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O Regimento Geral da Universidade Federal de Santa Maria, com as alterações posteriores e nos termos do Anexo da Resolução UFSM Nº 016/2019, de 02 de julho de 2019, prevê expressamente a composição e competência de seus Conselhos e Comissões.

Sobre o assunto, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.

( ) O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão terá como subunidade de apoio a Secretaria dos Conselhos e duas comissões permanentes, a Comissão de Legislação e Normas – CLN e a Comissão de Ensino, Pesquisa e Extensão – COMEPE, cada qual com competências específicas de forma a garantir a eficiência na tomada de decisões pelo referido Conselho.
( ) Qualquer conselheiro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão poderá participar das reuniões da Comissão de Legislação e Normas e da Comissão de Ensino, Pesquisa e Extensão com direito à voz e ao voto.
( ) Cada Comissão será constituída por três representantes titulares, sendo todos docentes da mesma unidade de ensino, um representante do Ensino Básico Técnico e Tecnológico (EBTT) e um discente.

A sequência correta é
 

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O Código de Ética Profissional do Servidor Público Federal, Decreto Nº 1.171, de 22 de junho de 1994, implementou regras deontológicas, deveres, vedações, dentre outros comandos. Com relação a esse tema, considere as afirmativas a seguir.

I → O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta.
II → São exemplos de deveres fundamentais do servidor público: ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum.
III → É vedado ao servidor público o uso do cargo ou da função, de facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem.
IV → O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.

Está(ão) correta(s)
 

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De acordo com o que prevê expressamente a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, com suas respectivas emendas, a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, ao seu preparo para o exercício da cidadania e à sua qualificação para o trabalho. Ciente disso, assinale a alternativa que contempla apenas exemplos de princípios com base nos quais o ensino será ministrado.
 

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Com base no que dispõe a Lei Nº 12.288/2010, de 20 de julho de 2010, que institui o Estatuto Nacional da Igualdade Racial, considere as afirmativas a seguir.

I → Cabe ao poder público garantir que o segmento da população negra vinculado aos seguros privados de saúde seja tratado sem discriminação.
II → Está entre as atribuições do poder público estimular e apoiar ações socioeducacionais realizadas por entidades do movimento negro que desenvolvam atividades voltadas para a inclusão social. 
III → Cabe ao poder público incentivar a celebração das personalidades e das datas comemorativas relacionadas à trajetória do samba e de outras manifestações culturais de matriz africana, bem como sua comemoração nas instituições de ensino públicas e privadas.
IV → Está entre as atribuições do poder público fomentar o pleno acesso da população negra às práticas desportivas, consolidando o esporte e o lazer como direitos sociais.

Está(ão) correta(s)
 

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Considerando o que expressamente prevê a Lei Nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.

( ) Como a posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial, somente poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo.
( ) A posse em cargo público ocorrerá no prazo de 60 dias contados da publicação do ato de provimento.
( ) O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe é assegurada ampla defesa. 

A sequência correta é
 

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Leia o texto a seguir para responder à questão.
01 Itinerários formativos impactaram negativamente a educação pública no Brasil
Fernando Cássio explica por que a implementação da mudança afetou de maneira desigual escolas públicas e particulares


A reforma do Novo Ensino Médio, aprovada em

2016, trouxe como principal mudança a divisão das

horas-aula entre a Base Nacional Curricular Comum

(BNCC) e os itinerários formativos, matérias à parte

que seriam de escolha do estudante. Das 3 mil ho-

ras ao longo dos três anos de Ensino Médio, 1.8

seriam da BNCC – matérias como sociologia, mate-

mática, geografia e química – e as 1.200 restantes

deveriam ser compostas com matérias optativas.

Na revisão de 2023, a carga horária dos itine-

rários formativos foi reduzida de 1.200 para 6

horas, mas pesquisadores concordam que, para im-

plementar na educação pública, esse modelo ainda

se mostra desastroso. Fernando Cássio, professor

da Faculdade de Educação da USP, dá detalhes so-

bre o novo modelo de aulas.

