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Instrução: Leia o Texto 1 para responder à questão

TEXTO 1

Em Defesa Do Voto Obrigatório

No seu famoso discurso como presidente da Associação Americana de Ciência Política, em 1996, o cientista político Arend Lijphart defendeu o voto obrigatório como solução para o problema da abstenção e da desigualdade nas eleições dos Estados Unidos.

O testemunho dele alerta para um dos riscos a que o Brasil estará sujeito caso o Congresso Nacional aprove emenda à Constituição para tornar o voto facultativo.

A taxa de comparecimento eleitoral tende a ser menor em países que adotam sistema de voto facultativo. Nos Estados Unidos, em 2008, 58% dos cidadãos com idade para votar compareceram às urnas para escolher o presidente, segundo o International Institute for Democracy and Electoral Assistance.

Nem o fenômeno Barack Obama foi suficiente para motivar o registro e a votação em massa. Na eleição para o Congresso, em 2006, só 37% dos americanos votaram.

Por outro lado, nos países em que há penalidades para quem se ausenta da eleição e não se justifica perante a Justiça, a maioria dos cidadãos exerce o direito ao voto. No mesmo ano em que os americanos elegiam Obama, 83% dos brasileiros marcaram presença na cabine de votação, segundo informa o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Destes, 91% registraram voto válido na escolha do candidato a presidente. Apenas um em cada dez eleitores votou em branco ou anulou o voto. Números semelhantes foram observados nas eleições para senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

O problema está em que a abstenção eleitoral atinge em maior grau grupos vulneráveis social e economicamente. Nos Estados Unidos, os mais privilegiados votam mais vezes. Cidadãos de baixa renda e pouca instrução se revelam sensíveis aos custos de votar, deixando de se fazerem presentes se há formalidade em excesso no registro voluntário do eleitor.

No Brasil, se o voto facultativo for adotado, pode ocorrer um fenômeno semelhante. Um grupo social e econômico será menos representado, conforme sugere o resultado da pesquisa Datafolha realizada em maio de 2010.

Ricos com escolaridade superior e das capitais e regiões metropolitanas votariam mesmo se o voto se tornasse facultativo. Enquanto os pobres com ensino fundamental e do interior se mostram mais dispostos a renunciar ao exercício do voto.

A lei do voto obrigatório, quando aplicada rigorosamente, contribui para melhorar as condições de vida da população, sobretudo em países em desenvolvimento, conforme atestam vários estudos.

Quando o exercício do voto se estende aos mais pobres e menos escolarizados, há uma pressão para que os governos adotem políticas voltadas para o combate à pobreza e à desigualdade.

Por último, e não menos importante, a obrigatoriedade faz com que os eleitores busquem informação sobre a política, além de pressionar candidatos e partidos a incluir propostas para o segmento mais amplo da sociedade.

Quando têm o dever de votar, os cidadãos se informam e conversam sobre política, aumentando o interesse pelo assunto.

Se o voto se tornar facultativo no Brasil, pode haver um retrocesso na democracia e no bem-estar social.

Em primeiro lugar, a mudança da lei reduzirá o número de votantes.

Os menos escolarizados e mais pobres renunciarão, com maior frequência, ao exercício do voto.

Sem a pressão de setores da sociedade, os governos terão menos incentivo para promover políticas de distribuição de renda e combate à pobreza. Os avanços obtidos ao longo dos últimos 16 anos podem estar comprometidos.

ROMA, Celso. Folha de São Paulo. 02 out. 2010.

(Adaptado) Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0210201007.htm> Acesso em 02 maio 2014.

Na composição dos dois primeiros parágrafos do texto, verifica-se o uso do seguinte recurso textual:

 

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TEXTO 1

Em Defesa Do Voto Obrigatório

No seu famoso discurso como presidente da Associação Americana de Ciência Política, em 1996, o cientista político Arend Lijphart defendeu o voto obrigatório como solução para o problema da abstenção e da desigualdade nas eleições dos Estados Unidos.

O testemunho dele alerta para um dos riscos a que o Brasil estará sujeito caso o Congresso Nacional aprove emenda à Constituição para tornar o voto facultativo.

