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Instrução: As questões 11 a 15 referem-se ao texto abaixo.

  1. Espera na fila do supermercado numa noite de
  2. sábado.
  3. Ele conta: cinco pessoas na sua frente, uma com
  4. um carrinho cheio, as outras segurando cestinhos
  5. quase transbordando, todos eles com latas de cerveja.
  6. Este é o caixa com menor movimento.
  7. Ele faz a conta: daqui a vinte minutos a chegada de
  8. Ana deverá ser anunciada pelo porteiro do prédio (na
  9. verdade Ana chegará cinco minutos mais cedo do que
  10. ele imagina), são cinco pessoas, a que está escondida
  11. atrás do carinho demorará uns dez minutos passando
  12. e pagando as compras, as que empurram cestinhos
  13. com os pés ficarão cerca de três ou quatro minutos de
  14. frente para a operadora de caixa, não vai dar tempo.
  15. Abre um pacotinho de chocolates enquanto espera.
  16. É sábado à noite, ele na fila do supermercado. Ana vai
  17. chegar, eles jantarão juntos. Ele vai cozinhar para ela.
  18. Uma luz começa a piscar acima do computador do
  19. caixa. Um homem aparece, gel no cabelo, crachá no
  20. pescoço. Pega da esteira sacos que contêm: cenouras,
  21. pimentões, batatas e cebolas. A pessoa que levava
  22. o carrinho esqueceu de pesá-los. O homem, gel no cabelo
  23. e crachá no pescoço, fará esse trabalho, e antes de sair
  24. mostra um sorriso largo para a cliente.
  25. Agora as outras pessoas da fila suspiram e olham
  26. para trás, procurando por olhares cúmplices de impa-
  27. ciência. Na fila do supermercado, sábado à noite, todos
  28. esperando pelos sacos que não foram pesados. Ana
  29. deve estar virando a esquina, ele pensa (ele não sabe,
  30. mas ela já está sendo avisada pelo porteiro de que não
  31. tem ninguém em casa, “seu Ricardo saiu de carro e
  32. ainda não voltou, mas posso ligar mesmo assim, se a
  33. senhora quiser”).
  34. Uma mensagem no celular, ele lê o nome no visor
  35. e, quando faz o movimento com o dedo para ler, o
  36. aparelho desliga, a bateria acabou. Ela deve estar
  37. tentando me avisar que está saindo de casa, ele pensa,
  38. esperançoso, e vê que os sacos, agora devidamente
  39. pesados, já estão de volta, na mão da operadora de
  40. caixa.
  41. De repente ele lembra que esqueceu daquele vinho
  42. chileno, tem certeza de que Ana adoraria. Não quer sair
  43. da fila só para ir atrás do vinho, sabe que se atrasará
  44. ainda mais. A dúvida insiste. Ela vai amar. Decide que
  45. vai buscar a garrafa de vinho, pede para a única pessoa
  46. que está atrás dele guardar o seu lugar um minutinho
  47. só, por favor. Tem certeza de que Ana não vai se
  48. importar, um minutinho a mais, um a menos, o que
  49. importa é passarem a noite juntos.

Adaptado de: SOUZA, T. S. “A fila do supermercado”. In: ASSIS

BRASIL, L. A. (org.) Melhor não abrir essa gaveta: contos de

razão e loucura. Porto Alegre: Terceiro Selo, 2014.

Considere as seguintes afirmações.

I - O pronome eles (l. 05) retoma cinco pessoas na sua frente (l. 03).

II - O pronome ele (l. 16) se refere ao personagem central do texto.

III - O pronome me (l. 37) se refere ao narrador do texto.

Quais das afirmações acima estão corretas?

 

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Instrução: As questões 11 a 15 referem-se ao texto abaixo.

