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1429597 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

A linguagem da física

Adilson de Oliveira

Uma das mais importantes características humanas é a capacidade de nos

comunicarmos, pois, por meio desse processo, a inteligência se manifesta. Existem evidências

de que outros animais se comunicam entre si, como baleias e golfinhos; mas, até onde

sabemos, somos os únicos seres do universo que expressam pensamentos de forma

complexa por meio de sons, gestos, pinturas, escrita etc. Em particular, no que se refere à

comunicação oral, estima-se a existência de cerca de 7 mil idiomas. O mais falado no mundo é

o mandarim, com mais de 1 bilhão e 300 milhões de falantes. A língua portuguesa, falada por

quase 230 milhões de pessoas, está entre a quinta e a sexta posição.

Em cada idioma já foram expressas belíssimas ideias que ficaram eternizadas em

diferentes obras literárias. A bela peça Hamlet, escrita em inglês por William Shakespeare, a

envolvente narração em espanhol de Dom Quixote de la Mancha, feita por Miguel de

Cervantes, e os grandiosos poemas épicos, como Os Lusíadas, de Luís de Camões (em

português), e Divina Comédia, de Dante Alighieri (em italiano), são apenas alguns exemplos

de grandes produções do pensamento humano. Nessas obras, encontramos a maneira como

esses autores veem o mundo por meio de suas narrativas.

Da mesma forma, a ciência tem seu próprio “idioma” para descrever a natureza. Em

especial, a física tem uma maneira particular de narrar os fenômenos naturais. Essas

narrativas acabam se modificando ao longo do tempo, assim como as próprias línguas, tanto

pela evolução do pensamento como pelas descobertas de novos fenômenos, que, para serem

explicados, levam a grandes revoluções no modo de pensar.

Toda língua moderna tem o seu alfabeto e as suas regras gramaticais, que nos

permitem expressar as nossas ideias. Na física, a matemática é uma das maneiras usadas

para expressar seus conceitos e teorias. Devido à sua estrutura lógica, a matemática garante a

demonstração de determinados conceitos de modo absolutamente preciso e é capaz de levar

a formas de pensamento que a nossa linguagem humana cotidiana não consegue expressar.

[...]

Mas a física não é apenas a descrição da natureza a partir de equações matemáticas.

Seu roteiro para explicar o universo também depende de princípios fundamentais aplicados a

diversas situações. As teorias físicas têm como pano de fundo os chamados princípios de

conservação, que são associados à conservação da energia, da quantidade de movimento, do

momento angular, da carga elétrica, entre outros. Por exemplo, verifica-se que, em qualquer

processo, a energia total é conservada, ou seja, nunca é criada ou destruída, mas pode ser

transformada. Com base nessa ideia, foi possível elaborar diferentes descrições dos

fenômenos físicos.

O físico e astrônomo italiano Galileu Galilei, um dos fundadores da física e da

astronomia modernas e também um dos grandes defensores do método científico, disse: “O

livro da natureza está escrito em caracteres matemáticos… sem um conhecimento dos

mesmos, os homens não poderão compreendê-lo” (tradução livre). A afirmação reflete bem a

percepção de que, para podermos expressar certas ideias e conceitos, é necessário conhecer

de maneira adequada o idioma no qual eles estão escritos. Nesse caso, a física, por meio da

matemática, consegue descrever o nosso universo de modo fundamental, mesmo não

respondendo a todas as perguntas. Ainda serão escritos muitos “poemas” e “narrativas”

(teorias) na física, por meio do seu “idioma” (matemática), e eles continuarão nos encantando,

assim como as grandes produções literárias.

Disponível em: http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2727/n/a_linguagem_da_fisica. [Adaptado]. Acesso em: 21 set. 20

Segundo o Texto 2, é correto afirmar que:
 

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1429596 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Violinos modernos batem Stradivarius
Violinos italianos antigos, como os Stradivarius, são caríssimos e considerados os melhores do mundo. Confeccionados artesanalmente nos séculos XVII e XVIII, eles gerariam notas mais precisas e alcançariam tons irreprodutíveis por instrumentos modernos.
Um estudo desenvolvido pelo luthier americano Joseph Curtin e a engenheira acústica Claudia Fritz, da Universidade Pierre e Marie Curie, coloca essa percepção arraigada à prova.
Em testes cegos envolvendo oito violinistas e cento e quarenta ouvintes experientes em salas de concertos de Paris e Nova York, eles compararam a qualidade do som do Stradivarius com o de violinos atuais.
Nesses testes, os instrumentos foram tocados por solistas vendados, que estavam escondidos atrás de uma tela acústica. A maioria dos músicos não soube dizer se tinha tocado um instrumento novo ou um antigo, mas preferiu os violinos modernos ao Stradivarius.
Também os ouvintes na plateia – músicos, críticos musicais, luthiers e engenheiros acústicos – foram incapazes de distinguir o som produzido pelos instrumentos.
Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/06/20/violinos-modernos-batem-stradivarius>.
[Adaptado]. Acesso em: 17 set. 2017.
Considerando o experimento descrito no Texto, é correto afirmar que:
 

