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A serigrafia, também conhecida como silk -screen, é uma técnica de impressão direta que consiste em fazer passar tinta através de uma tela permeável (matriz) nos pontos que compõem a arte-final e impermeável nos pontos que não fazem parte do desenho. Uma vantagem da serigrafia é produzir impressões sobre inúmeros tipos de materiais: algodão, fibras sintéticas, madeira, metais, plásticos, vidro, cerâmica, placas de circuito impresso, etc. Uma desvantagem da serigrafia é:
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TEXTO 2
A ALMA DO CONSUMO
Todos os dias, em algum nível, o consumo atinge nossa vida, modifica nossas relações, gera e rege sentimentos, engendra fantasias, aciona comportamentos, faz sofrer, faz gozar. Às vezes constrangendo- nos em nossas ações no mundo, humilhando e aprisionando, às vezes ampliando nossa imaginação e nossa capacidade de desejar, consumimos e somos consumidos.
O consumo não pertence a todas as épocas nem a todas as civilizações. Somente há pouco tempo histórico é que falamos e entendemos viver numa sociedade de consumo, onde tudo parece adaptar-se à lógica dessa racionalidade, ou seja, à esfera do lucro e do ganho, à ética e à estética das trocas pagas. É uma singularidade histórica. Tornamo-nos Homo consumericus.
Para uma psicologia arquetípica, há deuses em nosso consumo: Afrodite da sedução e do encantamento pela beleza e pelo prazer, Hermes do comércio e da troca intensa, Cronos do devoramento, Plutão da riqueza e da abundância, Criança Divina da novidade, Dioniso do arrebatamento, Narciso ensimesmado, Herói furioso, Eros apaixonado, Pan, Príapo, Puer, quem mais? Que pessoas arquetípicas estão na alma do consumo?
Ao buscarmos pela alma do consumo, lançamo-nos, sempre mais desconfortavelmente, no jogo entre necessidade e supérfluo, entre frívolo e essencial. Não sabemos ao certo onde termina a necessidade, onde começa o supérfluo, onde estão as fronteiras entre consumo de necessidade e consumo de gosto, consumo consciente e consumo de compulsão.
A era hipermoderna se dá sob o signo do excesso e do extremo, que realiza uma “pulsão neofílica”, um prazer pela novidade que se volta constantemente para o presente. O consumo acontece ao lado de outros fenômenos importantes que marcam e que estão no centro do novo tempo histórico: o espetáculo midiático, a comunicação de massa, a individualização extremada, o hipermercado globalizado, a poderosíssima revolução informática, a internet. O consumo cria seus próprios templos: os shoppingcenters, as novas catedrais das novas e velhas igrejas, e também, a seu modo, a própria rede mundial de computadores.
Consumo: tantos são seus deuses que é preciso evocá-los com cuidado, sem voracidade, para sentirmos sua interioridade, sua alma, sem sermos pegos em sua malha fina.
Consumo de utensílios domésticos, eletrodomésticos, eletroeletrônicos que liquidificam, batem, moem, trituram, misturam, assam, limpam, fervem, fritam, amassam, amolecem, passam e enceram para nós – sem nossas mãos, sem contato manual. Tocam sons, reproduzem imagens, processam informações. Excesso e profusão de automatismos também funcionando para a era da autonomia.
Organizo e escolho as músicas que quero ouvir – a trilha sonora da minha vida – sem surpresas desagradáveis ou diferentes, simplesmente baixando arquivos de áudio da internet e armazenando-os em meu iPod. A telefonia está em minhas mãos, em qualquer lugar, é móvel, e com ela a impressão de contato por trás da fantasia de conectividade. A comunicação está toda em minhas mãos. Minha correspondência, agora por via eletrônica, está em minhas mãos (ou diante de meus olhos) na hora que desejo ou preciso, em qualquer lugar do planeta. E está em minhas mãos principalmente tudo aquilo que posso comprar pronto (ready-to-go): desde a comida – entregue em casa (delivery), ou então ao acesso rápido de uma corrida de carro (drive-through) – até medicamentos, entretenimento, companhia, sexo e roupas prêt-à-porter.
Percebemos a enorme presença da fantasia de autonomia. E esta autonomia está a serviço da felicidade privada.
O nosso tempo é um tempo de escolhas. A “customização” cada vez mais intensa da maioria dos bens e dos serviços de consumo permite que eu diga como quero meu refrigerante, meu carro, meu jeans, meu computador.
A superindividualização também leva à autonomia, ou vice-versa, e impõe processos de escolha cada vez mais intensos e urgentes: “Os gostos não cessam de individualizar-se”.
