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Homem, de 77 anos, com diagnóstico de neoplasia de cólon e em quimioterapia, apresenta quadro de sepse por MRSA durante período de neutropenia secundária à quimioterapia. Durante o tratamento com cefepime e vancomicina intravenosos, apresentou repetidos quadros de retenção urinária, com necessidade de cateterismo vesical por período de 10 dias, até a reversão do quadro infeccioso. Após recuperação e alta hospitalar, queixa-se apenas de polaciúria, disúria, nictúria e dor pubiana de 12 dias de evolução. Na investigação complementar, 2 culturas de urina espontânea, realizadas com intervalo de 5 dias, foram negativas para bactérias aeróbias e apresentaram crescimento de Candida krusei. Hemoculturas coletadas junto a uroculturas não revelaram crescimento bacteriano ou fúngico.
Leucograma atual apresenta 2.500 leucócitos/mm3 com 30% de células segmentadas e 7% de bastões.
A melhor conduta a ser oferecida é:
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Homem de 37 anos apresenta quadro consumptivo de 60 dias de evolução e é submetido à prova terapêutica com esquema tuberculostático básico recomendado pelo MS Brasil, após investigação diagnóstica apresentar: pesquisa de BAAR negativa em escarro, sorologia anti-HIV não reativa e PCR para tuberculose (Genexpert ©) negativo em escarro. Após 60 dias de tratamento, é chamado ao CMS, pois a cultura de escarro revelou crescimento de Mycobacterium tuberculosis.
A investigação feita pelos agentes comunitários de saúde revela que o indivíduo mora em residência com um dormitório e 4 pessoas:
1- Maria, mãe, de 74 anos, assintomática, e que apresenta sorologia anti-HIV negativa e prova tuberculínica não reatora.
2- Carolina, esposa, de 35 anos, com diagnóstico de artrite reumatoide, sem sintomas respiratórios, e que iniciará tratamento com infliximabe. Radiografia de tórax normal, sorologia anti-HIV negativa e IGRA positivo.
3- Romário, filho, 13 anos, assintomático, radiografia de tórax normal e prova tuberculínica de 12 milímetros.
4- Rogério, filho, 4 anos, que apresenta febre baixa, adinamia e tosse seca há cerca de 20 dias. Radiografia de tórax: opacidade no terço médio direito, associada à massa linfonodal paratraqueal e hilar. Prova tuberculínica de 6 mm.
A conduta recomendada é:
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Mulher de 19 anos, natural do Amazonas, com o diagnóstico de dermatopolimiosite será submetida a tratamento com rituximabe.
Encontra-se assintomática respiratória. Na triagem para início do medicamento, apresenta os seguintes resultados de exames laboratoriais:
Sorologia anti-HIV não reativa; Anti-HCV não reativo; PPD de 11 mm; HBsAg não reativo, anti-HBc reativo, anti-HBs não reativo; Sorologia para hepatite Delta não reativa; IgM e IgG não reativos para Toxoplasma gondii e citomegalovírus; Rx de tórax normal.
A orientação a ser oferecida é:
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Mulher de 62 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus em uso de insulina, apresenta quadro de necrose asséptica de cabeça de fêmur, com indicação de implante de prótese total de quadril. Queixa-se apenas de dor e limitação de movimentos em membros inferiores. Nos exames pré-operatórios, encontram-se os seguintes resultados: “swab nasal: negativo para a presença de MRSA” e “urocultura: crescimento de 106 colônias de Klebsiella pneumoniae produtora de ESBL e sensível apenas à amicacina, piperacilina/tazobactam, ertapenem e meropenem”.
A melhor conduta a ser proposta é:
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Mulher de 36 anos realizou transplante hepático com fígado de doador morto. No transplante, fez profilaxia antibiótica com piperacilina/tazobactan e amicacina pela presença de Klebsiella pneumoniae resistente produtora de carbapenemases em swab retal de rastreamento. Fez adequadas profilaxias para infecções fúngicas e virais. Desenvolveu fístula biliar precoce (quinto dia de pós-operatório) que foi guiada adequadamente para pele. No 15º dia de pós-operatório, desenvolveu quadro febril, sem instabilidade hemodinâmica. Tomografia de abdome mostrou pequena coleção perihepática (3 cm de diâmetro), que foi adequadamente drenada por agulha. Esse material, coletado em frasco de hemocultura apenas para aeróbios, deu crescimento a Enterococcus faecalis e Acinetobacter baumannii.