A taxa de comparecimento eleitoral tende a ser menor em países que adotam sistema de voto facultativo. Nos Estados Unidos, em 2008, 58% dos cidadãos com idade para votar compareceram às urnas para escolher o presidente, segundo o International Institute for Democracy and Electoral Assistance.

Nem o fenômeno Barack Obama foi suficiente para motivar o registro e a votação em massa. Na eleição para o Congresso, em 2006, só 37% dos americanos votaram.

Por outro lado, nos países em que há penalidades para quem se ausenta da eleição e não se justifica perante a Justiça, a maioria dos cidadãos exerce o direito ao voto. No mesmo ano em que os americanos elegiam Obama, 83% dos brasileiros marcaram presença na cabine de votação, segundo informa o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Destes, 91% registraram voto válido na escolha do candidato a presidente. Apenas um em cada dez eleitores votou em branco ou anulou o voto. Números semelhantes foram observados nas eleições para senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

O problema está em que a abstenção eleitoral atinge em maior grau grupos vulneráveis social e economicamente. Nos Estados Unidos, os mais privilegiados votam mais vezes. Cidadãos de baixa renda e pouca instrução se revelam sensíveis aos custos de votar, deixando de se fazerem presentes se há formalidade em excesso no registro voluntário do eleitor.

No Brasil, se o voto facultativo for adotado, pode ocorrer um fenômeno semelhante. Um grupo social e econômico será menos representado, conforme sugere o resultado da pesquisa Datafolha realizada em maio de 2010.

Ricos com escolaridade superior e das capitais e regiões metropolitanas votariam mesmo se o voto se tornasse facultativo. Enquanto os pobres com ensino fundamental e do interior se mostram mais dispostos a renunciar ao exercício do voto.

A lei do voto obrigatório, quando aplicada rigorosamente, contribui para melhorar as condições de vida da população, sobretudo em países em desenvolvimento, conforme atestam vários estudos.

Quando o exercício do voto se estende aos mais pobres e menos escolarizados, há uma pressão para que os governos adotem políticas voltadas para o combate à pobreza e à desigualdade.

Por último, e não menos importante, a obrigatoriedade faz com que os eleitores busquem informação sobre a política, além de pressionar candidatos e partidos a incluir propostas para o segmento mais amplo da sociedade.

Quando têm o dever de votar, os cidadãos se informam e conversam sobre política, aumentando o interesse pelo assunto.

Se o voto se tornar facultativo no Brasil, pode haver um retrocesso na democracia e no bem-estar social.

Em primeiro lugar, a mudança da lei reduzirá o número de votantes.

Os menos escolarizados e mais pobres renunciarão, com maior frequência, ao exercício do voto.

Sem a pressão de setores da sociedade, os governos terão menos incentivo para promover políticas de distribuição de renda e combate à pobreza. Os avanços obtidos ao longo dos últimos 16 anos podem estar comprometidos.

ROMA, Celso. Folha de São Paulo. 02 out. 2010.

(Adaptado) Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0210201007.htm> Acesso em 02 maio 2014.

Leia os trechos seguintes.

(1) Nem o fenômeno Barack Obama foi suficiente para motivar o registro e a votação em massa. Na eleição para o Congresso, em 2006, só 37% dos americanos votaram.

(2) Por outro lado, nos países em que há penalidades para quem se ausenta da eleição e não se justifica perante a Justiça, a maioria dos cidadãos exerce o direito ao voto.

Assinale a alternativa em que estão expressos os tipos de relações estabelecidas entre o enunciado (1) e o enunciado (2).

 

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TEXTO 1

Em Defesa Do Voto Obrigatório

No seu famoso discurso como presidente da Associação Americana de Ciência Política, em 1996, o cientista político Arend Lijphart defendeu o voto obrigatório como solução para o problema da abstenção e da desigualdade nas eleições dos Estados Unidos.

O testemunho dele alerta para um dos riscos a que o Brasil estará sujeito caso o Congresso Nacional aprove emenda à Constituição para tornar o voto facultativo.

A taxa de comparecimento eleitoral tende a ser menor em países que adotam sistema de voto facultativo. Nos Estados Unidos, em 2008, 58% dos cidadãos com idade para votar compareceram às urnas para escolher o presidente, segundo o International Institute for Democracy and Electoral Assistance.

