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1429597 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

A linguagem da física

Adilson de Oliveira

Uma das mais importantes características humanas é a capacidade de nos

comunicarmos, pois, por meio desse processo, a inteligência se manifesta. Existem evidências

de que outros animais se comunicam entre si, como baleias e golfinhos; mas, até onde

sabemos, somos os únicos seres do universo que expressam pensamentos de forma

complexa por meio de sons, gestos, pinturas, escrita etc. Em particular, no que se refere à

comunicação oral, estima-se a existência de cerca de 7 mil idiomas. O mais falado no mundo é

o mandarim, com mais de 1 bilhão e 300 milhões de falantes. A língua portuguesa, falada por

quase 230 milhões de pessoas, está entre a quinta e a sexta posição.

Em cada idioma já foram expressas belíssimas ideias que ficaram eternizadas em

diferentes obras literárias. A bela peça Hamlet, escrita em inglês por William Shakespeare, a

envolvente narração em espanhol de Dom Quixote de la Mancha, feita por Miguel de

Cervantes, e os grandiosos poemas épicos, como Os Lusíadas, de Luís de Camões (em

português), e Divina Comédia, de Dante Alighieri (em italiano), são apenas alguns exemplos

de grandes produções do pensamento humano. Nessas obras, encontramos a maneira como

esses autores veem o mundo por meio de suas narrativas.

Da mesma forma, a ciência tem seu próprio “idioma” para descrever a natureza. Em

especial, a física tem uma maneira particular de narrar os fenômenos naturais. Essas

narrativas acabam se modificando ao longo do tempo, assim como as próprias línguas, tanto

pela evolução do pensamento como pelas descobertas de novos fenômenos, que, para serem

explicados, levam a grandes revoluções no modo de pensar.

Toda língua moderna tem o seu alfabeto e as suas regras gramaticais, que nos

permitem expressar as nossas ideias. Na física, a matemática é uma das maneiras usadas

para expressar seus conceitos e teorias. Devido à sua estrutura lógica, a matemática garante a

demonstração de determinados conceitos de modo absolutamente preciso e é capaz de levar

a formas de pensamento que a nossa linguagem humana cotidiana não consegue expressar.

[...]

Mas a física não é apenas a descrição da natureza a partir de equações matemáticas.

Seu roteiro para explicar o universo também depende de princípios fundamentais aplicados a

diversas situações. As teorias físicas têm como pano de fundo os chamados princípios de

conservação, que são associados à conservação da energia, da quantidade de movimento, do

momento angular, da carga elétrica, entre outros. Por exemplo, verifica-se que, em qualquer

processo, a energia total é conservada, ou seja, nunca é criada ou destruída, mas pode ser

transformada. Com base nessa ideia, foi possível elaborar diferentes descrições dos

fenômenos físicos.

O físico e astrônomo italiano Galileu Galilei, um dos fundadores da física e da

astronomia modernas e também um dos grandes defensores do método científico, disse: “O

livro da natureza está escrito em caracteres matemáticos… sem um conhecimento dos

mesmos, os homens não poderão compreendê-lo” (tradução livre). A afirmação reflete bem a

percepção de que, para podermos expressar certas ideias e conceitos, é necessário conhecer

de maneira adequada o idioma no qual eles estão escritos. Nesse caso, a física, por meio da

matemática, consegue descrever o nosso universo de modo fundamental, mesmo não

respondendo a todas as perguntas. Ainda serão escritos muitos “poemas” e “narrativas”

(teorias) na física, por meio do seu “idioma” (matemática), e eles continuarão nos encantando,

assim como as grandes produções literárias.

Disponível em: http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2727/n/a_linguagem_da_fisica. [Adaptado]. Acesso em: 21 set. 20

Segundo o Texto 2, é correto afirmar que:
 

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1429596 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Violinos modernos batem Stradivarius
Violinos italianos antigos, como os Stradivarius, são caríssimos e considerados os melhores do mundo. Confeccionados artesanalmente nos séculos XVII e XVIII, eles gerariam notas mais precisas e alcançariam tons irreprodutíveis por instrumentos modernos.
Um estudo desenvolvido pelo luthier americano Joseph Curtin e a engenheira acústica Claudia Fritz, da Universidade Pierre e Marie Curie, coloca essa percepção arraigada à prova.
Em testes cegos envolvendo oito violinistas e cento e quarenta ouvintes experientes em salas de concertos de Paris e Nova York, eles compararam a qualidade do som do Stradivarius com o de violinos atuais.
Nesses testes, os instrumentos foram tocados por solistas vendados, que estavam escondidos atrás de uma tela acústica. A maioria dos músicos não soube dizer se tinha tocado um instrumento novo ou um antigo, mas preferiu os violinos modernos ao Stradivarius.
Também os ouvintes na plateia – músicos, críticos musicais, luthiers e engenheiros acústicos – foram incapazes de distinguir o som produzido pelos instrumentos.
Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/06/20/violinos-modernos-batem-stradivarius>.
[Adaptado]. Acesso em: 17 set. 2017.
Considerando o experimento descrito no Texto, é correto afirmar que:
 