O antibiograma é apresentado no quadro a seguir:
|
Enterococcus faecalis Interpretação (MIC)* |
Acinetobacter baumannii Interpretação (MIC)* |
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| Amicacina | Intermediário (32) | |
| Ampicilina | Sensível (4) | |
| Cefepima | Resistente (>32) | |
| Ceftazidima | Resistente (>16) | |
| Ciprofloxacina | Resistente (>2) | Resistente (>2) |
| Colistina | Sensível (<=2) | |
| Daptomicina | Sensível (<=1) | |
| Gentamicina | Sensível (4) | |
| Sinergismo gentamicina | Resistente (>500) | |
| Imipenem | Resistente (>8) | |
| Levofloxacina | Resistente (>4) | |
| Linezolida | Sensível (<=1) | |
| Meropenem | Resistente (>8) | |
| Penicilina | Sensível (8) | |
| Rifampicina | Sensível (1) | |
| Sulfa/trimetroprim | Resistente (>4/76) | |
| Teicoplanina | Sensível (<=1) | |
| Tetraciclina | Resistente (>8) | Sensível (<=4) |
| Tobramicina | Sensível (<=2) | |
| Vancomicina | Sensível (1) |
* - unidade = mcg/ml
A melhor opção de antibioticoterapia a ser oferecida é:
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Mulher de 32 anos procura atendimento pré-natal em outubro de 2017. Informa estar com 9 semanas de gestação e ser esta a sua segunda gestação, tendo um filho com 2 anos de idade, nascido em setembro de 2015. Traz exames coletados durante a primeira gestação e exames atuais (coletados 1 semana antes), com os resultados apresentados na tabela a seguir:
| Julho de 2015 | Outubro de 2017 | ||
| 1 | Elisa anti-HIV | Não reativo | Não reativo |
| 2 | Elisa anti-CMV |
IgG reativa, IgM não reativa |
IgG reativa, IgM não reativa |
| 3 | Elisa anti-Toxoplasmose |
IgG reativa, IgM reativa |
IgG reativa, IgM reativa |
| 4 | Elisa para HTLV I/II | Reativo | Reativo |
| 5 | VDRL | Não reativo | Não reativo |
Com o objetivo de reduzir a chance de transmissão materno-infantil de agentes infecciosos, a melhor orientação a ser dada à gestante é:
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A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é capaz de alterar a história natural de outras infecções que eventualmente coexistam em um mesmo paciente. Estas infecções, por vezes, requerem abordagens diagnósticas, terapêuticas ou profiláticas diferentes, quando ocorrem no paciente infectado pelo HIV, daquelas em indivíduos soronegativos.
Assinale a alternativa em que a história natural da infecção listada e uma conduta (terapêutica ou profilática) são modificadas na coinfecção com o HIV.
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O início cada vez mais precoce da terapia antirretroviral (TARV) para pessoas vivendo com HIV e aids (PVHA) vem sendo recomendado, a partir das evidências provenientes de diversos estudos clínicos que demonstram seu impacto favorável. Entre estes estudos encontram-se aqueles baseados em desenhos observacionais e aqueles baseados em ensaios clínicos randomizados.
Assinale a alternativa que associa corretamente o nome do estudo e seus achados.
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Homem de 33 anos, militar, natural do Rio de Janeiro e sediado na Base Aérea do Galeão, refere ter iniciado febre alta (38,9ºC) há “cerca de quatro dias”, acompanhada de cefaleia e “dor no corpo”. Relata que, dois dias após o início do quadro, procurou um médico particular que fez o diagnóstico de “virose” e prescreveu “paracetamol”. Como não obteve melhora e houve persistência da febre, que passou a ser acompanhada de calafrios intensos, procura agora atendimento, em posto médico da base aérea, onde é mantido em observação e são solicitados exames complementares. Nega viagens recentes, contato com pessoas doentes, contato com ratos ou visita à área rural. Nega casos semelhantes no quartel ou na vizinhança de onde reside. Ao exame: mucosas discretamente hipocoradas, hidratado. FR = 18 inc/min, FC = 92 bat/min, PA = 110/70 mmHg, Tax = 38,2°C. Abdome flácido, indolor à palpação, fígado e baço dolorosos, palpáveis a 2 cm do rebordo costal. Para surpresa dos médicos da base aérea, o hemograma do paciente revelou leucocitose discreta, com desvio à esquerda, e presença de hematozoários na distensão sanguínea corada pelo Giemsa, caracterizados pelo técnico do laboratório, como Plasmodium vivax.
Diante das informações contidas na anamnese do paciente em questão, é correto afirmar que:
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Mulher de 26 anos, grávida de quatro meses, procura UBS com queixa de “manchas vermelhas” no corpo há cerca de oito meses. Nega ardência, prurido ou dor locais. Notou que as lesões se tornaram muito mais intensas desde o início da gestação. Ao exame, leve madarose em ambos os supercílios e discreta infiltração dos pavilhões auriculares. Apresenta seis lesões eritemato-acastanhadas, infiltradas, sendo a maior com mais ou menos seis centímetros de diâmetro, localizada na região glútea esquerda. As demais estão distribuídas na face posterior da coxa esquerda, em média com dois centímetros em seu maior diâmetro. Discreto edema de mãos e pés. O exame de sensibilidade nas lesões revelou hipoestesia térmica, dolorosa e tátil. À palpação dos nervos periféricos, observou-se espessamento doloroso do nervo ulnar bilateralmente.
Em relação à abordagem diagnóstica e/ou terapêutica, no contexto descrito, é correto afirmar que:
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