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1426652 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Encontrado no Marrocos, o mais antigo fóssil humano tem 300 mil anos
Com novos métodos, cientistas fizeram datação mais precisa de pelo menos cinco esqueletos de Homo sapiens; descoberta antecipa início da história da espécie em pelo menos 100 mil anos.
Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo – 7 de junho de 2017 | 14h
Um grupo internacional de cientistas descobriu no Marrocos pelo menos cinco fósseis humanos de pelo menos 300 mil anos, cercados de ferramentas de pedra e restos de animais. A descoberta, revelada em dois artigos publicados na edição de hoje da revista Nature, antecipa em pelo menos 100 mil anos a mais antiga evidência fóssil já registrada da espécie Homo sapiens.
De acordo com os autores dos estudos, a descoberta revela que a espécie humana tem uma história evolutiva muito mais complexa do que se imaginava, envolvendo provavelmente todo o continente africano. O fóssil humano mais antigo encontrado já registrado até agora tinha 195 mil anos e havia sido desenterrado no leste da África, em Omo Kibish, na Etiópia.
“Acreditávamos que o berço da humanidade havia sido o leste da África, há 200 mil anos, mas nossos novos dados revelam que o Homo sapiens já havia se espalhado por todo o continente africano há cerca de 300 mil anos”, disse o autor principal da pesquisa, o paleoantropólogo Jean-Jacques Hublin, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig (Alemanha).
A descoberta foi feita em Jebel Irhoud, no oeste do Marrocos, onde haviam sido encontrados, desde a década de 1960, seis fósseis humanos e diversos artefatos da Idade da Pedra, mas a idade dos fósseis permanecia incerta.
Um novo projeto de escavação em Jebel Irhoud, iniciado em 2004, revelou 16 novos fósseis de Homo sapiens, envolvendo crânios, dentes e ossos longos de pelo menos cinco indivíduos. As escavações foram lideradas por Hublin e por Abdelouahed Ben-Ncer, do Instituto Nacional de Arqueologia e Patrimônio do Marrocos, sediado em Rabat.
Os cientistas conseguiram precisar a cronologia dos fósseis graças à tecnologia. Eles utilizaram um método de datação por termoluminescência em pedras de sílex encontradas nos mesmos depósitos.
“Sítios bem datados dessa época são excepcionalmente raros na África, mas nós tivemos sorte, já que vários dos artefatos de sílex de Jebel Irhoud foram aquecidos no passado. Isso nos permitiu aplicar os métodos de datação por termoluminescência nesses artefatos, para estabelecer uma cronologia consistente para os novos fósseis e para as camadas de solo que os cobriam”, explicou o especialista em geocronologia Daniel Richter, do Instituto Max Planck.
Além da datação por meio dos artefatos de pedra, os cientistas conseguiram refazer o cálculo direto da idade de três mandíbulas encontradas em Jebel Irhoud na década de 1960.
Essas mandíbulas haviam sido anteriormente datadas em 160 mil anos, com um método por ressonância paramagnética eletrônica.
No novo estudo, porém, os cientistas aprimoraram o método e recalcularam a idade dos fósseis, encontrando um resultado coerente com as datações por termoluminescência: eles tinham quase o dobro da idade estimada inicialmente. “Utilizamos métodos de datação de última geração e adotamos as abordagens mais conservadoras para determinar a idade com precisão”, disse Richter.
Além de revelarem que o Homo sapiens é 100 mil anos mais antigo do que se pensava, os novos estudos revelaram também o cardápio dos humanos há 300 mil anos, que era composto por muita carne de gazela, alguma carne de gnu e de zebra, eventualmente ovos de avestruzes, além de antílopes, búfalos, porcos-espinho, lebres, tartarugas, moluscos de água doce e serpentes.
De acordo com a paleoantropóloga Teresa Steele, da Universidade de Califórnia Davis, foram encontrados em Jebel Irhoud centenas de ossos de animais fossilizados e 472 espécies deles foram identificadas. Foram também observadas marcas de cortes nos ossos, indicando que suas medulas haviam sido utilizadas como alimento por humanos.
“Realmente parece que essas pessoas gostavam de caçar. A dispersão do Homo sapiens por toda a África há 300 mil anos é provavelmente resultado de mudanças na biologia e no comportamento da espécie”, disse Teresa.
As ferramentas de pedra encontradas em Jebel Irhoud eram feitas de sílex de alta qualidade, “importadas” para o sítio, de acordo com o paleoantropólogo Shannon McPherron, do Instituto Max Planck. Segundo ele, os machados, ferramentas frequentemente encontradas em outros sítios antigos, não estavam presentes em Jebel Irhoud. Mas a maior parte dos utensílios encontrados ali também existiram por toda a África na metade da Idade da Pedra.
“Os artefatos de pedra de Jebel Irhoud parecem muito semelhantes aos encontrados no leste e no sul da África. É provável que as inovações tecnológicas da metade da Idade da Pedra estejam ligadas ao surgimento do Homo sapiens”, afirmou McPherron.
Glossário:
Sílex: rocha sedimentar silicatada, constituída de quartzo criptocristalino, muito dura e com densidade elevada.
Termoluminescência: luminescência que ocorre em alguns materiais quando aquecidos. É particularmente útil na datação arqueológica.
Disponível em: <http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,encontrado-no-marrocos-
mais-antigo-fossil-humano-tem-mais-de-300-mil-anos,700018 29124>.
[Adaptado]. Acesso em: 14 set. 2017.
Qual alternativa melhor exprime a ideia principal do Texto ?
 

