Foram encontradas 150 questões.
Sobre o assunto, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão terá como subunidade de apoio a Secretaria dos Conselhos e duas comissões permanentes, a Comissão de Legislação e Normas – CLN e a Comissão de Ensino, Pesquisa e Extensão – COMEPE, cada qual com competências específicas de forma a garantir a eficiência na tomada de decisões pelo referido Conselho.
( ) Qualquer conselheiro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão poderá participar das reuniões da Comissão de Legislação e Normas e da Comissão de Ensino, Pesquisa e Extensão com direito à voz e ao voto.
( ) Cada Comissão será constituída por três representantes titulares, sendo todos docentes da mesma unidade de ensino, um representante do Ensino Básico Técnico e Tecnológico (EBTT) e um discente.
A sequência correta é
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- UniãoExecutivoDecreto 1.171/1994: Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal
I → O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta.
II → São exemplos de deveres fundamentais do servidor público: ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum.
III → É vedado ao servidor público o uso do cargo ou da função, de facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem.
IV → O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.
Está(ão) correta(s)
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I → Cabe ao poder público garantir que o segmento da população negra vinculado aos seguros privados de saúde seja tratado sem discriminação.
II → Está entre as atribuições do poder público estimular e apoiar ações socioeducacionais realizadas por entidades do movimento negro que desenvolvam atividades voltadas para a inclusão social.
III → Cabe ao poder público incentivar a celebração das personalidades e das datas comemorativas relacionadas à trajetória do samba e de outras manifestações culturais de matriz africana, bem como sua comemoração nas instituições de ensino públicas e privadas.
IV → Está entre as atribuições do poder público fomentar o pleno acesso da população negra às práticas desportivas, consolidando o esporte e o lazer como direitos sociais.
Está(ão) correta(s)
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( ) Como a posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial, somente poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo.
( ) A posse em cargo público ocorrerá no prazo de 60 dias contados da publicação do ato de provimento.
( ) O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe é assegurada ampla defesa.
A sequência correta é
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A reforma do Novo Ensino Médio, aprovada em
2016, trouxe como principal mudança a divisão das
horas-aula entre a Base Nacional Curricular Comum
(BNCC) e os itinerários formativos, matérias à parte
que seriam de escolha do estudante. Das 3 mil ho-
ras ao longo dos três anos de Ensino Médio, 1.8
seriam da BNCC – matérias como sociologia, mate-
mática, geografia e química – e as 1.200 restantes
deveriam ser compostas com matérias optativas.
Na revisão de 2023, a carga horária dos itine-
rários formativos foi reduzida de 1.200 para 6
horas, mas pesquisadores concordam que, para im-
plementar na educação pública, esse modelo ainda
se mostra desastroso. Fernando Cássio, professor
da Faculdade de Educação da USP, dá detalhes so-
bre o novo modelo de aulas.
Políticas públicas
O professor explica que há grande desigual-
dade entre o número de matrículas das escolas
públicas e particulares no Ensino Médio: “88% das
matrículas do Ensino Médio estão na escola pú-
blica, então é importante a gente olhar para esse
dado com foco na escola pública”. [...] Segundo
Cássio, é difícil pensar numa grande reforma de
flexibilização curricular, com a promessa de atrair
de volta estudantes para a escola, sem que haja
um aumento definitivo do investimento em edu-
cação pública: “A gente tem um desenho de um
sistema de educação universal, gratuito e público,
de ampla cobertura, mas que não tem professores
suficientes, salas de aulas suficientes”.
Problema conceitual
O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas
sem escolarização básica completa, ou seja, nove
anos de ensino fundamental e três de Ensino Médio.
A reforma foi pensada para tentar reverter esse
quadro preocupante, mas, conforme explica Fernan-
do Cássio, a evasão escolar está mais relacionada
à falta de condições econômicas dos alunos mais
pobres e às dificuldades sociais ao redor da escola
do que propriamente à composição curricular.