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1426652 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Encontrado no Marrocos, o mais antigo fóssil humano tem 300 mil anos
Com novos métodos, cientistas fizeram datação mais precisa de pelo menos cinco esqueletos de Homo sapiens; descoberta antecipa início da história da espécie em pelo menos 100 mil anos.
Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo – 7 de junho de 2017 | 14h
Um grupo internacional de cientistas descobriu no Marrocos pelo menos cinco fósseis humanos de pelo menos 300 mil anos, cercados de ferramentas de pedra e restos de animais. A descoberta, revelada em dois artigos publicados na edição de hoje da revista Nature, antecipa em pelo menos 100 mil anos a mais antiga evidência fóssil já registrada da espécie Homo sapiens.
De acordo com os autores dos estudos, a descoberta revela que a espécie humana tem uma história evolutiva muito mais complexa do que se imaginava, envolvendo provavelmente todo o continente africano. O fóssil humano mais antigo encontrado já registrado até agora tinha 195 mil anos e havia sido desenterrado no leste da África, em Omo Kibish, na Etiópia.
“Acreditávamos que o berço da humanidade havia sido o leste da África, há 200 mil anos, mas nossos novos dados revelam que o Homo sapiens já havia se espalhado por todo o continente africano há cerca de 300 mil anos”, disse o autor principal da pesquisa, o paleoantropólogo Jean-Jacques Hublin, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig (Alemanha).
A descoberta foi feita em Jebel Irhoud, no oeste do Marrocos, onde haviam sido encontrados, desde a década de 1960, seis fósseis humanos e diversos artefatos da Idade da Pedra, mas a idade dos fósseis permanecia incerta.
Um novo projeto de escavação em Jebel Irhoud, iniciado em 2004, revelou 16 novos fósseis de Homo sapiens, envolvendo crânios, dentes e ossos longos de pelo menos cinco indivíduos. As escavações foram lideradas por Hublin e por Abdelouahed Ben-Ncer, do Instituto Nacional de Arqueologia e Patrimônio do Marrocos, sediado em Rabat.
Os cientistas conseguiram precisar a cronologia dos fósseis graças à tecnologia. Eles utilizaram um método de datação por termoluminescência em pedras de sílex encontradas nos mesmos depósitos.
“Sítios bem datados dessa época são excepcionalmente raros na África, mas nós tivemos sorte, já que vários dos artefatos de sílex de Jebel Irhoud foram aquecidos no passado. Isso nos permitiu aplicar os métodos de datação por termoluminescência nesses artefatos, para estabelecer uma cronologia consistente para os novos fósseis e para as camadas de solo que os cobriam”, explicou o especialista em geocronologia Daniel Richter, do Instituto Max Planck.
Além da datação por meio dos artefatos de pedra, os cientistas conseguiram refazer o cálculo direto da idade de três mandíbulas encontradas em Jebel Irhoud na década de 1960.
Essas mandíbulas haviam sido anteriormente datadas em 160 mil anos, com um método por ressonância paramagnética eletrônica.
No novo estudo, porém, os cientistas aprimoraram o método e recalcularam a idade dos fósseis, encontrando um resultado coerente com as datações por termoluminescência: eles tinham quase o dobro da idade estimada inicialmente. “Utilizamos métodos de datação de última geração e adotamos as abordagens mais conservadoras para determinar a idade com precisão”, disse Richter.
Além de revelarem que o Homo sapiens é 100 mil anos mais antigo do que se pensava, os novos estudos revelaram também o cardápio dos humanos há 300 mil anos, que era composto por muita carne de gazela, alguma carne de gnu e de zebra, eventualmente ovos de avestruzes, além de antílopes, búfalos, porcos-espinho, lebres, tartarugas, moluscos de água doce e serpentes.
De acordo com a paleoantropóloga Teresa Steele, da Universidade de Califórnia Davis, foram encontrados em Jebel Irhoud centenas de ossos de animais fossilizados e 472 espécies deles foram identificadas. Foram também observadas marcas de cortes nos ossos, indicando que suas medulas haviam sido utilizadas como alimento por humanos.
“Realmente parece que essas pessoas gostavam de caçar. A dispersão do Homo sapiens por toda a África há 300 mil anos é provavelmente resultado de mudanças na biologia e no comportamento da espécie”, disse Teresa.
As ferramentas de pedra encontradas em Jebel Irhoud eram feitas de sílex de alta qualidade, “importadas” para o sítio, de acordo com o paleoantropólogo Shannon McPherron, do Instituto Max Planck. Segundo ele, os machados, ferramentas frequentemente encontradas em outros sítios antigos, não estavam presentes em Jebel Irhoud. Mas a maior parte dos utensílios encontrados ali também existiram por toda a África na metade da Idade da Pedra.
“Os artefatos de pedra de Jebel Irhoud parecem muito semelhantes aos encontrados no leste e no sul da África. É provável que as inovações tecnológicas da metade da Idade da Pedra estejam ligadas ao surgimento do Homo sapiens”, afirmou McPherron.
Glossário:
Sílex: rocha sedimentar silicatada, constituída de quartzo criptocristalino, muito dura e com densidade elevada.
Termoluminescência: luminescência que ocorre em alguns materiais quando aquecidos. É particularmente útil na datação arqueológica.
Disponível em: <http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,encontrado-no-marrocos-
mais-antigo-fossil-humano-tem-mais-de-300-mil-anos,700018 29124>.
[Adaptado]. Acesso em: 14 set. 2017.
Qual alternativa melhor exprime a ideia principal do Texto ?
 