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1426651 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Encontrado no Marrocos, o mais antigo fóssil humano tem 300 mil anos
Com novos métodos, cientistas fizeram datação mais precisa de pelo menos cinco esqueletos de Homo sapiens; descoberta antecipa início da história da espécie em pelo menos 100 mil anos.
Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo – 7 de junho de 2017 | 14h
Um grupo internacional de cientistas descobriu no Marrocos pelo menos cinco fósseis humanos de pelo menos 300 mil anos, cercados de ferramentas de pedra e restos de animais. A descoberta, revelada em dois artigos publicados na edição de hoje da revista Nature, antecipa em pelo menos 100 mil anos a mais antiga evidência fóssil já registrada da espécie Homo sapiens.
De acordo com os autores dos estudos, a descoberta revela que a espécie humana tem uma história evolutiva muito mais complexa do que se imaginava, envolvendo provavelmente todo o continente africano. O fóssil humano mais antigo encontrado já registrado até agora tinha 195 mil anos e havia sido desenterrado no leste da África, em Omo Kibish, na Etiópia.
“Acreditávamos que o berço da humanidade havia sido o leste da África, há 200 mil anos, mas nossos novos dados revelam que o Homo sapiens já havia se espalhado por todo o continente africano há cerca de 300 mil anos”, disse o autor principal da pesquisa, o paleoantropólogo Jean-Jacques Hublin, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig (Alemanha).
A descoberta foi feita em Jebel Irhoud, no oeste do Marrocos, onde haviam sido encontrados, desde a década de 1960, seis fósseis humanos e diversos artefatos da Idade da Pedra, mas a idade dos fósseis permanecia incerta.
Um novo projeto de escavação em Jebel Irhoud, iniciado em 2004, revelou 16 novos fósseis de Homo sapiens, envolvendo crânios, dentes e ossos longos de pelo menos cinco indivíduos. As escavações foram lideradas por Hublin e por Abdelouahed Ben-Ncer, do Instituto Nacional de Arqueologia e Patrimônio do Marrocos, sediado em Rabat.
Os cientistas conseguiram precisar a cronologia dos fósseis graças à tecnologia. Eles utilizaram um método de datação por termoluminescência em pedras de sílex encontradas nos mesmos depósitos.
“Sítios bem datados dessa época são excepcionalmente raros na África, mas nós tivemos sorte, já que vários dos artefatos de sílex de Jebel Irhoud foram aquecidos no passado. Isso nos permitiu aplicar os métodos de datação por termoluminescência nesses artefatos, para estabelecer uma cronologia consistente para os novos fósseis e para as camadas de solo que os cobriam”, explicou o especialista em geocronologia Daniel Richter, do Instituto Max Planck.
Além da datação por meio dos artefatos de pedra, os cientistas conseguiram refazer o cálculo direto da idade de três mandíbulas encontradas em Jebel Irhoud na década de 1960.
Essas mandíbulas haviam sido anteriormente datadas em 160 mil anos, com um método por ressonância paramagnética eletrônica.
No novo estudo, porém, os cientistas aprimoraram o método e recalcularam a idade dos fósseis, encontrando um resultado coerente com as datações por termoluminescência: eles tinham quase o dobro da idade estimada inicialmente. “Utilizamos métodos de datação de última geração e adotamos as abordagens mais conservadoras para determinar a idade com precisão”, disse Richter.
Além de revelarem que o Homo sapiens é 100 mil anos mais antigo do que se pensava, os novos estudos revelaram também o cardápio dos humanos há 300 mil anos, que era composto por muita carne de gazela, alguma carne de gnu e de zebra, eventualmente ovos de avestruzes, além de antílopes, búfalos, porcos-espinho, lebres, tartarugas, moluscos de água doce e serpentes.
De acordo com a paleoantropóloga Teresa Steele, da Universidade de Califórnia Davis, foram encontrados em Jebel Irhoud centenas de ossos de animais fossilizados e 472 espécies deles foram identificadas. Foram também observadas marcas de cortes nos ossos, indicando que suas medulas haviam sido utilizadas como alimento por humanos.
“Realmente parece que essas pessoas gostavam de caçar. A dispersão do Homo sapiens por toda a África há 300 mil anos é provavelmente resultado de mudanças na biologia e no comportamento da espécie”, disse Teresa.
As ferramentas de pedra encontradas em Jebel Irhoud eram feitas de sílex de alta qualidade, “importadas” para o sítio, de acordo com o paleoantropólogo Shannon McPherron, do Instituto Max Planck. Segundo ele, os machados, ferramentas frequentemente encontradas em outros sítios antigos, não estavam presentes em Jebel Irhoud. Mas a maior parte dos utensílios encontrados ali também existiram por toda a África na metade da Idade da Pedra.
“Os artefatos de pedra de Jebel Irhoud parecem muito semelhantes aos encontrados no leste e no sul da África. É provável que as inovações tecnológicas da metade da Idade da Pedra estejam ligadas ao surgimento do Homo sapiens”, afirmou McPherron.
Glossário:
Sílex: rocha sedimentar silicatada, constituída de quartzo criptocristalino, muito dura e com densidade elevada.
Termoluminescência: luminescência que ocorre em alguns materiais quando aquecidos. É particularmente útil na datação arqueológica.
Disponível em: <http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,encontrado-no-marrocos-
mais-antigo-fossil-humano-tem-mais-de-300-mil-anos,700018 29124>.
[Adaptado]. Acesso em: 14 set. 2017.
Considerando o Texto, é correto afirmar que:
 