Nem o fenômeno Barack Obama foi suficiente para motivar o registro e a votação em massa. Na eleição para o Congresso, em 2006, só 37% dos americanos votaram.

Por outro lado, nos países em que há penalidades para quem se ausenta da eleição e não se justifica perante a Justiça, a maioria dos cidadãos exerce o direito ao voto. No mesmo ano em que os americanos elegiam Obama, 83% dos brasileiros marcaram presença na cabine de votação, segundo informa o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Destes, 91% registraram voto válido na escolha do candidato a presidente. Apenas um em cada dez eleitores votou em branco ou anulou o voto. Números semelhantes foram observados nas eleições para senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

O problema está em que a abstenção eleitoral atinge em maior grau grupos vulneráveis social e economicamente. Nos Estados Unidos, os mais privilegiados votam mais vezes. Cidadãos de baixa renda e pouca instrução se revelam sensíveis aos custos de votar, deixando de se fazerem presentes se há formalidade em excesso no registro voluntário do eleitor.

No Brasil, se o voto facultativo for adotado, pode ocorrer um fenômeno semelhante. Um grupo social e econômico será menos representado, conforme sugere o resultado da pesquisa Datafolha realizada em maio de 2010.

Ricos com escolaridade superior e das capitais e regiões metropolitanas votariam mesmo se o voto se tornasse facultativo. Enquanto os pobres com ensino fundamental e do interior se mostram mais dispostos a renunciar ao exercício do voto.

A lei do voto obrigatório, quando aplicada rigorosamente, contribui para melhorar as condições de vida da população, sobretudo em países em desenvolvimento, conforme atestam vários estudos.

Quando o exercício do voto se estende aos mais pobres e menos escolarizados, há uma pressão para que os governos adotem políticas voltadas para o combate à pobreza e à desigualdade.

Por último, e não menos importante, a obrigatoriedade faz com que os eleitores busquem informação sobre a política, além de pressionar candidatos e partidos a incluir propostas para o segmento mais amplo da sociedade.

Quando têm o dever de votar, os cidadãos se informam e conversam sobre política, aumentando o interesse pelo assunto.

Se o voto se tornar facultativo no Brasil, pode haver um retrocesso na democracia e no bem-estar social.

Em primeiro lugar, a mudança da lei reduzirá o número de votantes.

Os menos escolarizados e mais pobres renunciarão, com maior frequência, ao exercício do voto.

Sem a pressão de setores da sociedade, os governos terão menos incentivo para promover políticas de distribuição de renda e combate à pobreza. Os avanços obtidos ao longo dos últimos 16 anos podem estar comprometidos.

ROMA, Celso. Folha de São Paulo. 02 out. 2010.

(Adaptado) Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0210201007.htm> Acesso em 02 maio 2014.

Leia este fragmento do texto.

Nos Estados Unidos, em 2008, 58% dos cidadãos com idade para votar compareceram às urnas para escolher o presidente.

Considerando a norma padrão da Língua Portuguesa, é CORRETO afirmar que

 

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Em Defesa Do Voto Obrigatório

No seu famoso discurso como presidente da Associação Americana de Ciência Política, em 1996, o cientista político Arend Lijphart defendeu o voto obrigatório como solução para o problema da abstenção e da desigualdade nas eleições dos Estados Unidos.

O testemunho dele alerta para um dos riscos a que o Brasil estará sujeito caso o Congresso Nacional aprove emenda à Constituição para tornar o voto facultativo.

A taxa de comparecimento eleitoral tende a ser menor em países que adotam sistema de voto facultativo. Nos Estados Unidos, em 2008, 58% dos cidadãos com idade para votar compareceram às urnas para escolher o presidente, segundo o International Institute for Democracy and Electoral Assistance.

Nem o fenômeno Barack Obama foi suficiente para motivar o registro e a votação em massa. Na eleição para o Congresso, em 2006, só 37% dos americanos votaram.

