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Foram encontradas 40 questões.

890901 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFRPE
A imagem das gramáticas
Há claros preconceitos em relação às gramáticas. Muitos imaginam que se trata de um campo excessivamente complicado ou apenas chato. As línguas teriam numerosas exceções, e as gramáticas, terminologia demais. Nenhuma das afirmações é verdadeira. Provavelmente, há mais terminologia nas ciências biológicas que na gramática. E a morfologia das plantas talvez seja mais complexa que a das línguas. O que acontece é que não estudamos a flora e a fauna (apenas) para defendê-las, ou para consertá-las, mas para conhecê-las. No entanto, quando estudamos uma gramática (especialmente a gramática de nossa língua), parece que a única vantagem seria preservar a língua – e, eventualmente, nossa nota e nossa cara.
Mas pode-se estudar gramática como se estuda biologia ou física, e não apenas como se estuda etiqueta – que é o reino mais típico do “isso pode, isso não pode, isso pega bem, isso é coisa de caipira”.
O mais importante em relação às gramáticas seria provavelmente deixar claro que o que ocorre com elas ocorre também em outros campos. Por exemplo: podemos estudar o Imposto de Renda do ponto de vista da legislação (como os contribuintes devem comportar-se) e do ponto de vista dos fatos (quais são os montantes pagos, quem paga mais, quem paga menos, quais os macetes para fazer uma declaração de renda favorável etc.). Podemos estudar anatomia para saber como são compostos os corpos, mas também podemos dedicar-nos à postura e a seus efeitos sobre saúde e elegância.
Outra simplificação: em geral, esperamos que alguém que sabe gramática tenha todas as respostas. Por razões que seria interessante analisar, ouvimos todos os dias economistas cheios de dúvidas, meteorologistas que não fazem previsões arriscadas, médicos que dizem que cada caso é um caso e que aguardam para ver se a medicação produzirá ou não o efeito esperado. (...)
Por que esperaríamos que os gramáticos – ou os professores de português – devem saber tudo, e de improviso? De fato, supomos que as gramáticas têm pouco a ver com as línguas. Se imaginássemos que as línguas são objetos complexos, tanto quanto a genética, ou mais, que estão sempre em construção, são faladas e eventualmente escritas, e que pode ser interessante conhecer como funcionam, compará-las, especular sobre suas relações com cérebro e mente, por um lado, e com a cultura, por outro, talvez o campo nos parecesse mais interessante. (...)
Em resumo: pode-se estudar gramática para corrigir traços da linguagem. Mas pode-se estudar gramática(s) para conhecer alguma coisa sobre as propriedades das línguas.
(Sírio Possenti. Questões de linguagem – passeio gramatical dirigido.
São Paulo: Parábola. 2011, p. 21-23. Adaptado.)
Pelos sentidos das expressões sublinhadas em: “pode ser interessante conhecer como [as línguas] funcionam, compará-las, especular sobre suas relações com cérebro e mente, por um lado, e com a cultura, por outro”, é correto concluir que as línguas são:
 

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884533 Ano: 2012
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFRPE
É vedado ao servidor público, de acordo com seu Código de Ética Profissional:
1) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com erro ou infração ao seu Código de Ética.
2) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função.
3) prejudicar, sem intenção, a reputação de outros servidores ou de cidadãos que dele dependem.
4) alterar ou deturpar o teor de documento que deva encaminhar para providências.
5) desviar o servidor público para atendimento a interesse particular.
Estão corretas apenas
 

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740210 Ano: 2012
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFRPE
Um cartão de crédito cobra juros cumulativos de 14% ao mês. Em quantos anos, um débito de R$ 1,00 neste cartão se transforma em uma dívida de R$ 12.500,00?
Dado: use a aproximação 1,1472 ≈ 12.500.
 

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717763 Ano: 2012
Disciplina: Matemática
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFRPE
Viajando 5 horas por dia, a uma velocidade média de 80 km/h, um transportador entrega uma carga em 21 dias. Quantas horas por dia ele deveria viajar para entregar essa carga em 15 dias, a uma velocidade média de 70 km/h?
 

