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Para responder à questão, leia o texto a seguir.
A resposta húngara à crise de refugiados e o velho dilema europeu
A crise humanitária representada pelo maior afluxo de refugiados deslocando-se da Ásia e da África com destino ao continente europeu desde a Segunda Guerra Mundial ganhou recentemente um capítulo parte – aliás, dos mais dramáticos – escrito pelas autoridades húngaras. O tratamento conferido aos refugiados que tentavam atravessar a fronteira do país rumo à Áustria e à Alemanha alarmou boa parte da comunidade internacional pelas cenas explícitas de xenofobia.
Segundo o chanceler austríaco, Werner Faymann, a política húngara para conter os imigrantes desperta a recordação do período mais sombrio do continente. Sem rodeios, Faymann comparou as medidas de seu colega húngaro, o primeiro-ministro Viktor Orbán, às adotadas pelo Nazismo. Já o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, classificou como escandalosa e contrária aos valores da União Europeia a política húngara para os refugiados.
Dentre as cenas chocantes que repercutiram em todo o mundo, estão o arremesso de sanduíches para abrigados num acampamento fronteiriço em péssimas condições; a construção de uma cerca de arame de 175 km ao longo da fronteira com a Sérvia; mulheres e crianças sendo atacadas com canhões de água e gás lacrimogêneo nessa mesma fronteira; além do encerramento de milhares de pessoas nas estações de trem, cuja expectativa de partir em direção outros países transformou- se em tortura.
A agressão da cinegrafista húngara que chutou um homem sírio que corria com uma criança no colo foi, sem dúvida, um ato pessoal, mas dentro do contexto de um ambiente hostil, onde o “de fora” não tem vez.
Para Faymann, essa hostilidade deve-se ao fato de o governo húngaro enxergar o refugiado como um migrante econômico. De fato, o refugiado que transita pela Hungria é visto como ameaça à estabilidade e à segurança, mas, antes de mais nada, é tratado como inimigo.
Quando o premiê húngaro declara que a imigração vai destruir a identidade cristã da Europa, para além da ironia de se justificar tal defesa praticando justamente o oposto daquilo que é a base do ideal da cristandade, ou seja, o acolhimento, a fraternidade e a solidariedade, percebe-se que ele já elegeu seus inimigos. Quando aprova o tratamento dado pela polícia aos refugiados, chamando-os de “rebeldes”, deixa claro que parte de uma lógica beligerante – a de que é preciso combater o inimigo e destruí-lo, se necessário for.
De acordo com o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Raad al-Hussein, a resposta húngara esta crise está violando o direito internacional, em particular o Pacto de Direitos Civis e Políticos, a Convenção de Refugiados de 1951 e a Convenção contra a tortura.
Raad al-Hussein lembra que a Europa precisa fazer um esforço maior do que simplesmente acomodar refugiados; pois, embora os Estados tenham o direito de proteger suas fronteiras e decidir sobre as condições de entrada e permanência no seu território, também são obrigados a respeitar os direitos humanos dos refugiados e o direito humanitário internacional.
É notório que não só a Hungria, mas a Europa, em geral, se vê ameaçada pelos estrangeiros, pelo custo que acredita que eles possam representar para a sociedade europeia, especialmente num momento de vulnerabilidade econômica e de desemprego. Mas há contrapontos importantíssimos – e é necessário que sejam ressaltados –, como o da Islândia.
Não só o Estado mas a sociedade islandesa se propôs a acolher imigrantes refugiados em suas próprias casas. Trata-se de uma nação sociedade se caracteriza por ser mais moderna, solidária, contemporânea e democrática. E uma sociedade democrática não se caracteriza só pela defesa de liberdades, mas também pela visão de mundo de que democracia pressupõe solidariedade social.
Em termos democráticos, as sociedades mais maduras tendem a acolher, enquanto as mais atrasadas e autoritárias tentem a rejeitar e excluir. Essa é a disputa presente na Europa ainda hoje. No velho continente, berço do Iluminismo e do Nazismo, surgiram a democracia contemporânea, a ideia de direitos humanos, mas também o fascismo e o Holocausto. O antigo dilema europeu entre uma sociedade iluminada e democrática e uma sociedade autoritária e obscura persiste.