Por outro lado, nos países em que há penalidades para quem se ausenta da eleição e não se justifica perante a Justiça, a maioria dos cidadãos exerce o direito ao voto. No mesmo ano em que os americanos elegiam Obama, 83% dos brasileiros marcaram presença na cabine de votação, segundo informa o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Destes, 91% registraram voto válido na escolha do candidato a presidente. Apenas um em cada dez eleitores votou em branco ou anulou o voto. Números semelhantes foram observados nas eleições para senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

O problema está em que a abstenção eleitoral atinge em maior grau grupos vulneráveis social e economicamente. Nos Estados Unidos, os mais privilegiados votam mais vezes. Cidadãos de baixa renda e pouca instrução se revelam sensíveis aos custos de votar, deixando de se fazerem presentes se há formalidade em excesso no registro voluntário do eleitor.

No Brasil, se o voto facultativo for adotado, pode ocorrer um fenômeno semelhante. Um grupo social e econômico será menos representado, conforme sugere o resultado da pesquisa Datafolha realizada em maio de 2010.

Ricos com escolaridade superior e das capitais e regiões metropolitanas votariam mesmo se o voto se tornasse facultativo. Enquanto os pobres com ensino fundamental e do interior se mostram mais dispostos a renunciar ao exercício do voto.

A lei do voto obrigatório, quando aplicada rigorosamente, contribui para melhorar as condições de vida da população, sobretudo em países em desenvolvimento, conforme atestam vários estudos.

Quando o exercício do voto se estende aos mais pobres e menos escolarizados, há uma pressão para que os governos adotem políticas voltadas para o combate à pobreza e à desigualdade.

Por último, e não menos importante, a obrigatoriedade faz com que os eleitores busquem informação sobre a política, além de pressionar candidatos e partidos a incluir propostas para o segmento mais amplo da sociedade.

Quando têm o dever de votar, os cidadãos se informam e conversam sobre política, aumentando o interesse pelo assunto.

Se o voto se tornar facultativo no Brasil, pode haver um retrocesso na democracia e no bem-estar social.

Em primeiro lugar, a mudança da lei reduzirá o número de votantes.

Os menos escolarizados e mais pobres renunciarão, com maior frequência, ao exercício do voto.

Sem a pressão de setores da sociedade, os governos terão menos incentivo para promover políticas de distribuição de renda e combate à pobreza. Os avanços obtidos ao longo dos últimos 16 anos podem estar comprometidos.

ROMA, Celso. Folha de São Paulo. 02 out. 2010.

(Adaptado) Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0210201007.htm> Acesso em 02 maio 2014.

No trecho “83% dos brasileiros marcaram presença na cabine de votação, segundo informa o TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”, o emprego da vírgula é

 

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Em Defesa Do Voto Obrigatório

No seu famoso discurso como presidente da Associação Americana de Ciência Política, em 1996, o cientista político Arend Lijphart defendeu o voto obrigatório como solução para o problema da abstenção e da desigualdade nas eleições dos Estados Unidos.

O testemunho dele alerta para um dos riscos a que o Brasil estará sujeito caso o Congresso Nacional aprove emenda à Constituição para tornar o voto facultativo.

A taxa de comparecimento eleitoral tende a ser menor em países que adotam sistema de voto facultativo. Nos Estados Unidos, em 2008, 58% dos cidadãos com idade para votar compareceram às urnas para escolher o presidente, segundo o International Institute for Democracy and Electoral Assistance.

Nem o fenômeno Barack Obama foi suficiente para motivar o registro e a votação em massa. Na eleição para o Congresso, em 2006, só 37% dos americanos votaram.

Por outro lado, nos países em que há penalidades para quem se ausenta da eleição e não se justifica perante a Justiça, a maioria dos cidadãos exerce o direito ao voto. No mesmo ano em que os americanos elegiam Obama, 83% dos brasileiros marcaram presença na cabine de votação, segundo informa o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Destes, 91% registraram voto válido na escolha do candidato a presidente. Apenas um em cada dez eleitores votou em branco ou anulou o voto. Números semelhantes foram observados nas eleições para senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

O problema está em que a abstenção eleitoral atinge em maior grau grupos vulneráveis social e economicamente. Nos Estados Unidos, os mais privilegiados votam mais vezes. Cidadãos de baixa renda e pouca instrução se revelam sensíveis aos custos de votar, deixando de se fazerem presentes se há formalidade em excesso no registro voluntário do eleitor.

