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852785 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM
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A Floresta Amazônica está mais ligada a nós do que a geografia pode sugerir. Ela é hoje o principal alvo de exploração madeireira no Brasil, já que seus maiores consumidores – as regiões Sul e Sudeste do país – esgotaram suas vegetações nativas (de peroba-rosa e pinho-doparaná, sobretudo) e hoje recorrem a seu território para suprir a demanda. Sim, há ainda matas plantadas, especialmente de eucalipto e pínus, mas grande parte delas abastece empresas de celulose e papel e siderúrgicas.
O piso da sala, as portas e janelas, os móveis, a estrutura, as fôrmas empregadas na obra... Difícil encontrar quem não tenha madeira em casa. Por isso mesmo, combater a derrubada criminosa e as diversas fraudes hoje imiscuídas nessa cadeia é tarefa de todos: significa manter a floresta de pé em tempos de mudanças climáticas e não apoiar via consumo um negócio bilionário que envolve corrupção, trabalho escravo, conflitos fundiários e sonegação de impostos. “Cerca de 80% da produção amazônica é ilegal e isso torna enorme o risco de uma pessoa levar esses cortes para casa”, afirma Aline Tristão, diretora executiva do Conselho de Manejo Florestal (FSC), a principal entidade certificadora do país, que atesta a origem responsável da matéria-prima florestal, do cultivo à venda – indo além da chancela da legalidade.

Os caminhos da ilegalidade são muitos. É comum a derrubada de árvores em áreas não autorizadas, como unidades de conservação, terras indígenas e beiras de rios. Outros crimes são retirar volumes maiores do que os permitidos nas licenças de exploração e extrair espécimes diferentes das especificadas, favorecendo as mais valiosas. Ocorrem também fraudes documentais, quando a madeira ilegal adquire documentação oficial. Exemplos: utilizar créditos de uma área autorizada, mas que não será explorada, para lavar madeira roubada; inflar inventários florestais para aumentar o volume de espécies valiosas permitidas; adulterar o sistema oficial (com ajuda de funcionários públicos), gerando créditos fictícios.
Entender esse complexo mercado é o primeiro passo no combate a essa situação. A concorrência desleal do mercado ilícito é responsável por desmatamentos e condições precárias de trabalho. A madeira ilegal não assume diversos custos criados no caminho entre a floresta e o consumidor, explica Aline. “Ela não paga impostos, não oferece direitos a trabalhadores, gera impactos socioambientais etc ”. Já a certificada, além de cumprir a legislação, inclui vantagens sociais e ambientais que, embora custem mais, incentivam o desenvolvimento sustentável do setor. “Não é a madeira certificada que é mais cara, mas, sim, a ilegal, que é falsamente barata”, complementa a diretora do FSC.
A produção brasileira de madeira é monitorada pelo Documento de Origem Florestal (o Sistema DOF) e pelo novo Sinaflor (Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais), os quais em breve serão combinados com outros bancos de dados de modo a rastrear a cadeia da madeira. “Essa mudança tende a ser um marco, pois tudo ficará digital”, avalia Aline Tristão. “O controle é bastante sofisticado, mas os fraudadores sempre descobrem meios de 'lavar' a madeira, alerta Maurício de Moura Costa, diretor da Bolsa de Valores Ambiental (BVRio), plataforma para compra e venda de madeira legal rastreada. Ele se refere a um efeito perverso da informatização: possibilitar que os lotes ilícitos cheguem ao consumidor com documentação aparentemente regular. “Para evitar riscos, muitas construtoras substituíram o material por cerâmica no revestimento e alumínio e PVC em portas e janelas. Mas isso mata a economia da floresta, a qual precisa se fortalecer para combater o desmatamento, arrecadar impostos e gerar empregos”, alega Moura Costa, autor de um relatório recente da BVRio que traça um diagnóstico amplo e propõe bancos de dados para inibir a clandestinidade.
Na base da história, no entanto, está o cidadão. “Madeira ilegal tem fornecedor, mas também consumidor”, diz o arquiteto Marcelo Aflalo, de São Paulo. Na realidade, da floresta até a nossa casa, o caminho é longo e, mesmo com o avanço das tecnologias de controle, ainda há muito a ser feito para reduzir a ilegalidade e seus danos. Fraudes na cadeia produtiva comprometem a sustentabilidade da floresta e impedem o crescimento de um importante setor da economia. Cabe, portanto, ao cidadão consumir com segurança e responsabilidade e fazer disso um ato de combate à corrupção no país.

