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A linguagem da física
Adilson de Oliveira
Uma das mais importantes características humanas é a capacidade de nos
comunicarmos, pois, por meio desse processo, a inteligência se manifesta. Existem evidências
de que outros animais se comunicam entre si, como baleias e golfinhos; mas, até onde
sabemos, somos os únicos seres do universo que expressam pensamentos de forma
complexa por meio de sons, gestos, pinturas, escrita etc. Em particular, no que se refere à
comunicação oral, estima-se a existência de cerca de 7 mil idiomas. O mais falado no mundo é
o mandarim, com mais de 1 bilhão e 300 milhões de falantes. A língua portuguesa, falada por
quase 230 milhões de pessoas, está entre a quinta e a sexta posição.
Em cada idioma já foram expressas belíssimas ideias que ficaram eternizadas em
diferentes obras literárias. A bela peça Hamlet, escrita em inglês por William Shakespeare, a
envolvente narração em espanhol de Dom Quixote de la Mancha, feita por Miguel de
Cervantes, e os grandiosos poemas épicos, como Os Lusíadas, de Luís de Camões (em
português), e Divina Comédia, de Dante Alighieri (em italiano), são apenas alguns exemplos
de grandes produções do pensamento humano. Nessas obras, encontramos a maneira como
esses autores veem o mundo por meio de suas narrativas.
Da mesma forma, a ciência tem seu próprio “idioma” para descrever a natureza. Em
especial, a física tem uma maneira particular de narrar os fenômenos naturais. Essas
narrativas acabam se modificando ao longo do tempo, assim como as próprias línguas, tanto
pela evolução do pensamento como pelas descobertas de novos fenômenos, que, para serem
explicados, levam a grandes revoluções no modo de pensar.
Toda língua moderna tem o seu alfabeto e as suas regras gramaticais, que nos
permitem expressar as nossas ideias. Na física, a matemática é uma das maneiras usadas
para expressar seus conceitos e teorias. Devido à sua estrutura lógica, a matemática garante a
demonstração de determinados conceitos de modo absolutamente preciso e é capaz de levar
a formas de pensamento que a nossa linguagem humana cotidiana não consegue expressar.
[...]
Mas a física não é apenas a descrição da natureza a partir de equações matemáticas.
Seu roteiro para explicar o universo também depende de princípios fundamentais aplicados a
diversas situações. As teorias físicas têm como pano de fundo os chamados princípios de
conservação, que são associados à conservação da energia, da quantidade de movimento, do
momento angular, da carga elétrica, entre outros. Por exemplo, verifica-se que, em qualquer
processo, a energia total é conservada, ou seja, nunca é criada ou destruída, mas pode ser
transformada. Com base nessa ideia, foi possível elaborar diferentes descrições dos
fenômenos físicos.
O físico e astrônomo italiano Galileu Galilei, um dos fundadores da física e da
astronomia modernas e também um dos grandes defensores do método científico, disse: “O
livro da natureza está escrito em caracteres matemáticos… sem um conhecimento dos
mesmos, os homens não poderão compreendê-lo” (tradução livre). A afirmação reflete bem a
percepção de que, para podermos expressar certas ideias e conceitos, é necessário conhecer
de maneira adequada o idioma no qual eles estão escritos. Nesse caso, a física, por meio da
matemática, consegue descrever o nosso universo de modo fundamental, mesmo não
respondendo a todas as perguntas. Ainda serão escritos muitos “poemas” e “narrativas”
(teorias) na física, por meio do seu “idioma” (matemática), e eles continuarão nos encantando,
assim como as grandes produções literárias.
Disponível em: http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2727/n/a_linguagem_da_fisica. [Adaptado]. Acesso em: 21 set. 20
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A linguagem da física
Adilson de Oliveira
Uma das mais importantes características humanas é a capacidade de nos
comunicarmos, pois, por meio desse processo, a inteligência se manifesta. Existem evidências
de que outros animais se comunicam entre si, como baleias e golfinhos; mas, até onde
sabemos, somos os únicos seres do universo que expressam pensamentos de forma
complexa por meio de sons, gestos, pinturas, escrita etc. Em particular, no que se refere à
comunicação oral, estima-se a existência de cerca de 7 mil idiomas. O mais falado no mundo é
o mandarim, com mais de 1 bilhão e 300 milhões de falantes. A língua portuguesa, falada por
quase 230 milhões de pessoas, está entre a quinta e a sexta posição.