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681187 Ano: 2012
Disciplina: Administração Geral
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFRPE
É um fenômeno social que ocorre exclusivamente em grupos sociais, como uma influência interpessoal exercida em uma dada situação e dirigida pelo processo de comunicação humana para a consecução de um ou mais objetivos específicos.
 

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681093 Ano: 2012
Disciplina: Informática
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFRPE
Tem por finalidade copiar a formatação do texto ou gráfico, selecionado, e aplicá-la em outras partes de um documento. Estamos falando da ferramenta do aplicativo Word 2007:
 

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659928 Ano: 2012
Disciplina: Administração Geral
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFRPE
São consideradas barreiras na comunicação:
1) diálogo coletivo.
2) egocentrismo.
3) influências de preconceitos e estereótipos.
4) respeito às opiniões e atitudes entre emissor e receptor.
5) inibição do receptor em relação ao emissor e vice-versa.
Estão corretas:
 

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633777 Ano: 2012
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFRPE
Qual o prazo máximo a ser autorizado para afastamento de um servidor que irá realizar estudos em doutoramento se seu horário para esta capacitação inviabilizar o cumprimento de sua jornada de trabalho normal?
 

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597296 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFRPE
A imagem das gramáticas
Há claros preconceitos em relação às gramáticas. Muitos imaginam que se trata de um campo excessivamente complicado ou apenas chato. As línguas teriam numerosas exceções, e as gramáticas, terminologia demais. Nenhuma das afirmações é verdadeira. Provavelmente, há mais terminologia nas ciências biológicas que na gramática. E a morfologia das plantas talvez seja mais complexa que a das línguas. O que acontece é que não estudamos a flora e a fauna (apenas) para defendê-las, ou para consertá-las, mas para conhecê-las. No entanto, quando estudamos uma gramática (especialmente a gramática de nossa língua), parece que a única vantagem seria preservar a língua – e, eventualmente, nossa nota e nossa cara.
Mas pode-se estudar gramática como se estuda biologia ou física, e não apenas como se estuda etiqueta – que é o reino mais típico do “isso pode, isso não pode, isso pega bem, isso é coisa de caipira”.
O mais importante em relação às gramáticas seria provavelmente deixar claro que o que ocorre com elas ocorre também em outros campos. Por exemplo: podemos estudar o Imposto de Renda do ponto de vista da legislação (como os contribuintes devem comportar-se) e do ponto de vista dos fatos (quais são os montantes pagos, quem paga mais, quem paga menos, quais os macetes para fazer uma declaração de renda favorável etc.). Podemos estudar anatomia para saber como são compostos os corpos, mas também podemos dedicar-nos à postura e a seus efeitos sobre saúde e elegância.
Outra simplificação: em geral, esperamos que alguém que sabe gramática tenha todas as respostas. Por razões que seria interessante analisar, ouvimos todos os dias economistas cheios de dúvidas, meteorologistas que não fazem previsões arriscadas, médicos que dizem que cada caso é um caso e que aguardam para ver se a medicação produzirá ou não o efeito esperado. (...)
Por que esperaríamos que os gramáticos – ou os professores de português – devem saber tudo, e de improviso? De fato, supomos que as gramáticas têm pouco a ver com as línguas. Se imaginássemos que as línguas são objetos complexos, tanto quanto a genética, ou mais, que estão sempre em construção, são faladas e eventualmente escritas, e que pode ser interessante conhecer como funcionam, compará-las, especular sobre suas relações com cérebro e mente, por um lado, e com a cultura, por outro, talvez o campo nos parecesse mais interessante. (...)
Em resumo: pode-se estudar gramática para corrigir traços da linguagem. Mas pode-se estudar gramática(s) para conhecer alguma coisa sobre as propriedades das línguas.
(Sírio Possenti. Questões de linguagem – passeio gramatical dirigido.
São Paulo: Parábola. 2011, p. 21-23. Adaptado.)
O tema central à volta do qual se desenvolve o Texto pode-se resumir no seguinte:
 