O senhor dos Portões (Mr. Gates) abriu as janelas (Windows) de um presente que requer, sim, definições (escolhas) cada vez mais “altas”, mais precisas, mais particularizadas, em quase tudo.
A própria identidade torna-se, no mundo hipermoderno, uma escolha que se dá num campo cada vez mais flexível e fluido de possibilidades: tribos, nações, culturas, subculturas, sexualidades, profissões, idades. Personas to-go. Autonomia: nomear-se a si mesmo.
A lógica consumista parece ser a de um hipernarcisismo. Se existem deuses nas nossas doenças, quem são eles no consumismo?
Comecemos pela necessidade: temos necessidade de quê? De quanto? Quando? Não sabemos mais ao certo, é claro. As medidas enlouqueceram. Movemo-nos agora num mar de necessidades: pseudonecessidades, necessidades artificiais, necessidades básicas, necessidades estrategicamente plantadas pelo marketing, necessidades que não sei se tenho, necessidades futuras, até chegar ao desnecessário, o extraordinário que é demais. A necessidade delira.
A compra é a magia do efêmero. É asa, é brasa. É futuro, promessa, desejo de mudar, intensificação, momento de morte. É o fim da produção, quando as coisas são finalmente absorvidas pela psique.
A compra, ao contrário do que se poderia pensar, dissolve o ego em alma, dissolve o ego heróico em sua fantasia de morte. Comprar é o que resta. Comprar é nosso modo de fazer o mundo virar alma.
BARCELLOS, Gustavo. Disponível em:
http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=291 Acesso em: 04 dez. 2014. Texto adaptado.
A expressão sublinhada no trecho exemplifica uma figura de linguagem.
“O senhor dos Portões (Mr. Gates) abriu as janelas (Windows) de um presente que requer, sim, definições (escolhas) cada vez mais “altas”, mais precisas, mais particularizadas, em quase tudo”.
Marque a alternativa que nomeia corretamente a figura de linguagem.
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A decorrência do princípio da proveniência cujo objetivo é resguardar um fundo da mistura com outros, de desmembramentos e de eliminações indiscriminadas, chama-se:
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Leia a tirinha da Mafalda disposta a seguir e responda à questão.

O vocábulo que melhor define o que expressa a tirinha é:
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TEXTO 1
SERGIO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO

A gestão da água não construiu um sistema interligado que
equilibrasse demanda e estoque
equilibrasse demanda e estoque
O MITO DA ESTIAGEM DE SÃO PAULO
Luis Antonio Bittar Venturi
A água é um dos recursos naturais mais abundantes no planeta e as quantidades existentes sobram diante da necessidade humana. Mesmo considerando apenas as águas doces continentais, 3% do total da Terra, há muito mais água do que a capacidade humana de utilizá-la. Indo além, apenas a quantidade de água que precipita anualmente só na superfície dos continentes (cerca de 110 km3) já seria capaz, se fosse captada e armazenada, de suprir toda a humanidade. Considerando a água subterrânea, o Alter do Chão, maior aquífero do mundo sob a Bacia Amazônica, armazena água suficiente (86 mil km3) para abastecer a humanidade por pelo menos três séculos, já que ele é continuamente recarregado pela infiltração de água proveniente da atmosfera e da superfície.
Os estoques de água doce são inesgotáveis, na medida em que são alimentados principalmente pelos oceanos, infinitos via evaporação e precipitação, ou seja, pelo ciclo hidrológico, que depende de forças físicas as quais o homem nunca poderá interromper. Enquanto existirem, o ciclo funcionará e os estoques de água doce nos continentes serão repostos indefinidamente.
O alerta de que a água vai acabar, portanto, não tem fundamento. Obviamente que a água não se distribui equitativamente pelo planeta. Há regiões com muita água, normalmente na zona tropical, na qual a evaporação é maior, e regiões áridas, onde, por razões específicas da dinâmica climática, as taxas de evaporação são maiores do que a precipitação, gerando déficit de reposição de estoques de água doce. Esse não é o caso de São Paulo, cidade situada em uma região úmida, com elevados índices pluviométricos, em grande parte decorrente da umidade trazida do oceano pelas massas de ar.
Enquanto o Sol brilhar, a Terra girar e a Lei da Gravidade não for “revogada”, as recargas de água doce na Região Sudeste estarão garantidas, em volumes muito superiores à nossa necessidade.
POR QUE FALTA ÁGUA EM SÃO PAULO?
