Foram encontradas 280 questões.
"A prevenção Quaternária é definida como a ação feita para identificar um paciente ou população em risco de supermedicalização, protegê-lo(s) de um intervenção médica invasiva e sugerir procedimentos científica e eticamente aceitáveis" (GUSSO; LOPES; DIAS, 2019).
Fonte: GUSSO, Gustavo; LOPES, José Mauro Ceratti; DIAS, Lêda Chaves.
Tratado de Medicina de Família e Comunidade: princípios, formação e
prática. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. p. 255.
Sobre a supermedicalização que a Prevenção Quaternária visa a combater, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) O sobrediagnóstico ocorre quando as pessoas são diagnosticadas com uma doença que, na verdade, nunca causaria nenhum dano a elas e para as quais um rótulo diagnóstico e seu consequente tratamento podem trazer mais prejuízos que benefícios. Em geral, isso ocorre como resultado de exames diagnósticos excessivos ou programas de rastreamento que podem detectar doenças não progressivas como, por exemplo, a neoplasia de próstata indolente.
( ) A mercantilização da doença (do inglês disease mongering) é a "comercialização da doença que amplia os limites da enfermidade e aumenta os lucros para aqueles que vendem e entregam tratamentos". O processo de mercantilização da doença pode envolver redefinições de doenças (de maneira a aumentar o número de pessoas a serem incorporadas como doentes) ou a transformação de situações fisiológicas em problemas de saúde como ocorre, por exemplo, no transtorno do interesse/excitação sexual feminino e na calvície.
( ) A prevenção em excesso não apenas tem efeitos adversos e danos no plano concreto, mas também provoca danos gerais. São exemplos a medicalização da sociedade, o paradoxo da saúde (quanto mais saudáveis as populações, mais insatisfeitas com saúde), a frustração do médico diante de uma tarefa impossível de prevenção sem limites e o reforço da "Lei dos Cuidados Inversos", a partir da transferência de recursos da saúde pública para a atividade clínica e de velhos para jovens, de doentes para saudáveis, de analfabetos para universitários e de pobres para ricos.
A sequência correta é
Provas
NÃO faz parte dos objetivos do tratamento da asma:
Provas
Conforme prevê a Lei nº 12.527, de 2011, a informação em poder dos órgãos ou entidades públicas, observado o seu teor, poderá ser classificada como
Provas
- Linguagens e Suportes MidiáticosProdução AudiovisualLuz, Iluminação e Luminotécnica em Audiovisual e Cinema
Para compensar desequilíbrios na temperatura de cor de um objeto que será gravado ou fotografado, o procedimento recomendado é
Provas
Considerando os parâmetros linguísticos da Libras, assinale a alternativa em que os sinais possuem o mesmo movimento.
Provas
Associe os instrumentos de coleta de dados, utilizados na elaboração de um diagnóstico, apresentados na coluna à esquerda com as afirmativas destacadas na coluna à direita.
(1) Entrevista
(2) Questionário
(3) Grupo focal
(4) Observação
( ) Técnica de pesquisa qualitativa, não diretiva.
( ) Adequada para estudos qualitativos de usuários.
( ) Pouco sistemática mas valiosa em estudos exploratórios.
( ) Amplitude de pessoas e em lugares diversos.
A sequência correta é
Provas
C.S., mulher, com 76 anos foi submetida a artroplastia total de quadril, com prótese cimentada.
Encontra-se no 10º dia de pós-operatório.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta fisioterapêutica correta neste caso.
Provas
Qual a principal característica da hipertonia elástica?
Provas
A volta da letra bonita
Nossas histórias têm caligrafia própria. A forma da letra nos identifica, por isso a treinamos, buscando uma imagem ideal, como quando fazemos caras e bocas no espelho.
Quer escrevamos em garranchos de médico, em estudada letra de professor, em sofridos traços de quem teve pouca escola ou em estilosas maiúsculas de arquiteto, há uma razão de ser na estética, tamanho e cadência do que colocamos no papel.