Políticas públicas

O professor explica que há grande desigual-

dade entre o número de matrículas das escolas

públicas e particulares no Ensino Médio: “88% das

matrículas do Ensino Médio estão na escola pú-

blica, então é importante a gente olhar para esse

dado com foco na escola pública”. [...] Segundo

Cássio, é difícil pensar numa grande reforma de

flexibilização curricular, com a promessa de atrair

de volta estudantes para a escola, sem que haja

um aumento definitivo do investimento em edu-

cação pública: “A gente tem um desenho de um

sistema de educação universal, gratuito e público,

de ampla cobertura, mas que não tem professores

suficientes, salas de aulas suficientes”.

Problema conceitual

O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas

sem escolarização básica completa, ou seja, nove

anos de ensino fundamental e três de Ensino Médio.

A reforma foi pensada para tentar reverter esse

quadro preocupante, mas, conforme explica Fernan-

do Cássio, a evasão escolar está mais relacionada

à falta de condições econômicas dos alunos mais

pobres e às dificuldades sociais ao redor da escola

do que propriamente à composição curricular.

“A explicação que os reformadores encontraram

em 2016 para justificar a reforma era que os jovens

não ficam na escola porque a escola é chata, é muito

ultrapassada, um monte de clichês empilhados que

conformam um discurso de base moral, porque já co-

loca as pessoas que vão criticar esse tipo de modelo

como se fossem elas as reacionárias”, conta o docente.

Para Fernando Cássio, a implementação dos itine-

rários está relacionada a um projeto de alienação dos

alunos pobres, visto que, nos colégios particulares, os

itinerários ocorrem no contraturno e não prejudicam o

aprendizado pleno das matérias da BNCC que caem no

vestibular. “Ao invés de aprender química básica, para

entender como funciona o ciclo do carbono e, portanto,

entender como é que funciona o aquecimento global,

o aluno vai estudar bolo de pote, brigadeiro gourmet,

como fabricar um tijolo, coisas assim,” elucida.

Na prática

Para atender à demanda da reforma, os governos

estaduais elaboraram diversas matérias alternati-

vas para serem oferecidas às escolas como parte

dos itinerários formativos. O problema é que, na

prática, não há condições materiais para instaurar

todos os itinerários de maneira plena nas escolas

públicas, e os professores muitas vezes se veem na

obrigação de ministrar aulas para as quais não pos-

suem conhecimento: “Quando a reforma começou a

ser implementada nas redes, o problema começou

a aparecer. O Rio Grande do Sul, por exemplo, criou

itinerários formativos. O Rio de Janeiro criou 18,

e São Paulo criou 11. Mas, quando você vai à escola,

é ofertado 1, 2,” expõe o professor.

Mesmo entre os colégios públicos, há desigual-

dades na oferta de ensino: “Os dados mostraram

que o estudante não tem escolha. Essa escolha é

ainda mais restrita nas escolas mais pobres. Quan-

to mais vulnerável é a escola, e quanto mais vul-

nerável é a condição do estudante, menos escolha

tem”, finaliza Fernando Cássio.






Fonte: PEROSSI, J. Itinerários formativos impactaram
negativamente a educação pública no Brasil. Jornal da USP,
11 nov. 2024. Disponível em: <https://jornal.usp.br/radio-usp/
itinerarios-formativos-impactaram-negativamente-educacaopublica-no-brasil/>. Acesso em: 13 nov. 2024. (Adaptado)
Com base nos mecanismos de coesão referencial empregados no texto, considere as afirmativas a seguir.

I → A expressão “esse modelo” (ℓ. 16) faz referência à nova proposta de Ensino Médio, composta pelas horas-aula da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e as 600 horas de itinerários formativos.
II → A expressão “esse quadro preocupante” (ℓ. 39-40) tem como referente a informação “O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas sem escolarização básica completa” (ℓ. 36-37).
III → O verbo “coloca” (ℓ. 49-50) tem como referente elíptico “a explicação” (ℓ. 45).
IV → A expressão “o problema” (ℓ. 72) faz referência à informação de que, “na prática, não há condições materiais para instaurar todos os itinerários de maneira plena nas escolas públicas” (ℓ. 66-69).

