Foram encontradas 550 questões.
Instrução: As questões 11 a 15 referem-se ao texto abaixo.
- Espera na fila do supermercado numa noite de
- sábado.
- Ele conta: cinco pessoas na sua frente, uma com
- um carrinho cheio, as outras segurando cestinhos
- quase transbordando, todos eles com latas de cerveja.
- Este é o caixa com menor movimento.
- Ele faz a conta: daqui a vinte minutos a chegada de
- Ana deverá ser anunciada pelo porteiro do prédio (na
- verdade Ana chegará cinco minutos mais cedo do que
- ele imagina), são cinco pessoas, a que está escondida
- atrás do carinho demorará uns dez minutos passando
- e pagando as compras, as que empurram cestinhos
- com os pés ficarão cerca de três ou quatro minutos de
- frente para a operadora de caixa, não vai dar tempo.
- Abre um pacotinho de chocolates enquanto espera.
- É sábado à noite, ele na fila do supermercado. Ana vai
- chegar, eles jantarão juntos. Ele vai cozinhar para ela.
- Uma luz começa a piscar acima do computador do
- caixa. Um homem aparece, gel no cabelo, crachá no
- pescoço. Pega da esteira sacos que contêm: cenouras,
- pimentões, batatas e cebolas. A pessoa que levava
- o carrinho esqueceu de pesá-los. O homem, gel no cabelo
- e crachá no pescoço, fará esse trabalho, e antes de sair
- mostra um sorriso largo para a cliente.
- Agora as outras pessoas da fila suspiram e olham
- para trás, procurando por olhares cúmplices de impa-
- ciência. Na fila do supermercado, sábado à noite, todos
- esperando pelos sacos que não foram pesados. Ana
- deve estar virando a esquina, ele pensa (ele não sabe,
- mas ela já está sendo avisada pelo porteiro de que não
- tem ninguém em casa, “seu Ricardo saiu de carro e
- ainda não voltou, mas posso ligar mesmo assim, se a
- senhora quiser”).
- Uma mensagem no celular, ele lê o nome no visor
- e, quando faz o movimento com o dedo para ler, o
- aparelho desliga, a bateria acabou. Ela deve estar
- tentando me avisar que está saindo de casa, ele pensa,
- esperançoso, e vê que os sacos, agora devidamente
- pesados, já estão de volta, na mão da operadora de
- caixa.
- De repente ele lembra que esqueceu daquele vinho
- chileno, tem certeza de que Ana adoraria. Não quer sair
- da fila só para ir atrás do vinho, sabe que se atrasará
- ainda mais. A dúvida insiste. Ela vai amar. Decide que
- vai buscar a garrafa de vinho, pede para a única pessoa
- que está atrás dele guardar o seu lugar um minutinho
- só, por favor. Tem certeza de que Ana não vai se
- importar, um minutinho a mais, um a menos, o que
- importa é passarem a noite juntos.
Adaptado de: SOUZA, T. S. “A fila do supermercado”. In: ASSIS
BRASIL, L. A. (org.) Melhor não abrir essa gaveta: contos de
razão e loucura. Porto Alegre: Terceiro Selo, 2014.
Considere as seguintes afirmações.
I - O pronome eles (l. 05) retoma cinco pessoas na sua frente (l. 03).
II - O pronome ele (l. 16) se refere ao personagem central do texto.
III - O pronome me (l. 37) se refere ao narrador do texto.
Quais das afirmações acima estão corretas?
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Instrução: As questões 11 a 15 referem-se ao texto abaixo.
- Espera na fila do supermercado numa noite de
- sábado.
- Ele conta: cinco pessoas na sua frente, uma com
- um carrinho cheio, as outras segurando cestinhos
- quase transbordando, todos eles com latas de cerveja.
- Este é o caixa com menor movimento.
- Ele faz a conta: daqui a vinte minutos a chegada de
- Ana deverá ser anunciada pelo porteiro do prédio (na
- verdade Ana chegará cinco minutos mais cedo do que
- ele imagina), são cinco pessoas, a que está escondida
- atrás do carinho demorará uns dez minutos passando
- e pagando as compras, as que empurram cestinhos
- com os pés ficarão cerca de três ou quatro minutos de
- frente para a operadora de caixa, não vai dar tempo.
- Abre um pacotinho de chocolates enquanto espera.
- É sábado à noite, ele na fila do supermercado. Ana vai
- chegar, eles jantarão juntos. Ele vai cozinhar para ela.