No Brasil, se o voto facultativo for adotado, pode ocorrer um fenômeno semelhante. Um grupo social e econômico será menos representado, conforme sugere o resultado da pesquisa Datafolha realizada em maio de 2010.

Ricos com escolaridade superior e das capitais e regiões metropolitanas votariam mesmo se o voto se tornasse facultativo. Enquanto os pobres com ensino fundamental e do interior se mostram mais dispostos a renunciar ao exercício do voto.

A lei do voto obrigatório, quando aplicada rigorosamente, contribui para melhorar as condições de vida da população, sobretudo em países em desenvolvimento, conforme atestam vários estudos.

Quando o exercício do voto se estende aos mais pobres e menos escolarizados, há uma pressão para que os governos adotem políticas voltadas para o combate à pobreza e à desigualdade.

Por último, e não menos importante, a obrigatoriedade faz com que os eleitores busquem informação sobre a política, além de pressionar candidatos e partidos a incluir propostas para o segmento mais amplo da sociedade.

Quando têm o dever de votar, os cidadãos se informam e conversam sobre política, aumentando o interesse pelo assunto.

Se o voto se tornar facultativo no Brasil, pode haver um retrocesso na democracia e no bem-estar social.

Em primeiro lugar, a mudança da lei reduzirá o número de votantes.

Os menos escolarizados e mais pobres renunciarão, com maior frequência, ao exercício do voto.

Sem a pressão de setores da sociedade, os governos terão menos incentivo para promover políticas de distribuição de renda e combate à pobreza. Os avanços obtidos ao longo dos últimos 16 anos podem estar comprometidos.

ROMA, Celso. Folha de São Paulo. 02 out. 2010.

(Adaptado) Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0210201007.htm> Acesso em 02 maio 2014.

Na construção do texto, o autor

I. estabelece uma comparação entre o processo eleitoral do Brasil e dos Estados Unidos.

II. defende que a obrigatoriedade do voto concede aos eleitores o direito de pressionar os políticos.

III. argumenta que não haveria representação de grupos sociais caso as eleições se tornassem facultativas.

IV. busca convencer os interlocutores de que é necessária a obrigatoriedade do voto nas eleições.

Estão CORRETAS as proposições:

 

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Em Defesa Do Voto Obrigatório

No seu famoso discurso como presidente da Associação Americana de Ciência Política, em 1996, o cientista político Arend Lijphart defendeu o voto obrigatório como solução para o problema da abstenção e da desigualdade nas eleições dos Estados Unidos.

O testemunho dele alerta para um dos riscos a que o Brasil estará sujeito caso o Congresso Nacional aprove emenda à Constituição para tornar o voto facultativo.

A taxa de comparecimento eleitoral tende a ser menor em países que adotam sistema de voto facultativo. Nos Estados Unidos, em 2008, 58% dos cidadãos com idade para votar compareceram às urnas para escolher o presidente, segundo o International Institute for Democracy and Electoral Assistance.

Nem o fenômeno Barack Obama foi suficiente para motivar o registro e a votação em massa. Na eleição para o Congresso, em 2006, só 37% dos americanos votaram.

Por outro lado, nos países em que há penalidades para quem se ausenta da eleição e não se justifica perante a Justiça, a maioria dos cidadãos exerce o direito ao voto. No mesmo ano em que os americanos elegiam Obama, 83% dos brasileiros marcaram presença na cabine de votação, segundo informa o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Destes, 91% registraram voto válido na escolha do candidato a presidente. Apenas um em cada dez eleitores votou em branco ou anulou o voto. Números semelhantes foram observados nas eleições para senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

O problema está em que a abstenção eleitoral atinge em maior grau grupos vulneráveis social e economicamente. Nos Estados Unidos, os mais privilegiados votam mais vezes. Cidadãos de baixa renda e pouca instrução se revelam sensíveis aos custos de votar, deixando de se fazerem presentes se há formalidade em excesso no registro voluntário do eleitor.

No Brasil, se o voto facultativo for adotado, pode ocorrer um fenômeno semelhante. Um grupo social e econômico será menos representado, conforme sugere o resultado da pesquisa Datafolha realizada em maio de 2010.