Estão corretas
 

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Leia o texto a seguir para responder à questão.
01 Itinerários formativos impactaram negativamente a educação pública no Brasil
Fernando Cássio explica por que a implementação da mudança afetou de maneira desigual escolas públicas e particulares


A reforma do Novo Ensino Médio, aprovada em

2016, trouxe como principal mudança a divisão das

horas-aula entre a Base Nacional Curricular Comum

(BNCC) e os itinerários formativos, matérias à parte

que seriam de escolha do estudante. Das 3 mil ho-

ras ao longo dos três anos de Ensino Médio, 1.8

seriam da BNCC – matérias como sociologia, mate-

mática, geografia e química – e as 1.200 restantes

deveriam ser compostas com matérias optativas.

Na revisão de 2023, a carga horária dos itine-

rários formativos foi reduzida de 1.200 para 6

horas, mas pesquisadores concordam que, para im-

plementar na educação pública, esse modelo ainda

se mostra desastroso. Fernando Cássio, professor

da Faculdade de Educação da USP, dá detalhes so-

bre o novo modelo de aulas.

Políticas públicas

O professor explica que há grande desigual-

dade entre o número de matrículas das escolas

públicas e particulares no Ensino Médio: “88% das

matrículas do Ensino Médio estão na escola pú-

blica, então é importante a gente olhar para esse

dado com foco na escola pública”. [...] Segundo

Cássio, é difícil pensar numa grande reforma de

flexibilização curricular, com a promessa de atrair

de volta estudantes para a escola, sem que haja

um aumento definitivo do investimento em edu-

cação pública: “A gente tem um desenho de um

sistema de educação universal, gratuito e público,

de ampla cobertura, mas que não tem professores

suficientes, salas de aulas suficientes”.

Problema conceitual

O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas

sem escolarização básica completa, ou seja, nove

anos de ensino fundamental e três de Ensino Médio.

A reforma foi pensada para tentar reverter esse

quadro preocupante, mas, conforme explica Fernan-

do Cássio, a evasão escolar está mais relacionada

à falta de condições econômicas dos alunos mais

pobres e às dificuldades sociais ao redor da escola

do que propriamente à composição curricular.

“A explicação que os reformadores encontraram

em 2016 para justificar a reforma era que os jovens

não ficam na escola porque a escola é chata, é muito

ultrapassada, um monte de clichês empilhados que

conformam um discurso de base moral, porque já co-

loca as pessoas que vão criticar esse tipo de modelo

como se fossem elas as reacionárias”, conta o docente.

Para Fernando Cássio, a implementação dos itine-

rários está relacionada a um projeto de alienação dos

alunos pobres, visto que, nos colégios particulares, os

itinerários ocorrem no contraturno e não prejudicam o

aprendizado pleno das matérias da BNCC que caem no

vestibular. “Ao invés de aprender química básica, para

entender como funciona o ciclo do carbono e, portanto,

entender como é que funciona o aquecimento global,

o aluno vai estudar bolo de pote, brigadeiro gourmet,

como fabricar um tijolo, coisas assim,” elucida.

Na prática

Para atender à demanda da reforma, os governos

estaduais elaboraram diversas matérias alternati-

vas para serem oferecidas às escolas como parte

dos itinerários formativos. O problema é que, na

prática, não há condições materiais para instaurar

todos os itinerários de maneira plena nas escolas

públicas, e os professores muitas vezes se veem na

obrigação de ministrar aulas para as quais não pos-

suem conhecimento: “Quando a reforma começou a

ser implementada nas redes, o problema começou

a aparecer. O Rio Grande do Sul, por exemplo, criou

itinerários formativos. O Rio de Janeiro criou 18,

e São Paulo criou 11. Mas, quando você vai à escola,

é ofertado 1, 2,” expõe o professor.