Na função de sujeito gramatical, é colocado um segmento referindo ou retomando um ente inanimado representado como um agente realizador de ações pertinentes à esfera das atividades humanas.
Tenha em mente essa estratégia ao ler os fragmentos a seguir.

I → "Ela não paga impostos, não oferece direitos a trabalhadores, gera impactos socioambientais, etc" [...] (ℓ.50-51).

IIA produção brasileira de madeira é monitorada pelo Documento de Origem Florestal (o sistema DOF) e pelo novo Sinaflor (Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais), os quais em breve serão combinados com outros bancos de dados [...] (ℓ.58-63).

IIIMas isso mata a economia da floresta, a qual precisa se fortalecer para combater o desmatamento, arrecadar impostos e gerar empregos [...] (ℓ.76- 79).

A estratégia descrita está evidenciada apenas no(s)

 

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852783 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

enunciado 852783-1

Em várias passagens do texto, diferentes autores são mencionados, destacando-se o teor de seus ditos. Embora citados nominalmente, alguns desses escritores têm o dito apresentado indiretamente, não se criando o efeito de que as palavras foram citadas tal qual aparecem nas obras.

Essa estratégia foi empregada no relato de ideias atribuídas a

 

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852780 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM
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enunciado 852780-1

A seguir, apresentam-se diferentes reescritas para a última oração do fragmento [...] e, mesmo com o avanço das tecnologias de controle, ainda há muito a ser feito para reduzir a ilegalidade e seus danos. (ℓ .87-89).

I → [...] para que seja reduzida a ilegalidade e seus danos.

II → [...] para que sejam reduzidos a ilegalidade e seus danos.

III → [...] para que a ilegalidade e seus danos sejam reduzidos.

Qual(is) reescrita(s) está(ão) de acordo com a norma-padrão da escrita?

 

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852779 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

enunciado 852779-1

Considere as ideias apresentadas no texto e o sentido das expressões idiomáticas ir de encontro a ou ir ao encontro de para responder à questão.

Assim como a poesia e a pintura oportunizam a que os artistas falem de si mesmos, a web 2.0 dá a seus usuários essa mesma oportunidade. Essa assertiva vai ___________ que o autor declara em todos falamos de nós mesmos, grandes e pequenos ( ℓ. 8-9 ).

A selfie é uma forma de falar de si, e falar de si, segundo pesquisas recentes, atua beneficamente sobre o cérebro. Essa assertiva vai ___________ tese de que, além das áreas do lazer, segurança, trabalho, compras, etc. (ℓ.90-91), a área da cognição tem melhorias advindas das fotos de si mesmos tiradas pelos usuários (ℓ.88-89).

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.

 

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852774 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

enunciado 852774-1

Numere os parênteses, associando o tipo de linguagem apresentado à esquerda com o emprego do verbo na frase destacada à direita.

(1) Linguagem figurada

(2) Linguagem não figurada

( ) O poeta, que se enreda no eu lírico [...] (l.34-35)

( ) O poeta [...] e o pintor [...] trabalham com modalidades diferentes (l.34-37)

( ) Já o internauta [...] caminha na multimodalidade, ao vivo e a cores (l.37-39)

( ) [...] o pesquisador Ian Pearson antecipa dez possíveis usos das selfies (l.84-86)

A sequência correta é

 

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852772 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

enunciado 852772-1

No fragmento falar de si não só é tão profundo quanto nosso cérebro, como ainda o torna mais elástico (l.76-78), o segmento nosso cérebro foi retomado coesivamente, na sequência, através da substituição pelo pronome pessoal o.