Ricos com escolaridade superior e das capitais e regiões metropolitanas votariam mesmo se o voto se tornasse facultativo. Enquanto os pobres com ensino fundamental e do interior se mostram mais dispostos a renunciar ao exercício do voto.

A lei do voto obrigatório, quando aplicada rigorosamente, contribui para melhorar as condições de vida da população, sobretudo em países em desenvolvimento, conforme atestam vários estudos.

Quando o exercício do voto se estende aos mais pobres e menos escolarizados, há uma pressão para que os governos adotem políticas voltadas para o combate à pobreza e à desigualdade.

Por último, e não menos importante, a obrigatoriedade faz com que os eleitores busquem informação sobre a política, além de pressionar candidatos e partidos a incluir propostas para o segmento mais amplo da sociedade.

Quando têm o dever de votar, os cidadãos se informam e conversam sobre política, aumentando o interesse pelo assunto.

Se o voto se tornar facultativo no Brasil, pode haver um retrocesso na democracia e no bem-estar social.

Em primeiro lugar, a mudança da lei reduzirá o número de votantes.

Os menos escolarizados e mais pobres renunciarão, com maior frequência, ao exercício do voto.

Sem a pressão de setores da sociedade, os governos terão menos incentivo para promover políticas de distribuição de renda e combate à pobreza. Os avanços obtidos ao longo dos últimos 16 anos podem estar comprometidos.

ROMA, Celso. Folha de São Paulo. 02 out. 2010.

(Adaptado) Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0210201007.htm> Acesso em 02 maio 2014.

Há equivalência semântica entre os enunciados a seguir, EXCETO em:

 

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No seu famoso discurso como presidente da Associação Americana de Ciência Política, em 1996, o cientista político Arend Lijphart defendeu o voto obrigatório como solução para o problema da abstenção e da desigualdade nas eleições dos Estados Unidos.

O testemunho dele alerta para um dos riscos a que o Brasil estará sujeito caso o Congresso Nacional aprove emenda à Constituição para tornar o voto facultativo.

A taxa de comparecimento eleitoral tende a ser menor em países que adotam sistema de voto facultativo. Nos Estados Unidos, em 2008, 58% dos cidadãos com idade para votar compareceram às urnas para escolher o presidente, segundo o International Institute for Democracy and Electoral Assistance.

Nem o fenômeno Barack Obama foi suficiente para motivar o registro e a votação em massa. Na eleição para o Congresso, em 2006, só 37% dos americanos votaram.

Por outro lado, nos países em que há penalidades para quem se ausenta da eleição e não se justifica perante a Justiça, a maioria dos cidadãos exerce o direito ao voto. No mesmo ano em que os americanos elegiam Obama, 83% dos brasileiros marcaram presença na cabine de votação, segundo informa o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Destes, 91% registraram voto válido na escolha do candidato a presidente. Apenas um em cada dez eleitores votou em branco ou anulou o voto. Números semelhantes foram observados nas eleições para senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

O problema está em que a abstenção eleitoral atinge em maior grau grupos vulneráveis social e economicamente. Nos Estados Unidos, os mais privilegiados votam mais vezes. Cidadãos de baixa renda e pouca instrução se revelam sensíveis aos custos de votar, deixando de se fazerem presentes se há formalidade em excesso no registro voluntário do eleitor.

No Brasil, se o voto facultativo for adotado, pode ocorrer um fenômeno semelhante. Um grupo social e econômico será menos representado, conforme sugere o resultado da pesquisa Datafolha realizada em maio de 2010.

Ricos com escolaridade superior e das capitais e regiões metropolitanas votariam mesmo se o voto se tornasse facultativo. Enquanto os pobres com ensino fundamental e do interior se mostram mais dispostos a renunciar ao exercício do voto.

A lei do voto obrigatório, quando aplicada rigorosamente, contribui para melhorar as condições de vida da população, sobretudo em países em desenvolvimento, conforme atestam vários estudos.

Quando o exercício do voto se estende aos mais pobres e menos escolarizados, há uma pressão para que os governos adotem políticas voltadas para o combate à pobreza e à desigualdade.

Por último, e não menos importante, a obrigatoriedade faz com que os eleitores busquem informação sobre a política, além de pressionar candidatos e partidos a incluir propostas para o segmento mais amplo da sociedade.