Mesmo entre os colégios públicos, há desigual-

dades na oferta de ensino: “Os dados mostraram

que o estudante não tem escolha. Essa escolha é

ainda mais restrita nas escolas mais pobres. Quan-

to mais vulnerável é a escola, e quanto mais vul-

nerável é a condição do estudante, menos escolha

tem”, finaliza Fernando Cássio.






Fonte: PEROSSI, J. Itinerários formativos impactaram
negativamente a educação pública no Brasil. Jornal da USP,
11 nov. 2024. Disponível em: <https://jornal.usp.br/radio-usp/
itinerarios-formativos-impactaram-negativamente-educacaopublica-no-brasil/>. Acesso em: 13 nov. 2024. (Adaptado)
Com relação à construção sintática de passagens do texto, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.

( ) No subtítulo, a escrita correta de “por que” (ℓ. 02) deveria ser “porque”, uma vez que introduz uma explicação.
( ) Na oração “a evasão escolar está mais relacionada [...] às dificuldades sociais ao redor da escola” (ℓ. 41-43), conforme as regras que orientam o uso da crase, é também aceita a construção “a dificuldades”.
( ) No trecho “O problema é que, na prática, não há condições materiais para instaurar todos os itinerários de maneira plena nas escolas públicas” (ℓ. 66-69), há a ocorrência de uma oração subordinada substantiva predicativa.

A sequência correta é
 

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01 Itinerários formativos impactaram negativamente a educação pública no Brasil
Fernando Cássio explica por que a implementação da mudança afetou de maneira desigual escolas públicas e particulares


A reforma do Novo Ensino Médio, aprovada em

2016, trouxe como principal mudança a divisão das

horas-aula entre a Base Nacional Curricular Comum

(BNCC) e os itinerários formativos, matérias à parte

que seriam de escolha do estudante. Das 3 mil ho-

ras ao longo dos três anos de Ensino Médio, 1.8

seriam da BNCC – matérias como sociologia, mate-

mática, geografia e química – e as 1.200 restantes

deveriam ser compostas com matérias optativas.

Na revisão de 2023, a carga horária dos itine-

rários formativos foi reduzida de 1.200 para 6

horas, mas pesquisadores concordam que, para im-

plementar na educação pública, esse modelo ainda

se mostra desastroso. Fernando Cássio, professor

da Faculdade de Educação da USP, dá detalhes so-

bre o novo modelo de aulas.

Políticas públicas

O professor explica que há grande desigual-

dade entre o número de matrículas das escolas

públicas e particulares no Ensino Médio: “88% das

matrículas do Ensino Médio estão na escola pú-

blica, então é importante a gente olhar para esse

dado com foco na escola pública”. [...] Segundo

Cássio, é difícil pensar numa grande reforma de

flexibilização curricular, com a promessa de atrair

de volta estudantes para a escola, sem que haja

um aumento definitivo do investimento em edu-

cação pública: “A gente tem um desenho de um

sistema de educação universal, gratuito e público,

de ampla cobertura, mas que não tem professores

suficientes, salas de aulas suficientes”.

Problema conceitual

O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas

sem escolarização básica completa, ou seja, nove

anos de ensino fundamental e três de Ensino Médio.

A reforma foi pensada para tentar reverter esse

quadro preocupante, mas, conforme explica Fernan-

do Cássio, a evasão escolar está mais relacionada

à falta de condições econômicas dos alunos mais

pobres e às dificuldades sociais ao redor da escola

do que propriamente à composição curricular.

“A explicação que os reformadores encontraram

em 2016 para justificar a reforma era que os jovens

não ficam na escola porque a escola é chata, é muito

ultrapassada, um monte de clichês empilhados que

conformam um discurso de base moral, porque já co-

loca as pessoas que vão criticar esse tipo de modelo

como se fossem elas as reacionárias”, conta o docente.