- Uma luz começa a piscar acima do computador do
- caixa. Um homem aparece, gel no cabelo, crachá no
- pescoço. Pega da esteira sacos que contêm: cenouras,
- pimentões, batatas e cebolas. A pessoa que levava
- o carrinho esqueceu de pesá-los. O homem, gel no cabelo
- e crachá no pescoço, fará esse trabalho, e antes de sair
- mostra um sorriso largo para a cliente.
- Agora as outras pessoas da fila suspiram e olham
- para trás, procurando por olhares cúmplices de impa-
- ciência. Na fila do supermercado, sábado à noite, todos
- esperando pelos sacos que não foram pesados. Ana
- deve estar virando a esquina, ele pensa (ele não sabe,
- mas ela já está sendo avisada pelo porteiro de que não
- tem ninguém em casa, “seu Ricardo saiu de carro e
- ainda não voltou, mas posso ligar mesmo assim, se a
- senhora quiser”).
- Uma mensagem no celular, ele lê o nome no visor
- e, quando faz o movimento com o dedo para ler, o
- aparelho desliga, a bateria acabou. Ela deve estar
- tentando me avisar que está saindo de casa, ele pensa,
- esperançoso, e vê que os sacos, agora devidamente
- pesados, já estão de volta, na mão da operadora de
- caixa.
- De repente ele lembra que esqueceu daquele vinho
- chileno, tem certeza de que Ana adoraria. Não quer sair
- da fila só para ir atrás do vinho, sabe que se atrasará
- ainda mais. A dúvida insiste. Ela vai amar. Decide que
- vai buscar a garrafa de vinho, pede para a única pessoa
- que está atrás dele guardar o seu lugar um minutinho
- só, por favor. Tem certeza de que Ana não vai se
- importar, um minutinho a mais, um a menos, o que
- importa é passarem a noite juntos.
Adaptado de: SOUZA, T. S. “A fila do supermercado”. In: ASSIS
BRASIL, L. A. (org.) Melhor não abrir essa gaveta: contos de
razão e loucura. Porto Alegre: Terceiro Selo, 2014.
É correto afirmar que o texto é predominantemente
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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
- Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
- planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
- certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
- seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
- alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
- se destacam do restante da natureza terrestre por não
- serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
- azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
- é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
- maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
- os seus interesses, na forma de organizações culturais
- complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
- diferentes graus de desenvolvimento econômico,
- científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
- que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
- humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
- sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
- somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
- já nascem, para aprender a língua do ambiente.
- Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
- sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
- e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
- nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
- Terra sociedades humanas sem língua?
- A resposta mais simples para essa questão seria
- assumir que as línguas são somente mais uma entre
- as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
- com essa hipótese, em um determinado momento da
- história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
- para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
- individual, criado por acaso, trazendo luz
- primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
- copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
- dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
- origem num acontecimento casual isolado, largamente
- copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
- em que todas as comunidades humanas chegassem a
- se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
- Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
- da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
- De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
- precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
- comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
- das convenções desse sistema é fator crucial para
- explicar o que são as línguas e elas existem.
- No entanto, conforme os nossos mais eminentes
- cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
- humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
- cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
- de adquirir a língua de seu ambiente.
- De fato, a disposição natural para adquirir uma
- língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
- mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
- que a espécie humana seja biologicamente progra-
- mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
- línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
- vista disso, não é cientificamente plausível que uma
- língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
- gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
- esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
- estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
- humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
- mais de uma década de aprendizado consciente,
- dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
- vinda dos adultos.
Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.
Se a sequência um sistema (l. 41) fosse substituída pela palavra sistemas, quantas outras palavras na frase deveriam sofrer ajustes para fins de correção gramatical?
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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
- Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
- planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
- certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
- seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
- alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
- se destacam do restante da natureza terrestre por não
- serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
- azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
- é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
- maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
- os seus interesses, na forma de organizações culturais
- complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
- diferentes graus de desenvolvimento econômico,
- científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
- que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
- humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
- sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
- somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
- já nascem, para aprender a língua do ambiente.
- Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
- sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
- e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
- nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
- Terra sociedades humanas sem língua?
- A resposta mais simples para essa questão seria
- assumir que as línguas são somente mais uma entre
- as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
- com essa hipótese, em um determinado momento da
- história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
- para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
- individual, criado por acaso, trazendo luz
- primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
- copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
- dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
- origem num acontecimento casual isolado, largamente
- copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
- em que todas as comunidades humanas chegassem a
- se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
- Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
- da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
- De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
- precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
- comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
- das convenções desse sistema é fator crucial para
- explicar o que são as línguas e elas existem.