Considerando apenas a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), há mananciais na parte norte da região, a (Serra da Cantareira.), e em toda a parte sul, na região da Bacia do Guarapiranga, do Alto Cotia etc., além de reservatórios (represamentos artificiais) que formam um sistema de abastecimento. Além disso, São Paulo importa água de outras bacias, como a do Rio Piracicaba, como também planeja fazer com a Bacia do Rio Ribeira de Iguape.
Ocorre que, embora haja diversas fontes de abastecimento para a região, elas não estão interligadas. Trata-se de um sistema desconexo, no qual, se falta água em um reservatório por um período – como tem ocorrido com a Cantareira –, não há como compensar esse déficit com a água dos outros. Os sistemas Alto Cotia e Guarapiranga, por exemplo, estiveram, em 2014, com níveis de água superiores ao da Cantareira, que sozinha abastece cerca de 8 milhões de pessoas.
Mas não puderam “socorrer” essa demanda por não estarem interligados. Havendo um período de estiagem natural mais prolongado, como tem ocorrido na Cantareira, a retirada de água tornou-se mais intensa do que a reposição natural dos estoques, daí o porquê de suas represas estarem secas. A gestão dos recursos hídricos não foi inteligente o suficiente para construir um sistema interligado que equilibrasse demandas e estoques. Se assim o tivessem feito, jamais faltaria água em São Paulo, pois o total de água existente em torno da RMSP é mais do que suficiente para atender à demanda.
Outro fator auxiliar na compreensão da falta d’água em São Paulo refere-se às perdas, que estão entre 27% e 30% de toda a água tratada. Elas advêm, sobretudo, de vazamentos e de captações clandestinas, embora, nesse último caso, apesar da ilegalidade, não haja o desperdício, não haja a perda de fato da água como há nos vazamentos. Alguém a está usando, só que sem pagar.
Texto adaptado. Publicado na edição
91, out. 2014 http://www.cartanaescola.com.br/single/show/445
TEXTO 2
RECADOS
José Miguel Wisnik
O Cerrado é o Matusalém dos biomas. Enquanto a Amazônia tem três mil anos de formada, e a Mata Atlântica, sete mil, o Cerrado tem quarenta milhões. É, ou chegou a ser, o maior viveiro de espécies florais do planeta. Ali, em sua lentidão ancestral, um buriti de vinte e cinco ou trinta metros de altura tem a idade do Brasil. Nas suas áreas planas, a água das chuvas é absorvida pela vegetação nativa, tendo esta a maior parte da sua estrutura dentro da terra, como uma verdadeira floresta invertida. Por suas raízes são alimentados os lençóis freáticos e os lençóis artesianos dos aquíferos, cuja carga interna aflora, por sua vez, na forma das nascentes dos rios (ou, para dizer como Guimarães Rosa, “rebrotam desengolidos num bilo-bilo fácil”).
Essa respiração hídrica veio sendo sufocada, no entanto, pela introdução de gramíneas para o pastoreio, pela expansão da fronteira agrícola com a soja e o algodão, cujas raízes são superficiais, pela ação dos fertilizantes, pela devastação dos insetos e animais polinizadores, impedindo a renovação da vegetação nativa, ditadas todas pela ocupação desenfreada que o agronegócio impôs ao Cerrado desde os anos 1970. Aparentemente, teríamos aí apenas uma mudança de paisagem, e a substituição da flora anciã pelas inovações progressistas das monoculturas, junto com o império do eucalipto a ser convertido em carvão. Mas, [...] o processo envolve uma devastação invisível de grandes consequências estruturais: é a floresta subterrânea das raízes que desaparece junto com a vegetação nativa, com ela o bioma de milhões de anos e o sistema que alimenta e realimenta os aquíferos.
Assim, dezenas de pequenos rios vêm desaparecendo, enquanto as nascentes dos grandes rios estão secando ou migrando para áreas mais baixas, à medida que o lençol que as abastece vai sendo também rebaixado. O esvaziamento a olhos nus das represas que abastecem São Paulo teria seu correspondente literalmente mais profundo no esgotamento invisível dos reservatórios subterrâneos, que deu seu sinal emblemático, faz poucos dias, com o estancamento da nascente do São Francisco. As chuvas que sobrevierem, quando vierem, não têm a mesma capacidade de nutrir, na falta da vegetação mediadora, os enfraquecidos reservatórios ocultos. O Brasil não pode mais ser visto, senão irresponsavelmente, como o paraíso dos mananciais inesgotáveis.