Para Fernando Cássio, a implementação dos itine-

rários está relacionada a um projeto de alienação dos

alunos pobres, visto que, nos colégios particulares, os

itinerários ocorrem no contraturno e não prejudicam o

aprendizado pleno das matérias da BNCC que caem no

vestibular. “Ao invés de aprender química básica, para

entender como funciona o ciclo do carbono e, portanto,

entender como é que funciona o aquecimento global,

o aluno vai estudar bolo de pote, brigadeiro gourmet,

como fabricar um tijolo, coisas assim,” elucida.

Na prática

Para atender à demanda da reforma, os governos

estaduais elaboraram diversas matérias alternati-

vas para serem oferecidas às escolas como parte

dos itinerários formativos. O problema é que, na

prática, não há condições materiais para instaurar

todos os itinerários de maneira plena nas escolas

públicas, e os professores muitas vezes se veem na

obrigação de ministrar aulas para as quais não pos-

suem conhecimento: “Quando a reforma começou a

ser implementada nas redes, o problema começou

a aparecer. O Rio Grande do Sul, por exemplo, criou

itinerários formativos. O Rio de Janeiro criou 18,

e São Paulo criou 11. Mas, quando você vai à escola,

é ofertado 1, 2,” expõe o professor.

Mesmo entre os colégios públicos, há desigual-

dades na oferta de ensino: “Os dados mostraram

que o estudante não tem escolha. Essa escolha é

ainda mais restrita nas escolas mais pobres. Quan-

to mais vulnerável é a escola, e quanto mais vul-

nerável é a condição do estudante, menos escolha

tem”, finaliza Fernando Cássio.






Fonte: PEROSSI, J. Itinerários formativos impactaram
negativamente a educação pública no Brasil. Jornal da USP,
11 nov. 2024. Disponível em: <https://jornal.usp.br/radio-usp/
itinerarios-formativos-impactaram-negativamente-educacaopublica-no-brasil/>. Acesso em: 13 nov. 2024. (Adaptado)
Com relação ao emprego da pontuação, considere as afirmativas a seguir.

I → O emprego da vírgula na linha 07 obedece à mesma regra que o emprego das vírgulas nas linhas 17 e 18.
II → No trecho “[...] a carga horária dos itinerários formativos foi reduzida de 1.200 para 600 horas, mas pesquisadores concordam que” (ℓ. 13-15), a vírgula separa uma oração coordenada assindética de uma oração coordenada sindética adversativa.
III → Se o trecho “matérias como sociologia, matemática, geografia e química” (ℓ. 10-11), juntamenente com os travessões que o acompanham, fosse excluído, uma vírgula deveria ser acrescentada antes da conjunção “e” (ℓ. 11).
IV → No trecho “mas pesquisadores concordam que, para implementar na educação pública, esse modelo ainda se mostra desastroso” (ℓ. 15-17), as vírgulas sinalizam a intercalação de uma oração subordinada adverbial final.

Está(ão) correta(s)
 

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Fernando Cássio explica por que a implementação da mudança afetou de maneira desigual escolas públicas e particulares


A reforma do Novo Ensino Médio, aprovada em

2016, trouxe como principal mudança a divisão das

horas-aula entre a Base Nacional Curricular Comum

(BNCC) e os itinerários formativos, matérias à parte

que seriam de escolha do estudante. Das 3 mil ho-

ras ao longo dos três anos de Ensino Médio, 1.8

seriam da BNCC – matérias como sociologia, mate-

mática, geografia e química – e as 1.200 restantes

deveriam ser compostas com matérias optativas.

Na revisão de 2023, a carga horária dos itine-

rários formativos foi reduzida de 1.200 para 6

horas, mas pesquisadores concordam que, para im-

plementar na educação pública, esse modelo ainda

se mostra desastroso. Fernando Cássio, professor

da Faculdade de Educação da USP, dá detalhes so-

bre o novo modelo de aulas.