“A explicação que os reformadores encontraram
em 2016 para justificar a reforma era que os jovens
não ficam na escola porque a escola é chata, é muito
ultrapassada, um monte de clichês empilhados que
conformam um discurso de base moral, porque já co-
loca as pessoas que vão criticar esse tipo de modelo
como se fossem elas as reacionárias”, conta o docente.
Para Fernando Cássio, a implementação dos itine-
rários está relacionada a um projeto de alienação dos
alunos pobres, visto que, nos colégios particulares, os
itinerários ocorrem no contraturno e não prejudicam o
aprendizado pleno das matérias da BNCC que caem no
vestibular. “Ao invés de aprender química básica, para
entender como funciona o ciclo do carbono e, portanto,
entender como é que funciona o aquecimento global,
o aluno vai estudar bolo de pote, brigadeiro gourmet,
como fabricar um tijolo, coisas assim,” elucida.
Na prática
Para atender à demanda da reforma, os governos
estaduais elaboraram diversas matérias alternati-
vas para serem oferecidas às escolas como parte
dos itinerários formativos. O problema é que, na
prática, não há condições materiais para instaurar
todos os itinerários de maneira plena nas escolas
públicas, e os professores muitas vezes se veem na
obrigação de ministrar aulas para as quais não pos-
suem conhecimento: “Quando a reforma começou a
ser implementada nas redes, o problema começou
a aparecer. O Rio Grande do Sul, por exemplo, criou
itinerários formativos. O Rio de Janeiro criou 18,
e São Paulo criou 11. Mas, quando você vai à escola,
é ofertado 1, 2,” expõe o professor.
Mesmo entre os colégios públicos, há desigual-
dades na oferta de ensino: “Os dados mostraram
que o estudante não tem escolha. Essa escolha é
ainda mais restrita nas escolas mais pobres. Quan-
to mais vulnerável é a escola, e quanto mais vul-
nerável é a condição do estudante, menos escolha
tem”, finaliza Fernando Cássio.
I → A expressão “esse modelo” (ℓ. 16) faz referência à nova proposta de Ensino Médio, composta pelas horas-aula da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e as 600 horas de itinerários formativos.
II → A expressão “esse quadro preocupante” (ℓ. 39-40) tem como referente a informação “O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas sem escolarização básica completa” (ℓ. 36-37).
III → O verbo “coloca” (ℓ. 49-50) tem como referente elíptico “a explicação” (ℓ. 45).
IV → A expressão “o problema” (ℓ. 72) faz referência à informação de que, “na prática, não há condições materiais para instaurar todos os itinerários de maneira plena nas escolas públicas” (ℓ. 66-69).
Estão corretas
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A reforma do Novo Ensino Médio, aprovada em
2016, trouxe como principal mudança a divisão das
horas-aula entre a Base Nacional Curricular Comum
(BNCC) e os itinerários formativos, matérias à parte
que seriam de escolha do estudante. Das 3 mil ho-
ras ao longo dos três anos de Ensino Médio, 1.8
seriam da BNCC – matérias como sociologia, mate-
mática, geografia e química – e as 1.200 restantes
deveriam ser compostas com matérias optativas.
Na revisão de 2023, a carga horária dos itine-
rários formativos foi reduzida de 1.200 para 6
horas, mas pesquisadores concordam que, para im-
plementar na educação pública, esse modelo ainda
se mostra desastroso. Fernando Cássio, professor
da Faculdade de Educação da USP, dá detalhes so-
bre o novo modelo de aulas.
Políticas públicas
O professor explica que há grande desigual-
dade entre o número de matrículas das escolas
públicas e particulares no Ensino Médio: “88% das
matrículas do Ensino Médio estão na escola pú-
blica, então é importante a gente olhar para esse
dado com foco na escola pública”. [...] Segundo
Cássio, é difícil pensar numa grande reforma de
flexibilização curricular, com a promessa de atrair
de volta estudantes para a escola, sem que haja
um aumento definitivo do investimento em edu-
cação pública: “A gente tem um desenho de um
sistema de educação universal, gratuito e público,
de ampla cobertura, mas que não tem professores
suficientes, salas de aulas suficientes”.