O Globo, 25, out. 2014
Marque a alternativa em que o termo destacado tem o mesmo valor semântico do termo em destaque no trecho a seguir:
“Considerando a água subterrânea, o Alter do Chão, maior aquífero do mundo sob a Bacia Amazônica, armazena água suficiente (86 mil km3) para abastecer a humanidade por pelo menos três séculos, já que ele é continuamente recarregado pela infiltração de água proveniente da atmosfera e da superfície.” (texto 1)
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Deseja-se confeccionar 30 blocos A5 com 20 folhas cada. A impressão será feita em papéis A3 e a máquina offset em que será impresso o trabalho tem 10 % de perda. Pode-se afirmar que a quantidade de folhas A3 que será necessária para imprimir esse trabalho é:
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O ORGULHO DA IGNORÂNCIA
Entrei no carro da produção e notei que a trava do cinto de segurança estava presa debaixo do assento. O trajeto era curto, minha companheira de cena já estava acomodada no banco de trás e eu achei por bem não criar problema.
Pedi ao motorista, no entanto, que, na volta, liberasse o cinto.
O que me parecia um pedido honesto foi mal recebido pelo condutor. Ele respondeu que um amigo havia morrido queimado porque não tinha conseguido se soltar e, desde então, nunca mais usou o cinto. Calei-me, era uma razão nobre. Mas a camareira, sentada no banco da frente e já afivelada, argumentou que o filho havia saído vivo de uma capotagem porque estava preso ao assento.
A descrença do homem só fez aumentar. Ele sorriu, desdenhoso, disse que nós éramos muito pessimistas e ensinou que, na vida, é preciso pensar positivo. “Não ultrapasso a velocidade, dirijo com cuidado e não há nada no mundo que me faça usar cinto”, respondeu, contrafeito.
Cumprimos o curto percurso em silêncio, constrangidos com as convicções de cada um. Descemos do carro vivas e aliviadas. Prevendo que voltaríamos no mesmo veículo, pedi com gentileza a ele que liberasse as travas na volta.
Acabada a filmagem, a produção designou o mesmo motorista para nos trazer e, por uma questão de princípios, ele não havia atendido ao pedido. O produtor ajudou a levantar o banco, soltamos as travas e voltamos seguras, apesar da revolta muda do comandante. Havíamos ofendido o orgulho que ele nutria da própria ignorância.
Não é um caso isolado. Raros são os táxis que mantêm os cintos em ordem no banco de trás. A maioria encara o dispositivo como frescura.
Quando eu era pequena, meu pai guiava uma Kombi de São Paulo, onde morávamos, até o sítio, em Teresópolis, com a família a bordo. Dava mais de dez horas de viagem, sem cinto. Eu e meu irmão dormíamos no chão sem pensar em tragédia. Éramos incautos e otimistas, como o motorista de agora.
Na época, também se fumava sem pensar nas consequências, tomava-se antibiótico como se fosse homeopatia e regava-se a horta com pesticida. O avô de uma amiga passava ácido nas pedras de sua propriedade em Angra dos Reis porque achava bonito vê-las lisas. Não havia aquecimento global nem crise de recursos energéticos. O homem ainda era senhor absoluto do próprio destino.
Hoje, a consciência extremada nos obriga ao pessimismo.
As campanhas antifumo, as mutações oriundas de pesticidas, o buraco na camada de ozônio, a seca e as superbactérias tiraram muito da confiança pueril de outrora.
O cinto talvez seja das exigências mais simples da nova era. Ele não impõe que o fumante abandone seu vício, que a mãe tenha paciência com a febre do filho, que o agricultor conviva com as pestes da lavoura nem que se feche a torneira na hora de escovar os dentes.
Puxar a fivela, no meu caso, tornou-se uma ação automática, como virar a chave ou ligar os faróis. O que me tira do sério é ter de levantar o banco para puxar a trava cada vez que entro com meus filhos num táxi.
Fernanda Torres (Veja Rio, ano 24, nº 41, de 8 de outubro de 2014.)
“Raros são os táxis que mantêm os cintos em ordem no banco de trás.” Neste trecho, há o emprego da figura de linguagem chamada de:
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No processo de impressão em 4 cores, é importante manter o controle para não haver saturação de carga de tinta no papel e comprometer o impresso. O valor ideal em percentual de cor em quadricromia NÃO deve ultrapassar:
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Numa situação de temporal com incidência de raios, a providência mais adequada a ser adotada pelo operador do transmissor é:
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O sistema Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) foi estabelecido como instrumento para gerenciar a segurança dos alimentos. De acordo com Silva Júnior (2007), o APPCC está fundamentado nos seguintes princípios:
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