- No entanto, conforme os nossos mais eminentes
- cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
- humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
- cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
- de adquirir a língua de seu ambiente.
- De fato, a disposição natural para adquirir uma
- língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
- mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
- que a espécie humana seja biologicamente progra-
- mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
- línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
- vista disso, não é cientificamente plausível que uma
- língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
- gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
- esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
- estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
- humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
- mais de uma década de aprendizado consciente,
- dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
- vinda dos adultos.
Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.
Assinale a alternativa que apresenta sinônimos adequados para as palavras assumir (l. 26), plausível (l. 57) e arbitrárias (l. 59), respectivamente, tal como estão sendo empregadas no texto.
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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
- Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
- planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
- certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
- seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
- alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
- se destacam do restante da natureza terrestre por não
- serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
- azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
- é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
- maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
- os seus interesses, na forma de organizações culturais
- complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
- diferentes graus de desenvolvimento econômico,
- científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
- que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
- humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
- sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
- somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
- já nascem, para aprender a língua do ambiente.
- Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
- sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
- e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
- nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
- Terra sociedades humanas sem língua?
- A resposta mais simples para essa questão seria
- assumir que as línguas são somente mais uma entre
- as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
- com essa hipótese, em um determinado momento da
- história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
- para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
- individual, criado por acaso, trazendo luz
- primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
- copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
- dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
- origem num acontecimento casual isolado, largamente
- copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
- em que todas as comunidades humanas chegassem a
- se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
- Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
- da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
- De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
- precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
- comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
- das convenções desse sistema é fator crucial para
- explicar o que são as línguas e elas existem.
- No entanto, conforme os nossos mais eminentes
- cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
- humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
- cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
- de adquirir a língua de seu ambiente.
- De fato, a disposição natural para adquirir uma
- língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
- mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
- que a espécie humana seja biologicamente progra-
- mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
- línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
- vista disso, não é cientificamente plausível que uma
- língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
- gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
- esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
- estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
- humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
- mais de uma década de aprendizado consciente,
- dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
- vinda dos adultos.
Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.
Se a forma verbal nascem (l. 19) fosse substituída por trazem, como ficaria a oração com a qual os bebês humanos já nascem (l. 18-19)?
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- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções CoordenativasConjunções coordenativas adversativas
Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
- Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
- planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
- certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
- seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
- alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
- se destacam do restante da natureza terrestre por não
- serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
- azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
- é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
- maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
- os seus interesses, na forma de organizações culturais
- complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
- diferentes graus de desenvolvimento econômico,
- científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
- que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
- humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
- sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
- somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
- já nascem, para aprender a língua do ambiente.
- Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
- sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
- e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
- nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
- Terra sociedades humanas sem língua?
- A resposta mais simples para essa questão seria
- assumir que as línguas são somente mais uma entre
- as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
- com essa hipótese, em um determinado momento da
- história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
- para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
- individual, criado por acaso, trazendo luz
- primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
- copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
- dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
- origem num acontecimento casual isolado, largamente
- copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
- em que todas as comunidades humanas chegassem a
- se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
- Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
- da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
- De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
- precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
- comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
- das convenções desse sistema é fator crucial para
- explicar o que são as línguas e elas existem.
- No entanto, conforme os nossos mais eminentes
- cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
- humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
- cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
- de adquirir a língua de seu ambiente.
- De fato, a disposição natural para adquirir uma
- língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
- mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
- que a espécie humana seja biologicamente progra-
- mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
- línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
- vista disso, não é cientificamente plausível que uma
- língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
- gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
- esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
- estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
- humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
- mais de uma década de aprendizado consciente,
- dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
- vinda dos adultos.
Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações a seguir.
( ) O nexo entretanto (l. 15) está sendo empregado com função adversativa.
( ) O nexo Portanto (l. 34) está sendo empregado com função conclusiva.
( ) A locução por conseguinte (l. 43) está sendo empregada com função concessiva.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
- Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
- planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
- certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
- seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
- alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
- se destacam do restante da natureza terrestre por não
- serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
- azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
- é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
- maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
- os seus interesses, na forma de organizações culturais
- complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
- diferentes graus de desenvolvimento econômico,
- científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
- que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
- humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
- sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
- somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
- já nascem, para aprender a língua do ambiente.
- Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
- sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
- e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
- nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
- Terra sociedades humanas sem língua?
- A resposta mais simples para essa questão seria
- assumir que as línguas são somente mais uma entre
- as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
- com essa hipótese, em um determinado momento da
- história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
- para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
- individual, criado por acaso, trazendo luz
- primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
- copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
- dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
- origem num acontecimento casual isolado, largamente
- copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
- em que todas as comunidades humanas chegassem a
- se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
- Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
- da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
- De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
- precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
- comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
- das convenções desse sistema é fator crucial para
- explicar o que são as línguas e elas existem.
- No entanto, conforme os nossos mais eminentes
- cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
- humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
- cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
- de adquirir a língua de seu ambiente.
- De fato, a disposição natural para adquirir uma
- língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
- mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
- que a espécie humana seja biologicamente progra-
- mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
- línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
- vista disso, não é cientificamente plausível que uma
- língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
- gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
- esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
- estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
- humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
- mais de uma década de aprendizado consciente,
- dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
- vinda dos adultos.
Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.
Relacione os números da primeira sequência aos parênteses da sequência de palavras retiradas do texto.
(1) Palavra que tem mais fonemas do que letras.
(2) Palavra que tem mais letras do que fonemas.
(3) Palavra que tem o mesmo número de letras e fonemas.
( ) complexas (l. 12)
( ) científico (l. 14)
( ) humanos (l. 16)
( ) nascem (l. 19)
( ) pequenos (l. 52)
( ) sexto (l. 53)
A sequência numérica correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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- OrtografiaGrafia e Emprego de Iniciais Maiúsculas
- OrtografiaPontuação
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoDeslocamento
Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
- Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
- planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
- certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
- seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
- alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
- se destacam do restante da natureza terrestre por não
- serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
- azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
- é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
- maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
- os seus interesses, na forma de organizações culturais
- complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
- diferentes graus de desenvolvimento econômico,
- científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
- que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
- humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
- sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
- somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
- já nascem, para aprender a língua do ambiente.
- Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
- sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
- e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
- nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
- Terra sociedades humanas sem língua?
- A resposta mais simples para essa questão seria
- assumir que as línguas são somente mais uma entre
- as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
- com essa hipótese, em um determinado momento da
- história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
- para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
- individual, criado por acaso, trazendo luz
- primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
- copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
- dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
- origem num acontecimento casual isolado, largamente
- copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
- em que todas as comunidades humanas chegassem a
- se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
- Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
- da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
- De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
- precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
- comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
- das convenções desse sistema é fator crucial para
- explicar o que são as línguas e elas existem.
- No entanto, conforme os nossos mais eminentes
- cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
- humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
- cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
- de adquirir a língua de seu ambiente.
- De fato, a disposição natural para adquirir uma
- língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
- mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
- que a espécie humana seja biologicamente progra-
- mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
- línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
- vista disso, não é cientificamente plausível que uma
- língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
- gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
- esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
- estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
- humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
- mais de uma década de aprendizado consciente,
- dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
- vinda dos adultos.
Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.
Considere as seguintes afirmações, levando em conta os ajustes necessários de pontuação e de letras maiúsculas e minúsculas.
I - Poderíamos deslocar a expressão com facilidade (l. 05) para imediatamente depois de destacam (l. 06), sem alterar o sentido original da frase.
II - Poderíamos deslocar a expressão Com efeito (l. 08) para imediatamente depois de perceberiam (l. 08), sem alterar o sentido original da frase.
III - Poderíamos deslocar o advérbio somente (l. 26) para imediatamente depois de culturais (l. 27), sem alterar o sentido original da frase.
Quais estão corretas?
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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
- Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
- planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
- certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
- seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
- alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
- se destacam do restante da natureza terrestre por não
- serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
- azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
- é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
- maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
- os seus interesses, na forma de organizações culturais
- complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
- diferentes graus de desenvolvimento econômico,
- científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
- que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
- humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
- sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
- somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
- já nascem, para aprender a língua do ambiente.
- Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
- sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
- e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
- nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
- Terra sociedades humanas sem língua?
- A resposta mais simples para essa questão seria
- assumir que as línguas são somente mais uma entre
- as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
- com essa hipótese, em um determinado momento da
- história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
- para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
- individual, criado por acaso, trazendo luz
- primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
- copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
- dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
- origem num acontecimento casual isolado, largamente
- copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
- em que todas as comunidades humanas chegassem a
- se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
- Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
- da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
- De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
- precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
- comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
- das convenções desse sistema é fator crucial para
- explicar o que são as línguas e elas existem.