Políticas públicas

O professor explica que há grande desigual-

dade entre o número de matrículas das escolas

públicas e particulares no Ensino Médio: “88% das

matrículas do Ensino Médio estão na escola pú-

blica, então é importante a gente olhar para esse

dado com foco na escola pública”. [...] Segundo

Cássio, é difícil pensar numa grande reforma de

flexibilização curricular, com a promessa de atrair

de volta estudantes para a escola, sem que haja

um aumento definitivo do investimento em edu-

cação pública: “A gente tem um desenho de um

sistema de educação universal, gratuito e público,

de ampla cobertura, mas que não tem professores

suficientes, salas de aulas suficientes”.

Problema conceitual

O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas

sem escolarização básica completa, ou seja, nove

anos de ensino fundamental e três de Ensino Médio.

A reforma foi pensada para tentar reverter esse

quadro preocupante, mas, conforme explica Fernan-

do Cássio, a evasão escolar está mais relacionada

à falta de condições econômicas dos alunos mais

pobres e às dificuldades sociais ao redor da escola

do que propriamente à composição curricular.

“A explicação que os reformadores encontraram

em 2016 para justificar a reforma era que os jovens

não ficam na escola porque a escola é chata, é muito

ultrapassada, um monte de clichês empilhados que

conformam um discurso de base moral, porque já co-

loca as pessoas que vão criticar esse tipo de modelo

como se fossem elas as reacionárias”, conta o docente.

Para Fernando Cássio, a implementação dos itine-

rários está relacionada a um projeto de alienação dos

alunos pobres, visto que, nos colégios particulares, os

itinerários ocorrem no contraturno e não prejudicam o

aprendizado pleno das matérias da BNCC que caem no

vestibular. “Ao invés de aprender química básica, para

entender como funciona o ciclo do carbono e, portanto,

entender como é que funciona o aquecimento global,

o aluno vai estudar bolo de pote, brigadeiro gourmet,

como fabricar um tijolo, coisas assim,” elucida.

Na prática

Para atender à demanda da reforma, os governos

estaduais elaboraram diversas matérias alternati-

vas para serem oferecidas às escolas como parte

dos itinerários formativos. O problema é que, na

prática, não há condições materiais para instaurar

todos os itinerários de maneira plena nas escolas

públicas, e os professores muitas vezes se veem na

obrigação de ministrar aulas para as quais não pos-

suem conhecimento: “Quando a reforma começou a

ser implementada nas redes, o problema começou

a aparecer. O Rio Grande do Sul, por exemplo, criou

itinerários formativos. O Rio de Janeiro criou 18,

e São Paulo criou 11. Mas, quando você vai à escola,

é ofertado 1, 2,” expõe o professor.

Mesmo entre os colégios públicos, há desigual-

dades na oferta de ensino: “Os dados mostraram

que o estudante não tem escolha. Essa escolha é

ainda mais restrita nas escolas mais pobres. Quan-

to mais vulnerável é a escola, e quanto mais vul-

nerável é a condição do estudante, menos escolha

tem”, finaliza Fernando Cássio.






Fonte: PEROSSI, J. Itinerários formativos impactaram
negativamente a educação pública no Brasil. Jornal da USP,
11 nov. 2024. Disponível em: <https://jornal.usp.br/radio-usp/
itinerarios-formativos-impactaram-negativamente-educacaopublica-no-brasil/>. Acesso em: 13 nov. 2024. (Adaptado)
Conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta no que diz respeito ao emprego das vozes verbais.
 

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01 Itinerários formativos impactaram negativamente a educação pública no Brasil
Fernando Cássio explica por que a implementação da mudança afetou de maneira desigual escolas públicas e particulares


A reforma do Novo Ensino Médio, aprovada em

2016, trouxe como principal mudança a divisão das

horas-aula entre a Base Nacional Curricular Comum

(BNCC) e os itinerários formativos, matérias à parte

que seriam de escolha do estudante. Das 3 mil ho-

ras ao longo dos três anos de Ensino Médio, 1.8

seriam da BNCC – matérias como sociologia, mate-

mática, geografia e química – e as 1.200 restantes

deveriam ser compostas com matérias optativas.