Não é à toa que existem grafólogos, que sabem ler a linguagem do traço. A assinatura, com a qual emprestamos valor e seriedade a tanta coisa, nos sintetiza.
Aos nove anos, passei a usar o sobrenome do meu padrasto. Era algo que desejava, portanto preparei-me com pompa para a nova assinatura.
Sem determinação consciente, mudei de letra e nunca mais escrevi em cursiva. Imitei o traçado dos cadernos artísticos de uma colega que admirava - aliás, ela virou arquiteta. Sempre quis que meus caóticos e borrados cadernos escolares parecessem algo melhor, mas na ocasião o que importava era sua escrita em maiúsculas.
Em inglês, chamam-nas de "letras capitais", como as cidades mais importantes, como a pena que ceifa uma vida, como um valor investido.
Maiúsculo, dizemos nós, nome superlativo, como esperava do que dali em diante se tornaria o meu.
Se hoje tento escrever em cursiva, volta-me a letra de criança de nove anos, retrato congelado daquela cuja vida abriu um novo parágrafo. Acho que, também sem querer, escolhi que as letras não fossem coladas. Era uma identidade nova, peças soltas que passarei a vida tentando juntar.
O escritor Fabrício Carpinejar também tem uma história de filiação através da letra. Ele era, como eu, um desastre de aluno. Quando informado pela mãe de que no dia seguinte teria de assinar sua primeira carteira de identidade, ficou apavorado.
Com urgência, treinou fazendo calcos dos autógrafos do seu já famoso pai. Sua primeira assinatura foi um plágio, uma apropriação, prenúncio da herança artística dos dois pais poetas, que mais adiante reivindicaria para si. "A letra do meu pai me deu colo", ele definiu. No meu caso, foram as maiúsculas que deram colo para meu novo pai.
Quando os teclados tomaram conta da escrita, os presságios para o futuro da capacidade de escrever à mão foram terríveis. Como tantos
apocalipses, este não se confirmou. Entre os mais jovens, virou mania a arte do lettering. Uma caligrafia esmerada, que compõe diários-agendas, nos quais compromissos, confissões e ideias espalham-se graciosamente por páginas que não vexariam um monge escriba. Nas tatuagens que contêm palavras com que nos revestimos para sempre, as formas, os tipos de letras usados fazem toda a diferença.
Chegamos até aqui como civilização escrevendo: documentando contabilidades, leis, memórias e ficções. Não posso afirmar que isso nos tornou boa gente, mas, se temos algum potencial para ser melhores, acredito que o cuidado com a escrita pode ajudar. A letra manuscrita é um ato de amor às palavras, e nesse caso as aparências não enganam.
Vê-la resgatada com tanta graça me enche de otimismo de que as coisas se transformam, mas o essencial talvez não se perca.
Fonte: CORSO, Diana. A volta da letra bonita. Jornal Zero Hora, Porto Alegre, ano 56, 18 fev.
2019. Colunistas, p.31.
Para chegar a uma relativa generalização sobre a escrita, sua relação com a identidade e sua potencialidade de melhorar o ser humano, a autora faz o registro de ideias com base em vivências particulares. Em função disso, destacam-se o emprego da primeira pessoa e o uso de pronomes
I - pessoais.
II - possessivos.
III - demonstrativos.
Está(ão) correta(s)
Provas
Em relação à insuficiência renal aguda, considere as afirmações a seguir.
I - O aumento significativo e persistente da concentração de creatinina sérica em exames sanguíneos seriados comprova a presença de insuficiência renal aguda.
II - Sinais físicos de hipotensão ortostática, taquicardia, diminuição da pressão venosa jugular e da turgidez cutânea são elementos frequentemente identificados na insuficiência renal pré-renal.
III - A diferença entre insuficiência renal aguda ou crônica é importante para o diagnóstico e tratamento adequados, e o conhecimento da creatinina sérica basal tem pouco valor nessa diferenciação.
Está(ão) correta(s)
Provas
Caderno Container