Resta saber se esta, que é vista como a mais grave crise humanitária desde a Segunda Guerra, irá consolidar a Europa como farol democrático da humanidade, ou se o velho mundo acabará recaindo, como periodicamente recai, em regimes autoritários, fascistas, excludentes e genocidas.
Fonte: SERRANO, Pedro E. A resposta húngara à crise de refugiados e o velho dilema europeu.
Disponível em: http:///www.cartacapital.com.br/ internacional/a-resposta-hungara-a-crise-de-refugiados-e-o-velho-
dilema-europeu-9197.html. Acesso em: out. 2015. (Adaptado)
Com relação ao emprego da norma-padrão da língua, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas na sequência do texto.
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Para responder à questão, leia o texto a seguir.
O Google e o futuro do livro
Digite "google" no serviço de pesquisas Google, em www.google.com: a tela indicará a presença da palavra [...] em "mais de 400 milhões" de documentos. Se o sacrilégio não o incomoda, repita a operação e digite "dieu" [deus, em francês]: "cerca de 33 milhões" de documentos serão propostos como retorno.
A comparação basta para compreender por que, nos últimos meses, todos os debates sobre a criação de coleções digitais de livrosvêm sendo fortemente influenciados pelas iniciativas incessantes da empresa californiana. A mais recente é olançamento [previsto para 2010] da livraria digital paga Google Editions, que explorará comercialmente parte dos recursos acumulados pelo Google Books. A preferência pelo Google, por mais legítima que seja, pode resultarno esquecimento de certas questões fundamentais acarretadas pela digitalização de textos existentes em outra mídia, impressa ou manuscrita.
Essa operação serve como fundamento à criação de coleções digitalizadas que permitirão acesso remoto aos acervos preservados pelas bibliotecas. Aqueles que considerarem inútil ou perigosa essa extraordinária possibilidade que está sendo oferecida à humanidade serão decerto insensatos. Mas nem por isso devemos perder a sensatez.
A transferência do patrimônio escrito de um meio para outro já teve precedentes. No século 15, a nova técnica de reprodução de textos foi colocada a serviço dos gêneros que então dominavam a cultura dos manuscritos: manuais de escolástica, compilações enciclopédicas, calendários e profecias. Nos primeiros séculos da nossa era, a invenção do livro que continua a ser o nosso, em formato códice, com suas folhas, suas páginas e seus índices, acolheu em um novo objeto as escrituras cristãs e as obras dos autores gregos e latinos.
A história não ensina lição nenhuma, apesar do lugar-comum em contrário, mas, nesses dois casos, ela aponta para um fato essencial a compreensão do presente, a saber: que um "mesmo" texto deixa de ser o mesmo quando muda o suporte sobre o qual está inscrito e, com isso, suas formas de leitura e o sentido que lhe venha a ser atribuído por novos leitores. As bibliotecas sabem disso.
Cabe lembrar que proteger, catalogar e permitir o acesso aos textos continua a ser tarefa essencial das bibliotecas, e isso inclui oferecer acesso a todas as formas sucessivas ou concomitantes nas quais os leitores do passado os tenham lido. Essa é a primeira justificação da existência das bibliotecas, como instituição e como local de leitura.
Fonte: CHARTIER, Roger. O Google e o futuro do livro.
Tradução P. Migliatti. Observatório da Imprensa, ed. 566, 01 dez. 2009. Disponível em: <www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o-google-e-o-futuro-do-livro>. Acesso em: 01 abr. 2015. (Adaptado)
O caráter argumentativo de um artigo de opinião é construído pelo emprego de estratégias variadas que sinalizam o ponto de vista do autor. Com relação às estratégias argumentativas empregadas no texto, assinale V (verdadeira) ou F (falsa) em cada afirmativa a seguir.
( ) O caráter injuntivo, evidenciado no 1º parágrafo pelo emprego de verbos no modo imperativo, contribui para marcar interação com o leitor.
( ) Os termos "perigosa" e "extraordinária" avaliam "possibilidade" e sinalizam a posição favorável do autor em relação às coleções digitalizadas.