  1. Espera na fila do supermercado numa noite de
  2. sábado.
  3. Ele conta: cinco pessoas na sua frente, uma com
  4. um carrinho cheio, as outras segurando cestinhos
  5. quase transbordando, todos eles com latas de cerveja.
  6. Este é o caixa com menor movimento.
  7. Ele faz a conta: daqui a vinte minutos a chegada de
  8. Ana deverá ser anunciada pelo porteiro do prédio (na
  9. verdade Ana chegará cinco minutos mais cedo do que
  10. ele imagina), são cinco pessoas, a que está escondida
  11. atrás do carinho demorará uns dez minutos passando
  12. e pagando as compras, as que empurram cestinhos
  13. com os pés ficarão cerca de três ou quatro minutos de
  14. frente para a operadora de caixa, não vai dar tempo.
  15. Abre um pacotinho de chocolates enquanto espera.
  16. É sábado à noite, ele na fila do supermercado. Ana vai
  17. chegar, eles jantarão juntos. Ele vai cozinhar para ela.
  18. Uma luz começa a piscar acima do computador do
  19. caixa. Um homem aparece, gel no cabelo, crachá no
  20. pescoço. Pega da esteira sacos que contêm: cenouras,
  21. pimentões, batatas e cebolas. A pessoa que levava
  22. o carrinho esqueceu de pesá-los. O homem, gel no cabelo
  23. e crachá no pescoço, fará esse trabalho, e antes de sair
  24. mostra um sorriso largo para a cliente.
  25. Agora as outras pessoas da fila suspiram e olham
  26. para trás, procurando por olhares cúmplices de impa-
  27. ciência. Na fila do supermercado, sábado à noite, todos
  28. esperando pelos sacos que não foram pesados. Ana
  29. deve estar virando a esquina, ele pensa (ele não sabe,
  30. mas ela já está sendo avisada pelo porteiro de que não
  31. tem ninguém em casa, “seu Ricardo saiu de carro e
  32. ainda não voltou, mas posso ligar mesmo assim, se a
  33. senhora quiser”).
  34. Uma mensagem no celular, ele lê o nome no visor
  35. e, quando faz o movimento com o dedo para ler, o
  36. aparelho desliga, a bateria acabou. Ela deve estar
  37. tentando me avisar que está saindo de casa, ele pensa,
  38. esperançoso, e vê que os sacos, agora devidamente
  39. pesados, já estão de volta, na mão da operadora de
  40. caixa.
  41. De repente ele lembra que esqueceu daquele vinho
  42. chileno, tem certeza de que Ana adoraria. Não quer sair
  43. da fila só para ir atrás do vinho, sabe que se atrasará
  44. ainda mais. A dúvida insiste. Ela vai amar. Decide que
  45. vai buscar a garrafa de vinho, pede para a única pessoa
  46. que está atrás dele guardar o seu lugar um minutinho
  47. só, por favor. Tem certeza de que Ana não vai se
  48. importar, um minutinho a mais, um a menos, o que
  49. importa é passarem a noite juntos.

Adaptado de: SOUZA, T. S. “A fila do supermercado”. In: ASSIS

BRASIL, L. A. (org.) Melhor não abrir essa gaveta: contos de

razão e loucura. Porto Alegre: Terceiro Selo, 2014.

É correto afirmar que o texto é predominantemente

 

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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

  1. Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
  2. planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
  3. certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
  4. seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
  5. alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
  6. se destacam do restante da natureza terrestre por não
  7. serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
  8. azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
  9. é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
  10. maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
  11. os seus interesses, na forma de organizações culturais
  12. complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
  13. diferentes graus de desenvolvimento econômico,
  14. científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
  15. que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
  16. humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
  17. sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
  18. somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
  19. já nascem, para aprender a língua do ambiente.
  20. Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
  21. sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
  22. e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
  23. nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
  24. Terra sociedades humanas sem língua?
  25. A resposta mais simples para essa questão seria
  26. assumir que as línguas são somente mais uma entre
  27. as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
  28. com essa hipótese, em um determinado momento da
  29. história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
  30. para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
  31. individual, criado por acaso, trazendo luz
  32. primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
  33. copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
  34. dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
  35. origem num acontecimento casual isolado, largamente
  36. copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
  37. em que todas as comunidades humanas chegassem a
  38. se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
  39. Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
  40. da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
  41. De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
  42. precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
  43. comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
  44. das convenções desse sistema é fator crucial para
  45. explicar o que são as línguas e elas existem.
  46. No entanto, conforme os nossos mais eminentes
  47. cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
  48. humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
  49. cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
  50. de adquirir a língua de seu ambiente.
  51. De fato, a disposição natural para adquirir uma
  52. língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
  53. mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
  54. que a espécie humana seja biologicamente progra-
  55. mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
  56. línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
  57. vista disso, não é cientificamente plausível que uma
  58. língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
  59. gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
  60. esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
  61. estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
  62. humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
  63. mais de uma década de aprendizado consciente,
  64. dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
  65. vinda dos adultos.

Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.

Se a sequência um sistema (l. 41) fosse substituída pela palavra sistemas, quantas outras palavras na frase deveriam sofrer ajustes para fins de correção gramatical?