Com esse mesmo propósito, todos os segmentos sublinhados nas alternativas poderiam ser substituídos por esse pronome ou uma de suas flexões, EXCETO

 

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852771 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

enunciado 852771-1

Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa sobre estratégias argumentativas do texto.

( ) Os exemplos de autorretratos de pintores famosos sugerem a ideia de que os artistas praticavam uma espécie de selfie já em tempos passados.

( ) O exemplo de Michelangelo retifica a ideia de que a arte, embora possa promover o culto ao ego (ℓ.47-48), é ferramenta para a representação de dramas pessoais.

( ) Os exemplos de atividades cotidianas expostas nas selfies são usados como uma evidência de que atualmente os internautas transformaram sua vida privada em uma vitrine (ℓ.57).

A sequência correta é

 

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852770 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM
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A Floresta Amazônica está mais ligada a nós do que a geografia pode sugerir. Ela é hoje o principal alvo de exploração madeireira no Brasil, já que seus maiores consumidores – as regiões Sul e Sudeste do país – esgotaram suas vegetações nativas (de peroba-rosa e pinho-doparaná, sobretudo) e hoje recorrem a seu território para suprir a demanda. Sim, há ainda matas plantadas, especialmente de eucalipto e pínus, mas grande parte delas abastece empresas de celulose e papel e siderúrgicas.
O piso da sala, as portas e janelas, os móveis, a estrutura, as fôrmas empregadas na obra... Difícil encontrar quem não tenha madeira em casa. Por isso mesmo, combater a derrubada criminosa e as diversas fraudes hoje imiscuídas nessa cadeia é tarefa de todos: significa manter a floresta de pé em tempos de mudanças climáticas e não apoiar via consumo um negócio bilionário que envolve corrupção, trabalho escravo, conflitos fundiários e sonegação de impostos. “Cerca de 80% da produção amazônica é ilegal e isso torna enorme o risco de uma pessoa levar esses cortes para casa”, afirma Aline Tristão, diretora executiva do Conselho de Manejo Florestal (FSC), a principal entidade certificadora do país, que atesta a origem responsável da matéria-prima florestal, do cultivo à venda – indo além da chancela da legalidade.