Problema conceitual
O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas
sem escolarização básica completa, ou seja, nove
anos de ensino fundamental e três de Ensino Médio.
A reforma foi pensada para tentar reverter esse
quadro preocupante, mas, conforme explica Fernan-
do Cássio, a evasão escolar está mais relacionada
à falta de condições econômicas dos alunos mais
pobres e às dificuldades sociais ao redor da escola
do que propriamente à composição curricular.
“A explicação que os reformadores encontraram
em 2016 para justificar a reforma era que os jovens
não ficam na escola porque a escola é chata, é muito
ultrapassada, um monte de clichês empilhados que
conformam um discurso de base moral, porque já co-
loca as pessoas que vão criticar esse tipo de modelo
como se fossem elas as reacionárias”, conta o docente.
Para Fernando Cássio, a implementação dos itine-
rários está relacionada a um projeto de alienação dos
alunos pobres, visto que, nos colégios particulares, os
itinerários ocorrem no contraturno e não prejudicam o
aprendizado pleno das matérias da BNCC que caem no
vestibular. “Ao invés de aprender química básica, para
entender como funciona o ciclo do carbono e, portanto,
entender como é que funciona o aquecimento global,
o aluno vai estudar bolo de pote, brigadeiro gourmet,
como fabricar um tijolo, coisas assim,” elucida.
Na prática
Para atender à demanda da reforma, os governos
estaduais elaboraram diversas matérias alternati-
vas para serem oferecidas às escolas como parte
dos itinerários formativos. O problema é que, na
prática, não há condições materiais para instaurar
todos os itinerários de maneira plena nas escolas
públicas, e os professores muitas vezes se veem na
obrigação de ministrar aulas para as quais não pos-
suem conhecimento: “Quando a reforma começou a
ser implementada nas redes, o problema começou
a aparecer. O Rio Grande do Sul, por exemplo, criou
itinerários formativos. O Rio de Janeiro criou 18,
e São Paulo criou 11. Mas, quando você vai à escola,
é ofertado 1, 2,” expõe o professor.
Mesmo entre os colégios públicos, há desigual-
dades na oferta de ensino: “Os dados mostraram
que o estudante não tem escolha. Essa escolha é
ainda mais restrita nas escolas mais pobres. Quan-
to mais vulnerável é a escola, e quanto mais vul-
nerável é a condição do estudante, menos escolha
tem”, finaliza Fernando Cássio.
( ) No subtítulo, a escrita correta de “por que” (ℓ. 02) deveria ser “porque”, uma vez que introduz uma explicação.
( ) Na oração “a evasão escolar está mais relacionada [...] às dificuldades sociais ao redor da escola” (ℓ. 41-43), conforme as regras que orientam o uso da crase, é também aceita a construção “a dificuldades”.
( ) No trecho “O problema é que, na prática, não há condições materiais para instaurar todos os itinerários de maneira plena nas escolas públicas” (ℓ. 66-69), há a ocorrência de uma oração subordinada substantiva predicativa.
A sequência correta é
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A reforma do Novo Ensino Médio, aprovada em
2016, trouxe como principal mudança a divisão das
horas-aula entre a Base Nacional Curricular Comum
(BNCC) e os itinerários formativos, matérias à parte
que seriam de escolha do estudante. Das 3 mil ho-
ras ao longo dos três anos de Ensino Médio, 1.8
seriam da BNCC – matérias como sociologia, mate-
mática, geografia e química – e as 1.200 restantes
deveriam ser compostas com matérias optativas.
Na revisão de 2023, a carga horária dos itine-
rários formativos foi reduzida de 1.200 para 6
horas, mas pesquisadores concordam que, para im-
plementar na educação pública, esse modelo ainda
se mostra desastroso. Fernando Cássio, professor
da Faculdade de Educação da USP, dá detalhes so-
bre o novo modelo de aulas.