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1426650 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

A linguagem da física

Adilson de Oliveira

Uma das mais importantes características humanas é a capacidade de nos

comunicarmos, pois, por meio desse processo, a inteligência se manifesta. Existem evidências

de que outros animais se comunicam entre si, como baleias e golfinhos; mas, até onde

sabemos, somos os únicos seres do universo que expressam pensamentos de forma

complexa por meio de sons, gestos, pinturas, escrita etc. Em particular, no que se refere à

comunicação oral, estima-se a existência de cerca de 7 mil idiomas. O mais falado no mundo é

o mandarim, com mais de 1 bilhão e 300 milhões de falantes. A língua portuguesa, falada por

quase 230 milhões de pessoas, está entre a quinta e a sexta posição.

Em cada idioma já foram expressas belíssimas ideias que ficaram eternizadas em

diferentes obras literárias. A bela peça Hamlet, escrita em inglês por William Shakespeare, a

envolvente narração em espanhol de Dom Quixote de la Mancha, feita por Miguel de

Cervantes, e os grandiosos poemas épicos, como Os Lusíadas, de Luís de Camões (em

português), e Divina Comédia, de Dante Alighieri (em italiano), são apenas alguns exemplos

de grandes produções do pensamento humano. Nessas obras, encontramos a maneira como

esses autores veem o mundo por meio de suas narrativas.

Da mesma forma, a ciência tem seu próprio “idioma” para descrever a natureza. Em

especial, a física tem uma maneira particular de narrar os fenômenos naturais. Essas

narrativas acabam se modificando ao longo do tempo, assim como as próprias línguas, tanto

pela evolução do pensamento como pelas descobertas de novos fenômenos, que, para serem

explicados, levam a grandes revoluções no modo de pensar.