Quando têm o dever de votar, os cidadãos se informam e conversam sobre política, aumentando o interesse pelo assunto.

Se o voto se tornar facultativo no Brasil, pode haver um retrocesso na democracia e no bem-estar social.

Em primeiro lugar, a mudança da lei reduzirá o número de votantes.

Os menos escolarizados e mais pobres renunciarão, com maior frequência, ao exercício do voto.

Sem a pressão de setores da sociedade, os governos terão menos incentivo para promover políticas de distribuição de renda e combate à pobreza. Os avanços obtidos ao longo dos últimos 16 anos podem estar comprometidos.

ROMA, Celso. Folha de São Paulo. 02 out. 2010.

(Adaptado) Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0210201007.htm> Acesso em 02 maio 2014.

Assinale a alternativa em que são apresentados argumentos que, de acordo com o texto, defendem a manutenção da lei do voto obrigatório.

 

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No seu famoso discurso como presidente da Associação Americana de Ciência Política, em 1996, o cientista político Arend Lijphart defendeu o voto obrigatório como solução para o problema da abstenção e da desigualdade nas eleições dos Estados Unidos.

O testemunho dele alerta para um dos riscos a que o Brasil estará sujeito caso o Congresso Nacional aprove emenda à Constituição para tornar o voto facultativo.

A taxa de comparecimento eleitoral tende a ser menor em países que adotam sistema de voto facultativo. Nos Estados Unidos, em 2008, 58% dos cidadãos com idade para votar compareceram às urnas para escolher o presidente, segundo o International Institute for Democracy and Electoral Assistance.

Nem o fenômeno Barack Obama foi suficiente para motivar o registro e a votação em massa. Na eleição para o Congresso, em 2006, só 37% dos americanos votaram.

Por outro lado, nos países em que há penalidades para quem se ausenta da eleição e não se justifica perante a Justiça, a maioria dos cidadãos exerce o direito ao voto. No mesmo ano em que os americanos elegiam Obama, 83% dos brasileiros marcaram presença na cabine de votação, segundo informa o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Destes, 91% registraram voto válido na escolha do candidato a presidente. Apenas um em cada dez eleitores votou em branco ou anulou o voto. Números semelhantes foram observados nas eleições para senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

O problema está em que a abstenção eleitoral atinge em maior grau grupos vulneráveis social e economicamente. Nos Estados Unidos, os mais privilegiados votam mais vezes. Cidadãos de baixa renda e pouca instrução se revelam sensíveis aos custos de votar, deixando de se fazerem presentes se há formalidade em excesso no registro voluntário do eleitor.

No Brasil, se o voto facultativo for adotado, pode ocorrer um fenômeno semelhante. Um grupo social e econômico será menos representado, conforme sugere o resultado da pesquisa Datafolha realizada em maio de 2010.

Ricos com escolaridade superior e das capitais e regiões metropolitanas votariam mesmo se o voto se tornasse facultativo. Enquanto os pobres com ensino fundamental e do interior se mostram mais dispostos a renunciar ao exercício do voto.

A lei do voto obrigatório, quando aplicada rigorosamente, contribui para melhorar as condições de vida da população, sobretudo em países em desenvolvimento, conforme atestam vários estudos.

Quando o exercício do voto se estende aos mais pobres e menos escolarizados, há uma pressão para que os governos adotem políticas voltadas para o combate à pobreza e à desigualdade.

Por último, e não menos importante, a obrigatoriedade faz com que os eleitores busquem informação sobre a política, além de pressionar candidatos e partidos a incluir propostas para o segmento mais amplo da sociedade.

Quando têm o dever de votar, os cidadãos se informam e conversam sobre política, aumentando o interesse pelo assunto.

Se o voto se tornar facultativo no Brasil, pode haver um retrocesso na democracia e no bem-estar social.

Em primeiro lugar, a mudança da lei reduzirá o número de votantes.

Os menos escolarizados e mais pobres renunciarão, com maior frequência, ao exercício do voto.

Sem a pressão de setores da sociedade, os governos terão menos incentivo para promover políticas de distribuição de renda e combate à pobreza. Os avanços obtidos ao longo dos últimos 16 anos podem estar comprometidos.