Políticas públicas
O professor explica que há grande desigual-
dade entre o número de matrículas das escolas
públicas e particulares no Ensino Médio: “88% das
matrículas do Ensino Médio estão na escola pú-
blica, então é importante a gente olhar para esse
dado com foco na escola pública”. [...] Segundo
Cássio, é difícil pensar numa grande reforma de
flexibilização curricular, com a promessa de atrair
de volta estudantes para a escola, sem que haja
um aumento definitivo do investimento em edu-
cação pública: “A gente tem um desenho de um
sistema de educação universal, gratuito e público,
de ampla cobertura, mas que não tem professores
suficientes, salas de aulas suficientes”.
Problema conceitual
O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas
sem escolarização básica completa, ou seja, nove
anos de ensino fundamental e três de Ensino Médio.
A reforma foi pensada para tentar reverter esse
quadro preocupante, mas, conforme explica Fernan-
do Cássio, a evasão escolar está mais relacionada
à falta de condições econômicas dos alunos mais
pobres e às dificuldades sociais ao redor da escola
do que propriamente à composição curricular.
“A explicação que os reformadores encontraram
em 2016 para justificar a reforma era que os jovens
não ficam na escola porque a escola é chata, é muito
ultrapassada, um monte de clichês empilhados que
conformam um discurso de base moral, porque já co-
loca as pessoas que vão criticar esse tipo de modelo
como se fossem elas as reacionárias”, conta o docente.
Para Fernando Cássio, a implementação dos itine-
rários está relacionada a um projeto de alienação dos
alunos pobres, visto que, nos colégios particulares, os
itinerários ocorrem no contraturno e não prejudicam o
aprendizado pleno das matérias da BNCC que caem no
vestibular. “Ao invés de aprender química básica, para
entender como funciona o ciclo do carbono e, portanto,
entender como é que funciona o aquecimento global,
o aluno vai estudar bolo de pote, brigadeiro gourmet,
como fabricar um tijolo, coisas assim,” elucida.
Na prática
Para atender à demanda da reforma, os governos
estaduais elaboraram diversas matérias alternati-
vas para serem oferecidas às escolas como parte
dos itinerários formativos. O problema é que, na
prática, não há condições materiais para instaurar
todos os itinerários de maneira plena nas escolas
públicas, e os professores muitas vezes se veem na
obrigação de ministrar aulas para as quais não pos-
suem conhecimento: “Quando a reforma começou a
ser implementada nas redes, o problema começou
a aparecer. O Rio Grande do Sul, por exemplo, criou
itinerários formativos. O Rio de Janeiro criou 18,
e São Paulo criou 11. Mas, quando você vai à escola,
é ofertado 1, 2,” expõe o professor.
Mesmo entre os colégios públicos, há desigual-
dades na oferta de ensino: “Os dados mostraram
que o estudante não tem escolha. Essa escolha é
ainda mais restrita nas escolas mais pobres. Quan-
to mais vulnerável é a escola, e quanto mais vul-
nerável é a condição do estudante, menos escolha
tem”, finaliza Fernando Cássio.
I → O emprego da vírgula na linha 07 obedece à mesma regra que o emprego das vírgulas nas linhas 17 e 18.
II → No trecho “[...] a carga horária dos itinerários formativos foi reduzida de 1.200 para 600 horas, mas pesquisadores concordam que” (ℓ. 13-15), a vírgula separa uma oração coordenada assindética de uma oração coordenada sindética adversativa.
III → Se o trecho “matérias como sociologia, matemática, geografia e química” (ℓ. 10-11), juntamenente com os travessões que o acompanham, fosse excluído, uma vírgula deveria ser acrescentada antes da conjunção “e” (ℓ. 11).
IV → No trecho “mas pesquisadores concordam que, para implementar na educação pública, esse modelo ainda se mostra desastroso” (ℓ. 15-17), as vírgulas sinalizam a intercalação de uma oração subordinada adverbial final.