( ) As aspas empregadas em "mesmo" indicama não literalidade dessa palavra, o que contribui para a construção do argumento em favor da tese de que as formas de leitura e as bibliotecas podem mudar.
A sequência correta é
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Sobre OPACIDADE, considere as afirmações a seguir.
I - Refere-se ao grau de transparência de uma folha de papel.
II - A opacidade é medida com um opacímetro.
III - A maioria dos papéis tem uma opacidade que varia entre 90 a 95%.
Está(ão) correta(s)
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Uma das preocupações durante a coleta de sangue pelo sistema a vácuo dever ser com a contaminação de aditivos (anticoagulantes) entre os tubos. Para evitar essa contaminação, a sequência correta de coleta com tubos de plástico deve ser:
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Relacione os animais da coluna à esquerda aos seus respectivos corações da coluna à direita.
(1) cão.
(2) equino.
(3) ovino.
(4) suíno.
(5) bovino.
(6) gato.


Fonte: KONIG, Horst Erich.Anatomia dos animais domésticos. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2011. p. 476. (Adaptado)
A sequência correta, de cima para baixo, é
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A Demonstração de Valor Adicionado está fundamentada em conceitos macroeconômicos e busca apresentar, eliminados os valores que representam dupla-contagem, a parcela de contribuição que a entidade tem na formação do Produto Interno Bruto (PIB). Essa demonstração apresenta o quanto a entidade agrega de valor aos insumos que são adquiridos de terceiros e vendidos ou consumidos durante determinado período.
Existem, todavia, diferenças temporais entre os modelos contábil e econômico no cálculo do valor adicionado. A ciência econômica, para cálculo do PIB, baseia-se na produção, enquanto a contabilidade utiliza o conceito contábil.
O texto refere-se a qual princípio da contabilidade?
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Em relação ao preparo do leito hospitalar, assinale a alternativa INCORRETA.
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Para responder à questão leia o texto a seguir.
Gentileza gera gentileza
o título da coluna foi tomado emprestado dele, o próprio Gentileza. Gentileza foi um grande homem, com um grande legado e uma grande vida.
Passou a maior parte dela pregando a gentileza como um modo de existir. Depois que morreu, em 1996, velhinho, aos 79 anos, a Companhia de Limpeza Urbana do Rio cobriu seus escritos nas pilastras do viaduto do Caju com tinta cinza. Não podia ser mais simbólico. O apagamento de Gentileza gerou um movimento de reação chamado “Rio com gentileza”, que resgatou o livro urbano de Gentileza e propõe a gentileza como uma forma de estar no mundo.
É sério. Parece pouco. É muito. Faz uma enorme diferença. Quando somos maltratados em algum lugar, por alguém, isso já envenena o nosso dia. E desencadeia reações desencontradas em cadeia. Por outro lado, às vezes nem percebemos, mas a beleza de outro dia, nosso suspeito bom-humor num dia comum, começou lá atrás , quando alguém teve um gesto gentil, nos acolheu com simpatia, nos tratou bem. Seja o nosso chefe, o motorista do ônibus, o balconista da padaria. Faz bem para a vida ser tratado com gentileza. E um gesto gentil também desencadeia reações similares em cadeia. Gentileza, o profeta, tinha toda a razão quando respondia aos que o chamavam de maluco: “Maluco pra te amar, louco pra te salvar”.
Se cada um de nós fizer uma reconstituição mental do nosso dia, hoje mesmo, vai perceber que o pior dele foi causado porque não foram gentis conosco nem fomos gentis com os outros. Desde o bom dia que faltou, o por favor que não foi dito, a buzina desnecessária no trânsito, a cara fechada, o sorriso que economizamos, a ajuda que poderíamos ter dado e não demos, ou ainda a que não recebemos, o elogio que não veio, a crítica que deveria ter sido feita para somar, mas foi programada para massacrar, o veneno que escorreu da nossa boca e da dos outros. Uma soma de pequenos e desnecessários gastos de energia que só serviram para nos intoxicar.