 

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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

  1. Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
  2. planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
  3. certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
  4. seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
  5. alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
  6. se destacam do restante da natureza terrestre por não
  7. serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
  8. azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
  9. é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
  10. maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
  11. os seus interesses, na forma de organizações culturais
  12. complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
  13. diferentes graus de desenvolvimento econômico,
  14. científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
  15. que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
  16. humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
  17. sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
  18. somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
  19. já nascem, para aprender a língua do ambiente.
  20. Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
  21. sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
  22. e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
  23. nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
  24. Terra sociedades humanas sem língua?
  25. A resposta mais simples para essa questão seria
  26. assumir que as línguas são somente mais uma entre
  27. as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
  28. com essa hipótese, em um determinado momento da
  29. história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
  30. para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
  31. individual, criado por acaso, trazendo luz
  32. primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
  33. copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
  34. dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
  35. origem num acontecimento casual isolado, largamente
  36. copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
  37. em que todas as comunidades humanas chegassem a
  38. se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
  39. Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
  40. da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
  41. De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
  42. precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
  43. comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
  44. das convenções desse sistema é fator crucial para
  45. explicar o que são as línguas e elas existem.
  46. No entanto, conforme os nossos mais eminentes
  47. cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
  48. humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
  49. cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
  50. de adquirir a língua de seu ambiente.
  51. De fato, a disposição natural para adquirir uma
  52. língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
  53. mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
  54. que a espécie humana seja biologicamente progra-
  55. mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
  56. línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
  57. vista disso, não é cientificamente plausível que uma
  58. língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
  59. gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
  60. esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
  61. estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
  62. humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
  63. mais de uma década de aprendizado consciente,
  64. dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
  65. vinda dos adultos.

Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.

Assinale a alternativa que apresenta sinônimos adequados para as palavras assumir (l. 26), plausível (l. 57) e arbitrárias (l. 59), respectivamente, tal como estão sendo empregadas no texto.

 

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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

  1. Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
  2. planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
  3. certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
  4. seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
  5. alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
  6. se destacam do restante da natureza terrestre por não
  7. serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
  8. azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
  9. é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
  10. maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
  11. os seus interesses, na forma de organizações culturais
  12. complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
  13. diferentes graus de desenvolvimento econômico,
  14. científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
  15. que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
  16. humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
  17. sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
  18. somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
  19. já nascem, para aprender a língua do ambiente.
  20. Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
  21. sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
  22. e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
  23. nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
  24. Terra sociedades humanas sem língua?
  25. A resposta mais simples para essa questão seria
  26. assumir que as línguas são somente mais uma entre
  27. as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
  28. com essa hipótese, em um determinado momento da
  29. história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
  30. para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
  31. individual, criado por acaso, trazendo luz
  32. primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
  33. copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
  34. dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
  35. origem num acontecimento casual isolado, largamente
  36. copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
  37. em que todas as comunidades humanas chegassem a
  38. se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
  39. Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
  40. da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
  41. De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
  42. precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
  43. comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
  44. das convenções desse sistema é fator crucial para
  45. explicar o que são as línguas e elas existem.
  46. No entanto, conforme os nossos mais eminentes
  47. cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
  48. humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
  49. cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
  50. de adquirir a língua de seu ambiente.
  51. De fato, a disposição natural para adquirir uma
  52. língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
  53. mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
  54. que a espécie humana seja biologicamente progra-
  55. mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
  56. línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
  57. vista disso, não é cientificamente plausível que uma
  58. língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
  59. gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
  60. esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
  61. estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
  62. humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
  63. mais de uma década de aprendizado consciente,
  64. dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
  65. vinda dos adultos.

Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.

Se a forma verbal nascem (l. 19) fosse substituída por trazem, como ficaria a oração com a qual os bebês humanos já nascem (l. 18-19)?

 

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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

  1. Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
  2. planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
  3. certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
  4. seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
  5. alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
  6. se destacam do restante da natureza terrestre por não
  7. serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
  8. azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
  9. é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
  10. maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
  11. os seus interesses, na forma de organizações culturais
  12. complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
  13. diferentes graus de desenvolvimento econômico,
  14. científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
  15. que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
  16. humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
  17. sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
  18. somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
  19. já nascem, para aprender a língua do ambiente.
  20. Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
  21. sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
  22. e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
  23. nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
  24. Terra sociedades humanas sem língua?
  25. A resposta mais simples para essa questão seria
  26. assumir que as línguas são somente mais uma entre
  27. as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
  28. com essa hipótese, em um determinado momento da
  29. história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
  30. para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
  31. individual, criado por acaso, trazendo luz
  32. primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
  33. copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
  34. dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
  35. origem num acontecimento casual isolado, largamente
  36. copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
  37. em que todas as comunidades humanas chegassem a
  38. se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
  39. Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
  40. da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
  41. De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
  42. precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
  43. comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
  44. das convenções desse sistema é fator crucial para
  45. explicar o que são as línguas e elas existem.
  46. No entanto, conforme os nossos mais eminentes
  47. cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
  48. humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
  49. cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
  50. de adquirir a língua de seu ambiente.
  51. De fato, a disposição natural para adquirir uma
  52. língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
  53. mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
  54. que a espécie humana seja biologicamente progra-
  55. mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
  56. línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
  57. vista disso, não é cientificamente plausível que uma
  58. língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
  59. gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
  60. esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
  61. estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
  62. humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
  63. mais de uma década de aprendizado consciente,
  64. dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
  65. vinda dos adultos.

Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.

Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações a seguir.

( ) O nexo entretanto (l. 15) está sendo empregado com função adversativa.

( ) O nexo Portanto (l. 34) está sendo empregado com função conclusiva.

( ) A locução por conseguinte (l. 43) está sendo empregada com função concessiva.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

 

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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

  1. Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
  2. planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
  3. certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
  4. seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
  5. alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
  6. se destacam do restante da natureza terrestre por não
  7. serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
  8. azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
  9. é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
  10. maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
  11. os seus interesses, na forma de organizações culturais
  12. complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
  13. diferentes graus de desenvolvimento econômico,
  14. científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
  15. que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
  16. humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
  17. sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
  18. somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
  19. já nascem, para aprender a língua do ambiente.
  20. Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
  21. sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
  22. e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
  23. nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
  24. Terra sociedades humanas sem língua?
  25. A resposta mais simples para essa questão seria
  26. assumir que as línguas são somente mais uma entre
  27. as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
  28. com essa hipótese, em um determinado momento da
  29. história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
  30. para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
  31. individual, criado por acaso, trazendo luz
  32. primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
  33. copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
  34. dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
  35. origem num acontecimento casual isolado, largamente
  36. copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
  37. em que todas as comunidades humanas chegassem a
  38. se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
  39. Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
  40. da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
  41. De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
  42. precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
  43. comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
  44. das convenções desse sistema é fator crucial para
  45. explicar o que são as línguas e elas existem.
  46. No entanto, conforme os nossos mais eminentes
  47. cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
  48. humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
  49. cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
  50. de adquirir a língua de seu ambiente.
  51. De fato, a disposição natural para adquirir uma
  52. língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
  53. mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
  54. que a espécie humana seja biologicamente progra-
  55. mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
  56. línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
  57. vista disso, não é cientificamente plausível que uma
  58. língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
  59. gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
  60. esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
  61. estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
  62. humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
  63. mais de uma década de aprendizado consciente,
  64. dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
  65. vinda dos adultos.

Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.

Relacione os números da primeira sequência aos parênteses da sequência de palavras retiradas do texto.

(1) Palavra que tem mais fonemas do que letras.

(2) Palavra que tem mais letras do que fonemas.

(3) Palavra que tem o mesmo número de letras e fonemas.

( ) complexas (l. 12)

( ) científico (l. 14)

( ) humanos (l. 16)

( ) nascem (l. 19)

( ) pequenos (l. 52)

( ) sexto (l. 53)

A sequência numérica correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

 

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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

  1. Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
  2. planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
  3. certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
  4. seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
  5. alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
  6. se destacam do restante da natureza terrestre por não
  7. serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
  8. azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
  9. é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
  10. maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
  11. os seus interesses, na forma de organizações culturais
  12. complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
  13. diferentes graus de desenvolvimento econômico,
  14. científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
  15. que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
  16. humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
  17. sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
  18. somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
  19. já nascem, para aprender a língua do ambiente.
  20. Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
  21. sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
  22. e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
  23. nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
  24. Terra sociedades humanas sem língua?
  25. A resposta mais simples para essa questão seria
  26. assumir que as línguas são somente mais uma entre
  27. as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
  28. com essa hipótese, em um determinado momento da
  29. história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
  30. para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
  31. individual, criado por acaso, trazendo luz
  32. primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
  33. copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
  34. dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
  35. origem num acontecimento casual isolado, largamente
  36. copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
  37. em que todas as comunidades humanas chegassem a
  38. se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
  39. Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
  40. da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
  41. De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
  42. precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
  43. comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
  44. das convenções desse sistema é fator crucial para
  45. explicar o que são as línguas e elas existem.
  46. No entanto, conforme os nossos mais eminentes
  47. cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
  48. humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
  49. cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
  50. de adquirir a língua de seu ambiente.
  51. De fato, a disposição natural para adquirir uma
  52. língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
  53. mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
  54. que a espécie humana seja biologicamente progra-
  55. mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
  56. línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
  57. vista disso, não é cientificamente plausível que uma
  58. língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
  59. gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
  60. esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
  61. estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
  62. humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
  63. mais de uma década de aprendizado consciente,
  64. dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
  65. vinda dos adultos.

Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.

Considere as seguintes afirmações, levando em conta os ajustes necessários de pontuação e de letras maiúsculas e minúsculas.

I - Poderíamos deslocar a expressão com facilidade (l. 05) para imediatamente depois de destacam (l. 06), sem alterar o sentido original da frase.

II - Poderíamos deslocar a expressão Com efeito (l. 08) para imediatamente depois de perceberiam (l. 08), sem alterar o sentido original da frase.

III - Poderíamos deslocar o advérbio somente (l. 26) para imediatamente depois de culturais (l. 27), sem alterar o sentido original da frase.

Quais estão corretas?

 

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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

  1. Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
  2. planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
  3. certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
  4. seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
  5. alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
  6. se destacam do restante da natureza terrestre por não
  7. serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
  8. azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
  9. é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
  10. maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
  11. os seus interesses, na forma de organizações culturais
  12. complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
  13. diferentes graus de desenvolvimento econômico,
  14. científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
  15. que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
  16. humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
  17. sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
  18. somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
  19. já nascem, para aprender a língua do ambiente.
  20. Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
  21. sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
  22. e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
  23. nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
  24. Terra sociedades humanas sem língua?
  25. A resposta mais simples para essa questão seria
  26. assumir que as línguas são somente mais uma entre
  27. as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
  28. com essa hipótese, em um determinado momento da
  29. história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
  30. para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
  31. individual, criado por acaso, trazendo luz
  32. primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
  33. copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
  34. dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
  35. origem num acontecimento casual isolado, largamente
  36. copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
  37. em que todas as comunidades humanas chegassem a
  38. se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
  39. Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
  40. da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
  41. De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
  42. precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
  43. comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
  44. das convenções desse sistema é fator crucial para
  45. explicar o que são as línguas e elas existem.
  46. No entanto, conforme os nossos mais eminentes
  47. cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
  48. humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
  49. cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
  50. de adquirir a língua de seu ambiente.
  51. De fato, a disposição natural para adquirir uma
  52. língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
  53. mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
  54. que a espécie humana seja biologicamente progra-
  55. mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
  56. línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
  57. vista disso, não é cientificamente plausível que uma
  58. língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
  59. gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
  60. esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
  61. estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
  62. humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
  63. mais de uma década de aprendizado consciente,
  64. dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
  65. vinda dos adultos.

Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.

Assinale a única alternativa que apresenta uma expressão que NÃO desempenha a função sintática de objeto direto.

 

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  1. Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
  2. planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
  3. certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
  4. seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
  5. alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
  6. se destacam do restante da natureza terrestre por não
  7. serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
  8. azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
  9. é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
  10. maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
  11. os seus interesses, na forma de organizações culturais
  12. complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
  13. diferentes graus de desenvolvimento econômico,
  14. científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
  15. que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
  16. humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
  17. sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
  18. somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
  19. já nascem, para aprender a língua do ambiente.
  20. Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
  21. sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
  22. e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
  23. nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
  24. Terra sociedades humanas sem língua?
  25. A resposta mais simples para essa questão seria
  26. assumir que as línguas são somente mais uma entre
  27. as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
  28. com essa hipótese, em um determinado momento da
  29. história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
  30. para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
  31. individual, criado por acaso, trazendo luz
  32. primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
  33. copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
  34. dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
  35. origem num acontecimento casual isolado, largamente
  36. copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
  37. em que todas as comunidades humanas chegassem a
  38. se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
  39. Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
  40. da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
  41. De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
  42. precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
  43. comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
  44. das convenções desse sistema é fator crucial para
  45. explicar o que são as línguas e elas existem.
  46. No entanto, conforme os nossos mais eminentes
  47. cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
  48. humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
  49. cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
  50. de adquirir a língua de seu ambiente.
  51. De fato, a disposição natural para adquirir uma
  52. língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
  53. mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
  54. que a espécie humana seja biologicamente progra-
  55. mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
  56. línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
  57. vista disso, não é cientificamente plausível que uma
  58. língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
  59. gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
  60. esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
  61. estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
  62. humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
  63. mais de uma década de aprendizado consciente,
  64. dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
  65. vinda dos adultos.

Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.

Assinale a alternativa que apresenta apenas adjetivos retirados do texto.

 

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