- No entanto, conforme os nossos mais eminentes
- cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
- humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
- cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
- de adquirir a língua de seu ambiente.
- De fato, a disposição natural para adquirir uma
- língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
- mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
- que a espécie humana seja biologicamente progra-
- mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
- línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
- vista disso, não é cientificamente plausível que uma
- língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
- gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
- esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
- estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
- humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
- mais de uma década de aprendizado consciente,
- dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
- vinda dos adultos.
Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.
Assinale a única alternativa que apresenta uma expressão que NÃO desempenha a função sintática de objeto direto.
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Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
- Imagine que cientistas extraterrestres visitem nosso
- planeta. Entre as inúmeras formas de vida na Terra,
- certamente a existência de nossa espécie, Homo sapiens,
- seria a que mais impressionaria tais visitantes. Os
- alienígenas, com facilidade, notariam que os humanos
- se destacam do restante da natureza terrestre por não
- serem apenas parte da paisagem do pequeno planeta
- azul. Com efeito, os ETs perceberiam que essa espécie
- é a única capaz de alterar o seu ambiente físico de
- maneira deliberada e em larga escala, de acordo com
- os seus interesses, na forma de organizações culturais
- complexas, divididas em aldeias, cidades e países, com
- diferentes graus de desenvolvimento econômico,
- científico e tecnológico. Nossos visitantes entenderiam
- que isso não quer dizer, entretanto, que todos os
- humanos devam compartilhar exatamente o mesmo
- sistema simbólico; afinal, a faculdade da linguagem é
- somente uma disposição, com a qual os bebês humanos
- já nascem, para aprender a língua do ambiente.
- Ora, por que a realidade é assim? Por que todas as
- sociedades humanas possuem pelo menos uma língua
- e, em muitos casos, possuem diversas línguas? Por que
- nossos cientistas extraterrestres não encontrariam pela
- Terra sociedades humanas sem língua?
- A resposta mais simples para essa questão seria
- assumir que as línguas são somente mais uma entre
- as milhões de invenções culturais humanas. De acordo
- com essa hipótese, em um determinado momento da
- história da espécie, uma cultura específica teria adaptado,
- para uso coletivo, um sistema simbólico de expressão
- individual, criado por acaso, trazendo luz
- primeira língua humana. Essa, mais tarde, seria
- copiada e adaptada pelas outras culturas no decurso
- dos séculos e dos milênios. Portanto, as línguas teriam
- origem num acontecimento casual isolado, largamente
- copiado e adaptado de cultura cultura, até o ponto
- em que todas as comunidades humanas chegassem a
- se apropriar dessa suposta invenção engenhosa.
- Explicar a universalidade das línguas pela hipótese
- da disseminação cultural é apenas parcialmente correto.
- De fato, para ser usado, um sistema simbólico qualquer
- precisa ser compartilhado entre os indivíduos de uma
- comunidade, e, por conseguinte, o aprendizado cultural
- das convenções desse sistema é fator crucial para
- explicar o que são as línguas e elas existem.
- No entanto, conforme os nossos mais eminentes
- cientistas cognitivos contemporâneos apontam, os bebês
- humanos parecem ter herdado da longa história evolu-
- cionária do H. sapiens a habilidade natural e espontânea
- de adquirir a língua de seu ambiente.
- De fato, a disposição natural para adquirir uma
- língua qualquer, observável em bebês pequenos ou
- mesmo em fetos já no sexto mês de gestação, sugere
- que a espécie humana seja biologicamente progra-
- mada para absorver a língua de seu ambiente (ou as
- línguas, no contexto das comunidades multilíngues). À
- vista disso, não é cientificamente plausível que uma
- língua seja tão somente uma invenção cultural contin-
- gente, pois esses tipos de criações arbitrárias (como os
- esportes, as religiões, os sistemas de escrita etc.) não
- estão correlacionados à genética dos fetos e dos bebês
- humanos e, por isso mesmo, demandam das crianças
- mais de uma década de aprendizado consciente,
- dirigido explicitamente por alguma pedagogia ativa
- vinda dos adultos.
Adaptado de: KENEDY, E. “Todas as sociedades humanas possuem uma língua?”. In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2022.
Assinale a alternativa que apresenta apenas adjetivos retirados do texto.
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