Está(ão) correta(s)
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A reforma do Novo Ensino Médio, aprovada em
2016, trouxe como principal mudança a divisão das
horas-aula entre a Base Nacional Curricular Comum
(BNCC) e os itinerários formativos, matérias à parte
que seriam de escolha do estudante. Das 3 mil ho-
ras ao longo dos três anos de Ensino Médio, 1.8
seriam da BNCC – matérias como sociologia, mate-
mática, geografia e química – e as 1.200 restantes
deveriam ser compostas com matérias optativas.
Na revisão de 2023, a carga horária dos itine-
rários formativos foi reduzida de 1.200 para 6
horas, mas pesquisadores concordam que, para im-
plementar na educação pública, esse modelo ainda
se mostra desastroso. Fernando Cássio, professor
da Faculdade de Educação da USP, dá detalhes so-
bre o novo modelo de aulas.
Políticas públicas
O professor explica que há grande desigual-
dade entre o número de matrículas das escolas
públicas e particulares no Ensino Médio: “88% das
matrículas do Ensino Médio estão na escola pú-
blica, então é importante a gente olhar para esse
dado com foco na escola pública”. [...] Segundo
Cássio, é difícil pensar numa grande reforma de
flexibilização curricular, com a promessa de atrair
de volta estudantes para a escola, sem que haja
um aumento definitivo do investimento em edu-
cação pública: “A gente tem um desenho de um
sistema de educação universal, gratuito e público,
de ampla cobertura, mas que não tem professores
suficientes, salas de aulas suficientes”.
Problema conceitual
O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas
sem escolarização básica completa, ou seja, nove
anos de ensino fundamental e três de Ensino Médio.
A reforma foi pensada para tentar reverter esse
quadro preocupante, mas, conforme explica Fernan-
do Cássio, a evasão escolar está mais relacionada
à falta de condições econômicas dos alunos mais
pobres e às dificuldades sociais ao redor da escola
do que propriamente à composição curricular.
“A explicação que os reformadores encontraram
em 2016 para justificar a reforma era que os jovens
não ficam na escola porque a escola é chata, é muito
ultrapassada, um monte de clichês empilhados que
conformam um discurso de base moral, porque já co-
loca as pessoas que vão criticar esse tipo de modelo
como se fossem elas as reacionárias”, conta o docente.
Para Fernando Cássio, a implementação dos itine-
rários está relacionada a um projeto de alienação dos
alunos pobres, visto que, nos colégios particulares, os
itinerários ocorrem no contraturno e não prejudicam o
aprendizado pleno das matérias da BNCC que caem no
vestibular. “Ao invés de aprender química básica, para
entender como funciona o ciclo do carbono e, portanto,
entender como é que funciona o aquecimento global,
o aluno vai estudar bolo de pote, brigadeiro gourmet,
como fabricar um tijolo, coisas assim,” elucida.
Na prática
Para atender à demanda da reforma, os governos
estaduais elaboraram diversas matérias alternati-
vas para serem oferecidas às escolas como parte
dos itinerários formativos. O problema é que, na
prática, não há condições materiais para instaurar
todos os itinerários de maneira plena nas escolas
públicas, e os professores muitas vezes se veem na
obrigação de ministrar aulas para as quais não pos-
suem conhecimento: “Quando a reforma começou a
ser implementada nas redes, o problema começou
a aparecer. O Rio Grande do Sul, por exemplo, criou
itinerários formativos. O Rio de Janeiro criou 18,
e São Paulo criou 11. Mas, quando você vai à escola,
é ofertado 1, 2,” expõe o professor.
Mesmo entre os colégios públicos, há desigual-
dades na oferta de ensino: “Os dados mostraram
que o estudante não tem escolha. Essa escolha é
ainda mais restrita nas escolas mais pobres. Quan-
to mais vulnerável é a escola, e quanto mais vul-
nerável é a condição do estudante, menos escolha
tem”, finaliza Fernando Cássio.