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1426651 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Encontrado no Marrocos, o mais antigo fóssil humano tem 300 mil anos
Com novos métodos, cientistas fizeram datação mais precisa de pelo menos cinco esqueletos de Homo sapiens; descoberta antecipa início da história da espécie em pelo menos 100 mil anos.
Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo – 7 de junho de 2017 | 14h
Um grupo internacional de cientistas descobriu no Marrocos pelo menos cinco fósseis humanos de pelo menos 300 mil anos, cercados de ferramentas de pedra e restos de animais. A descoberta, revelada em dois artigos publicados na edição de hoje da revista Nature, antecipa em pelo menos 100 mil anos a mais antiga evidência fóssil já registrada da espécie Homo sapiens.
De acordo com os autores dos estudos, a descoberta revela que a espécie humana tem uma história evolutiva muito mais complexa do que se imaginava, envolvendo provavelmente todo o continente africano. O fóssil humano mais antigo encontrado já registrado até agora tinha 195 mil anos e havia sido desenterrado no leste da África, em Omo Kibish, na Etiópia.
“Acreditávamos que o berço da humanidade havia sido o leste da África, há 200 mil anos, mas nossos novos dados revelam que o Homo sapiens já havia se espalhado por todo o continente africano há cerca de 300 mil anos”, disse o autor principal da pesquisa, o paleoantropólogo Jean-Jacques Hublin, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig (Alemanha).
A descoberta foi feita em Jebel Irhoud, no oeste do Marrocos, onde haviam sido encontrados, desde a década de 1960, seis fósseis humanos e diversos artefatos da Idade da Pedra, mas a idade dos fósseis permanecia incerta.
Um novo projeto de escavação em Jebel Irhoud, iniciado em 2004, revelou 16 novos fósseis de Homo sapiens, envolvendo crânios, dentes e ossos longos de pelo menos cinco indivíduos. As escavações foram lideradas por Hublin e por Abdelouahed Ben-Ncer, do Instituto Nacional de Arqueologia e Patrimônio do Marrocos, sediado em Rabat.
Os cientistas conseguiram precisar a cronologia dos fósseis graças à tecnologia. Eles utilizaram um método de datação por termoluminescência em pedras de sílex encontradas nos mesmos depósitos.
“Sítios bem datados dessa época são excepcionalmente raros na África, mas nós tivemos sorte, já que vários dos artefatos de sílex de Jebel Irhoud foram aquecidos no passado. Isso nos permitiu aplicar os métodos de datação por termoluminescência nesses artefatos, para estabelecer uma cronologia consistente para os novos fósseis e para as camadas de solo que os cobriam”, explicou o especialista em geocronologia Daniel Richter, do Instituto Max Planck.
Além da datação por meio dos artefatos de pedra, os cientistas conseguiram refazer o cálculo direto da idade de três mandíbulas encontradas em Jebel Irhoud na década de 1960.
Essas mandíbulas haviam sido anteriormente datadas em 160 mil anos, com um método por ressonância paramagnética eletrônica.
No novo estudo, porém, os cientistas aprimoraram o método e recalcularam a idade dos fósseis, encontrando um resultado coerente com as datações por termoluminescência: eles tinham quase o dobro da idade estimada inicialmente. “Utilizamos métodos de datação de última geração e adotamos as abordagens mais conservadoras para determinar a idade com precisão”, disse Richter.
Além de revelarem que o Homo sapiens é 100 mil anos mais antigo do que se pensava, os novos estudos revelaram também o cardápio dos humanos há 300 mil anos, que era composto por muita carne de gazela, alguma carne de gnu e de zebra, eventualmente ovos de avestruzes, além de antílopes, búfalos, porcos-espinho, lebres, tartarugas, moluscos de água doce e serpentes.
De acordo com a paleoantropóloga Teresa Steele, da Universidade de Califórnia Davis, foram encontrados em Jebel Irhoud centenas de ossos de animais fossilizados e 472 espécies deles foram identificadas. Foram também observadas marcas de cortes nos ossos, indicando que suas medulas haviam sido utilizadas como alimento por humanos.
“Realmente parece que essas pessoas gostavam de caçar. A dispersão do Homo sapiens por toda a África há 300 mil anos é provavelmente resultado de mudanças na biologia e no comportamento da espécie”, disse Teresa.
As ferramentas de pedra encontradas em Jebel Irhoud eram feitas de sílex de alta qualidade, “importadas” para o sítio, de acordo com o paleoantropólogo Shannon McPherron, do Instituto Max Planck. Segundo ele, os machados, ferramentas frequentemente encontradas em outros sítios antigos, não estavam presentes em Jebel Irhoud. Mas a maior parte dos utensílios encontrados ali também existiram por toda a África na metade da Idade da Pedra.
“Os artefatos de pedra de Jebel Irhoud parecem muito semelhantes aos encontrados no leste e no sul da África. É provável que as inovações tecnológicas da metade da Idade da Pedra estejam ligadas ao surgimento do Homo sapiens”, afirmou McPherron.
Glossário:
Sílex: rocha sedimentar silicatada, constituída de quartzo criptocristalino, muito dura e com densidade elevada.
Termoluminescência: luminescência que ocorre em alguns materiais quando aquecidos. É particularmente útil na datação arqueológica.
Disponível em: <http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,encontrado-no-marrocos-
mais-antigo-fossil-humano-tem-mais-de-300-mil-anos,700018 29124>.
[Adaptado]. Acesso em: 14 set. 2017.
Considerando o Texto, é correto afirmar que:
 