Os caminhos da ilegalidade são muitos. É comum a derrubada de árvores em áreas não autorizadas, como unidades de conservação, terras indígenas e beiras de rios. Outros crimes são retirar volumes maiores do que os permitidos nas licenças de exploração e extrair espécimes diferentes das especificadas, favorecendo as mais valiosas. Ocorrem também fraudes documentais, quando a madeira ilegal adquire documentação oficial. Exemplos: utilizar créditos de uma área autorizada, mas que não será explorada, para lavar madeira roubada; inflar inventários florestais para aumentar o volume de espécies valiosas permitidas; adulterar o sistema oficial (com ajuda de funcionários públicos), gerando créditos fictícios.
Entender esse complexo mercado é o primeiro passo no combate a essa situação. A concorrência desleal do mercado ilícito é responsável por desmatamentos e condições precárias de trabalho. A madeira ilegal não assume diversos custos criados no caminho entre a floresta e o consumidor, explica Aline. “Ela não paga impostos, não oferece direitos a trabalhadores, gera impactos socioambientais etc ”. Já a certificada, além de cumprir a legislação, inclui vantagens sociais e ambientais que, embora custem mais, incentivam o desenvolvimento sustentável do setor. “Não é a madeira certificada que é mais cara, mas, sim, a ilegal, que é falsamente barata”, complementa a diretora do FSC.
A produção brasileira de madeira é monitorada pelo Documento de Origem Florestal (o Sistema DOF) e pelo novo Sinaflor (Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais), os quais em breve serão combinados com outros bancos de dados de modo a rastrear a cadeia da madeira. “Essa mudança tende a ser um marco, pois tudo ficará digital”, avalia Aline Tristão. “O controle é bastante sofisticado, mas os fraudadores sempre descobrem meios de 'lavar' a madeira, alerta Maurício de Moura Costa, diretor da Bolsa de Valores Ambiental (BVRio), plataforma para compra e venda de madeira legal rastreada. Ele se refere a um efeito perverso da informatização: possibilitar que os lotes ilícitos cheguem ao consumidor com documentação aparentemente regular. “Para evitar riscos, muitas construtoras substituíram o material por cerâmica no revestimento e alumínio e PVC em portas e janelas. Mas isso mata a economia da floresta, a qual precisa se fortalecer para combater o desmatamento, arrecadar impostos e gerar empregos”, alega Moura Costa, autor de um relatório recente da BVRio que traça um diagnóstico amplo e propõe bancos de dados para inibir a clandestinidade.
Na base da história, no entanto, está o cidadão. “Madeira ilegal tem fornecedor, mas também consumidor”, diz o arquiteto Marcelo Aflalo, de São Paulo. Na realidade, da floresta até a nossa casa, o caminho é longo e, mesmo com o avanço das tecnologias de controle, ainda há muito a ser feito para reduzir a ilegalidade e seus danos. Fraudes na cadeia produtiva comprometem a sustentabilidade da floresta e impedem o crescimento de um importante setor da economia. Cabe, portanto, ao cidadão consumir com segurança e responsabilidade e fazer disso um ato de combate à corrupção no país.

Com a frase final do primeiro parágrafo (ℓ.8-11), introduz-se um novo argumento. Tendo isso em mente, leia as reescritas a seguir.

I →Claro, ainda hámatas plantadas, especialmente de eucalipto e pínus; grande parte delas, contudo, abastece siderúrgicas e empresas de celulose e papel.

II → Além disso, ainda há matas plantadas, especialmente de eucalipto e pínus, que abastecem em grande parte siderúrgicas e empresas de celulose e papel.

III →É fato que ainda hámatas plantadas, especialmente de eucalipto e pínus; por outro lado, grande parte delas abastece siderúrgicas e empresas de celulose e papel.

A coesão textual e a relação lógica entre o esgotamento das reservas nativas, a existência de matas plantadas e o abastecimento de setores empresariais expressadas no texto são mantidas na(s) frase(s) reescrita(s) apresentada(s)

 

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852769 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

Para responder às questão, leia o texto a seguir.

enunciado 852769-1

Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa sobre a expressão A LENTA E AS LENTES, em destaque no texto.

( ) O emprego de A e AS auxilia a coesão textual, pois, com o uso do artigo definido, é feita a retomada de referentes apresentados anteriormente, na imagem fotográfica.

( ) O segmento A LENTA contribui para a coesão textual, pois o réptil fotografado é referido verbalmente pela característica que, culturalmente, é associada a ele, a lentidão.

( ) O segmento AS LENTES estabelece coesão textual com o segmento Balneário Camboriú, pois remete, figuradamente, à ideia de orla marítima.

A sequência correta é

 

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852767 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

Para responder às questão, leia o texto a seguir.

enunciado 852767-1

No texto, com o segmento só faltou a selfie da tartaruga, explora-se
I → a ambiguidade, dado que a expressão a selfie da tartaruga remete tanto à ideia da tartaruga como alvo das fotografias quanto à ideia da tartaruga como fotógrafa.
II → a ironia, dado que a imagem fotográfica mostra que todos, exceto a tartaruga e uma jovem , estão focados no registro de imagens.
III → o neologismo, dado que a palavra selfie não pertence ao vocabulário da língua portuguesa, e sim ao da língua inglesa.
Está(ão) correta(s)
 

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