Provas
A reforma do Novo Ensino Médio, aprovada em
2016, trouxe como principal mudança a divisão das
horas-aula entre a Base Nacional Curricular Comum
(BNCC) e os itinerários formativos, matérias à parte
que seriam de escolha do estudante. Das 3 mil ho-
ras ao longo dos três anos de Ensino Médio, 1.8
seriam da BNCC – matérias como sociologia, mate-
mática, geografia e química – e as 1.200 restantes
deveriam ser compostas com matérias optativas.
Na revisão de 2023, a carga horária dos itine-
rários formativos foi reduzida de 1.200 para 6
horas, mas pesquisadores concordam que, para im-
plementar na educação pública, esse modelo ainda
se mostra desastroso. Fernando Cássio, professor
da Faculdade de Educação da USP, dá detalhes so-
bre o novo modelo de aulas.
Políticas públicas
O professor explica que há grande desigual-
dade entre o número de matrículas das escolas
públicas e particulares no Ensino Médio: “88% das
matrículas do Ensino Médio estão na escola pú-
blica, então é importante a gente olhar para esse
dado com foco na escola pública”. [...] Segundo
Cássio, é difícil pensar numa grande reforma de
flexibilização curricular, com a promessa de atrair
de volta estudantes para a escola, sem que haja
um aumento definitivo do investimento em edu-
cação pública: “A gente tem um desenho de um
sistema de educação universal, gratuito e público,
de ampla cobertura, mas que não tem professores
suficientes, salas de aulas suficientes”.
Problema conceitual
O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas
sem escolarização básica completa, ou seja, nove
anos de ensino fundamental e três de Ensino Médio.
A reforma foi pensada para tentar reverter esse
quadro preocupante, mas, conforme explica Fernan-
do Cássio, a evasão escolar está mais relacionada
à falta de condições econômicas dos alunos mais
pobres e às dificuldades sociais ao redor da escola
do que propriamente à composição curricular.
“A explicação que os reformadores encontraram
em 2016 para justificar a reforma era que os jovens
não ficam na escola porque a escola é chata, é muito
ultrapassada, um monte de clichês empilhados que
conformam um discurso de base moral, porque já co-
loca as pessoas que vão criticar esse tipo de modelo
como se fossem elas as reacionárias”, conta o docente.
Para Fernando Cássio, a implementação dos itine-
rários está relacionada a um projeto de alienação dos
alunos pobres, visto que, nos colégios particulares, os
itinerários ocorrem no contraturno e não prejudicam o
aprendizado pleno das matérias da BNCC que caem no
vestibular. “Ao invés de aprender química básica, para
entender como funciona o ciclo do carbono e, portanto,
entender como é que funciona o aquecimento global,
o aluno vai estudar bolo de pote, brigadeiro gourmet,
como fabricar um tijolo, coisas assim,” elucida.
Na prática
Para atender à demanda da reforma, os governos
estaduais elaboraram diversas matérias alternati-
vas para serem oferecidas às escolas como parte
dos itinerários formativos. O problema é que, na
prática, não há condições materiais para instaurar
todos os itinerários de maneira plena nas escolas
públicas, e os professores muitas vezes se veem na
obrigação de ministrar aulas para as quais não pos-
suem conhecimento: “Quando a reforma começou a
ser implementada nas redes, o problema começou
a aparecer. O Rio Grande do Sul, por exemplo, criou
itinerários formativos. O Rio de Janeiro criou 18,
e São Paulo criou 11. Mas, quando você vai à escola,
é ofertado 1, 2,” expõe o professor.
Mesmo entre os colégios públicos, há desigual-
dades na oferta de ensino: “Os dados mostraram
que o estudante não tem escolha. Essa escolha é
ainda mais restrita nas escolas mais pobres. Quan-
to mais vulnerável é a escola, e quanto mais vul-
nerável é a condição do estudante, menos escolha
tem”, finaliza Fernando Cássio.
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