Toda língua moderna tem o seu alfabeto e as suas regras gramaticais, que nos

permitem expressar as nossas ideias. Na física, a matemática é uma das maneiras usadas

para expressar seus conceitos e teorias. Devido à sua estrutura lógica, a matemática garante a

demonstração de determinados conceitos de modo absolutamente preciso e é capaz de levar

a formas de pensamento que a nossa linguagem humana cotidiana não consegue expressar.

[...]

Mas a física não é apenas a descrição da natureza a partir de equações matemáticas.

Seu roteiro para explicar o universo também depende de princípios fundamentais aplicados a

diversas situações. As teorias físicas têm como pano de fundo os chamados princípios de

conservação, que são associados à conservação da energia, da quantidade de movimento, do

momento angular, da carga elétrica, entre outros. Por exemplo, verifica-se que, em qualquer

processo, a energia total é conservada, ou seja, nunca é criada ou destruída, mas pode ser

transformada. Com base nessa ideia, foi possível elaborar diferentes descrições dos

fenômenos físicos.

O físico e astrônomo italiano Galileu Galilei, um dos fundadores da física e da

astronomia modernas e também um dos grandes defensores do método científico, disse: “O

livro da natureza está escrito em caracteres matemáticos… sem um conhecimento dos

mesmos, os homens não poderão compreendê-lo” (tradução livre). A afirmação reflete bem a

percepção de que, para podermos expressar certas ideias e conceitos, é necessário conhecer

de maneira adequada o idioma no qual eles estão escritos. Nesse caso, a física, por meio da

matemática, consegue descrever o nosso universo de modo fundamental, mesmo não

respondendo a todas as perguntas. Ainda serão escritos muitos “poemas” e “narrativas”

(teorias) na física, por meio do seu “idioma” (matemática), e eles continuarão nos encantando,

assim como as grandes produções literárias.

Disponível em: http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2727/n/a_linguagem_da_fisica. [Adaptado]. Acesso em: 21 set. 20

Considere as seguintes afirmativas, referentes ao Texto 2, e assinale a alternativa correta.

I. Não apenas os seres humanos, mas também animais de variadas espécies se comunicam entre si por meio de um sistema complexo de sons e gestos.

II. Diferentes obras literárias descrevem belas ideias por meio de um único idioma, que é universal e se refere à comunicação oral.

III. A física, uma ciência exata, permite que a descrição dos fenômenos naturais se modifique no tempo, ainda que empregue a matemática como o seu “idioma”.

IV. As ideias e conceitos podem ser expressos por meio de linguagem específica, a partir do domínio de suas regras.

 

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1142214 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

Segundo Luckesi (2011, p. 19), “o ato pedagógico, composto de três elementos, inicia-se com o estabelecimento de metas, com o planejamento. Sob sua guia, segue a execução que, dialeticamente, soma-se à avaliação, para que se produza o resultado desejado.” A esse respeito, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Para que se possa trabalhar na busca e na construção de resultados satisfatórios da aprendizagem, necessita-se de clareza quanto às finalidades, quanto aos resultados que desejamos buscar e quanto a quem eles servem e/ou servirão, o que, em síntese, significa estabelecer um projeto filosófico-político para essa ação.

II. A ação pedagógica produtiva assenta-se sobre o conhecimento da realidade da aprendizagem do educando, conhecimento esse que subsidia decisões, seja para considerar que a aprendizagem já está satisfatória, seja para reorientá-la, se necessário, para a obtenção de um melhor desempenho do educando.

III. Um educador que avalia tem noção clara de que a aprendizagem depende exclusivamente do próprio educando, interessando ao avaliador apenas o desempenho presente do educando, como decorrente do que já aprendeu.

IV. A avaliação da aprendizagem pode subsidiar o educador, se necessário, em sua atividade de gestor do ensino, visto que lhe permite reconhecer a eficácia ou a ineficácia de seus atos e dos recursos pedagógicos utilizados.

V. No processo da avaliação da aprendizagem é válido só o que ocorre no presente, aqui e agora, em decorrência de um passado de aprendizagens. O passado é tomado como o tempo em que o estudante teve oportunidade de aprender; se não aprendeu, a responsabilidade é dele.