Na revisão de 2023, a carga horária dos itine-

rários formativos foi reduzida de 1.200 para 6

horas, mas pesquisadores concordam que, para im-

plementar na educação pública, esse modelo ainda

se mostra desastroso. Fernando Cássio, professor

da Faculdade de Educação da USP, dá detalhes so-

bre o novo modelo de aulas.

Políticas públicas

O professor explica que há grande desigual-

dade entre o número de matrículas das escolas

públicas e particulares no Ensino Médio: “88% das

matrículas do Ensino Médio estão na escola pú-

blica, então é importante a gente olhar para esse

dado com foco na escola pública”. [...] Segundo

Cássio, é difícil pensar numa grande reforma de

flexibilização curricular, com a promessa de atrair

de volta estudantes para a escola, sem que haja

um aumento definitivo do investimento em edu-

cação pública: “A gente tem um desenho de um

sistema de educação universal, gratuito e público,

de ampla cobertura, mas que não tem professores

suficientes, salas de aulas suficientes”.

Problema conceitual

O Brasil possui mais de 70 milhões de pessoas

sem escolarização básica completa, ou seja, nove

anos de ensino fundamental e três de Ensino Médio.

A reforma foi pensada para tentar reverter esse

quadro preocupante, mas, conforme explica Fernan-

do Cássio, a evasão escolar está mais relacionada

à falta de condições econômicas dos alunos mais

pobres e às dificuldades sociais ao redor da escola

do que propriamente à composição curricular.

“A explicação que os reformadores encontraram

em 2016 para justificar a reforma era que os jovens

não ficam na escola porque a escola é chata, é muito

ultrapassada, um monte de clichês empilhados que

conformam um discurso de base moral, porque já co-

loca as pessoas que vão criticar esse tipo de modelo

como se fossem elas as reacionárias”, conta o docente.

Para Fernando Cássio, a implementação dos itine-

rários está relacionada a um projeto de alienação dos

alunos pobres, visto que, nos colégios particulares, os

itinerários ocorrem no contraturno e não prejudicam o

aprendizado pleno das matérias da BNCC que caem no

vestibular. “Ao invés de aprender química básica, para

entender como funciona o ciclo do carbono e, portanto,

entender como é que funciona o aquecimento global,

o aluno vai estudar bolo de pote, brigadeiro gourmet,

como fabricar um tijolo, coisas assim,” elucida.

Na prática

Para atender à demanda da reforma, os governos

estaduais elaboraram diversas matérias alternati-

vas para serem oferecidas às escolas como parte

dos itinerários formativos. O problema é que, na

prática, não há condições materiais para instaurar

todos os itinerários de maneira plena nas escolas

públicas, e os professores muitas vezes se veem na

obrigação de ministrar aulas para as quais não pos-

suem conhecimento: “Quando a reforma começou a

ser implementada nas redes, o problema começou

a aparecer. O Rio Grande do Sul, por exemplo, criou

itinerários formativos. O Rio de Janeiro criou 18,

e São Paulo criou 11. Mas, quando você vai à escola,

é ofertado 1, 2,” expõe o professor.

Mesmo entre os colégios públicos, há desigual-

dades na oferta de ensino: “Os dados mostraram

que o estudante não tem escolha. Essa escolha é

ainda mais restrita nas escolas mais pobres. Quan-

to mais vulnerável é a escola, e quanto mais vul-

nerável é a condição do estudante, menos escolha

tem”, finaliza Fernando Cássio.






Fonte: PEROSSI, J. Itinerários formativos impactaram
negativamente a educação pública no Brasil. Jornal da USP,
11 nov. 2024. Disponível em: <https://jornal.usp.br/radio-usp/
itinerarios-formativos-impactaram-negativamente-educacaopublica-no-brasil/>. Acesso em: 13 nov. 2024. (Adaptado)
O objetivo do texto é
 

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