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1426650 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

A linguagem da física

Adilson de Oliveira

Uma das mais importantes características humanas é a capacidade de nos

comunicarmos, pois, por meio desse processo, a inteligência se manifesta. Existem evidências

de que outros animais se comunicam entre si, como baleias e golfinhos; mas, até onde

sabemos, somos os únicos seres do universo que expressam pensamentos de forma

complexa por meio de sons, gestos, pinturas, escrita etc. Em particular, no que se refere à

comunicação oral, estima-se a existência de cerca de 7 mil idiomas. O mais falado no mundo é

o mandarim, com mais de 1 bilhão e 300 milhões de falantes. A língua portuguesa, falada por

quase 230 milhões de pessoas, está entre a quinta e a sexta posição.

Em cada idioma já foram expressas belíssimas ideias que ficaram eternizadas em

diferentes obras literárias. A bela peça Hamlet, escrita em inglês por William Shakespeare, a

envolvente narração em espanhol de Dom Quixote de la Mancha, feita por Miguel de

Cervantes, e os grandiosos poemas épicos, como Os Lusíadas, de Luís de Camões (em

português), e Divina Comédia, de Dante Alighieri (em italiano), são apenas alguns exemplos

de grandes produções do pensamento humano. Nessas obras, encontramos a maneira como

esses autores veem o mundo por meio de suas narrativas.

Da mesma forma, a ciência tem seu próprio “idioma” para descrever a natureza. Em

especial, a física tem uma maneira particular de narrar os fenômenos naturais. Essas

narrativas acabam se modificando ao longo do tempo, assim como as próprias línguas, tanto

pela evolução do pensamento como pelas descobertas de novos fenômenos, que, para serem

explicados, levam a grandes revoluções no modo de pensar.