ROMA, Celso. Folha de São Paulo. 02 out. 2010.

(Adaptado) Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0210201007.htm> Acesso em 02 maio 2014.

O autor afirma que

 

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Em Defesa Do Voto Obrigatório

No seu famoso discurso como presidente da Associação Americana de Ciência Política, em 1996, o cientista político Arend Lijphart defendeu o voto obrigatório como solução para o problema da abstenção e da desigualdade nas eleições dos Estados Unidos.

O testemunho dele alerta para um dos riscos a que o Brasil estará sujeito caso o Congresso Nacional aprove emenda à Constituição para tornar o voto facultativo.

A taxa de comparecimento eleitoral tende a ser menor em países que adotam sistema de voto facultativo. Nos Estados Unidos, em 2008, 58% dos cidadãos com idade para votar compareceram às urnas para escolher o presidente, segundo o International Institute for Democracy and Electoral Assistance.

Nem o fenômeno Barack Obama foi suficiente para motivar o registro e a votação em massa. Na eleição para o Congresso, em 2006, só 37% dos americanos votaram.

Por outro lado, nos países em que há penalidades para quem se ausenta da eleição e não se justifica perante a Justiça, a maioria dos cidadãos exerce o direito ao voto. No mesmo ano em que os americanos elegiam Obama, 83% dos brasileiros marcaram presença na cabine de votação, segundo informa o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Destes, 91% registraram voto válido na escolha do candidato a presidente. Apenas um em cada dez eleitores votou em branco ou anulou o voto. Números semelhantes foram observados nas eleições para senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

O problema está em que a abstenção eleitoral atinge em maior grau grupos vulneráveis social e economicamente. Nos Estados Unidos, os mais privilegiados votam mais vezes. Cidadãos de baixa renda e pouca instrução se revelam sensíveis aos custos de votar, deixando de se fazerem presentes se há formalidade em excesso no registro voluntário do eleitor.

No Brasil, se o voto facultativo for adotado, pode ocorrer um fenômeno semelhante. Um grupo social e econômico será menos representado, conforme sugere o resultado da pesquisa Datafolha realizada em maio de 2010.

Ricos com escolaridade superior e das capitais e regiões metropolitanas votariam mesmo se o voto se tornasse facultativo. Enquanto os pobres com ensino fundamental e do interior se mostram mais dispostos a renunciar ao exercício do voto.

A lei do voto obrigatório, quando aplicada rigorosamente, contribui para melhorar as condições de vida da população, sobretudo em países em desenvolvimento, conforme atestam vários estudos.

Quando o exercício do voto se estende aos mais pobres e menos escolarizados, há uma pressão para que os governos adotem políticas voltadas para o combate à pobreza e à desigualdade.

Por último, e não menos importante, a obrigatoriedade faz com que os eleitores busquem informação sobre a política, além de pressionar candidatos e partidos a incluir propostas para o segmento mais amplo da sociedade.

Quando têm o dever de votar, os cidadãos se informam e conversam sobre política, aumentando o interesse pelo assunto.

Se o voto se tornar facultativo no Brasil, pode haver um retrocesso na democracia e no bem-estar social.

Em primeiro lugar, a mudança da lei reduzirá o número de votantes.

Os menos escolarizados e mais pobres renunciarão, com maior frequência, ao exercício do voto.

Sem a pressão de setores da sociedade, os governos terão menos incentivo para promover políticas de distribuição de renda e combate à pobreza. Os avanços obtidos ao longo dos últimos 16 anos podem estar comprometidos.

ROMA, Celso. Folha de São Paulo. 02 out. 2010.

(Adaptado) Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0210201007.htm> Acesso em 02 maio 2014.

Leia este fragmento do texto.

No seu famoso discurso como presidente da Associação Americana de Ciência Política, em 1996, o cientista político Arend Lijphart defendeu o voto obrigatório como solução para o problema da abstenção e da desigualdade nas eleições dos Estados Unidos.

Assinale a alternativa que expressa uma possibilidade de reescrita desse trecho, sem alteração de sentido do original.

 

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3362374 Ano: 2014
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FUNDEP
Orgão: UFTM
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