 

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1142212 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
“O Enade aferirá o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares do respectivo curso de graduação, suas habilidades para ajustamento às exigências decorrentes da evolução do conhecimento e suas competências para compreender temas exteriores ao âmbito específico de sua profissão, ligados à realidade brasileira e mundial e a outras áreas do conhecimento” (Lei n. 10.861/2004). A esse respeito, assinale a alternativa correta.
 

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Questão presente nas seguintes provas
1142210 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

O planejamento participativo é uma prática social dinâmica, dialética, uma práxis não prescrita, pré-construída, mas construída, reconstruída e recriada sistematicamente pela ação coletiva. A esse respeito, identifique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F), considerando os estudos de Gandin (2008; 2014) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

( ) Trabalhar participativamente significa estar um grupo num processo de construção de suas ideias e de sua prática, de tal modo que todos estejam caminhando no mesmo rumo, com cada pessoa e cada conjunto menor de pessoas realizando suas tarefas próprias.

( ) Quando houver desejo real de planejamento participativo, um aspecto metodológico constitui-se em ponto fundamental: recolher o que as pessoas sentem, desejam e pensam da maneira como elas o pensam, desejam e sentem, utilizando as próprias palavras que as pessoas escrevem ou pronunciam.

( ) Para construir um processo participativo com distribuição do poder, é suficiente pedir sugestões e aproveitar aquelas que parecem simpáticas ou que coincidem com pensamentos ou expectativas dos que coordenam.

( ) Não pode haver processo participativo se não acontecer o pronunciamento reiterado de cada pessoa. O posicionamento pessoal cria consciência, permite encaminhar questões e incorporar conhecimentos necessários.

( ) O plenário é importante não como lugar de decisão, mas como espaço para que cada pequeno grupo apresente sua contribuição, a fim de que novas sessões de pequenos grupos ou novas avaliações pessoais possam valer-se de toda grande riqueza que aparecer.

 

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1142209 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

“Já não é mais suficiente para a universidade e para a formação de profissionais conhecimentos disciplinares, congelados, estabelecidos em disciplinas fechadas, estanques. O conhecimento que se exige hoje do profissional é um conhecimento interdisciplinar, que integre áreas de conhecimentos, ciências, novas pesquisas, diferentes perspectivas para entender melhor as realidades e os fenômenos com os quais nos encontramos dia a dia. Todo fenômeno humano é por si interdisciplinar e não se resolve, não se encaminha apenas com respostas de uma disciplina ou de disciplinas justapostas. Adquirir informações e construir conhecimento de forma interdisciplinar é uma exigência” (MASETTO; NONATO; MEDEIROS, 2017, p. 208).

Nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. A produção de um conhecimento interdisciplinar foi grandemente incentivada pela revolução das tecnologias de informação e comunicação, que permitiu a aproximação das áreas de conhecimento, o diálogo entre as ciências exatas, as ciências da natureza, as ciências humanas e os demais campos do saber.

II. A atuação em equipe em campos de estágio e em atividades profissionais trouxe a perspectiva de se pensar em currículos inovadores, nos quais profissionais de áreas afins possam construir colaborativamente a própria formação teórica. Dessa forma, aprendem a pensar e a atuar integradamente, produzindo uma intervenção interprofissional.

III. O êxito de um projeto de currículo inovador depende da formação de um grupo de professores, gestores, alunos e funcionários que, comprometidos como grupo, sintam a necessidade urgente de mudar e de buscar uma resposta de inovação para os cursos de graduação que não mais respondem à formação contemporânea de profissionais.

 

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1142208 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

Com relação ao desenvolvimento do processo de planejamento estratégico em universidades, identifique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

( ) Como em outros modelos de administração utilizados pelas universidades em processos de mudanças gerenciais, o planejamento estratégico tem seus fundamentos na literatura sobre gestão empresarial.

( ) As características peculiares das instituições universitárias não geram a necessidade de introduzir adaptações na metodologia para que o planejamento estratégico seja utilizado com sucesso, pois ele não difere do realizado em empresas ou em instituições sem fins lucrativos.

( ) O planejamento estratégico trabalha com um horizonte de curto prazo que termina por se confundir com o horizonte do plano ou, muitas vezes, das propostas orçamentárias e das disponibilidades financeiras.

( ) Com base em um processo participativo de conhecimento e na análise dos pontos fortes e dos pontos fracos internos à organização e do estudo das oportunidades e restrições do ambiente externo, o planejamento estratégico estabelece estratégias, ou seja, os meios e ações integradas que visam a alcançar os objetivos e metas estabelecidas para o cumprimento da missão da organização.

 

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