governador continuarão jogando a culpa um no outro pela epidemia de dengue?" Os políticos não se dão conta de que nesta briga não há vencedores, que é uma conduta suicida. Neste sentido, a idéia de um "gabinete de crise" reunindo no Rio os níveis federal, estadual e municipal foi uma coisa sensata.
As epidemias expõem as entranhas do país, mostram de forma implacável os problemas que não foram resolvidos. Este serviço pelo menos os micróbios, que sabem aproveitar qualquer oportunidade, prestam. Não seria mau aprender com eles.
Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. In Zero Hora, 01 de abril de 2008.
Considere as afirmativas abaixo, a respeito de palavras do texto.
I - A palavra que introduz uma oração que expressa a causa da oração anterior.
II - A palavra aí indica lugar.
III - A palavra que poderia ser imediatamente precedida da palavra de, sem alterar a correção gramatical nem o significado da frase.
Quais estão corretas?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Em sua obra De Inventione (Sec. I a.C.), o escritor e orador latino Marco Túlio Cícero afirma que um texto, para ser completo, deve responder a uma sequência de perguntas específicas, entre elas: Quem (quis)? O quê (quid)? Como (quemadmodum)? Quando (quando)? Por quê (cur)? A afirmação de Cícero guarda semelhanças notáveis com teorias que abordam certo procedimento da técnica do jornalismo. Que procedimento é esse?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Para o linguista Teun Van Dijk, no livro News as Discourse (1988), a persuasão tem uma função bastante específica no discurso jornalístico e é alcançada
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assinale a afirmação correta sobre as teorias construcionistas do jornalismo.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Uma das vantagens do modelo conhecido como “pirâmide invertida” é
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Considere os períodos abaixo.
I - Pesquisas comprovam: pessoas recém casadas mobiliam seus imóveis às pressas.
II - Atualmente, o Brasil medeia negociações no Oriente Médio.
III - O milionário grego finalmente reaveu sua fortuna.
Quais estão corretamente redigidos, segundo as regras de conjugação dos verbos em português?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O termo “Novo Jornalismo” é
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
As lições da dengue
Não é preciso passar mais do que algumas horas no Rio de Janeiro para se constatar: o pavor da dengue tomou conta das pessoas. O assunto está em todos os jornais, em todos os noticiários de rádio e de tevê, em todas as bocas. O movimento dos hotéis caiu muito, o que, numa cidade que tem no turismo uma importante fonte de renda, é um desastre. Claro, quem precisa ir ao Rio vai de qualquer modo, tomando todas as precauções possíveis. Faz algumas semanas, dei uma palestra numa instituição popular localizada numa antiga fábrica, na zona portuária do Rio: tão logo cheguei, fui atacado por uma feroz onda de mosquitos. Felizmente eu estava protegido; uso tanto repelente, que, no hotel, nem os garçons chegavam perto, mas esta situação, convenhamos, não é das mais agradáveis e está acabando com a paciência dos cariocas. Na seção de cartas de O Globo, na quinta passada, havia 21 mensagens; 18 falavam de dengue. E todas se queixavam das autoridades. Por bons motivos. O recente bate-boca protagonizado pelos responsáveis pelos serviços de saúde foi uma coisa muito triste.
Existem duas frases que o administrador público não pode dizer. A primeira: "Isto não é comigo". Sim, existe uma divisão de tarefas. Mas as pessoas não têm obrigação de conhecer organogramas; e, quando estão desesperadas, não querem saber de organogramas. Qualquer repartição, qualquer servidor, tem de servir como porta de entrada para o sistema que, ao menos teoricamente, vai proporcionar atendimento. Na prática, isto significa dizer: "Eu vou encaminhá-lo para o atendimento". E aí encaminhar mesmo: pegar o telefone, fazer o contato, instruir a pessoa acerca de como proceder.
A segunda frase a ser evitada é: "Isto é culpa de X" (no lugar deste X vocês podem colocar um órgão, um serviço, o ocupante de um cargo público). No Rio, a troca de acusações enfureceu as pessoas. Perguntava uma leitora: "Até quando prefeito e governador continuarão jogando a culpa um no outro pela epidemia de dengue?" Os políticos não se dão conta de que nesta briga não há vencedores, que é uma conduta suicida. Neste sentido, a idéia de um "gabinete de crise" reunindo no Rio os níveis federal, estadual e municipal foi uma coisa sensata.
As epidemias expõem as entranhas do país, mostram de forma implacável os problemas que não foram resolvidos. Este serviço pelo menos os micróbios, que sabem aproveitar qualquer oportunidade, prestam. Não seria mau aprender com eles.
Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. In Zero Hora, 01 de abril de 2008.
Considere as afirmativas abaixo a respeito do texto.
I - O autor deixa claro que é indispensável que a população seja esclarecida sobre o risco de epidemias e as formas de evitá-las.
II - O caos da saúde pública no Rio de Janeiro é, conforme o texto, consequência do desarranjo entre as diferentes esferas do poder no país.
III - De acordo com o autor, cabe obrigatoriamente aos governos acolher quem recorre aos seus serviços e orientá-lo na busca de satisfação de suas necessidades.
Quais estão corretas?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assinale a afirmação correta sobre a teoria do gatekeeper .
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Instrução: Na questão, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase.
É a dona da companhia que faz ________ vezes de bilheteiro quando necessário, e é ______ ela, ______ cuja autoridade todos obedecem, que os atores recorrem quase sempre.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container