Em cada idioma já foram expressas belíssimas ideias que ficaram eternizadas em
diferentes obras literárias. A bela peça Hamlet, escrita em inglês por William Shakespeare, a
envolvente narração em espanhol de Dom Quixote de la Mancha, feita por Miguel de
Cervantes, e os grandiosos poemas épicos, como Os Lusíadas, de Luís de Camões (em
português), e Divina Comédia, de Dante Alighieri (em italiano), são apenas alguns exemplos
de grandes produções do pensamento humano. Nessas obras, encontramos a maneira como
esses autores veem o mundo por meio de suas narrativas.
Da mesma forma, a ciência tem seu próprio “idioma” para descrever a natureza. Em
especial, a física tem uma maneira particular de narrar os fenômenos naturais. Essas
narrativas acabam se modificando ao longo do tempo, assim como as próprias línguas, tanto
pela evolução do pensamento como pelas descobertas de novos fenômenos, que, para serem
explicados, levam a grandes revoluções no modo de pensar.
Toda língua moderna tem o seu alfabeto e as suas regras gramaticais, que nos
permitem expressar as nossas ideias. Na física, a matemática é uma das maneiras usadas
para expressar seus conceitos e teorias. Devido à sua estrutura lógica, a matemática garante a
demonstração de determinados conceitos de modo absolutamente preciso e é capaz de levar
a formas de pensamento que a nossa linguagem humana cotidiana não consegue expressar.
[...]
Mas a física não é apenas a descrição da natureza a partir de equações matemáticas.
Seu roteiro para explicar o universo também depende de princípios fundamentais aplicados a
diversas situações. As teorias físicas têm como pano de fundo os chamados princípios de
conservação, que são associados à conservação da energia, da quantidade de movimento, do
momento angular, da carga elétrica, entre outros. Por exemplo, verifica-se que, em qualquer
processo, a energia total é conservada, ou seja, nunca é criada ou destruída, mas pode ser
transformada. Com base nessa ideia, foi possível elaborar diferentes descrições dos
fenômenos físicos.
O físico e astrônomo italiano Galileu Galilei, um dos fundadores da física e da
astronomia modernas e também um dos grandes defensores do método científico, disse: “O
livro da natureza está escrito em caracteres matemáticos… sem um conhecimento dos
mesmos, os homens não poderão compreendê-lo” (tradução livre). A afirmação reflete bem a
percepção de que, para podermos expressar certas ideias e conceitos, é necessário conhecer
de maneira adequada o idioma no qual eles estão escritos. Nesse caso, a física, por meio da
matemática, consegue descrever o nosso universo de modo fundamental, mesmo não
respondendo a todas as perguntas. Ainda serão escritos muitos “poemas” e “narrativas”
(teorias) na física, por meio do seu “idioma” (matemática), e eles continuarão nos encantando,
assim como as grandes produções literárias.
Disponível em: http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2727/n/a_linguagem_da_fisica. [Adaptado]. Acesso em: 21 set. 20
Considere as seguintes afirmativas, referentes ao Texto 2, e assinale a alternativa correta.
I. Não apenas os seres humanos, mas também animais de variadas espécies se comunicam entre si por meio de um sistema complexo de sons e gestos.
II. Diferentes obras literárias descrevem belas ideias por meio de um único idioma, que é universal e se refere à comunicação oral.
III. A física, uma ciência exata, permite que a descrição dos fenômenos naturais se modifique no tempo, ainda que empregue a matemática como o seu “idioma”.
IV. As ideias e conceitos podem ser expressos por meio de linguagem específica, a partir do domínio de suas regras.
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Segundo Luckesi (2011, p. 19), “o ato pedagógico, composto de três elementos, inicia-se com o estabelecimento de metas, com o planejamento. Sob sua guia, segue a execução que, dialeticamente, soma-se à avaliação, para que se produza o resultado desejado.” A esse respeito, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Para que se possa trabalhar na busca e na construção de resultados satisfatórios da aprendizagem, necessita-se de clareza quanto às finalidades, quanto aos resultados que desejamos buscar e quanto a quem eles servem e/ou servirão, o que, em síntese, significa estabelecer um projeto filosófico-político para essa ação.
II. A ação pedagógica produtiva assenta-se sobre o conhecimento da realidade da aprendizagem do educando, conhecimento esse que subsidia decisões, seja para considerar que a aprendizagem já está satisfatória, seja para reorientá-la, se necessário, para a obtenção de um melhor desempenho do educando.
III. Um educador que avalia tem noção clara de que a aprendizagem depende exclusivamente do próprio educando, interessando ao avaliador apenas o desempenho presente do educando, como decorrente do que já aprendeu.
IV. A avaliação da aprendizagem pode subsidiar o educador, se necessário, em sua atividade de gestor do ensino, visto que lhe permite reconhecer a eficácia ou a ineficácia de seus atos e dos recursos pedagógicos utilizados.