Gentileza é o exercício cotidiano de vestir a pele do outro. É cuidar não de alguém, mas de qualquer um. Mesmo que ele não seja nosso parente, mesmo que seja um estranho. Cuidar por nada. Sem precisar de motivo. Cuidar por cuidar.
Por que algo tão essencial se tornou supérfluo? Porque gentileza não se consome, talvez. Não tem valor monetário. Não se ganha nada de material com ela. Também não custa nada.
Hoje, tratar mal as pessoas, marchar pelos corredores, fechar a cara, não dar bom dia e dizer coisas duras sem nenhum cuidado parece ser um atributo dos poderosos. Quase uma virtude. O conjunto de características que costuma cercar o poder é imediatamente incorporado pelos subordinados. Nessa lógica, há sempre alguém a quem não precisamos beneficiar, não com a nossa gentileza, porque gentileza não tem nada a ver com isso, mas a quem não precisamos beneficiar com a nossa bajulação.
Acho que ser gentil não é nada prosaico, é um ato de resistência diante de uma vida determinada por valores calculáveis: só faço tal coisa se ganhar algo em troca, seja dinheiro ou um dos muitos pequenos poderes ou um ponto a mais com quem manda. A gentileza vira essa lógica do avesso: sou gentil sem esperar nada em troca.
Gentileza não é mesmo algo que temos, é mais algo que somos. E que nos tornamos. Talvez o verdadeiro poder esteja naquele que pode dar sem esperar nada em troca. Como Gentileza.
Assim como inventaram um dia sem carro, acho que poderíamos criar um dia com gentileza. Não precisa ser uma campanha de massa, basta uma decisão interna, silenciosa, de cada um. Só para experimentar. Um dia só tentando ser gentil. Engolindo a palavra ríspida, calando a fofoca ainda no esôfago, olhando de verdade para as pessoas, escutando o que o outro tem a dizer, mesmo que não nos pareça tão interessante, sorrindo um pouco mais.
Pequenos gestos. Segurar o elevador, dar oi e dar tchau, não se atravessar na frente de ninguém nem sair correndo para ser o primeiro, ter paciência em vez de se irritar, elogiar um pouco mais, deixar passar o que não foi tão legal, mas também não foi tão grave e, quando a crítica for imprescindível, abusar da delicadeza. Um dia só, mesmo que seja apenas para experimentar algo diferente. Quem sabe o que pode acontecer?
Fonte: BRUM, E. Gentileza gera gentileza. Época, 05 out. 2009. Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI96818-15230,00-GENTILEZA+GERA+GENTILEZA.html. (Adaptado)
Com relação ao emprego de recursos que contribuem para a argumentatividade do texto, considere as afirmativas a seguir.
Para responder à questão 06, leia o texto a seguir.
I - Da linha 81 à 85, é apontada, com convicção, a ausência de valor monetário como causa da superfluidade da gentileza.
II - No penúltimo parágrafo do texto, é indicada a necessidade de realização de uma intensa campanha que incentive a prática de gestos de gentileza, exemplificados no último parágrafo.
III - A palavra "quando" introduz uma condição para o excesso de delicadeza.
Está(ão) correta(s)
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Observe o cladograma.

O cladograma apresentado na figura mostra uma filogenia simplificada de Cynodontia. Esse grupo diversificado que inclui os mamíferos, apresenta inúmeros táxons de ocorrência no Triássico do Rio Grande do Sul. Relacione os táxons gaúchos (na 1ª coluna) com a família em que se incluem (na 2ª coluna) e com o tipo de dentição e hábito alimentar (na 3ª coluna).
1ª Coluna
(1) Trucidocynodon
(2) Protuberum
(3) Massetognathus
(4) Minicynodon
2ª Coluna
A) Traversodontidae
B) Ecteniidae
C) Brasilodontidae
D) Galesauridae
3ª bateria
(I) Insetívoro (setorial)
(II) Herbívoro (gonfodonte)
(III) Carnívoro (setorial)
Assinale a alternativa correta.
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A Constuição de 1988 estabelece uma série de normas e diretrizes que buscam moldar as ações da Administração Pública. Com relação a essa previsão constitucional, assinale a alternativa INCORRETA.
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