Toda língua moderna tem o seu alfabeto e as suas regras gramaticais, que nos

permitem expressar as nossas ideias. Na física, a matemática é uma das maneiras usadas

para expressar seus conceitos e teorias. Devido à sua estrutura lógica, a matemática garante a

demonstração de determinados conceitos de modo absolutamente preciso e é capaz de levar

a formas de pensamento que a nossa linguagem humana cotidiana não consegue expressar.

[...]

Mas a física não é apenas a descrição da natureza a partir de equações matemáticas.

Seu roteiro para explicar o universo também depende de princípios fundamentais aplicados a

diversas situações. As teorias físicas têm como pano de fundo os chamados princípios de

conservação, que são associados à conservação da energia, da quantidade de movimento, do

momento angular, da carga elétrica, entre outros. Por exemplo, verifica-se que, em qualquer

processo, a energia total é conservada, ou seja, nunca é criada ou destruída, mas pode ser

transformada. Com base nessa ideia, foi possível elaborar diferentes descrições dos

fenômenos físicos.

O físico e astrônomo italiano Galileu Galilei, um dos fundadores da física e da

astronomia modernas e também um dos grandes defensores do método científico, disse: “O

livro da natureza está escrito em caracteres matemáticos… sem um conhecimento dos

mesmos, os homens não poderão compreendê-lo” (tradução livre). A afirmação reflete bem a

percepção de que, para podermos expressar certas ideias e conceitos, é necessário conhecer

de maneira adequada o idioma no qual eles estão escritos. Nesse caso, a física, por meio da

matemática, consegue descrever o nosso universo de modo fundamental, mesmo não

respondendo a todas as perguntas. Ainda serão escritos muitos “poemas” e “narrativas”

(teorias) na física, por meio do seu “idioma” (matemática), e eles continuarão nos encantando,

assim como as grandes produções literárias.

Disponível em: http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2727/n/a_linguagem_da_fisica. [Adaptado]. Acesso em: 21 set. 20

Considere as seguintes afirmativas, referentes ao Texto 2, e assinale a alternativa correta.

I. Não apenas os seres humanos, mas também animais de variadas espécies se comunicam entre si por meio de um sistema complexo de sons e gestos.

II. Diferentes obras literárias descrevem belas ideias por meio de um único idioma, que é universal e se refere à comunicação oral.

III. A física, uma ciência exata, permite que a descrição dos fenômenos naturais se modifique no tempo, ainda que empregue a matemática como o seu “idioma”.

IV. As ideias e conceitos podem ser expressos por meio de linguagem específica, a partir do domínio de suas regras.

 

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1142303 Ano: 2018
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Provas:
Sobre bancos de dados relacionais, é correto afirmar que:
 

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1142302 Ano: 2018
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Provas:

A respeito de normalização de dados, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Uma tabela na primeira forma normal não pode apresentar campos multivalorados.

II. Uma tabela na primeira forma normal pode apresentar tabelas aninhadas.

III. Uma tabela na segunda forma normal não pode apresentar chave primária composta.

IV. Uma tabela na terceira forma normal não pode apresentar dois ou mais campos que não façam parte da chave primária.

 

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1142300 Ano: 2018
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Provas:
Sobre o Modelo de Entidade-Relacionamento (MER), é correto afirmar que:
 

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1142299 Ano: 2018
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Provas:

Considere as seguintes tabelas de um banco de dados relacional, nas quais são armazenados dados referentes aos funcionários de uma empresa de software:

Programador (Cod-P, Nome, DataContrato, Cod-G)

Gerente (Cod-G, Nome, DataContrato)

A chave primária da tabela Programador é o atributo Cod-P, e a chave primária da tabela Gerente é o atributo Cod-G. O atributo Cod-G na tabela Programador é uma chave estrangeira para a tabela Gerente, indicando o gerente responsável pelo projeto no qual o programador está alocado. O atributo DataContrato, presente nas duas tabelas, indica a data em que o funcionário foi contratado pela empresa. Considere, ainda, a seguinte consulta sobre esse banco de dados: “Buscar os nomes dos programadores que foram contratados há mais tempo pela empresa do que o gerente do projeto no qual estão alocados”. A alternativa que expressa corretamente essa consulta, na linguagem SQL, é:

 

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1142295 Ano: 2018
Disciplina: TI - Sistemas Operacionais
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Provas:

Sobre comandos do sistema operacional Linux (Ubuntu 16.04), analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O comando “sed -i -e 's/foo/bar/g' arquivo.txt” substitui a primeira ocorrência da string foo pela string bar.

II. Com o comando lsof podemos listar as conexões TCP estabelecidas no momento.

III. Usando Bash, o comando set lista todas as variáveis de ambiente.

 

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