V. No processo da avaliação da aprendizagem é válido só o que ocorre no presente, aqui e agora, em decorrência de um passado de aprendizagens. O passado é tomado como o tempo em que o estudante teve oportunidade de aprender; se não aprendeu, a responsabilidade é dele.
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O planejamento participativo é uma prática social dinâmica, dialética, uma práxis não prescrita, pré-construída, mas construída, reconstruída e recriada sistematicamente pela ação coletiva. A esse respeito, identifique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F), considerando os estudos de Gandin (2008; 2014) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
( ) Trabalhar participativamente significa estar um grupo num processo de construção de suas ideias e de sua prática, de tal modo que todos estejam caminhando no mesmo rumo, com cada pessoa e cada conjunto menor de pessoas realizando suas tarefas próprias.
( ) Quando houver desejo real de planejamento participativo, um aspecto metodológico constitui-se em ponto fundamental: recolher o que as pessoas sentem, desejam e pensam da maneira como elas o pensam, desejam e sentem, utilizando as próprias palavras que as pessoas escrevem ou pronunciam.
( ) Para construir um processo participativo com distribuição do poder, é suficiente pedir sugestões e aproveitar aquelas que parecem simpáticas ou que coincidem com pensamentos ou expectativas dos que coordenam.
( ) Não pode haver processo participativo se não acontecer o pronunciamento reiterado de cada pessoa. O posicionamento pessoal cria consciência, permite encaminhar questões e incorporar conhecimentos necessários.
( ) O plenário é importante não como lugar de decisão, mas como espaço para que cada pequeno grupo apresente sua contribuição, a fim de que novas sessões de pequenos grupos ou novas avaliações pessoais possam valer-se de toda grande riqueza que aparecer.
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- História da Educação BrasileiraO Ensino Superior na Contemporaneidade Brasileira
- Temas Educacionais Pedagógicos
- Interdisciplinaridade e Contextualização
- As Funções do Ensino Superior: Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura
“Já não é mais suficiente para a universidade e para a formação de profissionais conhecimentos disciplinares, congelados, estabelecidos em disciplinas fechadas, estanques. O conhecimento que se exige hoje do profissional é um conhecimento interdisciplinar, que integre áreas de conhecimentos, ciências, novas pesquisas, diferentes perspectivas para entender melhor as realidades e os fenômenos com os quais nos encontramos dia a dia. Todo fenômeno humano é por si interdisciplinar e não se resolve, não se encaminha apenas com respostas de uma disciplina ou de disciplinas justapostas. Adquirir informações e construir conhecimento de forma interdisciplinar é uma exigência” (MASETTO; NONATO; MEDEIROS, 2017, p. 208).
Nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. A produção de um conhecimento interdisciplinar foi grandemente incentivada pela revolução das tecnologias de informação e comunicação, que permitiu a aproximação das áreas de conhecimento, o diálogo entre as ciências exatas, as ciências da natureza, as ciências humanas e os demais campos do saber.
II. A atuação em equipe em campos de estágio e em atividades profissionais trouxe a perspectiva de se pensar em currículos inovadores, nos quais profissionais de áreas afins possam construir colaborativamente a própria formação teórica. Dessa forma, aprendem a pensar e a atuar integradamente, produzindo uma intervenção interprofissional.
III. O êxito de um projeto de currículo inovador depende da formação de um grupo de professores, gestores, alunos e funcionários que, comprometidos como grupo, sintam a necessidade urgente de mudar e de buscar uma resposta de inovação para os cursos de graduação que não mais respondem à formação contemporânea de profissionais.
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Com relação ao desenvolvimento do processo de planejamento estratégico em universidades, identifique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
( ) Como em outros modelos de administração utilizados pelas universidades em processos de mudanças gerenciais, o planejamento estratégico tem seus fundamentos na literatura sobre gestão empresarial.
( ) As características peculiares das instituições universitárias não geram a necessidade de introduzir adaptações na metodologia para que o planejamento estratégico seja utilizado com sucesso, pois ele não difere do realizado em empresas ou em instituições sem fins lucrativos.
( ) O planejamento estratégico trabalha com um horizonte de curto prazo que termina por se confundir com o horizonte do plano ou, muitas vezes, das propostas orçamentárias e das disponibilidades financeiras.
( ) Com base em um processo participativo de conhecimento e na análise dos pontos fortes e dos pontos fracos internos à organização e do estudo das oportunidades e restrições do ambiente externo, o planejamento estratégico estabelece estratégias, ou seja, os meios e ações integradas que visam a alcançar os objetivos e metas estabelecidas para o cumprimento da missão da organização.
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Caderno Container