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387530 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFRPE
A imagem das gramáticas
Há claros preconceitos em relação às gramáticas. Muitos imaginam que se trata de um campo excessivamente complicado ou apenas chato. As línguas teriam numerosas exceções, e as gramáticas, terminologia demais. Nenhuma das afirmações é verdadeira. Provavelmente, há mais terminologia nas ciências biológicas que na gramática. E a morfologia das plantas talvez seja mais complexa que a das línguas. O que acontece é que não estudamos a flora e a fauna (apenas) para defendê-las, ou para consertá-las, mas para conhecê-las. No entanto, quando estudamos uma gramática (especialmente a gramática de nossa língua), parece que a única vantagem seria preservar a língua – e, eventualmente, nossa nota e nossa cara.
Mas pode-se estudar gramática como se estuda biologia ou física, e não apenas como se estuda etiqueta – que é o reino mais típico do “isso pode, isso não pode, isso pega bem, isso é coisa de caipira”.
O mais importante em relação às gramáticas seria provavelmente deixar claro que o que ocorre com elas ocorre também em outros campos. Por exemplo: podemos estudar o Imposto de Renda do ponto de vista da legislação (como os contribuintes devem comportar-se) e do ponto de vista dos fatos (quais são os montantes pagos, quem paga mais, quem paga menos, quais os macetes para fazer uma declaração de renda favorável etc.). Podemos estudar anatomia para saber como são compostos os corpos, mas também podemos dedicar-nos à postura e a seus efeitos sobre saúde e elegância.
Outra simplificação: em geral, esperamos que alguém que sabe gramática tenha todas as respostas. Por razões que seria interessante analisar, ouvimos todos os dias economistas cheios de dúvidas, meteorologistas que não fazem previsões arriscadas, médicos que dizem que cada caso é um caso e que aguardam para ver se a medicação produzirá ou não o efeito esperado. (...)
Por que esperaríamos que os gramáticos – ou os professores de português – devem saber tudo, e de improviso? De fato, supomos que as gramáticas têm pouco a ver com as línguas. Se imaginássemos que as línguas são objetos complexos, tanto quanto a genética, ou mais, que estão sempre em construção, são faladas e eventualmente escritas, e que pode ser interessante conhecer como funcionam, compará-las, especular sobre suas relações com cérebro e mente, por um lado, e com a cultura, por outro, talvez o campo nos parecesse mais interessante. (...)
Em resumo: pode-se estudar gramática para corrigir traços da linguagem. Mas pode-se estudar gramática(s) para conhecer alguma coisa sobre as propriedades das línguas.
(Sírio Possenti. Questões de linguagem – passeio gramatical dirigido.
São Paulo: Parábola. 2011, p. 21-23. Adaptado.)
Observe alguns trechos do Texto e analise os comentários que são feitos em relação a cada um deles.
1) “Mas pode-se estudar gramática como se estuda biologia ou física, e não apenas como se estuda etiqueta.” (Os conectivos sublinhados têm um sentido de causalidade.)
2) “Podemos estudar anatomia para saber como são compostos os corpos”. (O conectivo sublinhado tem um valor de comparação.)
3) “As línguas teriam numerosas exceções, e as gramáticas, terminologia demais.” (A segunda vírgula indica a elipse de um verbo.)
4) “O que acontece é que não estudamos a flora e a fauna (apenas) para defendê-las, ou para consertá-las, mas para conhecê-las.” (Os pronomes destacados retomam um mesmo conjunto de termos já referido no texto.)
5)No entanto, quando estudamos uma gramática (...) parece que a única vantagem seria preservar a língua”. (O conectivo sublinhado estabelece uma relação de oposição com o trecho precedente.)
Estão corretos os comentários em:
 

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